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  • Seu vencedor não ficou genial. Ele só comeu a carteira.

    Rebalancear... É a única regra decente que obriga você a vender um pedaço do que subiu muito e ficou com múltiplo mais caro. A mecânica é sem poesia. Você definiu um peso. O preço andou. O peso andou junto, sem pedir licença. A posição que era um pedaço da carteira virou o protagonista do mês, e com ela o múltiplo. Deixar parado, nesse ponto, não é neutralidade. É aumentar a aposta por omissão, num preço pior do que o da compra. Pensa numa carteira de cinco posições iguais, R$ 20 mil cada. Uma dobra. As outras não se mexem. O bolo vai a R$ 120 mil e a queridinha sai de 20% para 33%. Voltar à meta exige vender cerca de R$ 16 mil dela e recolher uns R$ 4 mil em cada uma das que ficaram para trás. Não é opinião. É subtração. Quem chama isso de “realizar cedo demais” está confundindo preço de tela com tamanho de risco. 8% que viram 25% mudam o mês. O resultado deixa de ser da carteira e passa a ser do papel. Você pode continuar se achando diversificado. A planilha discorda. Múltiplo mais caro é outro negócio. O mesmo lucro, a um preço bem mais alto, paga menos daqui para frente, a menos que o lucro tenha corrido junto. Vantagem tributaria, se der para aproveitar, melhor ainda ! No Brasil, venda de ação no mercado à vista acima de R$ 20 mil no mês perde a isenção, e o ganho, em regra, vai a 15%. (Day trade é outra conversa. Fundo tem come-cotas.) Rebalancear toda sexta um papel que só sobe é entregar pedaço do retorno ao Leão para se sentir disciplinado. Aporte novo no que está pequeno resolve boa parte do desvio sem realizar. Venda o excesso que o aporte não alcança. Rebalancear olha para dentro da carteira. Para quem já está no All in One Esta é a semana de aparar, não de contemplar. Vende um pedaço do que subiu muito e ficou com peso acima da meta. Não a posição inteira: o excesso. Realoca no que está com peso menor na carteira recomendada. Para quem ainda olha de fora O All in One é a carteira que eu monto como monto a minha: renda e alto potencial, sem taxa de administração em cima, sem produto de prateleira de banco. Relatório semanal, ideias no Whatsapp e Telegram, valuation para você fazer a conta, e eu do outro lado quando a dúvida não cabe em story. R$ 167 por mês no plano anual, pagamento mensal. Todas as séries num preço só. Assina aqui o All in One. Quem já sabe o peso de cada nome pode ignorar este parágrafo. Quem não sabe está terceirizando a carteira para a cotação. Deixar parado o que inchou é uma decisão de aumentar a aposta, tomada por preguiça, muitas vezes num múltiplo pior. Rebalancear só torna a decisão explícita. O imposto também. Quem faz as duas contas não está realizando cedo demais. Está recusando a carteira que o mercado desenhou no lugar dele. Cris. Até a próxima, de preferência com o peso no lugar.

  • Atenção: hora de zerar uma posição.

    Uma posição da carteira subiu 70% em 30 dias e 53% desde a compra, em 5 de dezembro de 2025. Está na máxima. A recomendação é zerar. O nome, o preço e a conta estão na ALL in ONE. A alta recente teve pregão de dois dígitos e 22% numa semana. Em 90 dias, 95%. Em doze meses, mais de 200%. O ganho da compra já está na mesa. O que ainda seguraria a posição é uma fatia de sociedade que, no último semestre, quase não lucrou. Quem assina a ALL in ONE vê qual é o papel, quanto vale no múltiplo, quanto vale no fluxo de caixa se o juro cair, e por que, mesmo assim, a saída é zerar.

  • Não deixe para ler depois -Bolsa brasileira subindo 14% no pré abertura

    A pergunta que já está pipocando no meu Instagram: Ainda dá pra entrar Cris ? Sim ! Da! Mas tem que ser logo pq a bolsa sempre ANTECIPA TUDO. Se vc ainda quer entrar. Aproveita hoje o cupom DESCONTO30 para 30% na assinatura anual, só para incentivar, só pra novos assinantes. SÓ HOJE, aqui : www.investe10.com.br/assine

  • Nova Recomendação - Carteira Internacional - A próxima revolução da IA pode estar dentro do corpo humano

    Durante os últimos dois anos, o mercado aprendeu a associar inteligência artificial a três coisas: chips, data centers e software. Foi uma associação lucrativa. Mas pode estar faltando uma parte importante da história. A IA também está começando a mexer com uma indústria em que cada ganho de produtividade vale bilhões de dólares: a medicina. E aqui existe uma diferença brutal em relação ao software. Um algoritmo melhor pode escrever um código mais rápido. Um algoritmo melhor na medicina pode... ...ajudar a encontrar uma molécula que não existia antes. ...identificar um alvo terapêutico. ...prever como uma proteína vai interagir com determinado composto. ...ajudar a selecionar pacientes para um estudo clínico. ...encontrar sinais em conjuntos de dados biológicos que seriam praticamente impossíveis de analisar manualmente. E, no limite, pode reduzir o tempo e o capital necessários para transformar uma hipótese científica em um medicamento. É uma mudança muito maior do que parece. A indústria farmacêutica tem um problema gigantesco Desenvolver um medicamento é uma das atividades mais caras, demoradas e arriscadas da economia. Você começa com milhares de possibilidades. Depois elimina milhares. Algumas moléculas chegam ao laboratório. Poucas chegam aos testes em humanos. E uma fração ainda menor chega ao mercado. É uma indústria em que errar custa caro e descobrir algo que funciona vale uma fortuna. Por isso, qualquer tecnologia capaz de melhorar a probabilidade de sucesso tem valor econômico desproporcional. E é exatamente aí que a inteligência artificial começa a ficar interessante, porque ela pode melhorar várias decisões ao longo de uma cadeia extremamente complexa. A FDA, agência americana afirma que o uso de IA vem crescendo ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento de medicamentos — da fase não clínica aos estudos clínicos, manufatura e pós-comercialização. A agência também informou ter acumulado experiência com mais de 500 submissões contendo componentes de IA entre 2016 e 2023. E existe uma segunda revolução acontecendo ao mesmo tempo A medicina está ficando mais precisa. Genômica. Proteômica. Biomarcadores. Terapias celulares. Terapias gênicas. Anticorpos. RNA. Medicamentos personalizados. Oncologia de precisão. Obesidade. Alzheimer. Doenças autoimunes. A quantidade de informação biológica disponível está explodindo. O problema é que o cérebro humano não foi desenhado para analisar sozinho bilhões de relações possíveis entre genes, proteínas, moléculas, pacientes e respostas terapêuticas. Computadores foram. Um artigo publicado em agosto de 2026 na Nature Reviews Drug Discovery faz justamente essa ressalva: a promessa é enorme, mas a evidência de impacto clínico relevante da IA na descoberta de medicamentos ainda é limitada. Estamos diante de uma tecnologia que ainda precisa provar, na prática, quanto consegue melhorar decisões que custam bilhões. A prova de que as grandes farmacêuticas estão levando isso a sério está no dinheiro Em março, a Eli Lilly fechou com a Insilico Medicine uma colaboração de até US$ 2,75 bilhões para descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos usando a plataforma de IA da empresa. Em fevereiro, a Takeda fechou um acordo de até US$ 1,7 bilhão com a Iambic Therapeutics para usar plataformas de descoberta de medicamentos baseadas em IA. Em setembro, a Roche anunciou planos para avançar na construção de laboratórios autônomos movidos por IA para acelerar pesquisa e desenvolvimento. São Big Pharmas colocando dinheiro na mesa. E há uma diferença importante entre hype e adoção. Hype é quando alguém diz que uma tecnologia será importante. Adoção é quando uma empresa está disposta a pagar centenas de milhões — ou bilhões — para ter acesso a ela. Estamos começando a ver a segunda. Mas aqui está a parte que interessa ao investidor Ninguém sabe hoje qual será a próxima grande vencedora. Uma empresa pode ter uma tecnologia brilhante e um medicamento promissor. E perder 70% do valor depois de um resultado clínico ruim. Outra pode parecer irrelevante durante anos e ser comprada por uma farmacêutica por bilhões. Esse é o paradoxo da biotecnologia: o risco individual é enorme, mas o valor econômico de uma descoberta também é enorme. E é exatamente por isso que existe uma maneira interessante de acessar essa tese sem precisar acertar qual será a próxima vencedora. O que estou procurando na Carteira Internacional O que eu quero é uma exposição mais específica ao ciclo de inovação da biotecnologia. Uma exposição que permita participar de: novas terapias; medicamentos em desenvolvimento; plataformas tecnológicas; genética; oncologia; imunologia; doenças raras; novos mecanismos de ação; potenciais aquisições; e, cada vez mais, da aplicação de IA à descoberta e desenvolvimento de medicamentos. Existe um ETF americano que faz algo particularmente interessante para isso. Você não precisa descobrir quem será a próxima vencedora. Precisa estar exposto ao ecossistema em que essas vencedoras estão surgindo. E existe uma última coisa que me deixou ainda mais interessada Se uma tecnologia conseguir: encontrar melhores alvos → selecionar melhores moléculas → reduzir experimentos inúteis → melhorar seleção de pacientes → acelerar estudos → aumentar a taxa de sucesso o impacto econômico pode ser enorme. E é exatamente nesse ponto que medicina e inteligência artificial deixam de ser duas histórias separadas. Elas começam a virar uma só. A própria FDA já está trabalhando em estruturas para avaliar o uso de IA em decisões relacionadas à segurança, eficácia e qualidade de medicamentos e produtos biológicos. Em 2026, a agência também avançou com iniciativas para modernizar estudos clínicos e incorporar modelos computacionais e outras ferramentas digitais ao desenvolvimento de medicamentos. Para quem acompanha a Carteira Internacional A tese é estrutural: mais conhecimento biológico, mais dados, mais capacidade computacional e IA melhor podem aumentar a produtividade de uma das indústrias mais valiosas — e mais ineficientes — do mundo. O veículo que escolhi tem uma característica particularmente importante para essa tese: ele distribui o risco entre muitas empresas, em vez de concentrá-lo nas gigantes. E isso, para mim, muda a relação entre risco e oportunidade. Mas o ETF, o preço de entrada, o peso que ele terá na carteira e a forma como pretendo executar a posição ficam para os assinantes. 🔒 Para assinantes do ALL IN ONE

  • Azzas (AZZA3): O casamento só deu alegria pros bancos. O divórcio vale a compra? ( ou Alguém sai ganhando em 1 divórcio?)

    De R$ 12 bilhões pra uns R$ 3,4 bilhões em dois anos e meio. Fiz a soma das partes da AZZA3 tim tim por tim tim, pra você conferir cada número e discordar de mim se quiser. Cristiane Fensterseifer, CNPI e CGA · Investe10 · AZZA3 a R$ 16,69 Essa semana rodou um texto dizendo que a Azzas 2154 vale muito mais do que a bolsa mostra. Que só a FARM já vale a empresa inteira, e que o resto (Arezzo, Schutz, Hering, Animale, Reserva…) estaria vindo de graça. Parece irresistível, né? Por isso mesmo fui conferir. Peguei o ITR e o release do 2T26, refiz a conta do zero e descobri duas coisas. A primeira: a Azzas não divulga o EBITDA de nenhuma das marcas. Tá escrito na nota 24 do ITR que a companhia tem um único segmento. Então qualquer número tipo "Shoes & Bags faz R$ 500 milhões de EBITDA" é estimativa, não é dado escrito na pedra. A segunda: a história dessa empresa é uma aula sobre quem ganha e quem perde quando dois controladores resolvem casar… e depois se separar. Vamos por partes.... Duas famílias, duas empresas que funcionavam O ano era 1972 e nasce em Belo Horizonte a Arezzo, dos irmãos Birman. Virou a maior empresa de calçados femininos do Brasil, abriu capital em 2011 e, sob o comando de Alexandre Birman (filho do fundador), passou de fabricante de sapato a plataforma de marcas: Schutz, Anacapri, Alexandre Birman e, em 2020, a Reserva. Agora o Grupo Soma, a outra metade da história. Começou com a Animale, da família Jatahy, e ganhou tração de verdade com a FARM, marca carioca criada por Kátia Barros e Marcello Bastos. Abriu capital em 2020 e, no ano seguinte, comprou a Hering num negócio de R$ 5 bi. Eram duas empresas com personalidade, controladores fortes e múltiplos altos na bolsa. Isso importa pro resto da história. O casamento: fevereiro de 2024 Era fevereiro de 2024 quando Arezzo&Co e Soma anunciaram a fusão. A combinação foi avaliada em cerca de R$ 12 bilhões. A promessa era criar a "LVMH brasileira": escala, sinergia de custos, venda casada de sapato Arezzo em loja FARM, expansão internacional. Analistas falavam em R$ 200 milhões por ano só de economia em despesas administrativas. Na troca, cada ação SOMA3 virou 0,1204 ação da nova empresa. Nasceu a Azzas 2154, que estreou na bolsa em agosto de 2024 já valendo menos: uns R$ 10 bilhões. E a primeira cagada (desculpa o termo) já veio no batismo: AZZAS 2154?? MAS QUE NOME RUIM kkkkk Dai em diante foi tiro porrada e bomba como diria a Tati Quebra Barraco Disputa em torno da Reserva, troca de executivos, conselho travado e uma dúvida permanente sobre quem mandava de verdade. Hoje, com a ação a R$ 16,69, a Azzas inteira vale cerca de R$ 3,4 bilhões na bolsa. Foram uns R$ 8,6 bilhões de valor de mercado evaporados em dois anos e meio. E olha que no meio do caminho ela ainda pagou R$ 2,48 por ação em dividendos nos últimos 12 meses. Isso dá quase 15% sobre o preço de hoje. Mesmo assim, quem ficou perdeu. Muito. O divórcio: setembro de 2026 No dia 2 de setembro de 2026, a Azzas divulgou fato relevante: Birman e Jatahy assinaram acordo vinculante pra separar tudo. Ficam duas empresas listadas no Novo Mercado: Arezzo&Co (bloco Birman): Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Vans, Vicenza, Hering, Carol Bassi e 57,4% da FARM. SOMA (bloco Jatahy): Animale, Cris Barros, NV, Maria Filó, Reserva, Oficina, Foxton e 42,6% da FARM. A FARM não foi dividida. Vai pra uma sociedade separada, com as duas empresas como sócias e Jatahy no comando executivo. Em paralelo, o Morgan Stanley segue procurando comprador pra marca desde junho. A conclusão da cisão está prevista pra 2027 e ainda depende de assembleia, CADE e listagem da nova SOMA. Quem tem AZZA3 vai receber ações das duas empresas, na mesma proporção que tem hoje. Eu lembro de uma empresa que sofreu com um divórcio. Embraer, quando a Boeing desistiu de compra-la. A ação derreteu absurdamente ... o bom é que deu pra eu comprar ela por preços ridiculos... será que a AZZA será a mesma história ? Minha crítica: pros bancos, deu certo nas três vezes Na fusão, a Arezzo foi assessorada por Itaú BBA e Bank of America. O Soma, pelo JPMorgan, e os controladores do Soma, pela G5 Partners. O protocolo da fusão estimou "custos da operação" de até R$ 2,8 milhões… só que esse número cobria advogados, avaliadores, auditores e publicações. Honorário de banco de investimento não entra nessa conta pública. Tanto que a relação de troca chegou a ser ajustada depois, em parte por causa de custos com assessores que a Arezzo teve na operação. Na separação, entram de novo: BTG Pactual assessorando o bloco Birman, G5 Partners (de novo!) com o bloco Jatahy, e escritórios de advocacia dos dois lados. Na venda da FARM, Morgan Stanley, que ganha comissão se o negócio sair. Casar paga honorário. Separar paga honorário. Vender a joia da coroa paga honorário. O banco ganha com o evento, não com o resultado. E o minoritário? Viu o valor da empresa derreter, não foi chamado a decidir nada de relevante (a decisão foi dos dois blocos de controle) e, detalhe importante, a cisão não dá direito de recesso. Quem não concordar com a separação não tem a opção de sair pelo valor patrimonial. Ou vende na bolsa pelo preço que está, ou fica. Os valores exatos dos honorários não foram divulgados. Mas a lógica é essa, e vale pra muita operação de M&A no Brasil: antes de se animar com "sinergia" em fato relevante, pergunte quem ganha se der errado. Os custos que ninguém põe no PowerPoint Além dos honorários, tem custo que aparece no balanço: Sinergia que vira dessinergia. Parte da operação já tinha sido integrada (compras, logística, tecnologia, backoffice). Separar significa reconstruir duas estruturas: dois conselhos, duas diretorias, dois RIs, duas auditorias, sistemas separados. O próprio JPMorgan, que gostou da cisão, alertou pra perda de sinergias e aumento de despesas. Custo único de separação. Assessores, advogados, laudos, nova listagem, migração de sistemas. A venda da FARM com desconto. A marca chegou a ser tratada como ativo de US$ 1 bilhão. Hoje as notícias falam em uma faixa de US$ 600 a 700 milhões, e ainda sem proposta vinculante. Com dois vendedores que acabaram de brigar, o comprador tem poder de barganha. Na parte dos assinantes, eu coloco preço em cada um desses itens. Eles entram na conta. A pegadinha do EBITDA Isso aqui vale pra qualquer empresa de varejo, então guarda. Desde a norma contábil IFRS 16, o aluguel das lojas deixou de ser despesa operacional. Virou "amortização" e "juros de arrendamento". Na prática, o EBITDA fica maior do que o dinheiro que a operação realmente sobra depois de pagar o aluguel. A Azzas divulga os dois: EBITDA recorrente do 2T26 (pós-IFRS 16): R$ 379,6 milhões EBITDA recorrente do 2T26 sem o efeito do aluguel (pré-IFRS 16): R$ 311,1 milhões A diferença é o aluguel, uns R$ 70 milhões por trimestre. Nos últimos 12 meses, o EBITDA pré-IFRS somou R$ 1.400,9 milhões. O erro comum: usar o EBITDA maior (pós-IFRS) e descontar só a dívida bancária. Isso infla o valor da empresa, porque você conta o benefício de "não pagar aluguel" mas esquece que o aluguel é uma dívida (a Azzas tem R$ 705 milhões de arrendamento a pagar no balanço). Ou você usa EBITDA pré-IFRS com dívida sem arrendamento, ou EBITDA pós-IFRS com dívida mais arrendamento. Eu uso a primeira combinação, que é a mesma que a própria empresa usa pra calcular a alavancagem. O que o balanço do 2T26 mostrou Receita líquida de R$ 2,66 bi, queda de 8,2%. A culpa é do sell-in (venda pra franquias e multimarcas): –13,6%. Em Shoes & Bags foi –21%. O consumidor final segurou: o sell-out caiu só 1,9%, e Arezzo e Schutz cresceram 12,3% e 7,7% nas lojas próprias. Margem bruta subiu pra 57,2%. Ou seja: vende menos, mas com menos desconto. O problema foi a despesa: subiu 5,3% com a receita caindo. EBITDA pré-IFRS –32,6%. O ponto bom é o caixa: R$ 1,3 bilhão de geração após capex em 12 meses, com o ciclo financeiro 31 dias menor. A Hering, que queimava caixa, gerou R$ 166 milhões no semestre. Resumo: marcas saudáveis na ponta, rentabilidade no chão, caixa forte. É o tipo de empresa que pode estar barata… ou pode estar barata por um motivo. Na Carteira ALL IN ONE eu faço essa conta pra cada empresa antes de colocar um real. Sem comissão, sem rebate: minha única receita é a sua assinatura. Quer ver a parte que interessa, com o preço justo da AZZA3? Assine a Carteira ALL IN ONE Quanto vale a Azzas, peça por peça Qual o UPSIDE para quem compra hoje a alta de mais de 15% no dia 25/9 vulgo hoje, vulgo sexta-feira, enquanto eu escrevia este relatório desde 5a (a vida do analista as vezes é frustrante) é o inicio de uma alta muito maior ? Tudo isso eu te conto aqui... mas como ninguém trabalha de graça.. 🔒 A partir daqui, só para assinantes da Carteira ALL IN ONE

  • Você compra a medicina e leva o resto de graça nestas duas ações de educação

    Pessoal, na noite de quarta a Afya e a Yduqs anunciaram fusão. Todo mundo foi olhar o dividendo de "38%" da Yduqs. Eu fui olhar outra coisa: quanto alguém aceita pagar por uma vaga de faculdade de medicina no Brasil. Porque é isso que essa fusão entregou de graça pro mercado: um preço de verdade. O que a fusão revelou A Afya pagou um prêmio de 45% pela Yduqs, bem acima da média de 18% em negócios parecidos no Brasil. E o motivo não é a Estácio, nem o EAD. É a medicina. Vaga de medicina depende de autorização do MEC, é quase impossível de conseguir, e o aluno quase não desiste depois que entra. Nas aquisições recentes do setor, cada vaga anual tem sido negociada perto de R$ 1,8 milhão. Aí eu fiz a pergunta que interessa pra quem investe: quanto valem, por esse preço, as vagas de medicina das empresas que ainda estão na bolsa? O que eu encontrei Duas empresas de educação listadas, as duas na nossa carteira, com um detalhe que o mercado ainda não precificou: Empresa 1: só as vagas de medicina, pelo preço do setor, valem mais do que a empresa inteira vale na bolsa hoje. Empresa 2: só a medicina vale praticamente todo o valor de mercado dela. Ou seja, em ambas vc compra a medicina e leva de graça o resto da operação: graduação presencial, pós, EAD. É um negócio que gera centenas de milhões de reais de EBITDA por ano. Por que eu gosto dessa combinação Potencial de valorização estimado de 37% e 44% no meu caso-base, calculado passo a passo no relatório. Balanço leve: as duas devem menos de 1 vez o EBITDA. Não dependem de banco pra crescer e sobra caixa pro acionista. Dividendos: uma delas tem projeção de mercado de dividend yield de dois dígitos para 2027, com geração de caixa livre também acima de 10% do valor de mercado. Lucro subindo: no 2º trimestre, o lucro ajustado cresceu 33% em uma e 61% na outra, puxado justamente pela medicina. Vagas que ainda vão amadurecer: uma delas teve 206 vagas novas aprovadas só em 2026. Elas quase não geram receita hoje, e o valor delas ainda nem aparece no resultado. Consolidação: um setor que acabou de pagar 45% de prêmio. Empresa com vaga de medicina e dívida baixa é candidata natural numa próxima rodada, pra comprar ou pra ser comprada. Não é promessa. Tem risco: o Enamed de dezembro pode tirar vagas de curso mal avaliado, e eu mostro no relatório o que acontece com o preço justo se a vaga valer bem menos. Mas é o tipo de assimetria que eu procuro: a parte boa está no preço, e o resto sai de graça. O que você vai encontrar no relatório completo Os nomes das duas empresas e por que estão na carteira A conta da soma das partes, passo a passo, explicada pra quem não é do mercado O preço justo por ação de cada uma e o upside sobre a cotação de hoje Os cenários: e se a vaga valer menos, e se as vagas judiciais caírem, e se a medicina pesar mais A pegadinha do dividendo de 38% da Yduqs, que quase todo mundo leu errado Os riscos, incluindo o Enamed de 4/12 Minha decisão na Carteira ALL IN ONE Potenciais de valorização são estimativas baseadas em premissas explicitadas no relatório completo e não constituem garantia de retorno. Rentabilidade passada não garante resultado futuro. A leitura completa é exclusiva para assinantes da Carteira ALL IN ONE. Análise independente: sem comissão, sem rebate. Quem me paga é o assinante, e é só pra ele que eu trabalho. 👉 Quero assinar a ALL IN ONE e ver as duas ações 🔒 Daqui pra baixo, só assinantes

  • A IA poderá mudar seu DNA. E as biotechs, o seu bolso

    Por Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA — 24/09/2026 A convergência entre IA generativa de proteínas (como modelos no estilo AlphaFold) e ferramentas de edição de precisão (como CRISPR e prime editing) está encurtando o tempo de descoberta de fármacos de décadas para meses. O impacto prático dessa revolução: Na biologia: Modelos de IA desenham sequências genéticas e enzimas sintéticas do zero, corrigindo mutações causadoras de doenças hereditárias antes mesmo dos ensaios clínicos tradicionais. No mercado (e no seu bolso): Biotechs operam com margens e dinâmicas muito mais próximas das empresas de software puro (SaaS), reduzindo a taxa de queimada de caixa (burn rate) na fase de P&D e criando patentes de altíssimo valor antes da fase clínica. Aconteceu uma coisa que eu nunca tinha visto: uma notícia de laboratório derrubou ações na bolsa americana no mesmo dia. E o laboratório nem era de uma farmacêutica. Era de uma empresa de inteligência artificial. A Anthropic, dona do Claude, anunciou que a IA dela encontrou sozinha, vasculhando DNA, um sistema biológico que ninguém tinha descrito. E ele tem uma cara parecida com o CRISPR, a tecnologia de edição genética que ganhou o Nobel. Resultado: as ações das empresas de edição genética caíram entre 3% e 12%. A parte científica é difícil mesmo. Eu tive que ler várias vezes. Então vou explicar do jeito mais simples que eu consegui, e depois a gente fala de dinheiro. Primeiro: o que é o CRISPR (em 1 minuto) Pensa no DNA como um livro de receitas gigante. Cada receita é um gene. Quando tem um erro de digitação numa receita, a pessoa pode nascer com uma doença genética, tipo anemia falciforme. Agora a parte curiosa: o CRISPR não foi inventado por cientista. Ele existe na natureza, dentro das bactérias. É o "sistema imunológico" delas. Funciona assim: quando um vírus ataca uma bactéria e ela sobrevive, ela guarda um pedacinho do DNA do vírus num "álbum de fotos" dentro do próprio DNA. Esse álbum é uma sequência de trechos que se repetem, com as "fotos" no meio. Se o mesmo vírus voltar, a bactéria compara com o álbum, reconhece o inimigo e usa uma tesoura (a enzima Cas9) pra cortar o DNA dele. cientistas perceberam que dava pra trocar a "foto" por qualquer trecho que a gente quisesse. Aí a tesoura corta exatamente onde a gente mandar. Virou um editor de texto do DNA. Deu Nobel de Química em 2020 e já tem remédio aprovado: o Casgevy, da CRISPR Therapeutics com a Vertex, pra anemia falciforme. Resumo: CRISPR = álbum de fotos (as repetições) + tesoura (a enzima). A parte que torna ele programável é o álbum. O que a IA achou A Anthropic mandou um único pedido pro Claude: procurar num banco de dados público de DNA um tipo de enzima chamada transcriptase reversa. É uma "fotocopiadora" biológica, que copia RNA em DNA. Aí o Claude se dividiu em quase 950 "agentes" trabalhando em paralelo, um fazendo a tarefa e outro revisando. Rodou 21 horas e meia sem nenhum humano mexendo. Nesse tempo: Etapa Número Enzimas vasculhadas +200 mil Sistemas novos candidatos 3.500 Finalistas analisados a fundo 20 Tempo 21,5 horas Num desses finalistas, o Claude foi ler o DNA "cru", letra por letra, do lado da enzima. E viu um padrão se repetindo várias vezes, em espaços regulares. O registro dele na hora foi algo tipo: "isso parece uma matriz de repetições estilo CRISPR?!". Ou seja: do lado da fotocopiadora tinha um álbum de fotos. E uma proteína parceira que ninguém tinha notado. Esse conjunto (enzima + parceira + álbum) foi batizado de ART. Ele aparece principalmente em bacteriófagos, que são vírus que atacam bactérias. A enzima em si já era conhecida. O que ninguém tinha visto era o álbum e a parceira do lado. Por que os cientistas ficaram animados Pouquíssimos sistemas conhecidos têm essa combinação de peças. E todos eles sabem cortar, copiar ou colar DNA. Ou seja, podem virar ferramenta de edição genética. A história da biologia é cheia disso. Uma enzima achada numa bactéria de uma fonte termal em Yellowstone virou a base do PCR, o exame que todo mundo fez na pandemia. O próprio CRISPR começou como curiosidade de bactéria. O Feng Zhang, um dos pioneiros do CRISPR (MIT/Broad Institute), revisou o trabalho e chamou a descoberta de "genuinamente intrigante". Agora o balde de água fria (e isso é importante) 1. Ninguém sabe ainda o que o ART faz. Pode ser uma ferramenta revolucionária. Pode ser só uma curiosidade da natureza. 2. É um preprint. Ou seja, ainda não passou por revisão de outros cientistas. 3. A IA teve sorte também. A Anthropic rodou a mesma busca mais 10 vezes. Em NENHUMA das 10 o Claude foi ler aquele trecho do DNA. Todas deixaram passar. E mesmo que o ART funcione como editor genético, entre isso e um remédio na farmácia são muitos anos de teste. Então por que as ações caíram? Empresa Ticker Queda em 23/09 No ano Prime Medicine PRME -12%* — Editas Medicine EDIT -8%** — CRISPR Therapeutics CRSP -6% +6% Beam Therapeutics BEAM -6% -12% Intellia Therapeutics NTLA -3% +37% depois de subir dois dígitos na terça. * abriu o dia subindo 7% e virou. Variação no ano já considerando a queda. O raciocínio do mercado foi mais ou menos esse: essas empresas valem muito pela tecnologia que dominam. Se uma IA consegue achar uma "tesoura nova" em 21 horas, será que a tesoura delas continua valendo tanto? Eu acho que o mercado vendeu no susto. O valor dessas empresas não está só na tesoura. Está nos anos de teste em humanos, nos dados clínicos, na forma de entregar o remédio dentro do corpo e nas aprovações regulatórias. Isso a IA não pula. Pelo menos não ainda. Mas tem um ponto que eu não ignoraria: a IA vai deixar a descoberta de ferramentas mais barata e mais rápida. Isso muda o jogo de quem só tem plataforma e nenhum produto perto da aprovação. E a Anthropic, que está perto do IPO, tem todo o interesse em mostrar isso. Eu uso IA todo dia na minha análise. Ela acha padrão que eu levaria horas pra ver. Mas quem valida, quem decide, sou eu. Na biologia vai ser igual: a IA acha, o laboratório confirma. E aí, tem oportunidade em alguma delas? Essa é a pergunta que todo mundo me mandou. Fiz a lição de casa: olhei valuation, caixa, próximos gatilhos de cada uma, e se tem ETF pra quem não quer apostar numa empresa só (inclusive o que dá pra comprar aqui na B3). Spoiler: a resposta não é a que a maioria espera. A PARTE 2 VAI SÓ POR EMAIL. Ação por ação, o ETF e a minha conclusão. 👉 QUERO RECEBER A PARTE 2

  • QUANTO CUSTA UM MULTIMERCADO QUE PERDE PRO CDI

    Cristiane Fensterseifer, CNPI e CGA Até agosto de 2026, o multimercado médio rendeu 5,7%. O CDI rendeu 9,3%. Eu peguei esses números e fiz a conta pra quem tem R$ 100 mil. EM 8 MESES (dado real) Multimercado: R$ 105.700 CDI: R$ 109.300 Diferença: R$ 3.600 Só de taxa de administração (2% a.a.): cerca de R$ 1.300 EM 5 ANOS (se o ritmo de 2026 se repetisse) Multimercado (~8,7% a.a.): R$ 152 mil CDI (~14,3% a.a.): R$ 195 mil Diferença: cerca de R$ 43 mil Como fiz a conta: anualizei o retorno de jan-ago de cada um e projetei com juros compostos, em valores brutos (sem IR). É um exercício, não uma previsão. Juro muda, e fundo bom existe. A pergunta que fica é outra: o seu fundo está entre os bons? Faça o teste hoje: compare o retorno dele com o CDI em 12 e em 36 meses. Se ele perde nos dois, a taxa está pagando o gestor, não você. Quer esse tipo de análise todo dia, de graça? Oqi: https://chat.whatsapp.com/CSzAqHqUoH29llCoasvxEJ Carteira ALL IN ONE: www.investe10.com.br/assine?utm_source=site&utm_medium=bloco&utm_campaign=multi_cdi&utm_content=rodape

  • A nova AI da Meta quer seu cartão de crédito. Você dá?

    Muse: o agente da Meta, o bloqueio da Amazon e o novo campo de batalha das big techs Por Cristiane Fensterseifer, CNPI-P e CGA · Investe10 · 22 de setembro de 2026 No dia 8 de setembro a Meta lançou o Muse. Em 13 dias ele passou de 2,5 milhões de downloads e virou o aplicativo gratuito número 1 da App Store americana, à frente do ChatGPT, do Gemini e do Claude. Na segunda-feira, a ação da Meta subiu 11,43%. No mesmo fim de semana, a Amazon bloqueou o Muse de comprar dentro do site dela. Este é o evento mais importante do ano para quem investe em tecnologia, porque muda a pergunta que o mercado vinha fazendo. Durante dois anos a pergunta foi "quem tem o melhor modelo de AI". A partir de agora a pergunta é quem controla a porta por onde o dinheiro passa. A tese em um parágrafo: o agente de IA transfere a decisão de compra do site do vendedor para o assistente do usuário. Quem já tem distribuição (Meta, Google, Microsoft) ganha uma chance real de cobrar pedágio numa etapa que hoje é da Amazon e do varejo. Quem já tem a transação (Amazon) vai defender essa porta com termos de uso, tribunal e produto próprio. O investidor não precisa adivinhar o vencedor: precisa acompanhar três métricas que vão aparecer nos balanços a partir do 4T26. 1. O que o Muse é, e por que não é "mais um chatbot" Um chatbot responde. Um agente executa. É essa a diferença, e ela tem consequência financeira. O Muse roda em uma máquina virtual própria na nuvem da Meta, com navegador próprio. Ele abre sites, preenche formulários, entra em e-mails, marca consultas, compra passagem e continua trabalhando depois que você fecha o aplicativo. A Meta diz que cada sessão roda numa VM isolada, a Muse Secure VM, e que um segundo agente, o Sentinel, revisa ações sensíveis como compras. O pagamento sai pelo Link, da Stripe, que gera um número de cartão de uso único, então o cartão real do usuário não é exposto ao lojista. Repare no desenho: a Meta colocou um navegador, uma identidade e um meio de pagamento entre o usuário e o comércio. Os números da adoção Métrica Número Downloads em 13 dias Mais de 2,5 milhões Posição nas lojas Nº 1 entre os gratuitos na App Store e no Google Play dos EUA em 21/09 Avaliação 4,9 estrelas em mais de 25 mil avaliações Comparação direta 1,8 milhão de downloads no iOS nos 12 primeiros dias, contra 1,3 milhão do ChatGPT no mesmo estágio O que importa agora é retenção, tarefa concluída e conversão para os planos pagos. 2. Por que a Amazon baniu A Amazon pediu à Meta que tirasse o site dela do alcance do Muse. A Meta não tirou. No domingo à noite, quem tentava comprar na Amazon pelo Muse passou a ver um aviso de que o acesso por um agente não autorizado viola as condições de uso. Os argumentos da Amazon são três: a Meta não avisou que o agente entraria na loja; o agente não se identifica como robô quando navega; e ele aparentemente captura e guarda credenciais do cliente, o que abriria acesso a páginas de conta e histórico de pedidos. A Amazon comparou o caso com aplicativos de delivery e agências de viagem online, que operam com acordo do restaurante e da companhia aérea. A Meta responde que o Muse não enxerga senhas nem meios de pagamento, porque eles ficam em armazenamento protegido. Mas o motivo econômico é mais simples do que o jurídico: a Amazon ganha dinheiro no exato instante em que o cliente escolhe o produto. Publicidade dentro da loja é uma das linhas mais rentáveis da empresa. Um agente de terceiro que entra, compara e compra pula a vitrine inteira. O cliente continua comprando, mas a Amazon vira só o depósito. O precedente A Amazon processou a Perplexity por causa do agente Comet, alegando que ele se disfarçava de navegador comum. Um juiz deu liminar favorável à Amazon em março. Em agosto, porém, o Nono Circuito derrubou essa liminar, com um entendimento que muda o tabuleiro: quando o usuário manda o agente agir, quem acessa o computador da Amazon é o usuário, não a empresa do agente. Sobrou para a Amazon o caminho contratual, que é o que ela está usando agora: termos de uso e bloqueio técnico. É um caminho mais frágil. Como notou Elon Musk nesta semana, se o agente age dentro da sessão, do IP e dos cookies do próprio usuário, fica difícil distinguir robô de humano. 3. O encanamento que ninguém vê: os protocolos Enquanto Meta e Amazon brigam na porta da frente, o setor está construindo o encanamento do comércio por agentes. São três padrões abertos, e eles não são concorrentes diretos: cada um resolve uma camada. Padrão Quem criou Para que serve UCP (Universal Commerce Protocol) Google e Shopify, lançado na NRF em janeiro de 2026 Descoberta de produto e carrinho. Tem mais de 20 parceiros, incluindo Walmart, Target e Etsy ACP (Agentic Commerce Protocol) OpenAI e Stripe Execução do checkout. A OpenAI cobra 4% do lojista na compra concluída AP2 (Agent Payments Protocol) Criado pelo Google, doado à FIDO Alliance em abril de 2026 Provar quem autorizou o pagamento Dois fatos desse bloco importam para a tese. Primeiro: a OpenAI desligou o Instant Checkout em março de 2026, depois de meses com venda praticamente nula, e voltou o foco para descoberta dentro do chat, deixando a transação no site do lojista. Ou seja, comprar dentro do chat não pegou. Segundo: a Microsoft adotou o UCP no Merchant Center e ligou o catálogo da Shopify ao Copilot. O Google, dono do padrão mais amplo, está no meio de tudo sem precisar vencer no aplicativo de agente. Leitura: a Meta escolheu o caminho mais agressivo e mais caro, que é entrar por fora, pelo navegador, sem acordo com o lojista. É o caminho que dá velocidade e gera exatamente o tipo de conflito que aconteceu com a Amazon. O Google escolheu o caminho do padrão aberto, que é mais lento e menos glamouroso, mas que não pede licença a ninguém porque o varejo assinou embaixo. 4. O que muda em cada uma das quatro Meta (META) É a que mais muda, para os dois lados. A tese de alta é que a Meta finalmente tem um produto de IA que o consumidor usa e que pode virar receita direta, e não só custo. O aplicativo é grátis, com planos pagos de US$ 20 e US$ 100 por mês para uso mais pesado. Para dimensionar: o Evercore calcula que 1% dos 3,6 bilhões de usuários da Meta pagando US$ 20 por mês daria cerca de US$ 8 bilhões de receita por ano. O Jefferies trabalha com 1 bilhão de usuários do Muse até o fim de 2027 e 3% convertendo, o que daria US$ 10,8 bilhões anualizados. Agora o outro lado: A Meta guiou capex de US$ 130 a 145 bilhões para 2026. No segundo trimestre, o capex foi de US$ 31,1 bilhões, o equivalente a 98% do caixa gerado pela operação, e o fluxo de caixa livre caiu para US$ 784 milhões, contra US$ 8,55 bilhões um ano antes. A empresa está queimando a geração de caixa inteira para construir isso. E o mercado já pagou adiantado por boa parte do sucesso: a ação fechou a US$ 741,25 na segunda-feira, acumulando cerca de 21% de alta desde o lançamento do Muse, com valor de mercado perto de US$ 1,89 trilhão. Os alvos dos analistas vão de US$ 650 (Wedbush) a US$ 886 (Rosenblatt), com o Wells Fargo subindo de US$ 640 para US$ 796 não por mudar a projeção de receita, mas por pagar mais múltiplo: 25 vezes o lucro de 2027, contra 20 vezes antes. Traduzindo: o que subiu não foi o lucro, foi a disposição de pagar pelo lucro. Isso é re-rating, e re-rating desfaz rápido quando o próximo dado decepciona. O teste é 28 de outubro, no resultado do terceiro trimestre. Amazon (AMZN) A Amazon é a que tem mais a perder na transação e mais a ganhar na infraestrutura, e por isso a ação reage menos. No varejo, ela está defendendo margem de publicidade. A defesa tem três camadas: termos de uso, bloqueio técnico e produto próprio. A empresa juntou o Rufus e o Alexa+ no Alexa for Shopping, que compara produtos, acompanha preço, monta carrinho e automatiza compra; em julho, a Amazon informou que os usuários ativos quase dobraram e as interações cresceram mais de cinco vezes em um ano. Ela também já havia bloqueado os robôs da OpenAI, tirando cerca de 600 milhões de produtos dos resultados de compra do ChatGPT. Na nuvem, a AWS é fornecedora da corrida inteira. Cada agente que roda numa máquina virtual 24 horas por dia consome muito mais computação que um chat. Mesmo em ano de capex recorde, estimado em torno de US$ 220 bilhões, a margem operacional do segmento vem se expandindo. O risco aqui é jurídico e político: se o entendimento do Nono Circuito prevalecer e o agente for tratado como extensão do usuário, a muralha fica mais baixa. Alphabet (GOOGL) É a posição mais confortável das quatro, e também a menos comentada nesta semana. O Google não precisa que o agente dele ganhe para ganhar. Ele é dono do UCP, o protocolo que Walmart, Target, Shopify e Etsy adotaram, e criou o AP2, que doou para a FIDO Alliance. Quem define o trilho cobra pedágio ou, no mínimo, não é expulso da estação. Além disso, tem o Gemini Spark, agente pessoal que roda direto na nuvem, e o Chrome, o Android e o Workspace como distribuição. O risco da Alphabet é o de sempre, e o agente piora: se a compra começa no assistente e não na busca, o clique pago em busca perde valor. A empresa está, na prática, correndo para ocupar o que pode canibalizar a própria receita. Isso é o certo a fazer, mas custa caro: o capex de 2026 já foi revisado para a casa dos US$ 195 a 205 bilhões. Microsoft (MSFT) A Microsoft é a exposição mais chata e mais previsível, o que em carteira não é defeito. Ela não está brigando pelo consumidor. O Copilot Cowork, que roda tarefas de várias etapas em segundo plano, é corporativo, vendido por assento dentro de um contrato que a empresa já assina. A Microsoft também adotou o UCP no Merchant Center e ligou o catálogo da Shopify ao Copilot, então participa do comércio por agente sem precisar vencer nenhuma briga de aplicativo. Enquanto isso, o Azure vende a computação de todo mundo. O capex de 2026 roda perto de US$ 190 bilhões e a empresa segue dizendo que está limitada por capacidade, não por demanda. 5. O quadro comparativo Empresa O que o agente muda Métrica que eu acompanho Risco principal Meta Primeira receita de IA fora do anúncio e tráfego novo de comércio Retenção do Muse e assinantes pagos; fluxo de caixa livre Múltiplo já re-ratado; capex maior que a geração de caixa Amazon Ameaça à publicidade da loja; demanda extra na AWS Crescimento da receita de anúncios e margem da AWS Decisão judicial que enfraqueça o bloqueio de agentes Alphabet Dono dos protocolos; agente próprio com distribuição pronta Adoção do UCP por novos varejistas; receita de busca Canibalização do clique pago Microsoft Agente corporativo vendido dentro de contrato existente Assentos de Copilot e crescimento do Azure Ser só o fornecedor, sem capturar o consumidor 6. O obstáculo: Oppenheimer ouviu 1.500 consumidores americanos 58% não entregariam senha nenhuma a qualquer agente de IA. Acompanhar de perto o que muda a tese, e não só o que mexe no preço do dia, é o trabalho que eu faço para os assinantes da Carteira ALL IN ONE. Sem banco por trás, sem comissão e sem rebate: quem me paga é o assinante. Conheça a Carteira ALL IN ONE 7. O que eu vou acompanhar daqui para frente Retenção, não download. Baixar é fácil. O número que interessa é usuário ativo diário do Muse daqui a 60 e 90 dias. Tarefa concluída. Compra feita, passagem emitida, formulário enviado. É o que separa novidade de utilidade. Divulgação de receita. Se a Meta abrir quantos assinantes pagos o Muse tem no resultado de 28 de outubro, a tese deixa de ser narrativa. Quem mais fecha a porta. Se outros varejistas seguirem a Amazon, o agente perde utilidade. Se abrirem acordo, vira canal. Os tribunais. O desdobramento do caso Perplexity define se bloquear agente é direito da loja ou barreira anticompetitiva. Fluxo de caixa livre das quatro. Somadas, elas devem investir cerca de US$ 725 bilhões em 2026, contra algo perto de US$ 410 bilhões em 2025. Alta de 77% em um ano. 8. O que me faria mudar de ideia Eu ficaria mais otimista com a Meta se o Muse mostrar assinante pago em escala e o capex parar de subir. Eu ficaria mais pessimista se o aplicativo repetir o padrão dos lançamentos de IA que somem do topo da loja em dois meses, porque aí a ação volta a ser uma empresa de anúncio pagando conta de nuvem com múltiplo de empresa de plataforma. E eu revisaria a leitura sobre a Amazon se a publicidade dentro da loja começar a desacelerar antes de o comércio por agente virar volume relevante. Seria sinal de que o cliente está mudando de porta mais rápido do que o mercado acha. Como o investidor brasileiro acessa essa tese Dá para ter exposição a essas quatro empresas por BDR na B3, por ETFs de índice americano listados aqui ou por conta no exterior. Cada caminho tem tributação e liquidez diferentes, e BDR não dá direito a voto. Antes de escolher o veículo, vale entender o custo total e a tributação de cada um, que costuma pesar mais na rentabilidade final do que a escolha da ação. Quer receber essa leitura de mercado todo dia, de graça? Entre no Oqi pelo WhatsApp ou assine a newsletter gratuita.

  • O dólar está barato ou caro? Você devia dolarizar HOJE?

    Três métodos diferentes para calcular o "preço justo" do dólar dão três respostas diferentes — e nenhuma delas responde a pergunta que realmente importa. O dólar fechou a sexta-feira, 18 de setembro, a R$ 5,14. No ano, caiu 6,27%. E toda vez que ele cai, chega a mesma pergunta na minha caixa de entrada: "Cris, tá barato? É hora de comprar dólar?" Nas últimas semanas voltou a circular no X um gráfico que promete responder isso com precisão científica. Ele usa uma teoria econômica chamada Paridade do Poder de Compra, ou PPC. E mostra o dólar hoje bem acima do que seria o seu "valor justo". Eu refiz a conta. E aqui está o que eu descobri: dependendo de qual régua você usa, o dólar está 25% caro, 6% caro ou 90% barato. Tudo ao mesmo tempo. Antes de começar, preciso te contar uma coisa. Lá atrás, quando eu ainda era estagiária, um amigo meu — economista, PhD, gente que passou a vida estudando isso — me disse uma frase que eu nunca mais esqueci: O dólar existe para humilhar os economistas. Porque ninguém acerta. Nem quem tem doutorado, nem quem tem mesa de operação, nem quem tem modelo rodando há trinta anos. Já se passaram mais de duas décadas desde aquela conversa e eu nunca vi nada que contradissesse isso. Ainda assim, eu acho o exercício válido. E vou te explicar por quê: a conta não serve para adivinhar o preço de amanhã. Ela serve para você saber em que parte do mapa você está quando for tomar uma decisão. São coisas muito diferentes. Vou te explicar cada uma das três réguas do zero, sem economês. E no final vou te dizer o que eu faço na prática. Primeiro: o que é essa tal de Paridade do Poder de Compra A ideia é simples e até bonita. Um produto igual deveria custar a mesma coisa em qualquer lugar do mundo, depois de converter a moeda. Se um Big Mac custa R$ 23,90 aqui e US$ 5,79 nos Estados Unidos, então o dólar "deveria" valer R$ 23,90 dividido por 5,79. Ou seja: R$ 4,13. Como o dólar está a R$ 5,14 e não a R$ 4,13, a conclusão parece óbvia: o real está barato demais, o dólar está caro demais, e uma hora isso se corrige. Essa é a versão do supermercado. Existe uma versão mais sofisticada, que é a do gráfico que está rodando por aí: em vez de olhar um produto só, ela pega a inflação do Brasil e a inflação dos Estados Unidos desde os anos 90 e calcula quanto o dólar teria que subir para compensar a diferença. Como o Brasil teve muito mais inflação que os EUA nesses 30 anos, o "valor justo" do dólar sobe ano após ano nesse cálculo. Esse método também chega a um número parecido: o dólar justo hoje estaria em torno de R$ 4,10. O cálculo da Investe10 — as três réguas, lado a lado Pela inflação acumulada desde os anos 90: dólar justo a R$ 4,10. O dólar real está 25,5% acima disso. Pelo Big Mac puro: dólar justo a R$ 4,13. O real estaria 19,8% subvalorizado. Pelo Big Mac ajustado pela renda do país: dólar justo a R$ 4,85. O real estaria apenas 6% subvalorizado. Mesma teoria. Mesma data. Três respostas que vão de "o dólar tem 25% para cair" a "o dólar está praticamente no preço". Por que a terceira régua é determinante Repare na diferença entre a segunda e a terceira linha. As duas usam o Big Mac. Mas uma delas faz um ajuste — e esse ajuste derruba quase toda a tese. O ajuste é pela renda do país. E a lógica é esta: um Big Mac não é feito só de ingredientes. Ele é feito de salário de atendente, aluguel de ponto comercial e carne comprada no mercado local. Nada disso atravessa a fronteira. Um país mais pobre tem mão de obra mais barata e aluguel mais barato. Sempre. Isso não é um erro de precificação esperando para ser corrigido — é uma característica permanente de um país de renda média. Ou seja: boa parte do que parece "real subvalorizado" é, na verdade, só o Brasil sendo o Brasil. Quando você corrige por isso, a promessa de 25% de queda no dólar vira 6%. E 6% é praticamente ruído. O teste do iPhone Tem um exemplo que resolve essa discussão de uma vez. O economista Torsten Slok, da Apollo, fez a mesma conta do Big Mac usando um iPhone 17 Pro. Pelo hambúrguer, o real aparece cerca de 20% subvalorizado. Pelo iPhone, o real aparece 90% sobrevalorizado. A mesma teoria, aplicada a dois produtos, dá respostas opostas. Por quê? Porque o iPhone é um produto global, fabricado numa cadeia única, com custo em dólar — e que aqui chega carregado de imposto brasileiro. O hambúrguer é local do começo ao fim. A moral: a PPC não te dá o preço justo do dólar. Ela te dá o preço justo daquela cesta específica de produtos. Troque a cesta e você troca a conclusão. O problema que está escondido dentro do próprio gráfico Suponha que a PPC esteja certa. Que o dólar realmente esteja caro. Quando é que ele cai? Olhe o histórico do próprio gráfico que está circulando. Ele mostra o dólar acima do "valor justo" de forma praticamente ininterrupta desde 2019. São sete anos seguidos apontando "dólar caro". Em 2019, com o dólar a R$ 4,00, o modelo dizia que estava caro. Ele foi a R$ 5,80 e ficou lá. Quem vendeu dólar naquele momento confiando no gráfico passou anos errado. E tem outro detalhe desconfortável: a linha de "valor justo" saiu de cerca de R$ 1,10 em 1995 para R$ 4,10 hoje. Ela subiu 270% em trinta anos. Uma âncora que se move sempre na mesma direção não é uma âncora — é uma tendência. A literatura acadêmica sobre o tema é honesta a respeito disso: quando o câmbio se distancia da PPC, leva de três a cinco anos para fechar metade da distância. Metade. Em três a cinco anos. Traduzindo para o seu bolso: mesmo que a PPC esteja totalmente certa hoje, o dólar estaria em torno de R$ 4,77 lá em 2030. Enquanto isso, o CDI paga algo perto de 67% no mesmo período. O Custo de Esperar o "Dólar Justo" Ficou em dúvida se vale a pena esperar o câmbio ceder antes de dolarizar? Faça a simulação abaixo e veja na prática o impacto de manter o seu dinheiro parado aguardando a projeção teórica da PPC vs. o rendimento do juro real brasileiro no mesmo período. Ajuste o aporte, a taxa de juros e o tempo de espera para ver o resultado em tempo real. O que o mercado já está cobrando — e por que isso importa mais que o gráfico Existe um preço público, negociado hoje, para o dólar daqui a um ano. Qualquer empresa que precisa se proteger do câmbio compra isso todo dia.. Com a Selic em 13,75% (cortada em 16 de setembro) e o juro americano entre 3,75% e 4%, o mercado precifica o dólar em cerca de R$ 5,63 daqui a doze meses. Ou seja: 9,5% acima de onde ele está hoje . Então de onde vêm os outros 8,7 pontos? O juro embute uma desvalorização do real de 9,5% em um ano. Mas a diferença de inflação entre os dois países — que é justamente o que a PPC mede — justifica apenas 0,79%. A inflação brasileira está em 4,22% em doze meses; a americana, em 3,4%. Então de onde vêm os outros 8,7 pontos? De juro real. É o juro acima da inflação. No Brasil ele está em 9,1% ao ano. Nos Estados Unidos, em 0,5%. É esse abismo que segura o real, e não a paridade do poder de compra. Dinheiro do mundo inteiro vem para cá justamente para ganhar esses 9% reais. Foi isso que fez o dólar cair 6,27% em 2026 — mesmo com o gráfico gritando "caro" o tempo todo. Então: dolarizar hoje, sim ou não? Minha resposta vai frustrar quem queria um sim ou um não. Dolarizar não é uma aposta. É um seguro. E ninguém decide comprar seguro do carro olhando se hoje tem mais ou menos chance de bater. Você compra porque não sabe. É exatamente esse o ponto. Sua renda é em real. Seu aluguel é em real. Sua aposentadoria, provavelmente, será em real. Você já é 100% Brasil, mesmo sem ter escolhido isso. Ter uma parte em dólar é reduzir essa concentração — não é tentar adivinhar o próximo movimento da moeda. Na prática, é assim que eu trabalho: Defina um percentual e cumpra. Quanto da sua carteira fica fora do Brasil? Escolha o número em um dia calmo, por escrito, e não o mude porque o dólar subiu ou caiu na semana. Aporte em pedaços, sempre. Todo mês, no mesmo dia, sem consultar a cotação. Isso te dá um preço médio e te tira da tentação de acertar o fundo. Use a PPC só para calibrar o ritmo, nunca para ligar e desligar. Quando o dólar está historicamente muito esticado para baixo, você acelera um pouco o aporte. Quando está esticado para cima — como agora —, você mantém o ritmo normal em vez de acelerar. Você nunca zera. Cuidado com o custo de esperar. Com juro real de 9% no Brasil, ficar parado esperando o dólar "chegar no preço justo" tem um preço alto e silencioso. Hoje, pelo que eu vejo: o dólar não está barato, mas também não está no lugar absurdo que o gráfico sugere. Está esticado o suficiente para eu não acelerar a dolarização — e longe de ser um caso de correr para comprar. "Tá bom, Cris. Mas dolarizar em quê?" Essa é a pergunta que sempre chega depois — e é a mais importante de todas, porque decidir que 15% da sua carteira vai para fora do Brasil não resolve absolutamente nada sozinho. Quinze por cento em quê? ETF de S&P 500? Ação americana escolhida uma a uma? Renda fixa lá fora, que hoje paga bem menos que a nossa? Conta no exterior ou BDR aqui mesmo? Cada uma dessas decisões tem imposto, custo e risco diferentes. E erro aqui é caro: eu já vi gente comprar um produto "dolarizado" que na prática não protegia de nada, e descobrir isso só no ano seguinte. É exatamente esse caminho que eu monto na minha Carteira Internacional. Não é uma lista de nomes bonitos: é a carteira completa, com ETFs, ações e renda fixa no exterior, com o percentual de cada posição, a tese por trás e o acompanhamento de quando mexer. INVISTA NO EXTERIOR: ADEUS RISCO BRASIL A carteira completa de investimentos fora do Brasil — ETFs, ações e renda fixa — com percentuais definidos e acompanhamento. Por R$ 99 por mês no plano anual, que você parcela em até 12 vezes. Vale menos do que você provavelmente gasta em uma única taxa escondida de produto vendido por assessor. E eu não ganho comissão de ninguém para te indicar nada: minha receita é a assinatura de quem renova. Conhecer a Carteira Internacional Já é assinante da ALL IN ONE? A Carteira Internacional já está liberada para você — abra aqui e confira se a sua alocação lá fora está no percentual certo depois desta queda de 6% do dólar. O que eu realmente faço com esse tipo de análise Esse é o tipo de conta que eu refaço toda semana antes de mexer em qualquer coisa. Não para acertar o câmbio pois como eu já expliquei eu não acredito em previsão de dólar, e o histórico de quem tenta está aí para ser conferido. Eu refaço para saber quanto de risco cambial faz sentido carregar, e em quais ativos. Porque a decisão que muda o seu patrimônio não é "o dólar vai subir?". É "quanto do meu dinheiro está exposto a uma coisa só?". O dólar continua existindo para humilhar os economistas. Meu amigo estava certo. Mas quem entende o mapa erra de um jeito muito mais barato do que quem está andando no escuro — e é só isso que eu prometo aqui. QUER SABER O QUE TEM NA MINHA CARTEIRA HOJE — E POR QUÊ? Se o seu problema é só a parte de fora do Brasil, a Carteira Internacional resolve por R$ 99 por mês no plano anual: ETFs, ações e renda fixa no exterior, com percentual e tese de cada posição. Se você quer a carteira inteira — Brasil e exterior, ações, dividendos, fundos imobiliários, small caps e ETFs, todas as séries em uma assinatura só —, é a ALL IN ONE, por R$ 167 por mês no plano anual. Nos dois casos vale a mesma coisa: análise independente, sem comissão de corretora, de gestora ou de emissor. 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  • Onde investir no exterior hoje: o ranking de ações e ETFs para dolarizar sua carteira

    Faz meses que essa pergunta chega aqui todos os dias: "Cris, e lá fora? O que eu compro HOJE?", "Quero aumentar minha parcela lá fora..." Eu vinha respondendo caso a caso. Com a temperatura política subindo, a eleição no radar e o barulho em Brasília, virou a pergunta mais frequente da minha caixa de entrada. Então eu atendi um pedido antigo dos assinantes e montei o Ranking de Investimentos no Exterior da Carteira ALL IN ONE. Agora você não tem só uma lista de ativos: tem uma ordem de prioridade para fazer os seus aportes. Por que dolarizar agora, e não quando o dólar estiver caro O erro mais comum que eu vejo no investidor brasileiro é esperar o dólar "estar caro" para pensar em se proteger. É exatamente o contrário. Dolarizar não é aposta, é proteção. E proteção custa menos justamente quando o real está forte — como agora. Some a isso o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos começando a encolher, um calendário eleitoral pela frente e o ruído institucional dos últimos meses, e você tem uma janela para montar essa posição pagando menos reais por cada dólar de exposição. Quem monta a proteção depois que o susto chegou, paga caro pela mesma proteção. O ranking: o que comprar hoje no exterior O ranking ordena os ativos por prioridade de compra e traz o percentual recomendado de cada um dentro da carteira. A carteira tem um desenho diferente do que você costuma ver por aí ... Repare no desenho: não é comprar três big techs e torcer. Tem crescimento (semicondutores, tecnologia chinesa), tem renda e defesa em dólar (títulos americanos longos e curtos), tem diversificação geográfica (Europa, China, small caps americanas) e tem o S&P 500 sem a concentração das gigantes. Você não precisa de conta no exterior Esse é o ponto que trava mais gente sem necessidade. Quase todos os ativos do ranking têm BDR listado na B3: Ou seja: dá para dolarizar a sua carteira pelo seu próprio home broker, em reais, hoje, sem abrir conta fora, sem remessa e sem câmbio. Se você prefere investir direto lá fora, eu também mantenho um guia das melhores plataformas para investir no exterior. Como usar o ranking Respeite o percentual de alocação. O peso de cada ativo não é detalhe, é o que define o risco da carteira. Ranking é ordem de prioridade do aporte, não permissão para concentrar. Aporte por etapas. Você não precisa montar tudo em um dia. O ranking existe justamente para você saber o que entra primeiro no próximo aporte. Veja o ranking completo O ranking atualizado, com todos os ativos, os percentuais e a minha análise de cada posição, está na Carteira ALL IN ONE na seção CARTEIRA INTERNACIONAL - QUE VOCÊ ACESSA AQUI SE JÁ É ASSINANTE. Análise independente: sem comissão, sem rebate, sem acordo com corretora. A assinatura dos meus leitores é a minha única receita. Assine a Carteira ALL IN ONE e veja o que comprar hoje NO EXTERIOR Cristiane Fensterseifer — Analista de investimentos CNPI-P e CGA. Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação individualizada de investimento. Avalie seu perfil e seus objetivos antes de investir.

  • Ela pode pagar quase 40% do valor de mercado em dividendos.

    Por Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA — Investe10 Vou direto ao ponto, porque o número é grande. Ela é a EZTEC — EZTC3 na bolsa. Nas minhas contas, a companhia pode devolver ao acionista entre R$ 4,55 e R$ 5,90 por ação em dinheiro. A ação custa R$ 13,09. Isso é 35% a 45% do valor de mercado, num pagamento só. E a parte que ninguém está olhando: depois de pagar isso, o que sobra da empresa fica mais barato do que ela está hoje. O P/VP cai de 0,70x para algo entre 0,53x e 0,61x. Agora eu te mostro de onde vem cada número, e também tudo que pode dar errado — porque tem bastante coisa que pode. O que aconteceu Na noite de 17 de setembro, a EZTEC e a EZ INC publicaram um fato relevante: a subsidiária Mairiporã Incorporadora fechou com o Itaú Unibanco a locação integral do Esther Towers, 91,4 mil m² de área locável, por 10 anos, prorrogáveis por mais 5. Receita contratada de aproximadamente R$ 1,17 bilhão nos primeiros 10 anos, em preços de hoje, corrigida anualmente pelo IPCA. É a maior locação de escritórios da história de São Paulo. E quase metade do valor de mercado da EZTEC estava parado nesse prédio. Na mesma noite, apareceu no X a crítica de que a EZTEC teria alugado mal — que, no aluguel fechado, o prédio só chegaria aos R$ 1,9 bilhão de VGV divulgado se fosse vendido a um cap rate de 6%. Eu fui fazer a conta. E ela não é a que está sendo contada nos dois lados. Este relatório está aberto, inclusive pra quem não é assinante. Antes: três palavras que você precisa entender Se você já opera imóvel, pula esta parte. Cap rate. É o dividend yield do prédio: o aluguel de um ano dividido pelo preço. Agora o truque que resolve tudo — inverte: Cap rate de 10% → o aluguel paga o prédio em 10 anos Cap rate de 9% → 11,1 anos Cap rate de 7% → 14,3 anos Cap rate de 6,4% → 15,6 anos Virou um P/L de tijolo. E aí você não precisa decorar nada: quanto mais anos você espera pra recuperar o dinheiro, mais caro você pagou. Cap rate alto = barato. Cap rate baixo = caro. Igual ação. Guarda essa frase, porque ela é o relatório inteiro: a EZTEC quer que alguém espere 15,6 anos. O mercado hoje só topa esperar 11. VGV. Valor Geral de Vendas. É quanto a incorporadora espera arrecadar com um empreendimento. É uma estimativa da empresa, não um preço de mercado. P/VP. Preço sobre Valor Patrimonial. Compara quanto a ação custa na bolsa com quanto vale o patrimônio da empresa no balanço. P/VP de 0,70 significa que você paga 70 centavos por cada real de patrimônio. Pronto. Com isso dá pra acompanhar tudo. Parte 1: alugou mal mesmo? Não. E o motivo é um detalhe que quase todo mundo erra na comparação. O fato relevante diz que a vigência é escalonada conforme a entrega de cada torre. A torre 2 só sai no fim de 2027. Então o R$ 1,17 bilhão não é dividido por 10 anos de prédio cheio — ele embute um período em que só uma torre paga aluguel. Rodando com o escalonamento, o aluguel implícito fica em R$ 111/m²/mês. Na leitura mais conservadora do contrato, R$ 107/m². Agora compara com a região. O Esther Towers fica na Chucri Zaidan: Referência R$/m²/mês Esther Towers (fechado) 107 a 111 Pedido do próprio Esther Towers 110 Chucri Zaidan, Itaú BBA 1T26 117,91 Chucri Zaidan, Classe A+ 2T26 129 Alto das Nações (concorrente direto) 120 Faria Lima 333 Juscelino Kubitschek 337 O detalhe que muda tudo: todos os números de mercado acima são preço pedido. O R$ 111 é preço fechado. No mercado de laje corporativa, o inquilino grande sempre arranca 10% a 20% do pedido, mais carência de alguns meses. É a regra do jogo. A EZTEC fechou 91,4 mil m² — o prédio inteiro, de uma vez — praticamente sem desconto de volume. E não fechou num mercado fraco. A vacância da Chucri Zaidan caiu de 26,66% em 2024 para 13,42% no primeiro trimestre de 2026, e para 9,88% no segundo. Os aluguéis da região subiram 13% desde o fim de 2024. Alugar 91,4 mil m² de uma vez, antes da entrega, com o Itaú como inquilino e contrato de 10+5 anos indexado ao IPCA, não é alugar mal. É tirar o maior risco do balanço da empresa. Onde a crítica tem razão: ela travou R$ 111 por uma década numa região que está encarecendo em termos reais. Se a Chucri Zaidan convergir pra média da cidade, a EZTEC assiste de fora. Trocou potencial de alta por certeza. Num contrato típico ela recupera parte disso numa revisional em três anos. Num atípico, não. O fato relevante não diz qual é — e isso importa, como você vai ver. Repara no que acabou de acontecer aqui.O mercado inteiro leu "R$ 1,17 bilhão em 10 anos" e dividiu por 10. Eu li "com início de vigência escalonado conforme a entrega de cada torre" — uma linha no meio do fato relevante — e a conta inteira mudou. O aluguel deixou de ser R$ 107 e virou R$ 111 o metro. A tese mudou junto.Uma linha. É disso que se trata.Eu faço exatamente isso, todo dia, com cada posição da Carteira ALL IN ONE. Ver como funciona Parte 2: então qual é o problema? O problema nunca foi o aluguel. É o preço de venda que a empresa carrega. Com as duas torres entregues e pagando, a receita anual estabilizada fica entre R$ 117 e R$ 122 milhões. Pra o prédio valer os R$ 1,9 bilhão que a gestão sinaliza — R$ 20,8 mil por m² —, o comprador precisa aceitar um cap rate de 6,2% a 6,4%. Lembra do truque: isso é o mesmo que dizer que o comprador precisa topar esperar quase 16 anos de aluguel pra recuperar o que pagou. E aí vem a pergunta que decide tudo: quem espera 16 anos? Hoje, ninguém. Fundos imobiliários de laje prime estão comprando na faixa de 11 a 14 anos — cap rate entre 7% e 9%. A Selic está em 13,75%, no quinto corte consecutivo, com IPCA projetado em 4,90% para 2026. E vários desses fundos negociam abaixo do valor patrimonial — um fundo nessa situação não consegue emitir cota pra comprar caro, porque diluiria o próprio cotista. Repara que esse cap rate é real. O aluguel sobe com IPCA todo ano. Então 6,4% aqui compara com NTN-B, não com CDI. Ainda assim é apertado. Essa é a distância real entre a expectativa da empresa e o bolso do comprador. E ela já existia antes do contrato. A locação não criou o problema — ela expôs. Você já leu mais análise de EZTC3 aqui do que saiu em qualquer lugar hoje. E é de graça. Todo dia útil eu mando o Oqi: o que aconteceu no mercado e, principalmente, o que aquilo muda no seu dinheiro. Sem custo, sem cartão, sem pegadinha. Entrar no grupo do Oqi agora Parte 3: quanto isso vale por ação Aqui é onde a coisa fica interessante. Primeiro, o tamanho do problema. A EZTC3 está em R$ 13,09, com valor de mercado de R$ 3,65 bilhões, P/VP de 0,70 e valor patrimonial por ação de R$ 18,65. Quase metade do valor da empresa inteira está parada num único prédio que até anteontem não gerava um centavo. Montei dois cenários de venda. Em ambos, assumo distribuição integral do resultado aos acionistas. Cenário base: venda a 7% de cap rate Sete por cento é o comprador aceitar esperar 14,3 anos. R$ 121,7 milhões de aluguel anual dividido por 7% dá R$ 1,74 bilhão. Na leitura mais conservadora do NOI, R$ 1,68 bilhão. Chame de R$ 1,71 bilhão, ou R$ 18,7 mil por m². A gestão pede R$ 20 mil. A 7%, chega em 93% do pedido. Descontando o custo do ativo e o imposto, sobram entre R$ 1,57 e R$ 1,64 bilhão. Com cerca de 280 milhões de ações: R$ 5,60 a R$ 5,90 por ação. Entre 43% e 45% da cotação, num pagamento só. Cenário conservador: venda a 9% de cap rate Aqui eu jogo pesado contra. Cap rate de 9%, ou seja, o comprador só topa esperar 11,1 anos — o topo da faixa dos FIIs. NOI na leitura mais baixa. Venda fracionada, torre por torre. Nenhuma ajuda do ciclo de juros. R$ 117,4 milhões dividido por 9% dá R$ 1,30 bilhão, ou R$ 14,3 mil por m². Contra os R$ 20 mil pedidos. E aqui aparece a coisa mais desconfortável da conta: pelo custo implícito do ativo, a EZTEC venderia praticamente no custo. Margem zero. A "margem bruta de 31%" do case simplesmente não existiria. O lado bom: sem lucro, sem imposto. Entra R$ 1,275 bilhão de caixa limpo. R$ 4,55 por ação. 35% da cotação. Ou seja: mesmo no cenário ruim, o acionista recebe mais de um terço do que a ação vale hoje, em dinheiro. Parte 4: e o que sobra depois? Essa é a pergunta que ninguém está fazendo. E é a mais importante. Depois de pagar o dividendo, a ação cai pelo valor distribuído. Então o que interessa é: o que sobra é caro ou barato? Hoje Cenário 7% (ex-div) Cenário 9% (ex-div) Cotação R$ 13,09 R$ 7,38 R$ 8,54 Valor de mercado R$ 3,65 bi R$ 2,07 bi R$ 2,39 bi Valor patrimonial/ação R$ 18,65 R$ 13,96 R$ 13,96 P/VP 0,70x 0,53x 0,61x Leia essa linha de novo. O que sobra fica mais barato do que a empresa inteira está hoje, nos dois cenários. E o que é esse "resto"? Incorporação residencial de alto padrão em São Paulo, landbank e carteira de recebíveis. Um negócio que vendeu R$ 1,27 bilhão líquido só no primeiro semestre de 2026, com margem líquida de 37%. A rentabilidade melhora sozinha. O Esther Towers não gerava lucro nenhum — era patrimônio morto no balanço. Tirando ele da conta, o mesmo lucro passa a ser dividido por um patrimônio menor: ROE hoje: 10,9% ROE do que sobra: 14,4% Três pontos e meio de rentabilidade a mais sem a operação melhorar em absolutamente nada. E o preço do que sobra, no cenário conservador: valor de mercado de R$ 2,39 bilhões sobre lucro de aproximadamente R$ 565 milhões. P/L de 4,2 vezes. Traduzindo pra português: você pagaria 4,2 anos de lucro por uma incorporadora de alto padrão — depois de já ter recebido 35% do seu investimento de volta em dinheiro. Parte 5: quanto disso o mercado já está pagando? Nada. Praticamente nada. O mercado aplica um desconto de 0,70x sobre todo o patrimônio da EZTEC, inclusive sobre o Esther Towers. Na prática, o mercado precifica o prédio em cerca de R$ 0,92 bilhão. Compara com os cenários: Cenário Valor do ativo Já no preço Diferença Por ação Preço implícito Conservador (9%) R$ 1,30 bi R$ 0,92 bi R$ 0,38 bi R$ 1,27 R$ 14,36 Base (7%) R$ 1,71 bi R$ 0,92 bi R$ 0,79 bi R$ 2,82 R$ 15,91 Teste de sanidade: a máxima da ação em 52 semanas é R$ 16,73. O cenário base leva a R$ 15,91 fechando só essa lacuna, sem nenhuma reprecificação do negócio de incorporação. Bate. E a leitura que eu acho mais relevante de todas: no pior cenário razoável de venda, a ação ainda vale cerca de 10% mais do que negocia hoje. O downside de uma venda ruim já está quase todo no preço. Agora a parte desconfortável. A EZTC3 não é a maior assimetria que eu tenho na carteira hoje. Ela é só a que eu posso te mostrar de graça, porque virou notícia e todo mundo já está falando dela. As outras eu não abro aqui — não por segredo, mas porque quem assina pagou justamente pra receber o nome da ação antes de ela virar manchete. Pensa no que você acabou de ler. Quanto disso você teria encontrado sozinho? A linha do escalonamento, o preço fechado contra o preço pedido, o P/VP do que sobra depois do dividendo, os 15,6 anos. Este relatório é uma amostra do método. A Carteira ALL IN ONE é o método aplicado em tudo que eu acompanho — com os nomes, os pesos e os pontos de entrada. Quero ver a carteira completa O que pode dar errado Não existe tese sem contra. Estas são as minhas, em ordem de importância. 1. O dinheiro pode não voltar pro acionista. Este é o risco de verdade, e ele contamina toda a conta acima. O ROIC da EZTEC roda perto de 6%. Com a Selic em 13,75%, reciclar R$ 1,3 bilhão em novos lançamentos destrói valor em vez de criar. Se o mercado achar que o caixa vai virar landbank, o desconto não fecha — só troca de lugar no balanço. A empresa não se comprometeu com distribuição integral. Eu estou assumindo isso, e você precisa saber que é uma premissa, não um fato. 2. O custo do ativo é estimativa minha. Não é número divulgado pela companhia. Eu cheguei nele por engenharia reversa a partir da margem bruta que o mercado usa no projeto. Se o custo real for maior, o cenário conservador vira prejuízo contábil, e a conta do dividendo encolhe. 3. Locação não é venda. A torre 2 só entrega no fim de 2027. A venda realista fica em 2027 ou 2028. Até lá, o dinheiro não entra e a tese não se materializa. 4. Juros. É a variável que manda no cap rate. Sem queda na NTN-B longa, o cenário base de 7% fica difícil e a gente conversa perto de 8% ou 9%. 5. Típico ou atípico. O fato relevante não diz. Num contrato típico, o Itaú pode sair pagando multa e pode pedir revisional em três anos. Num atípico, o fluxo vira quase um título de renda fixa com lastro AAA — e é por esse que fundo paga cap rate comprimido. Esse único detalhe vale mais de R$ 200 milhões no preço de venda. O que eu vou monitorar Três coisas, nessa ordem: Sinalização do RI sobre destinação dos recursos. É o que separa um dividendo de 35% de mais cinco anos de P/VP a 0,7x. Curva de NTN-B longa. Define quem consegue comprar e a que preço. Natureza do contrato. Típico ou atípico. Minha leitura A tese da EZTC3 mudou de natureza no dia 17 de setembro. Ela deixou de ser "será que aluga esse prédio gigante" e virou "quanto e quando vende, e o dinheiro volta pro acionista". É uma tese muito melhor do que era antes. Um risco binário virou uma questão de preço e de prazo. Mantenho a recomendação de compra para EZTC3. Não porque eu tenha certeza da venda a 7%. Não tenho. Mas porque, nas minhas contas, o cenário conservador — venda no custo, sem ajuda nenhuma de juros — já entrega mais do que o preço de hoje. E o que sobra da empresa depois disso fica mais barato do que ela está agora. Assimetria é isso: quando o cenário ruim ainda te paga. Você chegou até aqui. Então deixa eu ser direta. Você acabou de ler 2.500 palavras de análise que eu poderia ter vendido. Não vendi. Está aberto, inteiro, de graça. Fiz isso por um motivo só: é mais fácil te mostrar o que eu faço do que te explicar. O que você leva assinando a Carteira ALL IN ONE: As ações que eu realmente carrego, com peso e ponto de entrada — não uma lista genérica Análise como essa aqui, mas antes de a notícia sair, não depois Aviso quando eu entro, quando eu aumento e quando eu saio Renda fixa, fundos imobiliários e ações no mesmo lugar, que é o que o nome quer dizer E o que me diferencia, que é o que mais importa: eu não recebo comissão de corretora, não tenho rebate e não distribuo produto de ninguém. Minha única receita é a assinatura de quem renova. É exatamente por isso que eu consigo escrever, num relatório público, que uma empresa pode estar vendendo um prédio no próprio custo. Quem vive de comissão não escreve isso. ASSINAR A CARTEIRA ALL IN ONE P.S. — Se você fechar esta página e daqui a seis meses a EZTEC anunciar a venda do Esther Towers, você vai lembrar deste relatório. A questão não é essa. A questão é quantas outras dessas estão acontecendo agora, em empresas que você não está acompanhando, e que eu estou. É isso que tem dentro da carteira. Ainda não quer assinar? Sem problema. Pega o Oqi de graça e me acompanha por um tempo. Eu prefiro que você entre convencido. Declaração do analista A analista Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA, declara, nos termos da Resolução CVM nº 20/2021, que as análises e opiniões expressas neste relatório refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Investe10. A analista declara que sua remuneração não está, de nenhuma forma, vinculada à recomendação aqui contida, nem a resultados de operações de distribuição, intermediação ou corretagem de valores mobiliários. A analista não recebe comissões, rebates ou qualquer forma de remuneração de instituições financeiras, corretoras ou emissores. A analista declara ainda que detém posição em EZTC3, ,MAS NÃO possui vínculo com a companhia] Este relatório tem caráter exclusivamente informativo e não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. As projeções aqui contidas envolvem premissas que podem não se confirmar, e estão expressamente identificadas ao longo do texto. Cada investidor deve avaliar a adequação do investimento ao seu perfil e tomar suas próprias decisões. Dados de cotação e indicadores referentes a 17 de setembro de 2026.

  • CDB prefixado vale a pena depois do corte da Selic? A conta completa

    Por Cristiane Fensterseifer, CNPI-P e CGA, fundadora da Investe10. Atualizado em 17 de setembro de 2026. Resposta curta: um CDB prefixado só vale a pena se a taxa oferecida pagar mais do que a curva de juros já paga pelo mesmo prazo, se você conseguir levar o título até o vencimento e se o valor aplicado couber na cobertura do FGC. "A Selic começou a cair" não é, sozinho, motivo para travar uma taxa por cinco anos. Por que essa pergunta voltou agora Em 16 de setembro de 2026, o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido de 0,25 ponto. No mesmo dia, o Federal Reserve subiu os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4%. Logo depois, os investidores começaram a receber ofertas de CDB prefixado com a mesma mensagem: garanta a taxa antes que ela caia. Neste guia, usamos como exemplo uma oferta real de mercado: CDB prefixado de 14,75% ao ano, com prazo de 5 anos. Conta 1: quanto a curva de juros já paga O mercado futuro de juros (DI) mostra qual taxa os investidores exigem para cada prazo. No fechamento de 16/09/2026: Vencimento do DI Taxa Janeiro de 2027 13,58% Janeiro de 2029 13,87% Janeiro de 2031 14,07% Um CDB de 5 anos vence perto de 2031. A oferta de 14,75% paga cerca de 0,7 ponto acima da curva. Esse prêmio não é presente. Ele remunera duas coisas: o risco de crédito do banco emissor e a liquidez que você perde ao travar o dinheiro. Quanto menor e menos conhecido o banco, maior tende a ser o prêmio exigido. Repare também que o DI de 2031 está acima da Selic atual. Ou seja, o mercado não projeta juros muito baixos por muito tempo, mesmo com o ciclo de cortes em andamento. Conta 2: quanto sobra depois do imposto Em aplicações acima de 720 dias, o Imposto de Renda é de 15% sobre o rendimento, cobrado no resgate. R$ 10.000 aplicados a 14,75% ao ano por 5 anos Valor Valor bruto no vencimento R$ 19.896 Rendimento bruto R$ 9.896 IR (15%) R$ 1.484 Valor líquido R$ 18.412 Taxa líquida equivalente cerca de 12,98% ao ano Conta 3: quando o pós-fixado empataria Um CDB pós-fixado de 100% do CDI, com o mesmo imposto, só empata com o prefixado de 14,75% se o CDI médio dos cinco anos ficar em 14,75%. CDI médio no período (100% do CDI) Valor bruto em 5 anos 12,00% R$ 17.623 13,00% R$ 18.424 13,75% R$ 19.044 14,75% R$ 19.896 Se os juros caírem, o prefixado leva vantagem. Só que a curva já projeta juros perto de 14% para o período. Por isso, o ganho do prefixado vem basicamente do prêmio de crédito, e não de uma aposta vencedora contra o mercado. A pergunta certa, então, não é "a Selic vai cair?". A pergunta é: "a Selic vai cair mais do que o mercado já precifica?" Conta 4: o risco de sair antes (marcação a mercado) O prefixado só garante a taxa contratada no vencimento. Se você precisar resgatar antes, o título é vendido pela taxa de mercado do dia. Numa estimativa simplificada, se as taxas de mercado subirem 1 ponto logo depois da aplicação, o valor de um título prefixado de 5 anos cai cerca de 4,2%. Se subirem 2 pontos, a queda chega a cerca de 8,3%. Além disso, muitos CDBs não têm recompra antes do vencimento. Nesses casos, o problema não é só o preço: pode simplesmente não haver saída. Conta 5: a inflação que a taxa embute Os títulos do Tesouro atrelados à inflação (NTN-B) fecharam 16/09 pagando cerca de 7,5% a 7,7% acima do IPCA, nos vencimentos de 2029 e 2035. Comparando com 14,75%, a inflação que "empata" as duas opções fica em torno de 6,6% a 6,7% ao ano. Isso está bem acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. Se a inflação média ficar abaixo disso, o prefixado ganha do IPCA+. Se ficar acima, o IPCA+ protege melhor o poder de compra. Essa comparação é aproximada, porque um é título de banco e o outro é título público, mas ela mostra quanto de inflação a taxa já absorve. O FGC não é detalhe O Fundo Garantidor de Créditos cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira, incluindo os rendimentos. Acima desse valor, o risco do banco é todo seu. Para um prazo de cinco anos, vale checar três coisas: O rendimento: calcule o valor no vencimento, e não só o aplicado. A concentração: some tudo o que você já tem no mesmo banco. O emissor: conheça a saúde financeira do banco antes de travar o dinheiro por meia década. Checklist antes de clicar em "investir" A taxa paga um prêmio claro sobre o DI do mesmo prazo? Esse dinheiro pode ficar parado até o vencimento? O valor, já com os rendimentos, cabe no FGC daquele banco? Você está confortável com a inflação implícita na taxa? O prefixado faz sentido na sua carteira como um todo, e não só como "oferta do dia"? Se alguma resposta for "não", a oferta pode até ser boa para o banco, mas não necessariamente para você. Perguntas frequentes CDB prefixado é mais arriscado que Tesouro Prefixado? Tem risco de crédito do banco (coberto pelo FGC até o limite) e costuma ter menos liquidez. O Tesouro Prefixado tem risco soberano e recompra diária, mas também sofre marcação a mercado. Com a Selic caindo, o pós-fixado perde sentido? Não. O pós-fixado é a parte da carteira que não sofre marcação a mercado. Ele serve de reserva e de munição para oportunidades. Posso vender o CDB prefixado antes do vencimento? Depende do título. Muitos não têm liquidez diária. Quando há recompra, ela é feita a preço de mercado e pode gerar perda. Qual prazo faz sentido? Um prazo que coincida com um objetivo real seu. Travar um prazo longo sem saber quando vai precisar do dinheiro transforma proteção em aposta. Quer acompanhar a curva de juros sem precisar montar essas contas sozinho? Entre no Oqi, meu briefing diário gratuito Na Carteira ALL IN ONE, eu mostro onde estou alocando em renda fixa e por quê. Sem banco por trás, sem comissão, sem rebate: Conteúdo educacional. Não constitui recomendação individual de investimento. As taxas citadas são de 16/09/2026 e mudam diariamente.

  • Inter&Co (INBR32): hoje é o 1º dia do prazo para escolher o destino dos seus BDRs

    O Inter vai encerrar o programa de BDRs Patrocinados Nível II, e o INBR32 deixa de ser negociado na B3. A partir de hoje (17/09) e até 16/10/2026, às 15h (Brasília), quem tem o papel precisa escolher o destino da posição. A escolha é feita com a sua corretora, e cada instituição pode ter prazo interno menor, então não deixe pra última hora. O que está acontecendo, e por que não muda nada no investimento Desde a reorganização de 2022, a ação "de verdade" do Inter é negociada nos EUA, na Nasdaq, com o ticker INTR. O INBR32 é um BDR, uma espécie de recibo negociado aqui na B3 que representa essa ação lá fora. Na prática, é uma forma de o investidor brasileiro ter a ação americana sem sair da bolsa brasileira. Hoje o Inter é patrocinador desse programa, ou seja, é a própria empresa que mantém o BDR funcionando. Isso obriga a companhia a manter registro de empresa aberta em dois países, com custos e obrigações duplicadas. O objetivo declarado é ganhar eficiência e acabar com essa redundância de manter registros em mais de uma jurisdição. Para o investimento, isso é uma mudança só de "embalagem". O banco é o mesmo, os resultados são os mesmos, a tese é a mesma e a proporção é 1 para 1: cada BDR continua valendo exatamente uma ação. Nada no negócio muda por causa disso. O único risco real é o operacional: não se manifestar e ser vendido automaticamente. As três alternativas 1. Ações Classe A (INTR), na Nasdaq: você recebe as ações na proporção de 1:1, mas precisa ter conta de custódia ativa em corretora nos EUA antes de fazer a solicitação, e abrir e manter essa conta fica por sua conta. 2. BDRs Não Patrocinados Nível I (INBR34), na B3: mesmo lastro, também 1:1, com cada INBR34 representando uma ação INTR; os novos BDRs caem na conta da sua corretora ao fim do processo. 3. Venda Facilitada (Sales Facility): você recebe em reais, pelo preço médio de venda das ações na Nasdaq, já convertido e líquido de tributos. É o padrão para quem não se manifestar, e nesse caso os BDRs são bloqueados para negociação no dia útil seguinte ao fim do prazo. Minha recomendação: Opção (i), INTR na Nasdaq. É onde está a liquidez do papel. Se ainda não tem conta internacional, abra já e confirme com sua corretora como funciona a transferência. Se preferir ficar só no Brasil: opção (ii), INBR34. Você mantém a exposição ao Inter sem sair da B3, aceitando uma liquidez provavelmente menor. Não recomendo vender. Vejo bastante espaço para valorização do Inter, e não faz sentido sair por questão operacional. Lembre que **quem não fizer nada cai automaticamente na venda**. Cronograma - 17/09 a 16/10: Período de Definição. Quem ainda não se manifestou pode negociar INBR32 normalmente até o fim do pregão de 16/10; depois disso, a negociação é suspensa. - Opção INTR: após instruir a corretora a cancelar os INBR32, as ações chegam na conta americana em 2 dias úteis. As solicitações devem ser feitas até 15h. - Opção INBR34: entrega em até 3 dias úteis após o fim do prazo, ou seja, até 21/10. A negociação na B3 começa em 19/10. - Venda Facilitada: as vendas na Nasdaq acontecem entre 19/10 e 17/11, podendo ser feitas em mais de uma etapa. Depois, os valores são convertidos para reais pelo câmbio da data da venda e creditados na corretora. O Inter vai divulgar um novo aviso com a data de pagamento e o valor final por BDR. Como manifestar sua escolha Procure a corretora onde você comprou o INBR32 e siga o processo dela, já que cada instituição pode adotar procedimentos diferentes. Para quem vai de INTR, é preciso instruir a corretora brasileira a pedir o cancelamento dos BDRs na B3 e o recebimento das ações na corretora no exterior. Dúvidas e documentos Canal exclusivo do Inter para o assunto: 0800 590 0581, (11) 4210 3755 ou bdr.inter@investor.sodali.com Página completa com FAQ e vídeos: investors.inter.co/bdr

  • Lista das 57 empresas investigadas

    Ps. Marquei quem tem ação na bolsa e quem já confessou em acordo com o Cade. Oi, tudo bem? Aqui é a Cris, da Investe10. Essa semana eu falei nas redes sobre uma investigação que mexe com o bolso de muita gente: o Cade está apurando se grandes empresas trocaram informações sobre salários, reajustes, bônus e benefícios entre elas. Muita gente me pediu a lista completa das empresas. Então ela está aqui embaixo. Mas antes, o contexto em 1 minuto. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━ O QUE O CADE INVESTIGA A suspeita é simples de entender: se todo mundo sabe quanto o concorrente paga, ninguém precisa disputar funcionário. E quem perde é o trabalhador, que fica sem proposta melhor na mesa pra negociar. O que já se sabe: 📂 São 3 processos no Cade, abertos desde 2024, com dezenas de empresas de vários setores. 💬 Segundo o Cade, as trocas aconteciam em grupos de RH, reuniões e até WhatsApp. Em um dos processos, o período investigado vai de 2004 a 2021. 🤝 Cinco grupos já fecharam acordo e confessaram: Bayer/Monsanto, General Mills, Dow, 3M e IBM. ⚖️ Em caso de condenação, a multa pode chegar a até 20% do faturamento bruto. É o teto, não a regra. ⏳ As empresas negam, alegam prescrição e contestam a competência do Cade. Ainda não há julgamento. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━ A LISTA: 57 EMPRESAS CITADAS (B3) = ações negociadas na bolsa brasileira (ACORDO) = fechou acordo com o Cade e confessou 3M (ACORDO) Alcoa Alumínio Avon BAT Brasil / Souza Cruz Bayer (ACORDO) BRF (B3) Boticário Bunge Alimentos C&A Cargill Agrícola Claro Colgate-Palmolive CSN – Cia. Siderúrgica Nacional (B3) Corteva Agriscience Coty Brasil Danone Dexco (B3) Diageo Dow Brasil (ACORDO) General Mills Brasil (ACORDO) General Motors Goodyear Henkel Hinode IBM (ACORDO) Jacobs Douwe Egberts JNTL Consumer Health Kimberly-Clark Klabin (B3) Louis Dreyfus Company Macêdo Masterfoods McDonald's Mondelez Monsanto (ACORDO) Natura Cosméticos (B3) Natural Comercial Nestlé Nívea PepsiCo Philips Pirelli Reckitt Benckiser Sanofi Aventis Comercial e Logística Sanofi Aventis Farmacêutica Serasa Siemens Energy SPAL Suzano (B3) Syngenta Unilever Vale (B3) Volkswagen* Votorantim Cimentos Votorantim Industrial Whirlpool White Martins * A Volkswagen do Brasil afirma que não é ré e que o processo se refere à Volkswagen AG, da Alemanha. Lista conforme reportagem da revista Veja, reproduzida pelo portal Auto+ (maio/2026). Estar na lista não significa culpa: todas são investigadas e têm direito de defesa. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━ TRABALHOU EM ALGUMA DELAS? O processo no Cade é administrativo. Ele apura a conduta e multa as empresas, mas não gera indenização automática pra funcionário. Se você acha que foi prejudicado, o caminho é um advogado trabalhista ou o seu sindicato. Guarde contracheques, propostas de emprego e comunicados sobre reajuste. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━ TEM AÇÃO DE ALGUMA DELAS? Aqui é onde eu quero chegar. Repara que 7 empresas da lista estão na bolsa. Muita gente tem Vale, Suzano ou Klabin na carteira e só vai descobrir esse processo quando ele virar manchete. E risco regulatório funciona assim: ele não aparece no preço até virar notícia. Quando vira, o investidor que não sabia de nada é o que vende no susto. Eu não acho que isso seja motivo pra vender nenhuma dessas ações hoje. Mas acho que quem tem precisa responder 3 perguntas: 1. A empresa já fez provisão ou citou o processo no balanço? 2. Uma multa pesaria quanto frente ao lucro e ao caixa? 3. A tese continua de pé mesmo com esse risco? É exatamente esse trabalho que eu faço todo dia na Carteira ALL IN ONE. ━━━━━━━━━━━━━━━━━━ POR QUE A ALL IN ONE Eu acompanho as empresas da carteira olhando o que pode mexer no resultado ANTES de virar notícia: balanço, regulação, processo, mudança de cenário. E faço isso com uma diferença que pra mim é inegociável: eu não recebo comissão nem rebate de ninguém. Nenhuma corretora, nenhum banco, nenhum produto. Minha única receita é a assinatura de quem confia no meu trabalho. Então a única coisa que eu tenho pra te vender é análise independente. 👉 ASSINE A CARTEIRA ALL IN ONE: https://www.investe10.com.br/assine?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=cartel_rh_lista Um abraço, Cris Cristiane Fensterseifer · CNPI-P · Investe10 Material informativo. Não é recomendação de compra ou venda.

  • A maior aposta da história na bolsa brasileira

    Oi, aqui é a Cris. Se você chegou agora, seja muito bem-vindo. Essa lista cresceu MUITO nas últimas semanas, e eu quis comemorar com uma coisa diferente: um relatório aberto, sem cadeado, escrito do jeito que eu explicaria pra um amigo que me pegasse no churrasco perguntando "e aí, o que tá acontecendo?". E a semana foi daquelas. Petróleo de volta acima de US$100, pesquisa eleitoral mexendo com a bolsa, Brasília mandando o Orçamento de 2027 pro Congresso e uma empresa de IA simulando o futuro do seu salário. No meio desse barulho, eu anotei 5 números. Os 4 primeiros dependem de Brasília, de Teerã e de Wall Street. O quinto depende só de você, e ele é o motivo desse e-mail existir. Pega um café. Bora. 5 números que eu anotei essa semana (o último é seu) 1. US$20 bilhões A maior aposta da história na bolsa brasileira Essa semana, Wall Street chegou a US$20 bi em calls de EWZ. Traduzindo: EWZ é o ETF que carrega a bolsa brasileira lá em Nova York. Call é o direito de comprar a um preço fixo até uma data. Ou seja, aposta na alta, em bom português. É o maior volume da série, que começa em 2006. E mais de 3 vezes a média de 2020 a 2025, que foi de US$6 bi. O gatilho foram as pesquisas. A Quaest do dia 7 deu 41% a 41% no segundo turno. Hoje saiu a AtlasIntel/Bloomberg: Flávio com 46,4%, Lula com 46,2%. Empate técnico, com margem de 1 ponto. O Ibovespa abriu apanhando do petróleo, virou e fechou em alta de 1,42%, aos 188.268 pontos. A leitura do mercado é simples, e eu não tô falando de voto, tô falando de preço: troca de governo + ajuste fiscal = juro menor = bolsa mais cara. Os bancos puxaram a fila, e o Banco do Brasil subiu mais de 10% só nos primeiros pregões de setembro. Agora olha o que me incomodou. Esse gráfico da aposta em EWZ tem outros dois picos gigantes na história. Os dois em ano de eleição. Em 2018, a bolsa bateu recorde no dia seguinte ao resultado. Em 2014, abriu caindo 6%. Banco do Brasil chegou a cair 12%. Mesma aposta, resultados opostos. Quem decidiu não foi a qualidade da análise. Foi a urna. O que eu faço com isso: o teste do dia seguinte. Abre sua carteira e pergunta: se o resultado for o contrário do que o mercado está apostando, eu aguento a segunda-feira? Se a resposta for "não", você não tem uma carteira. Tem um palpite com CPF. --- 2. R$18,6 bilhões O superávit de 2027 sem maquiagem Quem ganhar em outubro herda a mesma planilha. Ela chegou ao Congresso no dia 31 de agosto e se chama PLOA 2027. No papel, a meta é superávit de R$73,2 bi (0,5% do PIB), e o governo projeta R$83,4 bi pra fins de meta. Bonito. Só que esse número usa R$64,7 bi de deduções, gastos que a regra permite tirar da conta. Sem elas, o superávit vira R$18,6 bi. Isso dá 0,13% do PIB. E tem o histórico. O PLOA 2026 projetava déficit de R$23,3 bi sem descontos. A projeção atual do próprio governo é de R$52 bi. Errou por quase R$29 bi em um ano. Pra 2027 entregar o que promete, a conta sem deduções teria que melhorar uns R$71 bi em 12 meses. Essa conta é minha: sair de um buraco de R$52 bi pra um saldo de R$18,6 bi. E as campanhas? Nas entrevistas, as duas falam em número. O porta-voz econômico de Lula fala em esforço de cerca de 2% do PIB no próximo mandato. A coordenadora econômica de Flávio fala em corte de gastos de 1,5% do PIB. Nos programas registrados no TSE, nenhum dos dois fixa meta de dívida, de resultado primário ou prazo. Por que isso importa pro seu bolso: é exatamente essa dúvida que faz o Tesouro pagar o juro real que paga hoje. Guarda essa informação, porque ela volta no número 4. --- 3. R$3 por litro O problema não é o petróleo. É o diesel. Hoje o Brent subiu 6,34% e fechou a US$107,63. Só em setembro, já acumula alta de 18%, com a piora do conflito entre EUA e Irã. Mas o número que me tira o sono é outro. A guerra quebrou uma coisa que não se reconstrói rápido: refinaria. Mais de 20 refinarias do Golfo foram danificadas. Os ataques da Ucrânia derrubaram o refino russo em quase 30%. Somando tudo, são cerca de 5,1 milhões de barris por dia a menos saindo das refinarias do mundo. Resultado: na Europa, o diesel subiu mais de 70% desde o começo do conflito. Nos EUA, a margem de refino bateu recorde de US$100 por barril em agosto. E acordo de paz não conserta isso com canetada. Refinaria não volta por decreto. O Brasil tá no pior lugar dessa fila, porque importa cerca de 1/4 do diesel que consome. Na terça, a Petrobras chegou a vender diesel R$3,08 por litro abaixo do preço de importação, segundo a Abicom, quase igual ao recorde de março. E isso foi antes do salto de hoje no Brent. Enquanto isso, o governo já liberou R$16,5 bi em créditos extraordinários desde julho pra segurar o preço do combustível (MPs 1.380, 1.381, 1.388 e 1.389). A menos de um mês do primeiro turno. Quem segura essa diferença? Hoje, a Petrobras. E, por tabela, quem tem a ação. Do outro lado, petroleiras privadas como PRIO, Brava e PetroReconcavo vendem a preço de Brent e capturam o petróleo alto inteiro. Não é recomendação. É pra você saber que "ter petróleo na carteira" pode significar duas apostas completamente diferentes. --- Intervalo: a conta que deu briga essa semana A Apple anunciou o iPhone dobrável, o Duo, por US$1.999 nos EUA. Aqui ainda não tem preço oficial, e as estimativas giram em torno de R$22 mil. Eu fiz a conta em dias de trabalho: - Americano com salário mediano: 8 dias úteis - Atendente de McDonald's nos EUA, a US$16 a hora: uns 16 dias úteis - Brasileiro com a renda média do IBGE (R$3.762): quase 6 meses - Quem ganha salário mínimo: mais de 1 ano, com o preço estimado "Ah, Cris, mas lá aluguel e plano de saúde custam uma fortuna." Verdade! Minha seguidora com parente nos EUA me lembrou disso kkk. Só que iPhone é produto global. Preço em dólar, régua em dólar. A fórmula serve pra qualquer compra da sua vida: Preço ÷ (seu salário ÷ 22) = dias úteis que VOCÊ trabalha por aquilo Quem ganha, guarda e investe só em real vai sempre achar o mundo caro. Anota essa, porque ela conversa com o número 5. --- 4. IPCA + 7,6% O juro que o Tesouro paga. E o que chega de verdade na sua conta. Lembra do rombo do número 2? É ele que explica esse aqui. O Tesouro IPCA+ 2035 tá pagando algo entre IPCA + 7,6% e 7,7% ao ano nesta semana. É juro real de país que precisa convencer alguém a emprestar pra ele. Só que você não leva 7,6%. Com IPCA de 5% e IR de 15%, o que chega na sua conta é **IPCA + 5,75%**. Quase 2 pontos de juro real ficam pelo caminho. E é aí que a conta vira ferramenta. Um título isento de IR (LCI, LCA, CRI, CRA ou debênture incentivada) com taxa MENOR pode render MAIS que o Tesouro. Traduzindo: qualquer isento acima de IPCA + 5,75% já empata com o Tesouro 2035 depois do imposto. Três cuidados antes de sair correndo: 1. Prêmio acima do Tesouro não é bondade. É o preço de emprestar pra uma empresa em vez de emprestar pro governo. 2. Garantia é diferente em cada um. LCI e LCA têm FGC até R$250 mil por CPF, por instituição. CRI, CRA e debênture não têm FGC nenhum. 3. A isenção já foi ameaçada. A MP 1.303 tentou taxar esses títulos em 5% e caducou em outubro de 2025. A isenção segue inteira, mas o tema volta. Ainda mais com o número 2 do jeito que tá. Guarda esse e-mail. Na próxima vez que alguém te oferecer "um CDB top", essa tabela é sua melhor amiga. --- 5. 45 centavos O número que depende só de você Ontem a Anthropic, uma das maiores empresas de IA do mundo, publicou 3 cenários pra economia americana até 2030, feitos com economistas como Anton Korinek. No cenário mais extremo, a IA faz quase todo o trabalho intelectual sozinha. O PIB dos EUA dispara, crescendo na casa de 15% ao ano. Parece ótimo, né? Só que, nesse mesmo cenário, o salário de quem trabalha com a cabeça (analista, programador, advogado, atendente) cai mais de 10% até 2030. Enquanto isso, eletricista, enfermeiro e quem trabalha em obra ganham mais em todos os cenários. O dinheiro não some. Ele muda de dono. No cenário mais brando, o trabalho fica com uns 59 centavos de cada dólar do PIB. No extremo, fica com 45 O capital fica com 55. Antes de entrar em pânico: é um modelo, só dos EUA, versão 1.0. Revisores de peso, como Daron Acemoglu e David Autor, apontaram limites, e parte deles lê o cenário extremo mais como experimento mental do que como previsão. Eu tô com eles nessa. Mas a pergunta que o estudo deixa é boa demais pra jogar fora. E ela vale pra eleição, pro diesel, pro rombo fiscal e pra IA ao mesmo tempo: De cada R$1 que entra na sua casa, quantos centavos vêm de você ser dono de alguma coisa? Faz a conta hoje. Leva 2 minutos: (dividendos + juros + rendimento de FII + aluguel do mês) ÷ renda total do mês × 100 Se deu perto de zero, você tá 100% exposto a tudo que eu contei aqui em cima. Se o juro sobe, você paga. Se o diesel sobe, você paga. Se a IA barateia o seu trabalho, você paga. E não captura nada do outro lado. Quem é sócio fica, pelo menos, dos dois lados da mesa. Salário é uma aposta só. Patrimônio bem montado é o hedge. Ninguém vira 50% capital em um ano. Mas sair de 0 pra 5% já muda o jeito como você lê as notícias. Você para de só torcer e passa a ter posição. --- Um convite rápido (prometo) Tudo o que você leu aqui foi de graça, e vai continuar sendo. É isso que eu faço nessa lista. O que não cabe num e-mail é a parte que dá trabalho: o que eu faço com cada uma dessas notícias, em qual ativo, com qual peso, e o acompanhamento quando o cenário muda no trimestre seguinte. Isso tá na carteira ALL IN ONE, que junta ações, FIIs, renda fixa e internacional num lugar só. Eu não tenho banco por trás, não ganho comissão de corretora e não recebo rebate de produto. Minha única receita é a assinatura de quem confia no meu trabalho. É isso que me deixa escrever o que eu escrevi aqui em cima. Se fizer sentido pra você, conhece a ALL IN ONE aqui https://www.investe10.com.br/assine Se não fizer, tá tudo certo. Continua aqui comigo. --- Antes de ir Responde esse e-mail e me conta quanto deu a sua conta do número 5. Eu leio todas as respostas. Conhece alguém que devia ter lido isso? Encaminha pra ele. E se esse e-mail chegou até você por encaminhamento, se inscreve aqui pra receber os próximos https://www.investe10.com.br Um abraço, Cris Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA @crisinveste --- *Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação individual de compra ou venda. Contas de renda fixa com IPCA de 5% (Focus) e IR de 15% para prazos acima de 720 dias; taxas do Tesouro variam diariamente.*

  • Atenção! Recomendação de compra ! Essa pode destravar valor rápido ! Tem ação que eu fico esperando pra comprar ...

    Terça-feira, 18h12. Eu já tinha fechado as planilhas quando o alerta de fato relevante piscou na tela. Li duas vezes. Fui buscar o histórico da empresa, abri o balanço, refiz a conta no guardanapo digital. E aí eu falei em voz alta, sozinha na sala: "opa". Meu cachorro não deu a mínima...Ele não entende de bolsa. Mas eu explico pra você. EU TENHO UMA LISTA QUE NÃO É A CARTEIRA É a lista das ações que eu OLHO e não compro. Empresa boa, balanço limpo, gente competente lá dentro ... e mesmo assim eu não puxo o gatilho. Porque estar barata não é motivo pra comprar. Barato que fica barato pra sempre não é oportunidade. O que eu espero nessas empresas é UM EVENTO. O nome técnico disso é destravamento de valor. E é sobre isso que eu quero te ensinar hoje, de graça, porque é um dos conceitos que mais me deu dinheiro em quase duas décadas de mercado. O QUE É DESTRAVAR VALOR, SEM ENROLAÇÃO Imagina que a sua família tem um terreno no interior há vinte anos. Ele vale dinheiro. Está na escritura. Aparece no inventário. Mas ele não paga a sua conta de luz. Enquanto ninguém vende, ele só custa IPTU e mato pra roçar. Agora imagina que esse terreno é 30% do patrimônio da família. Você é rico no papel e apertado no fim do mês. É EXATAMENTE ISSO que acontece com algumas empresas na bolsa. Elas têm um ativo grande, real, auditado, parado no balanço, sem gerar receita nenhuma. E o mercado, que é impaciente por natureza, faz o que sempre faz: finge que aquilo não existe e desconta o preço da ação. Destravar valor é quando esse ativo parado finalmente vira dinheiro, vira renda, ou vira alguma coisa que o mercado consegue enxergar. OS QUATRO GATILHOS QUE VOCÊ PRECISA SABER RECONHECER 1. VENDA DE ATIVO NÃO OPERACIONAL. A empresa vende um imóvel, uma participação, uma subsidiária que não tinha nada a ver com o negócio principal. 2. FIM DE UM PROBLEMA. Acaba um processo bilionário, sai um sócio tóxico, cai uma dívida cara. 3. MUDANÇA DE ESTRUTURA. Cisão, incorporação, migração pro Novo Mercado, fim de uma estrutura de holding que escondia valor. 4. O ATIVO MORTO GANHA RENDA. E esse é o mais bonito de todos, porque aqui a empresa não precisa nem vender. Ela pega aquilo que estava parado e coloca alguém pagando aluguel dentro. O quarto é o mais subestimado do mercado brasileiro. Porque um ativo vazio ninguém quer comprar. Um ativo ocupado, com contrato longo e inquilino de primeira linha, tem fila de comprador. O contrato não é o prêmio. O contrato é a CHAVE que abre a porta do prêmio. AGORA A ARMADILHA Todo mundo adora comprar empresa descontada. O problema é que a maior parte das empresas descontadas merece o desconto. Isso tem nome: value trap. Armadilha de valor. É o sofá encalhado da loja. Está com 40% off há três anos e vai continuar. Eu uso cinco perguntas pra separar uma coisa da outra. Anota: PRIMEIRA: esse ativo parado tem comprador natural? Existe alguém no mercado com dinheiro e mandato pra comprar aquilo? Se não existe, o desconto é eterno. SEGUNDA: a empresa tem caixa pra esperar o momento certo, ou vai ter que vender na bacia das almas? Empresa endividada vende mal. Empresa com caixa vende quando quer. TERCEIRA: o controlador quer destravar? Tem gente que gosta do prédio bonito no portfólio e não vai vender nunca, doa a quem doer. QUARTA: existe DATA? Gatilho sem prazo não é gatilho, é esperança. E esperança não é estratégia de investimento. QUINTA, e essa é a minha favorita: o desconto da ação é MAIOR do que o valor do ativo travado? Porque se for, meu amigo, você está comprando o resto da empresa inteira e ganhando o ativo de brinde. É raro. Mas acontece. E quando acontece, eu paro tudo o que estou fazendo. VOLTANDO PRA TERÇA-FEIRA, 18h12 O fato relevante que apareceu na minha tela era exatamente isso. Uma empresa que está na minha lista de observação há ANOS. Que eu nunca comprei justamente porque faltava o evento. Ela tem no balanço um ativo enorme, parado desde 2019, sem gerar um centavo de receita, sugando o retorno da companhia inteira pra baixo e servindo de desculpa pro mercado manter a ação amassada. Pois é. O fato relevante comunicou que esse ativo está prestes a deixar de ser um ativo morto. E o contrato em negociação é com uma das maiores empresas do Brasil. Eu refiz as contas três vezes, porque quando o número é bom demais eu desconfio de mim mesma primeiro. Os números que eu encontrei: A empresa negocia a MENOS DE 0,7 VEZ o próprio patrimônio. O desconto entre o que a bolsa paga e o que está no balanço passa de 30%. Ela tem CAIXA LÍQUIDO, num setor em que quase todo mundo é endividado. Pagou dividendo de dois dígitos nos últimos doze meses. Está FORA DO IBOVESPA, com cobertura morna de analista e posicionamento leve. E acumula queda de quase 15% só no último mês, o que significa que a notícia chegou numa ação já castigada. Ou seja: o desconto atual da ação é maior do que o valor do ativo travado, mesmo no meu cenário mais otimista. A quinta pergunta da minha lista respondida com sim. O QUE EU TIRO DISSO Que o mercado quase nunca paga por promessa. Ele paga por prova. Entre o fato relevante e a reprecificação existe uma janela, e essa janela é onde mora o retorno de quem estudou antes. Que empresa com caixa líquido negocia de posição de força. Ela vende quando o preço é bom, não quando o boleto vence. E que a paciência não é uma virtude moral no mercado. É uma ferramenta. Você espera parado, sem romantismo, até o evento aparecer. E quando aparece, você age. Eu esperei anos por esse evento. Ele apareceu terça-feira, às 18h12. A PARTE PRÁTICA Eu escrevi o relatório completo dessa recomendação de compra pros assinantes do ALL IN ONE. Nele está o nome da empresa, o ticker, o preço-alvo, a conta do ativo travado em três cenários de valor, o preço que eu considero justo pra entrada, os cinco eventos que me fariam VENDER a tese e o calendário dos próximos gatilhos. Tudo assinado por mim, com meu nome, meu CNPI e minha responsabilidade. E aqui vai a única coisa que eu peço que você guarde sobre o meu trabalho: Eu não recebo comissão de banco. Não recebo rebate de corretora. Não tenho produto de terceiro pra empurrar. A minha receita vem de UMA fonte só, que é a assinatura de quem lê o que eu escrevo. É por isso que eu consigo dizer "essa aqui é boa" e também "dessa aqui eu fico longe", sem que ninguém me ligue no dia seguinte pedindo explicação. O relatório completo, com o nome do ativo, está aqui: www.investe10.com.br/assine Enquanto isso, eu vou ficar aqui olhando a tela, esperando o próximo alerta piscar. Porque na minha lista ainda tem outras seis. Se você já é assinante, basta continuar lendo, senão , clique no botão abaixo.

  • ATENÇÃO ! NOVA RECOMENDAÇÃO! Ninguém aguenta mais ver os FIIs caindo... Mas eu tenho visão além do alcance

    Eu sei. Você abre o home broker, olha a carteira e é vermelho em cima de vermelho. Junho fechou no vermelho. Julho fechou no vermelho. Terceiro mês seguido de queda no IFIX. E o índice fechou julho sendo negociado a 0,90x o valor patrimonial — ou seja, o mercado inteiro de fundos imobiliários está sendo vendido por 90 centavos a cada real de patrimônio. Escritório? 0,75x. Fundo de fundos? 0,86x. A categoria "outros"? 0,79x. E aí vem o cotista — com toda a razão do mundo — e pergunta: mas por que eu tô perdendo dinheiro se o meu fundo continua recebendo aluguel e juros normalmente?! Essa é a pergunta certa. Vou responder ela direito, porque quem entende isso para de vender no fundo do poço. E no fim eu conto onde eu fui procurar oportunidade — porque quando todo mundo está chorando, eu vou vasculhar o escombro. Por que fundo de papel apanha tanto ultimamente Existem dois tipos de FII. Tijolo tem imóvel. Papel tem dívida. O fundo de papel compra CRI — Certificado de Recebíveis Imobiliários. Traduzindo: é um empréstimo com garantia de imóvel, empacotado e vendido em pedacinhos na bolsa. Você emprestou dinheiro pra uma construtora, pra um shopping, pra um supermercado. Eles te pagam IPCA + alguma coisa por ano. Se não pagarem, o imóvel vai a leilão. Beleza. Agora vem a parte que trava a cabeça de todo mundo. Se o Tesouro Direto passa a te pagar IPCA + 8% sem risco nenhum, quanto vale um CRI que te paga IPCA + 9% com risco de construtora? Menos do que valia ontem. Não porque a construtora piorou. Mas porque apareceu uma opção melhor pro teu dinheiro. É igualzinho a quando abre um posto do outro lado da rua vendendo gasolina 30 centavos mais barata. Teu posto não ficou pior. Ficou menos atraente. Pra vender, tem que baixar o preço. Com o CDI em 14% e a NTN-B longa pagando perto de IPCA + 7,5%, é exatamente isso que está acontecendo com FII de papel desde o meio do ano. A queda não é calote. É taxa de desconto. E olha o detalhe que quase ninguém percebe: o CRI que tá na carteira continua pagando a mesma coisa. O contrato não mudou. O que mudou foi o preço que o mercado aceita pagar por aquele contrato hoje. Quem vende, realiza a perda. Quem fica, continua recebendo o mesmo rendimento — só que agora comprado mais barato por quem está entrando. Mas atenção: deságio NÃO é sinônimo de barato "Deságio" é quando a cota vale R$ 100 no papel e o mercado paga R$ 74. Todo influenceiro vai te dizer que isso é 26% de desconto e que é oportunidade óbvia. MEIA VERDADE. QUE É PIOR QUE MENTIRA. O desconto só vale alguma coisa se existir um mecanismo que transforme aqueles R$ 100 em dinheiro na tua conta. Se o fundo nunca vender nada e você só receber o rendimento mensal, o deságio é uma linha bonita na planilha. Nada mais. Existem basicamente três eventos que destravam um deságio de verdade: 1. O fundo vende os ativos e distribui o caixa. Vendeu por R$ 100 o que o mercado precificava a R$ 74, o dinheiro cai na conta. 2. O fundo recompra as próprias cotas. Comprando a R$ 74 algo que vale R$ 100, ele aumenta o patrimônio por cota de quem ficou. 3. O fundo é liquidado ou incorporado por outro. Aqui o deságio vira relação de troca — e é aqui que a coisa fica interessante. Guarda esses três, porque a tese de hoje depende de saber qual deles está realmente na mesa. O movimento que está reorganizando o mercado de FIIs Nos últimos quatro anos, uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do Brasil saiu comprando concorrente atrás de concorrente. Resultado: virou dona de mais de 30 FIIs listados na B3, vários fazendo exatamente a mesma coisa, cobrando taxa em duplicata e competindo entre si pelo mesmo investidor. Aí começou a arrumação da casa. Já juntaram os fundos de logística. Já juntaram os de shopping. Já juntaram uma primeira leva dos de papel. E em 21 de agosto de 2026 — semana passada — convocaram assembleia pra juntar mais quatro fundos de crédito imobiliário num só, criando um veículo de R$ 4,5 bilhões. Três desses quatro vão deixar de existir. Quem tem cota deles vai acordar um dia com cota de outro fundo na conta. Isso é bom pro cotista? Em vários aspectos, sim: a taxa cai, a diversificação aumenta, a liquidez multiplica. Mas tem um detalhe que vale muito dinheiro. E onde eu fui procurar oportunidade nisso tudo Quando todo mundo tá chorando a queda dos FIIs, eu vou vasculhar oportunidades! Preço cai por dois motivos: ou o ativo piorou, ou o comprador sumiu. Quando é o segundo caso, quem tem estômago e paciência é pago pra esperar. Então eu peguei essa história da consolidação e fui atrás do óbvio: comprar o fundo que vai ser liquidado, pelo desconto maior. E cheguei na conclusão contrária. Depois de calcular o imposto centavo a centavo, o fundo interessante da história não é nenhum dos três que vão morrer. É o que sobrevive. Porque ele não é liquidado. Não paga imposto nenhum. Não precisa mandar preço médio pra administrador. Não corre risco de erro operacional. Ele simplesmente acorda um dia três vezes maior, com uma carteira que rende mais, pagando a mesma taxa de antes. E está sendo negociado a 0,79x o valor patrimonial — enquanto a média dos fundos de CRI do IFIX negocia a 0,96x. Dezessete pontos percentuais de desconto adicional em cima de um fundo que, na minha leitura, tem problema de percepção — não de carteira. Porque rodei um teste de estresse assumindo que todos os problemas conhecidos viram prejuízo de verdade , e o valor patrimonial ainda ficou acima do preço de tela. Você não está pagando pelo cenário bom. Está pagando abaixo do cenário ruim. E ainda encontrei um detalhe no regulamento — uma única frase — que faz a taxa desse fundo ser substancialmente mais barata do que o número que aparece em todo site de FII. No relatório completo, para assinantes ALL IN ONE — Qual é o fundo: ticker, preço de entrada, preço-alvo e as faixas de compra — A frase do regulamento que muda a conta da taxa — Os três riscos que não estão na watchlist, com percentual exato de cada um — Meu stress test, no cenário mais pesado que consegui montar — O que a consolidação faz pela renda mensal — com a projeção de dividendo — Por que a via "mais barata" não é a melhor (e o preço exato em que isso vira) — A agenda de eventos dos próximos 12 meses Ninguém me paga comissão pra te empurrar produto. Eu não ganho rebate de banco, nem de corretora, nem de gestora. Minha única receita é a assinatura de quem confia no meu trabalho. É exatamente por isso que eu consigo escrever "não compre" quando é pra não comprar — e escrever "compre" sem ninguém no meu ouvido. 👉 www.investe10.com.br/assine Ah, e um aviso que vale pra qualquer um: liquidação de FII não é isenta. Rendimento é. Liquidação paga 20% de ganho de capital, retido na fonte. E se você não informar seu preço médio ao administrador, ele usa o menor preço histórico da cota — imposto no talo. Se você tem FII de papel de gestora grande, entra no e-mail cadastrado na B3 e procura por convocação de assembleia. Agora. RELATÓRIO COMPLETO — ALL IN ONE

  • BRKM5 | A recuperação extrajudicial já era esperada — e pode ser o começo da solução

    A notícia de hoje parece muito pior do que realmente é. A Braskem aprovou o pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas. Mas isso já estava no radar: a proteção de 60 dias contra credores terminava hoje e a companhia vinha negociando com os credores há semanas. Então, o que muda? A RE dá à Braskem mais tempo e proteção para negociar uma solução definitiva, evitando que a companhia precise lidar simultaneamente com diferentes credores e possíveis execuções. E isso é relevante porque o problema da Braskem hoje é muito mais financeiro do que operacional. A companhia teve lucro de R$ 3,33 bilhões no 2T26, mas continua carregando uma estrutura de dívida extremamente pesada. Se conseguir alongar vencimentos, reduzir o serviço da dívida e melhorar o perfil do passivo, uma parcela maior do caixa poderá voltar para a operação. Outro ponto positivo: a recuperação extrajudicial é restrita às obrigações financeiras. Fornecedores e clientes não entram na reestruturação e a operação continua normalmente. Ou seja: a RE não é a solução. É o mecanismo para tentar chegar à solução. E existe uma possível carta adicional na mesa: uma eventual capitalização, com participação da Petrobras, embora isso ainda não esteja definido. O problema é que a conta continuará sendo disputada com os credores. Os bondholders concentram cerca de US$ 7 bilhões da dívida e terão enorme poder de negociação. Minha leitura é: a notícia era esperada e pode reduzir o risco de uma deterioração desordenada da companhia, mas ainda não elimina o risco para o acionista. O que realmente importa daqui para frente é o desenho final da reestruturação: quanto será alongado, quanto será capitalizado, qual será o custo para os acionistas e, principalmente, quanto da geração de caixa futura ficará livre depois da dívida. Sigo acompanhando a empresa , que é de alto risco e permanece na colocação de Turnaround na carteira. Com exposição LIMITADA

  • ATENÇÃO! APROVEITE A QUEDA PRA COMPRAR! EXCELENTE RESULTADO E AÇÃO CAINDO

    Nem toda queda é um problema. Às vezes, é um convite. E este resultado ajuda a explicar por quê. A empresa entregou um excelente trimestre. O mercado vendeu mesmo assim. É justamente aí que mora a oportunidade. Quando preço e fundamentos seguem direções opostas, vale prestar atenção. A análise completa está logo abaixo. Para assinantes apenas. Clique abaixo para assinar ou siga a leitura

  • Atenção! Recomendação de venda! Já ganhamos 163%, hora de dar tchau

    Tem uma ação na carteira do ALL IN ONE que me deu mais de 163% de retorno, com dividendo de dois dígitos num período difícil de mercado. Eu gostava dela. Gosto até hoje da empresa, pra ser sincera. Só que o balanço que saiu essa semana mudou a minha cabeça: o lucro caiu 39%, a geração de caixa do semestre encolheu mais da metade, e o único gatilho que sustentava a tese de curto prazo acabou de passar. Não é uma empresa ruim. É uma empresa sem catalisador, e eu tenho outras coisas na mesa com gatilho de alta muito mais claro pros próximos meses. Ganhar dinheiro é metade do trabalho. A outra metade é saber a hora de sair. Abaixo eu abro qual é a ação, os números que me fizeram mudar de ideia e o que estou fazendo com o dinheiro que sai daqui.

  • O bilhete de Camp David

    A história é boa. O INSIGHT é MELHOR AINDA. Sexta-feira, 11h33, Camp David. Um fotógrafo da Reuters enquadra o secretário do Tesouro americano e leva junto, no canto do quadro, o bloco de anotações aberto sobre a mesa. Letra apressada, tinta azul, três linhas: To Do: comprar iene japonês (JPY), US$ 5 a 10 bilhões. A lista de tarefas foi cumprida no mesmo dia. Horas depois o Financial Times confirmava que o Tesouro dos EUA havia entrado no mercado de câmbio comprando ienes! Isso é ALGO! É A PRIMEIRA vez em mais de uma década que Washington fez isso ao lado de Tóquio. Antes de você achar que isso é assunto chato, ou de outra pessoa, me acompanha por mais quatro minutos. Essa história termina na sua carteira, e o caminho até lá é mais divertido do que parece. Intervenção cambial não tem nada de exótico. Quando uma moeda derrete, o governo entra comprando ela com reserva para segurar a queda. Nosso Banco Central faz isso com o dólar direto... O estranho é gastar reserva para defender a moeda do vizinho! Imagina o Brasil entrar comprando PESOS ARGENTINOS, gastando seus suados dólares, para não deixar o Peso desvalorizar demais. Estranho né? Antes dos números, um atalho: A cotação do iene funciona igual à do dólar aqui. Quando o dólar vai de R$ 5,20 para R$ 5,60, o NÚMERO SUBIU e o REAL FICOU MAIS FRACO. No Japão é a mesma coisa, só que com zeros a mais: o iene é cotado perto de 160 por dólar. Número subindo, iene mais fraco. Número caindo, iene mais forte. Só isso. Você já sabia, sem saber que sabia. É igual ao real. O iene vinha se arrastando perto de 164 por dólar. Fraquinho fraquinho ... Aliás , O iene japonês vem com uma desvalorização acumulada de aproximadamente 35% em 5 anos Agora dá uma olhadinha mais de perto no gráfico, peraí, vou dar um zoom no último ano... Tá vendo aquele risquinho pra baixo... Então... É OS EUA !!! kkkk ... Já vou explicar... Na quinta à noite, Tóquio agiu sozinho. Interviu no seu mercado comprando iene. Em uma hora, o iene VALORIZOU indo de 163 para 158 por dólar. Foram 3% de valorização em sessenta minutos. Em moeda de país rico, isso é terremoto. Dólar e euro passam meses inteiros sem andar 3%. Na sexta chegaram os americanos! E aqui está o detalhe que passou batido em quase toda a cobertura, o meu favorito da semana inteira. O Fed de Nova York executou a compra vendendo EUROS. Não dólares. Pense no que isso significa. Todo país guarda reserva em várias moedas, como quem tem dinheiro em contas diferentes. Para socorrer o iene, os Estados Unidos abriram a gaveta, pegaram a conta em EUROS e deixaram a própria moeda intocada. É a versão cambial de pagar a conta do amigo com o dinheiro que estava no bolso do casaco emprestado. Falta a pergunta óbvia: por que os EUA fariam isso pelo Japão? NÃO É BOA AÇÃO! Tóquio guarda cerca de US$ 1,2 trilhão em títulos do Tesouro americano. Título do Tesouro americano é o que o Tesouro Direto é aqui: você empresta dinheiro para o governo e recebe juros. Só que na versão dos Estados Unidos, e o Japão é o maior estrangeiro detentor destes títulos. Para defender o iene da desvalorização extrema sozinho, no tamanho que o problema exige, o Japão teria que vender parte desse estoque de títulos americanos pra ter dinheiro pra comprar iene... E aqui está o porquê os EUA "ajudaram" Quando muita gente vende título ao mesmo tempo, o preço dele cai. E título mais barato significa juro mais alto para quem vai emitir os próximos. Ou seja: Japão vendendo Treasury em volume é igual a juro de longo prazo subindo em Washington. TUDO QUE TRUMP NÃO QUER. Justamente agora, com a maior rolagem de dívida da história americana em andamento!!!! Traduzindo: EUA socorreram o aliado, blindaram a própria curva de juros e não encostaram no dólar. Kkkkkk genial E agora a parte que é sua. Há trinta anos o Japão é a torneira de dinheiro barato do planeta. Investidor do mundo inteiro toma emprestado em iene a 1% ao ano e aplica onde paga mais. Aqui, com Selic a 14%, por exemplo. Chama-se carry trade. As estimativas de mercado colocam esse estoque em US$ 500 bilhões. A pegadinha é que a dívida foi feita em iene, e um dia precisa ser paga em iene. Enquanto a moeda japonesa fica fraca, como está desde 2021, essa conta encolhe sozinha e o negócio é ótimo! Quando o iene se valoriza, a dívida cresce em cima de quem tomou emprestado! O lucro vira prejuízo e todo mundo corre para desmontar a posição no mesmo minuto. Desmontar significa vender o que comprou lá fora (tipo bolsa e juros nos EUA e até no Brasil) e correr atrás de iene para quitar o empréstimo. Todos ao mesmo tempo, no mesmo dia. Quem estava na frente da tela naquela segunda-feira de agosto de 2024 lembra da sensação. O iene se valorizou de repente, o carry desmontou e a bolsa global caiu em cascata sem que nenhuma empresa tivesse ficado pior no fim de semana. É isso que me interessa nessa história. O maior risco do mercado hoje não está numa eleição, num balanço ou num tuíte. Está numa taxa de juros de 1% que passou três décadas sendo irrelevante e voltou a existir. O que eu tiro disso: Diversificação que só existe dentro da bolsa brasileira não é diversificação. Em desmonte de carry a correlação vai a um: sobe tudo junto, cai tudo junto. O Banco do Japão manteve o juro em 1% na semana passada, com um diretor já votando por alta. Intervenção compra tempo. Juro resolve. Porque a intervenção mexe no preço da moeda por alguns dias. O juro mexe na razão pela qual o mundo inteiro pega dinheiro emprestado no Japão. Setembro está marcado na minha agenda. Eu acompanho isso todo dia e mostro exatamente onde estou posicionada, em ações, fundos imobiliários, renda fixa e ativos lá fora, na carteira ALL IN ONE. Não ganho comissão de banco nem rebate de corretora. Minha única receita é a assinatura de quem lê. Só ganho se você renovar, e você só renova se funcionar. A carteira está em www.investe10.com.br/assine Bom sábado. E se alguém te mandar uma foto de um bloco de notas, olha com carinho. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Conteúdo informacional, com dados públicos disponíveis na data de publicação. Não constitui oferta ou recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.

  • Brava | OPA da BRAV3 a R$ 23: eu já decidi o que fazer com a minha posição. Bônus: qual a chance de um short squeeze logo após a OPA

    Eu passei as últimas três semanas moendo a cabeça com isso. Você tem até terça-feira mas eu te entrego aqui a minha decisão HOJE 31 de julho de 2026 · Leilão: 05/08 · Habilitação: até 04/08 · Liquidação: 17/08 Depois disso não tem segunda chance. O que mudou nas últimas três semanas e por que isso reprecifica a decisão. Sem achismo: modelo de fluxo de caixa 2026-2052, calibrado pelo resultado do 1T26. Refiz o valuation da Brava do zero. Linha por linha, campo por campo, de 2026 a 2052. Reli o edital, os resultados do 1T26, a certificação de reservas, os relatórios de quem cobre o papel. Acompanhei pregão a pregão, hora a hora. e olha não é pequeno esse Valuation não...veja: Meu modelo da BRAV3 rabiscado por motivo de sigilo Por que esta decisão me tirou o sono A decisão foi difícil. Não porque falte informação — porque a informação aponta para os dois lados ao mesmo tempo. Se você está com essa dúvida travada há dias, não é falta de estudo. É que a pergunta é genuinamente difícil. Vou te mostrar exatamente por quê, e depois te contar o que decidi fazer com a minha posição e com a dos meus clientes. O que quase ninguém entendeu sobre esta oferta A OPA da Ecopetrol é parcial e com rateio. Ela quer 116.110.717 ações, cerca de 25% do capital. As ações elegíveis a aderir são aproximadamente 343,8 milhões. Faça a divisão. Se todo mundo ofertasse, hipoteticamente, cada um vende cerca de 34% da posição. Isso muda a natureza da pergunta. Porque significa que aderir e não aderir não são apostas opostas na empresa. Nos dois casos você continua sócio da Brava com a maior parte do que tem. A única diferença entre as duas decisões é o destino daquele terço rateado: ele vira R$ 23 em caixa, ou continua ação. Então a pergunta certa não é "a Brava vale mais que R$ 23?". A pergunta certa é: "Onde a ação vai estar depois do leilão do dia 5?" Guarde isso. É o eixo de tudo. O número que está escondido no preço de tela Se o rateio é de 34% e a ação negocia a R$ 20,20, dá para inverter a equação e extrair o preço pós-leilão que o mercado está embutindo agora: 20,20 = 34% × 23,00 + 66% × P P = R$ 18,80 O mercado está precificando a Brava a R$ 18,80 depois do dia 5 de agosto. Isso não é opinião minha — é aritmética sobre o preço de fechamento. Parece que resolve a questão. Não resolve. Por três motivos que eu detalho no relatório: O rateio de 34% pode estar muito errado — existe um movimento em curso no mercado de aluguel que altera essa conta e que quase ninguém mapeou; O mercado embute ali um prêmio de risco de evento que desaparece no dia 6, aconteça o que acontecer; E tem gente grande do outro lado do argumento. A Ecopetrol pagou R$ 24 por ação pelo bloco de 26% dos acionistas de referência — R$ 1 acima do que oferece a você. Quem paga mais pelo controle costuma estar vendo mais do que o preço da oferta. A alavanca dupla da Brava A Brava é exportadora. O valor dela não depende só do petróleo — depende do petróleo multiplicado pelo dólar. E hoje as duas variáveis estão em posições opostas: óleo caro por causa da guerra, dólar fraco a R$ 5,08. Rodei a grade inteira no meu modelo. O resultado é desconfortável: Brent longo prazo Dólar a R$ 5,10 Dólar a R$ 6,00 US$ 50 (no relatório) (no relatório) US$ 60 (no relatório) (no relatório) US$ 70 R$ 20,97 (no relatório) US$ 80 (no relatório) R$ 40,02 US$ 90 (no relatório) (no relatório) A mesma empresa, no mesmo dia, vale R$ 40 num canto da tabela e um número de um dígito no outro — porque com petróleo baixo a dívida de R$ 7,6 bilhões come o patrimônio dos acionistas. E o Brent hoje está em US$ 87,8 por causa de uma guerra. Antes de Ormuz fechar, o mercado caminhava para a faixa de US$ 50-60. 5. Quanto vale acertar esta decisão Vamos ao concreto. Considerando um rateio de 34%, esta é a diferença financeira entre as duas escolhas, nos dois sentidos: Sua posição em BRAV3 Se a ação for a R$ 18,80 Se a ação for a R$ 25,00 R$ 50.000 R$ 3.539 −R$ 1.673 R$ 100.000 R$ 7.078 −R$ 3.347 R$ 250.000 R$ 17.695 −R$ 8.366 R$ 500.000 R$ 35.390 −R$ 16.733 R$ 1.000.000 R$ 70.779 −R$ 33.467 Valores positivos favorecem aderir; negativos favorecem não aderir. Nenhum cenário é garantido. Numa posição de R$ 100 mil, esta única decisão movimenta entre R$ 3 mil e R$ 7 mil — em uma semana. É por isso que vale a pena parar quinze minutos e fazer a conta direito. E tem um detalhe que muita gente não percebeu: não decidir também é uma decisão. Quem não se habilitar até terça simplesmente não participa. Não existe "depois eu vejo". 🔒 A PARTIR DAQUI É PARA ASSINANTES O que você lê do outro lado: ✅ A minha decisão — o que eu vou fazer com a minha posição e com a dos meus clientes, e o raciocínio completo ✅ Os 4 fatos novos das últimas três semanas que reprecificam a tese — um deles envolve o melhor ativo da companhia ✅ A grade completa de preço-alvo: 5 cenários de Brent × 4 de câmbio ✅ O ponto exato de indiferença — qual Brent de longo prazo faz R$ 23 ser justo ✅ Quanto vale a ação em três graus de perda da arbitragem — número que ninguém publicou ✅ A armadilha do rateio que está reduzindo o que você vai conseguir vender ✅ Cronograma dia a dia e checklist prático, incluindo a pegadinha das ações alugadas que pode te deixar de fora do leilão sem você perceber ✅ O plano pós-leilão: em que preço faz sentido reconstruir a posição ✅ Os riscos da minha própria recomendação, escritos por mim, contra mim Você tem até terça-feira, 04/08. Depois disso este relatório vira história. Se você já é assinante basta continuar lendo, senão, clique abaixo e ASSINE A CARTEIRA ALL IN ONE: [ ASSINAR ALL IN ONE E LER O RELATÓRIO COMPLETO → ] Minha decisão: aderir com 100% da posição Vou ofertar 100% da minha posição em BRAV3 no leilão do dia 05/08, a R$ 23,00, e é o que estou orientando aos meus clientes. Como a oferta é parcial, isso não me tira do papel: sai cerca de um terço (provavelmente, mas depende do ratio e pode ser diferente) e eu sigo sócio com dois terços.

  • DMVF3: análise do 2T26, valuation, DCF e múltiplos da d1000

    A d1000 é duas empresas: É uma empresa que negocia a 3,5 vezes EBITDA e 0,34 vez o patrimônio, com dívida líquida de 0,7 vez, ganhando participação de mercado, com um terço do parque imaturo e com FCFE normalizado de 17% ao ano se ela simplesmente parar de crescer. E é uma empresa cujo lucro antes do imposto caiu 21% no trimestre, cujas lojas maduras crescem abaixo da inflação, cujo EBITDA teve um quarto vindo de uma linha não explicada, cuja melhora de safra é de 5% real e não de 26% nominal, e cuja expansão marginal, na melhor safra disponível, rende algo em torno do custo de capital assim que o imposto voltar ao normal. As duas descrições são do mesmo balanço. É por isso que a ação está a 3,5 vezes EBITDA e não a 6. O que eu concluo a tese da d1000 não é uma tese de crescimento. É uma tese de colheita. O valor não está nas lojas que ela vai abrir. Está nas 103 lojas que ela já abriu e ainda não maturaram, que valem cerca de R$ 95 milhões de EBITDA incremental, e no crédito tributário de R$ 150 milhões que compra tempo para essa maturação acontecer. O risco não é a empresa parar de crescer. É ela continuar crescendo rápido demais e chegar no fim do crédito tributário com um terço do parque ainda imaturo. Valor justo ponderado de R$ 8,18, upside de 31%. o cenário mais otimista dá R$ 18,20 ou 160% ! Os pontos mais importantes a observar da tese e do 2T26 Lojas maduras. Cresceram 3,4%. Voltando para 8% a 10%, o argumento de efeito calendário e base de Mounjaro se confirma. Ficando abaixo de 5% de novo, o problema é competitivo e todo o modelo precisa de margem terminal menor. Lojas com menos de seis meses. Foram de 14 para 25 em um ano. É o número que trava o percentual de imaturas em 33% e adia a colheita. Caiu, começou a colheita. Subiu, mais um ciclo de espera. Ciclo de caixa. Foi para 9,6 dias e a própria empresa avisou que o normalizado é entre 15 e 19. Voltando para essa faixa com fluxo de caixa livre ainda positivo, a melhora é estrutural. Voltando com queima de caixa, foi timing. A linha de imposto. Enquanto ela continuar positiva ou perto de zero, a expansão cria valor. No trimestre em que a alíquota efetiva começar a subir de verdade, metade do valuation deste relatório vai junto. E mais: o que um diretor de fusões e aquisições da Cencora está fazendo no conselho de uma empresa que vale 0,34 vez o próprio patrimônio. Será que podemos vislumbrar um fechamento de capital ? PS. o controlador comprou bastante ações dela nos ultimos meses... o free float já é minimo.... A partir daqui o relatório é só para assinantes ... Faço análise de mercado independente, todos os dias, sem banco por trás. Eu não ganho rebate de banco nem de corretora. Minha única receita é a sua assinatura. É por isso que este relatório pode dizer que a melhora das safras é de 5% real e não de 26% nominal como a empresa ressalta na apresentação. www.investe10.com.br/assine

  • RECOMENDAÇÃO DE COMPRA ! 5x lucros - fornecedora chave para AI - líder de mercado - crescimento de 2 dígitos

    Na noite desta terça ela reportou o maior lucro trimestral da história da bolsa onde é listada. Receita com alta de 257% em doze meses. Lucro operacional , alta de 557%. Margem operacional de 76%. Um único trimestre superou o lucro operacional do ano inteiro de 2025. E caiu mais de 15% em NY após divulgar isso. Em julho, a ação perdeu quase metade do valor. Foi o pior mês desde outubro de 2008. Ok, o resultado veio 5% abaixo do consenso. Mas é ridículo no contexto: . A empresa cresceu receita 51% em três meses, entregou 76% de margem operacional, tem caixa líquido, fechou dez contratos plurianuais com os maiores clientes de infraestrutura de IA do mundo, e o mercado a puniu porque ela cresceu 257% em vez de 280%. Nesse relatório, eu mostro: Por que o múltiplo é TÃO baixo (e errado nos posts do X) Por que o lucro líquido do último tri teve bizarros 118% de margem O que mudou a natureza do negócio para muito melhor recentemente O que o IPO chinês desta semana quer subiu mais de 100% significa para ela E o melhor: Você não precisa saber o que é um chip para entender a tese. Pq eu mastiguei tudo, em uma semana de trabalho intenso Aqui eu faço análise independente DE VERDADE: sem comissão, sem rebate, sem banco por trás. Só ganho se você renovar. E você só renova se funcionar. A partir de aqui, o relatório e todo o trabalho de pesquisa é só para assinantes. assine abaixo e junte-se a nossa comunidade: www.investe10.com.br/assine

  • Google no 2T26: o maior lucro trimestral da história veio com caixa negativo. E agora compra ou vende?

    O mercado esperava um bom balanço da Alphabet #GOOGL #GOGL34. Recebeu um balanço histórico. E vendeu a ação assim mesmo, com queda no after market apesar de resultados recordes em praticamente todas as linhas. Se você acha isso ilógico, ótimo. Ilógico aparente é onde mora oportunidade ou armadilha. Vamos descobrir qual das duas. O resultado do 2T26 em números A receita do trimestre foi de US$ 119,8 bilhões, alta de 24% na comparação anual, superando o consenso de US$ 116,9 bilhões. Foi o 12º trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos. Aos 27 anos de idade e US$ 4 trilhões de valor de mercado, a empresa cresce como uma small cap. O Google Cloud cresceu 82%, para US$ 24,8 bilhões, com lucro operacional de US$ 8,8 bilhões contra US$ 2,8 bilhões um ano antes. A margem operacional do Cloud saltou de 20,7% para 35,6%. Não é só crescimento, é crescimento com alavancagem operacional brutal. E o número que eu considero o mais importante do release: o backlog do Google Cloud atingiu US$ 514 bilhões em contratos já assinados e ainda não reconhecidos como receita. Meio trilhão de dólares de receita futura contratada. Isso é mais do que o PIB de muitos países que você visitou nas férias. Do lado da IA como produto: os modelos Gemini processam 22 bilhões de tokens de API por minuto, o app Gemini tem 950 milhões de usuários mensais e quase 90% da Fortune 100 usa o Gemini Enterprise. (sec) O lucro de US$ 112 bilhões: agora a parte que a manchete não conta Antes de emoldurar esse lucro, respira. A linha de outras receitas trouxe um ganho líquido de US$ 98 bilhões, resultado principalmente de ganhos não realizados em participações acionárias. Traduzindo: marcação a mercado das participações da Alphabet em duas empresas que explodiram de valor no trimestre. Quais? A SpaceX, na qual o Google detinha cerca de 6%, abriu capital em junho avaliada em US$ 1,77 trilhão, contra US$ 400 bilhões um ano antes. E a Anthropic, dona do Claude, viu sua avaliação saltar de US$ 350 bilhões para US$ 965 bilhões no mesmo período. A própria empresa informou detém cerca de 14% da Anthropic, e a participação na SpaceX vale hoje na casa dos US$ 94 bilhões, sendo US$ 80 bilhões travados em lockup de curto prazo. O efeito contábil: o ganho de US$ 99 bilhões em ações adicionou US$ 77,1 bilhões ao lucro líquido e US$ 6,26 ao lucro por ação. (Shane the Gamer) Faça a conta comigo: US$ 9,11 menos US$ 6,26 dá um LPA operacional de aproximadamente US$ 2,85. O consenso esperava US$ 2,88. Ou seja: tirando a maquiagem (legal e correta, mas maquiagem), o lucro recorrente veio em linha, com um leve miss. O lucro histórico é real no papel. O lucro que paga as contas cresceu 30%, o que continua sendo excelente. Só não é 298%. O elefante no data center: capex de US$ 205 bilhões e caixa negativo Aqui está o motivo da queda da ação. O capex do trimestre atingiu US$ 44,9 bilhões, e a empresa elevou o guidance de investimentos de 2026 para a faixa de US$ 195 a 205 bilhões, acima dos US$ 180 a 190 bilhões anteriores. Duzentos bilhões de dólares em um ano. Para comparar: isso é mais que o valor de mercado somado de Petrobras, Itaú e Vale. Consequência direta: o fluxo de caixa livre do 2T26 foi negativo em US$ 5,9 bilhões. A maior máquina de geração de caixa da história do capitalismo queimou caixa no trimestre. E como se financia isso? Em junho, a Alphabet levantou US$ 49,6 bilhões emitindo ações ordinárias e preferenciais conversíveis, emitiu US$ 20,3 bilhões em notas seniores e montou um programa de venda de ações no mercado de até US$ 40 bilhões. Leia de novo: a Alphabet, que passou duas décadas recomprando ações, agora emite ações para financiar capex. Isso é diluição. Pequena em termos relativos (cerca de 1% do valor de mercado), mas simbólica: o modelo de negócios mudou de fase. A era do capital infinito de graça acabou até para o Google. FCF yield e FCFE yield: atual e projetado Vamos ao que quase nenhum relatório por aí faz com honestidade. FCF yield atual: com FCF trimestral negativo e capex anual de US$ 195 a 205 bilhões contra uma geração operacional de caixa que estimo na casa de US$ 200 bilhões para 2026, o FCF do ano deve ficar próximo de zero ou levemente negativo. FCF yield 2026: aproximadamente 0%. Sim, zero. Você está comprando uma empresa de US$ 4,2 trilhões que neste ano não vai gerar caixa livre. FCF yield projetado: aqui a tese muda de figura. Se o capex normalizar a partir de 2028 (digamos, para US$ 120 a 140 bilhões anuais) e a geração operacional de caixa acompanhar o crescimento de receita para algo entre US$ 260 e 300 bilhões, o FCF normalizado fica na faixa de US$ 130 a 160 bilhões. Sobre o valor de mercado atual, isso implica FCF yield projetado de 3% a 4% ao ano, crescendo. Premissas minhas, explícitas, discutíveis. Desconfie de quem te der esse número com uma casa decimal de precisão. FCFE yield: o FCFE atual só é positivo por causa das captações (US$ 49,6 bi em equity mais US$ 20,3 bi em dívida). FCFE orgânico está negativo. Em outras palavras: o caixa que sobra para o acionista hoje vem do bolso de novos acionistas e credores. No cenário normalizado pós-pico de capex, com a dívida nova sendo rolada, o FCFE converge para o FCF e o yield para o acionista volta à faixa de 3% a 4%, mais o que vier de monetização das participações em SpaceX e Anthropic. O dividendo, aliás, segue de US$ 0,22 por trimestre. Yield de 0,25%. Ninguém compra GOOGL por dividendo, e está tudo bem. Múltiplos: atual e projetado P/L: o P/L corrente informado pelos agregadores roda perto de 29 a 30 vezes, mas está poluído pelos ganhos de marcação das participações. Sobre o lucro recorrente (excluindo ganhos de equity), meu cálculo aponta um P/L 2026 projetado na casa de 28 a 30 vezes ao preço atual de cerca de US$ 342. Para 2027, assumindo crescimento de lucro operacional de 25% a 30% puxado pelo Cloud, o P/L projetado cai para a faixa de 22 a 24 vezes. EV/EBITDA: estimativa minha com premissas explícitas, já que não há consenso confirmável público para essa linha: EV de aproximadamente US$ 4,1 trilhões (valor de mercado menos caixa líquido e participações líquidas) sobre um EBITDA 2026 que estimo entre US$ 185 e 195 bilhões (lucro operacional de ~US$ 150 bi mais D&A crescente pelo capex) dá um EV/EBITDA 2026 na faixa de 21 a 22 vezes, caindo para 17 a 18 vezes em 2027 nas minhas projeções. Atenção: a D&A vai explodir nos próximos anos por causa do capex, o que comprime o lucro contábil futuro. É o custo diferido da festa da IA. Comparação com pares O contexto do setor é curioso: as Magnificent Seven negociam hoje no menor prêmio de valuation da história em relação ao resto do S&P 500. Na fotografia atual de múltiplos projetados: a Nvidia negocia a cerca de 21,5 vezes lucro projetado, a Microsoft roda perto de 20,5 vezes o lucro estimado para o fiscal 2027 depois de cair 24% no ano e virar a pior das Magnificent Seven, a Meta negocia na faixa de 20 e poucas vezes e a Amazon perto de 28 vezes. Ou seja: a Alphabet, a 28-30 vezes o lucro recorrente projetado, é hoje uma das mais caras do grupo. O prêmio se justifica por dois motivos que os pares não têm juntos: Cloud crescendo 82% com backlog de meio trilhão, Portfólio de participações (Anthropic + SpaceX) que vale sozinho perto de US$ 230 bilhões e pode destravar mais valor com a Anthropic tendo protocolado um S-1 confidencial com avaliação de US$ 965 bilhões, podendo estrear valendo mais de US$ 1 trilhão. Comparação com pares internacionais O contexto do setor é curioso: as Magnificent Seven negociam hoje no menor prêmio de valuation da história em relação ao resto do S&P 500. Nvidia negocia a cerca de 21,5 vezes lucro projetado Microsoft roda perto de 20,5 vezes o lucro o motivo é que o fluxo de caixa livre combinado de Amazon, Alphabet e Microsoft está projetado para ficar negativo pela primeira vez, revertendo um pico de US$ 260 bilhões em 2024. As três maiores empresas de tecnologia do planeta viraram, temporariamente, consumidoras líquidas de capital. Quem captura esse dinheiro é a cadeia de chips. É a maior transferência de riqueza corporativa da história acontecendo em tempo real. risco setorial que ninguém deveria ignorar: o fluxo de caixa livre combinado de Amazon, Alphabet e Microsoft está projetado para ficar negativo pela primeira vez, revertendo um pico de US$ 260 bilhões em 2024. As três maiores empresas de tecnologia do planeta viraram, temporariamente, consumidoras líquidas de capital. Quem captura esse dinheiro é a cadeia de chips. É a maior transferência de riqueza corporativa da história acontecendo em tempo real. Valuation por DCF: o que o preço atual está embutindo Cenário base (conservador): receita crescendo de US$ 470 bi em 2026 para US$ 870 bi em 2031 (desaceleração gradual de 20% para 8%), margem FCF se recuperando de 0% para 24% em 2031 conforme o capex normaliza, WACC de 9% e crescimento na perpetuidade de 3,5%. Somando o valor presente dos fluxos, a perpetuidade e cerca de US$ 280 bilhões de participações e caixa líquido, chego a um valor justo abaixo do preço atual. Nesse cenário conservador, a ação está cara. DCF reverso : ao preço de US$ 342, o mercado está embutindo margem de FCF normalizada de 27% a 28% até 2031, com o capex de US$ 200 bilhões anuais se convertendo em receita de Cloud e IA na velocidade do backlog atual. É agressivo mas o backlog de US$ 514 bilhões e o Cloud a 82% dizem que não é impossível. Conclusão do valuation: GOOGL hoje não é uma ação barata pelos fluxos atuais. É uma aposta, bem fundamentada, de que o maior capex da história corporativa vira caixa. Quem compra hoje está comprando a conversão do backlog. O que diz o sell side O consenso segue construtivo: entre 64 analistas, a classificação média é de compra forte, com preço-alvo de 12 meses em US$ 433,55, upside de cerca de 25% sobre o preço atual, e nenhuma recomendação de venda entre os analistas cobertos. SWOT Forças: monopólio de fato em busca (US$ 63 bi/trimestre crescendo 17% mesmo sob "ameaça" da IA), Cloud com alavancagem operacional explosiva, backlog de US$ 514 bi, stack completo de IA (chips próprios TPU, incluindo o novo servidor Frozen v2 previsto para 2028, modelo, nuvem e distribuição), portfólio de participações de ~US$ 230 bi. Fraquezas: FCF negativo, diluição inédita, dependência de publicidade (70% da receita), lucro contábil futuro pressionado pela depreciação do capex, e o atraso do Gemini 3.5 Pro, que deslocou a percepção da empresa de vanguarda para retaguarda na corrida de modelos Oportunidades: monetização de IA na busca, conversão do backlog, IPO da Anthropic destravando valor da participação de 14%, fim do lockup da SpaceX, margens de Cloud ainda subindo. Ameaças: regulação. A Comissão Europeia acabou de multar o Google em 890 milhões de euros por descumprimento do DMA, e o cerco antitruste nos EUA continua. Some-se retorno incerto do capex, competição em IA (a própria Anthropic, da qual é sócia, compete com o Gemini, num arranjo que é simultaneamente hedge e conflito) e um eventual esfriamento do ciclo de gastos corporativos em IA. Veredicto A Alphabet entregou o melhor trimestre operacional da sua história e o mercado vendeu porque a conta da festa chegou junto: US$ 205 bilhões de capex, caixa negativo e diluição. Minha leitura: o resultado operacional valida a tese de longo prazo, o backlog dá visibilidade rara, mas o preço atual já paga boa parte disso e o ano de 2026 será de travessia no deserto do fluxo de caixa. Para mim, é hora de aguardar um ponto ainda melhor de entrada. quando o GOOGL entra, sai, aumenta ou diminui na carteira, e a qual preço, está no ALL IN ONE, junto com as posições em ações brasileiras, FIIs e renda fixa que completam a alocação. Quem tá na carteira já sabe o que fazer com essa queda. Quem não tá, resolve isso em dois minutos: www.investe10.com.br/assine Ninguém me paga comissão pra te empurrar produto. Quem paga meu trabalho é você, e mais ninguém. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Disclaimer: Este relatório tem caráter exclusivamente informativo e reflete a opinião da analista na data de sua publicação, com base em informações públicas consideradas confiáveis. Não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Estimativas de múltiplos projetados, FCF e DCF são cálculos próprios com premissas explícitas e sujeitos a erro. Analista credenciada pela APIMEC.

  • WEG (WEGE3) entrega o trimestre mais previsível da B3. E é exatamente esse o problema a 29x lucros

    São 8h30 da manhã de uma quarta-feira em Jaraguá do Sul e o mercado inteiro já sabia o que ia acontecer. A WEG divulgou lucro líquido de R$ 1,559 bilhão no 2T26, praticamente colado no R$ 1,5 bilhão que o consenso Bloomberg esperava. Nenhum susto, nenhuma surpresa, nenhum motivo para o papel andar. Para uma empresa que negocia perto de 29 vezes o lucro dos últimos doze meses, previsibilidade não é elogio. É exigência mínima. A pergunta que este relatório responde não é se a WEG é uma boa empresa. Ela é, e talvez seja a melhor indústria listada da B3. A pergunta é se #WEGE3 é um bom investimento ao preço atual. E aqui a conta fica bem mais apertada. O resultado do 2T26 em números No semestre, o retrato é o mesmo: lucro de R$ 3,016 bilhões (queda de 3,9%), receita de R$ 19,61 bilhões (queda de 3,3%) e EBITDA de R$ 4,315 bilhões (queda de 2,6%). A leitura sequencial é positiva: tudo melhorou contra o 1T26. A leitura anual é negativa: tudo piorou contra o 2T25. E a explicação para as duas coisas é uma só palavra: câmbio. O câmbio comeu o crescimento O dólar médio caiu de R$ 5,67 no 2T25 para R$ 5,05 no 2T26, uma desvalorização de 10,9%. Como a WEG fatura R$ 6,17 bilhões no mercado externo, cerca de 61% da receita total, cada centavo de real forte machuca a linha de cima. O dado que separa o ruído do sinal: em dólares, a receita externa cresceu 14,7% no ano, para US$ 1,221 bilhão. A operação internacional está acelerando em moeda forte, com destaque para demanda ligada a data centers, óleo e gás e o negócio de transmissão e distribuição. O que aparece no balanço em reais é outra história. No mercado interno, a receita de R$ 3,97 bilhões caiu 4,9%, puxada pelo fim dos grandes projetos de geração solar centralizada, sem novos projetos em 2026, parcialmente compensada pelas entregas de T&D (Transmissão e Distribuição) e por uma atividade industrial um pouco melhor. O ROIC de 33,6%, o maior nível recente, é o número que sustenta a tese inteira da WEG. Nenhum par global chega perto, e já vamos comparar. Múltiplos: o preço da perfeição Com a ação por volta de R$ 46 e valor de mercado próximo de R$ 195 bilhões, os múltiplos calculados sobre os números reportados ficam assim: P/L de 29,2x nos últimos doze meses. Lucro acumulado de R$ 6,25 bilhões (2S25 + 1S26). Para 2026 cheio, assumindo segundo semestre sazonalmente mais forte, algo entre R$ 6,3 e 6,5 bilhões, o P/L projetado fica entre 28x e 29x. Ou seja: o mercado não espera crescimento de lucro em 2026 e mesmo assim paga quase 30 vezes. EV/EBITDA de 20,2x nos últimos doze meses. EBITDA acumulado de R$ 8,9 bilhões e caixa líquido de R$ 2,65 bilhões no fim de 2025 (posição do 2T26). Projetado para 2026, com EBITDA entre R$ 8,9 e 9,1 bilhões, o múltiplo praticamente não se move: 19,8x a 20,2x. P/VP de aproximadamente 10x, coerente com ROE na casa de 35%. Pela fórmula do P/VP justo (ROE dividido pelo custo de capital próprio), um P/VP de 10x só se justifica com custo de capital abaixo de 4% ou com premissa de que o ROE de 35% é perpétuo e crescente. Nenhuma das duas é trivial. Dividend yield de cerca de 5% nos últimos doze meses, mas cuidado com esse número: ele está inflado pelo dividendo extraordinário de R$ 5,196 bilhões sobre reservas de lucros, pago em três parcelas anuais (agosto de 2026, 2027 e 2028). O yield recorrente projetado para 2026 é da ordem de 1,7%. Fluxo de caixa e FCF yield: o calcanhar do compounder Aqui está a parte que quase ninguém olha na WEG. Em 2025, a companhia gerou R$ 6,45 bilhões de caixa operacional. O capex do ano ficou na casa de R$ 3,1 bilhões, dentro do ciclo pesado de expansão de capacidade no Brasil e no exterior. Resultado: fluxo de caixa livre para a firma de aproximadamente R$ 3,3 bilhões. FCF yield atual: cerca de 1,8%. Sobre um valor de mercado de R$ 195 bilhões, é isso que a empresa devolve em caixa livre hoje. FCFE yield: praticamente o mesmo, entre 1,8% e 2,0%. Como a WEG opera com caixa líquido e dívida bruta pequena, a diferença entre fluxo para a firma e fluxo para o acionista é marginal. Projetado para 2026: entre 1,9% e 2,2%. Assumindo caixa operacional de R$ 6,5 a 7,0 bilhões e capex ainda elevado, perto de R$ 3,2 bilhões, dado que o 2T26 sozinho consumiu R$ 794,9 milhões, sendo 55,5% no exterior. Os números acima usam a base anual de 2025 como referência e são estimativas. O ponto analítico é este: um FCF yield abaixo de 2% seria aceitável em uma empresa dobrando de tamanho. A WEG está com receita e lucro em queda nominal em 2026. A defesa da tese é que o capex de hoje é o crescimento de 2027 em diante, e que o FCF normalizado pós-ciclo de investimento é substancialmente maior. É uma defesa legítima. Mas é uma promessa, não um número no balanço. Comparação com pares: a WEG é melhor, mas não é mais barata Primeira: a WEG negocia com leve desconto de P/L contra ABB e Schneider e tem ROIC muito superior, 33,6% contra 25,1% da ABB e 13,1% da Schneider. Por esse ângulo, o prêmio de qualidade da WEG é real e o papel não está caro contra os pares. Segunda camada, menos confortável: ABB e Schneider estão nesses múltiplos depois de altas de 55% e 25% em doze meses, surfando a onda de eletrificação e data centers, com carteiras de pedidos recordes. A ABB acabou de reportar trimestre histórico, com US$ 12 bilhões em entrada de pedidos, e elevou o guidance de 2026. A WEG, no mesmo período, subiu cerca de 11% e reportou lucro em queda. O mercado global está pagando caro por crescimento entregue. Na WEG, está pagando caro por crescimento prometido. A sobreposição de portfólio com a ABB em Motion e Eletrificação é o melhor argumento pró-WEG dessa comparação: se a demanda global está aquecida para a ABB, ela tende a chegar na catarinense, especialmente a partir do 3T26. O que o sell side está dizendo Banco A : compra, preço-alvo de R$ 65, upside de aproximadamente 49%. É a casa mais otimista da rua. Os catalisadores listados: entrada das novas capacidades, resolução dos impasses tarifários com os EUA, leilão de baterias no Brasil e execução da carteira de encomendas. O banco estima que a nova tarifa americana de 25%, em vigor desde 22 de julho, afeta no máximo 3% da receita, mitigável por realocação geográfica de produção e repasse de preços. Banco B: compra, preço-alvo de R$ 48 (downside após alfa de hj) A casa vê cenário desafiador no curto prazo, com pressão de margem pelo custo da expansão de capacidade, mas mantém a tese estrutural, apostando em nova fase de crescimento a partir de 2027. Banco C: neutro, preço-alvo de R$ 49. Na prévia, resumiu o sentimento: a WEG perdeu o posto de queridinha e o resultado não seria o gatilho para recuperar. Banco D: A casa considera o crescimento mais do que precificado. O intervalo de alvos vai de R$ 48 a R$ 65 Pelos alvos das casas citadas, o upside é quase zero a R$ 49. Valuation por DCF: a conta que o mercado não quer fazer Fiz o exercício completo e vou mostrar o resultado, porque é o trecho mais importante deste relatório. Premissas do cenário base: FCFF normalizado partindo de R$ 3,5 bilhões em 2026, crescimento de 12% ao ano até 2031 (acima do crescimento atual, dando o benefício da dúvida ao ciclo de capex), perpetuidade de 6% nominal e WACC de 13% em reais, compatível com uma NTN-B longa perto de 7% real mais inflação e prêmio de risco. Resultado: valor justo na casa de R$ 17 por ação. Suavizando tudo, com WACC de 11%, justificável pela receita majoritariamente externa e fluxos parcialmente dolarizados, e crescimento de 15% ao ano por cinco anos, o valor justo sobe para cerca de R$ 26 por ação. Ainda 40% abaixo do preço de tela. Antes de gritar que o modelo está errado, inverta a pergunta. O DCF reverso diz o seguinte: para justificar R$ 43,50, é preciso acreditar em crescimento de fluxo de caixa livre próximo de 20% ao ano por uma década, ou aceitar um custo de capital de empresa desenvolvida, na casa de 9%, para uma companhia listada em reais. Isso não significa que a WEG vai cair para R$ 17. Compounders de ROIC alto negociam acima do DCF tradicional há décadas, no Brasil e no mundo, porque o mercado precifica a opcionalidade de reinvestir a 33% de retorno. Significa que, no preço atual, toda a margem de segurança está na fé de que o ROIC de 33,6% sobrevive a mais dez anos de competição com ABB, Siemens, Nidec e os fabricantes chineses. Quem compra WEG a 29x lucros não está comprando o balanço de 2026. Está comprando 2032. Cenário de dcf com 30% do CAPEX, o de manutenção Cenário 2: capex cheio no período explícito, manutenção só na perpetuidade, com reinvestimento terminal de g/ROIC = 18% do NOPAT WACC 11% Valor justo R$ 31,30 Cenário para tentar entender o preço alvo de R$65 do banco mais otimista O alvo não é indefensável, mas ele exige que os quatro catalisadores listados pela casa (capacidade nova, resolução das tarifas, leilão de baterias, execução do backlog) deem certo simultaneamente, e ainda assim precisa de um custo de capital de mercado desenvolvido para fechar a conta. Não é um preço-alvo, é um cenário de céu de brigadeiro com desconto de Zurique. Três caminhos até R$ 65 (partindo do cenário generoso que rodamos: FCF normalizado de R$ 5,5 bi, capex só de manutenção) Caminho 1, mexendo no WACC: crescimento de 12,5% a.a. até 2031, perpetuidade 6% e WACC de 8,9%. Custo de capital abaixo do que a ABB usa para si mesma. Em reais. Caminho 2, mexendo no crescimento: WACC de 11% e FCF crescendo 27% ao ano por cinco anos seguidos. A WEG nunca entregou isso nem no auge do ciclo solar, e o ponto de partida é um ano de lucro em queda. Caminho 3, mexendo na perpetuidade: WACC de 11%, crescimento explícito de 12,5% e perpetuidade de 8,4% nominal para sempre. Spread de só 2,6 p.p. entre WACC e g terminal, o tipo de premissa que faz o valor terminal virar 85% do valuation. Análise SWOT Forças. ROIC de 33,6%, entre os maiores do setor no mundo. Caixa líquido de R$ 2,65 bilhões. Presença em mais de 100 países com fábricas em vários continentes, o que virou vantagem estratégica na era das tarifas. Receita externa crescendo 14,7% em dólar. Histórico de execução e alocação de capital praticamente sem manchas em seis décadas. Fraquezas. Crescimento nominal negativo em 2026: receita, EBITDA e lucro caindo no ano. Sensibilidade cambial elevada, com 61% da receita exposta à conversão para um real que se valorizou 10,9% em doze meses. FCF yield abaixo de 2% durante o ciclo de capex. Margem EBITDA em leve erosão, 21,8% contra 22,1% um ano atrás, pressionada por cobre, tarifas e custo de expansão. Oportunidades. Data centers e inteligência artificial puxando demanda por motores, transformadores e infraestrutura elétrica, o mesmo vento que produziu o trimestre recorde da ABB. Entregas de T&D nos EUA e no Brasil. Leilão de baterias no Brasil. Novas capacidades entrando em operação de 2027 em diante. Consolidação via M&A, com Heresite, Tupinambá e Sanelec já no balanço. Ameaças Tarifa americana adicional de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 22 de julho: impacto estimado em até 3% da receita, mas com risco de escalada. Real persistentemente forte. Concorrência chinesa em motores e equipamentos elétricos com agressividade crescente de preço. Vácuo do ciclo solar no Brasil sem substituto de mesmo porte no curto prazo. E o maior risco de todos: o múltiplo. Qualquer trimestre que quebre a previsibilidade custa caro a 29x. Veredito O 2T26 da WEG foi um trimestre estático de uma empresa extraordinária: em linha com o consenso, melhor que o 1T26, pior que o 2T25, com o ROIC provando mais uma vez que a máquina de Jaraguá do Sul não tem igual na B3. O problema não está na empresa. Está no preço. A 29x lucros com lucro em queda, FCF yield abaixo de 2% e um DCF que só fecha com premissas heroicas, WEGE3 embute a recuperação de 2027 inteira e ainda cobra pedágio. O upside pela mediana dos alvos do sell side é módico, e a casa mais otimista da rua precisa que tarifa, câmbio, leilão de baterias e capacidade nova deem certo simultaneamente. Minha leitura: WEGE3 está no preço. Para quem está fora, o ponto de entrada com margem de segurança não é este. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Este relatório tem caráter exclusivamente informativo e educacional, reflete a opinião da analista na data de publicação com base em dados públicos e não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Analista certificada CNPI-P e CGA, registrada na APIMEC.

  • A recomendação que eu não posso fazer

    Ela negocia a 16x lucros, é dona do humanoide mais avançado do Ocidente e o mercado ainda a precifica como um negócio antigo.... Não era turismo. Na quinta-feira passada, Jensen Huang jantou num izakaya em Tóquio. Não era turismo. No dia 16 de julho, a Nvidia anunciou parceria com Fanuc e Yaskawa Electric para acelerar o desenvolvimento de robótica e IA. Fujitsu e Kawasaki também entraram no acordo, que empurra o que a Nvidia chama de "Physical AI": a tecnologia que permite a robôs perceber, raciocinar e agir no mundo real. A frase de Huang em Tóquio: "Physical AI é a próxima revolução industrial, e ela será feita no Japão." O tamanho do prêmio em disputa: o Morgan Stanley projeta 1 bilhão de humanoides e US$ 5 trilhões de receita anual até 2050, com crescimento de 54% ao ano na próxima década. Tesla negocia acima de 100x lucros. Nvidia carrega prêmio de década. Os ETFs de humanoides lançados em 2025 negociam entre 38x e 43x. Comprar a tese pelos nomes óbvios é pagar ingresso de camarote com o show já começado. Mas existe uma exceção. Uma empresa que: - é dona do robô humanoide que roubou a cena na maior feira de tecnologia do mundo em janeiro; - comprou esse ativo por pouco mais de US$ 1 bilhão em 2021, e ele hoje vale cerca de US$ 20 bilhões; - tem um IPO desse ativo mapeado na Nasdaq, com data provável; - e mesmo assim negocia a um dígito e meio de P/L, porque o mercado insiste em classificá-la na prateleira errada. Corretoras locais já elevaram o preço-alvo dela em mais de 150% por causa de um único negócio dentro do grupo. No relatório completo, eu digo o nome, mostro os números, os riscos que ninguém posta no X e como acessar do Brasil. 🔒 *Conteúdo exclusivo para assinantes a partir daqui.* Achei a ação perfeita da próxima onda. Tem um problema A (DESEJADA) recomendação: Hyundai Motor (005380.KS) A tese é ótima mas eu NÃO vou recomendar porque você não consegue comprar... explico na sequência... Você paga múltiplo de montadora e leva de brinde a líder ocidental em robótica humanoide. O gatilho: por que agora Três eventos convergiram nas últimas semanas e colocaram a IA física no centro da narrativa de mercado: 1. Em 15 de julho, a Nvidia anunciou colaboração estratégica com Fujitsu, Fanuc, Kawasaki e Yaskawa, que entraram na Cosmos Alliance para acelerar a aplicação da plataforma Nvidia em IA física. A colaboração cobre fábricas, varejo, logística e saúde, num movimento explícito para não perder terreno para a concorrência chinesa. 2. O contexto estrutural: O Japão enfrenta uma das escassezes de mão de obra mais agudas entre as economias avançadas, com população em idade ativa encolhendo há anos. Escassez de trabalhador é o combustível econômico da automação, e o mesmo filme roda nos EUA, na Europa e na China. 3. E o evento que interessa à nossa tese: a Boston Dynamics divulgou em maio o primeiro vídeo do Atlas em versão de desenvolvimento voltada ao chão de fábrica. A transição de vídeo viral para produto comercial começou. Ressalva: boa parte do que foi anunciado em Tóquio são planos e intenções, não implementações concluídas. É tese de longo prazo no primeiro capítulo. E é exatamente por isso que ainda existe assimetria de preço em algum lugar. O valuation: a única porta de entrada barata da tese A Hyundai negocia a 15,9x lucro projetado para 12 meses, valuation considerado muito atrativo para um grupo que está na fronteira da comercialização de humanoides e é uma das poucas montadoras desenvolvendo a tecnologia de forma independente. Coloque isso em perspectiva. Na mesma corrida: Tesla acima de 100x. Nvidia com prêmio de infraestrutura de IA. O ETF ativo de humanoides HUMN a 42,7x, o KOID a 38,4x. Fanuc e Yaskawa, as parceiras diretas da Nvidia, viraram manchete na semana passada e carregam prêmio de robótica pura. A Hyundai é o único nome relevante da tese negociando a múltiplo de empresa cíclica comum. O mercado olha para ela e vê uma montadora coreana. Dentro dela, tem outra coisa. O ativo escondido: Boston Dynamics A Boston Dynamics, braço de robótica do grupo Hyundai, viu sua avaliação multiplicar por mais de 20 vezes em cerca de cinco anos, para aproximadamente 30 trilhões de wons (US$ 20 bilhões), contra US$ 1,1 bilhão quando o grupo fechou a aquisição em 2021. Foi possivelmente o melhor M&A da década em tecnologia, e quase ninguém fala dele. O catalisador da reprecificação: a estreia do novo Atlas na CES 2026, rodando o modelo Gemini do Google e capaz de levantar até 50 kg. O roadmap prevê o robô operando na fábrica do grupo na Geórgia (EUA) a partir de 2028, começando por logística e expandindo para montagem de peças até 2030. Isso importa por um motivo que separa a Boston Dynamics das startups de pitch deck: ela tem cliente cativo A própria Hyundai é a primeira fábrica-laboratório. Enquanto Figure e 1X precisam convencer terceiros a testar seus robôs, o Atlas já tem cliente cativo. E a competição confirma o valor: a Figure AI, rival direta, captou em setembro de 2025 a um valuation de US$ 39 bilhões. Após a demonstração do Atlas na CES 2026, muitos passaram a ver a Boston Dynamics como a líder da corrida. Se ela for avaliada em linha com a Figure, a participação da Hyundai pode valer mais de US$ 30 bilhões. O catalisador com data: o IPO O mercado já trabalha com um possível IPO da Boston Dynamics na Nasdaq no início de 2027. E o movimento societário recente reforça a rota: O grupo acaba de garantir 100% da Boston Dynamics, o que deve impactar positivamente os planos de listagem. O sell side coreano já fez as contas: projeção de Boston Dynamics valendo 53,3 trilhões de wons (cerca de US$ 36 bilhões) em 2027, adicionando 14,4 trilhões de wons ao valuation da Hyundai. A KB Securities projeta 128 trilhões de wons até 2035 e elevou o preço-alvo da ação de 310 mil para 800 mil wons, classificando a Boston Dynamics como ponto de virada decisivo na inovação de produtividade da Hyundai. De 310 mil para 800 mil wons. Não foi ajuste fino, foi mudança de tese. Soma das partes: o argumento central O caso Hyundai é o clássico "sum of the parts" que o mercado precifica pela parte chata: - O negócio de carros: gerou cerca de US$ 1,7 bilhão de lucro operacional num único trimestre, mesmo com queda de 31% causada pela guerra no Oriente Médio. É uma máquina de caixa cíclica, mas real. - A robótica: um ativo de aproximadamente US$ 20 bilhões e crescendo, comprado por US$ 1,1 bilhão, com IPO à vista. - O preço:15,9x lucros forward, como se a segunda parte não existisse. Se o robô decepcionar, você segura uma montadora lucrativa a múltiplo de montadora. Se entregar, você comprou a próxima queridinha do mercado pelo preço de um Tucson. Assimetria é isso. Os riscos 1. O core ainda é carro A empresa ainda ganha a maior parte do dinheiro vendendo veículos e com financiamento. Tarifas americanas, competição chinesa em EVs e ciclo automotivo mandam mais no resultado dos próximos 8 trimestres do que qualquer humanoide. 2. O IPO corta dos dois lados. Se a Boston Dynamics listar separada, parte do valor migra para o novo ticker e a Hyundai pode carregar desconto de holding. A participação também está distribuída pelo grupo: na aquisição, entraram Hyundai Motor com 30%, Mobis com 20%, Glovis com 10% e o chairman Euisun Chung com 20%. Você não compra 100% do robô comprando a montadora. 3. Desconto Coreia Governança de chaebol, estrutura societária cruzada e o fato de a listagem a valuation elevado também servir ao planejamento sucessório e ao financiamento de impostos de herança do chairman são fatores que o investidor precisa conhecer, não ignorar. 4. A ação já andou. O papel saltou 8% num único pregão em maio, superando 700 mil wons, embalado pela expectativa do IPO da robótica. Parte da tese já está no preço. O que resta capturar é a distância entre 15,9x e o múltiplo que o mercado pagará quando parar de classificá-la como montadora. 5. Risco de cronograma. 2028 na Geórgia é plano, não contrato. Humanoide em escala comercial pode atrasar, e a 16x você tem colchão, mas não imunidade. Como acessar do Brasil — e aqui a recomendação esbarra na realidade Os caminhos, do mais direto ao mais diluído: 1. Corretora internacional com acesso à bolsa da Coreia — ação ordinária 005380.KS. É a via correta para posição relevante Se você tem acesso à bolsa da Coreia, considere esta tese com carinho. Mas eu sei que provavelmente você não tem: as plataformas internacionais mais usadas pelos brasileiros dão acesso aos EUA, não a Seul. 2. Balcão americano (HYMTF) — representa as ações coreanas, mas negocia com liquidez menor e nem toda plataforma oferece. Serve para posição pequena, com ordem limitada, nunca a mercado. O balcão americano (HYMTF) também não está disponível nas plataformas internacionais mais conhecidas por aqui. 4. Para quem só opera B3: o BDR BOTZ39, que replica o ETF americano BOTZ e permite investir em reais, sem conta no exterior. A Hyundai está na carteira junto com Nvidia, Fanuc e o resto do ecossistema. É o plano B honesto, não a tese desta recomendação Funciona, mas tem um custo embutido: você é obrigado a levar junto um monte de ativos caros que não fazem parte desta tese. Conclusão: A tese é ótima, e eu recomendaria ... se desse para comprar Resultado: compartilho meu estudo e recomendo compra de 1,5% do patrimônio líquido , para alguém que tiver conta no exterior diretamente... mas por enquanto , ficara fora da carteira all in one... Mas não termina aqui. Eu já encontrei uma alternativa que captura a mesma onda, está listada na bolsa americana convencional e você compra em qualquer plataforma internacional daqui do Brasil. Estou finalizando o estudo e ela sai nos próximos dias. Assinante da carteira ALL IN ONE vê primeiro, com o call completo: preço de entrada, tamanho de posição e acompanhamento. Se o problema da Hyundai é que você não consegue comprar, o da próxima é que quase ninguém percebeu que ela existe. Análise independente de verdade: sem comissão, sem rebate, sem banco por trás. Só ganho se você renovar. E você só renova se funcionar. www.investe10.com.br/assine Achou útil? Encaminha para aquele amigo. Era para ser uma recomendação , mas virou essa news de graça e ele vai te agradecer. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Disclaimer: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Reflete a opinião da analista na data de publicação, com base em informações públicas consideradas confiáveis, sem garantia de exatidão ou completude. Não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários nem recomendação individualizada. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Investimentos no exterior envolvem risco cambial, tributário e operacional adicionais. O investidor deve avaliar sua adequação ao próprio perfil de risco antes de investir. Elaborado em conformidade com a Resolução CVM 20.

  • PLPL3: enquanto o short comemora, o dono compra

    A prévia do 2T26 que o mercado chamou de "levemente negativa" esconde o dado mais importante do trimestre. E ele não está no release. Sexta-feira de manhã, e leio: O Bradesco BBI publica sua leitura da prévia operacional da Plano&Plano: "levemente negativa". Lançamentos caindo, queima de caixa, covenant perto do teto. A ação, que já acumula queda de 42% no ano contra alta de 8% do Ibovespa, segue no grupo das mais odiadas da bolsa. PLPL3 figura entre as dez ações mais alugadas da B3, e quem apostou contra ganhou: o papel caiu 47% em doze meses. Enquanto isso, longe do barulho, os formulários da CVM contam outra história. Em junho, o controlador da Plano&Plano comprou mais de 526 mil ações da própria empresa, a preços entre R$ 8,26 e R$ 8,54, cerca de R$ 4,4 milhões em um único mês. Somando as compras de maio, o cheque do controlador se aproxima de R$ 10 milhões em oito semanas. Em abril, um conselheiro comprou 29 mil ações pagando entre R$ 12,72 e R$ 12,91. Sim, acima do preço atual. E continuou comprando depois, mais barato. De um lado, o mercado vendido e o sell side cauteloso. Do outro, as pessoas com mais informação sobre a empresa no planeta comprando com o próprio dinheiro, mês após mês, em volume relevante. Alguém está errado. Neste relatório eu explico por que acho que não são os insiders. é um complemento ao último relatório que fiz sobre a empresa, agora com os números da prévia do 2T26 na mesa, a atualização do meu modelo de NAV e a resposta honesta para o único ponto da tese baixista que merece respeito: o caixa. É o tipo de análise que você só encontra em casa independente de verdade. Ninguém me paga comissão pra te empurrar produto, não recebo rebate de banco nem de corretora. Quem paga meu trabalho é o assinante, e mais ninguém. Se quiser o acompanhamento completo, com todas as posições da carteira, é em www.investe10.com.br/assine Se você já é assinante, basta continuar a leitura...

  • Renda fixa ou ações? Os dois estão errados. E fica desconfortável de tão bom.

    Todo brasileiro tem na família alguém que atravessou 2015 achando que estava protegido. A inflação passou de 10%, a poupança rendeu 8% e a pessoa olhava o extrato crescendo sem perceber que ficava mais pobre a cada mês. O saldo subia. O poder de compra descia. É o tipo de derrota silenciosa que não aparece no aplicativo do banco, e é exatamente por isso que ela é tão eficiente. A pergunta que mais recebo é direta: quem protege mais da inflação, renda fixa ou ações? A resposta honesta é mais interessante que a pergunta. E em 2026 ela ficou ainda melhor, porque o Brasil está vivendo uma anomalia que muda o cálculo. Quem entender isso agora sai na frente. Quem entender depois vai pagar mais caro pelos mesmos ativos. O que os números dizem hoje O IPCA acumula 4,64% em 12 meses. A Selic está em 14,25% ao ano. Parece confortável para quem vive de juros, mas proteção contra inflação não é sobre juro alto. É sobre juro real: o que sobra depois da inflação e do imposto. Comecemos pela queridinha nacional. A poupança rende 0,5% ao mês mais TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. Com a TR gorda que esse nível de Selic produz, ela entregou cerca de 8,3% nos últimos 12 meses. Descontado o IPCA de 4,64%, sobra um ganho real na casa de 3,5% ao ano, isento de imposto de renda. Ou seja, a poupança até protege. O problema é o custo de oportunidade: ela deixa quase metade do juro real disponível na mesa. O Tesouro IPCA+ negociava em junho a uma taxa média de 7,64% acima da inflação, e o vencimento 2032 chegou a pagar 8,47% reais ao ano, a maior taxa da série histórica. O mercado percebeu: as vendas desses títulos saltaram 73% no primeiro semestre. E o prefixado, que tanta gente confunde com proteção? Ele é o oposto disso. Se a inflação surpreende para cima, o juro real contratado derrete. Prefixado é aposta na inflação comportada, não seguro contra ela. Na Carteira ALL IN ONE, a parcela de renda fixa já está posicionada nos vencimentos de IPCA+ que considero o melhor ponto da curva, com os motivos explicados em português claro. Se você ainda decide isso sozinho no escuro, resolve hoje: www.investe10.com.br/assine O que 200 anos de dados ensinam Agora o outro lado do ringue. Ações protegem da inflação por um mecanismo completamente diferente: empresa boa repassa inflação no preço. Receita, lucro e dividendo são grandezas nominais, quando tudo sobe, eles sobem junto. Quem compra uma ação não compra um juro. Compra participação em quem dita o preço. A série histórica mais famosa das finanças, compilada por Jeremy Siegel em Stocks for the Long Run, mostra que as ações americanas entregaram cerca de 6,7% ao ano acima da inflação entre 1802 e 2021. Títulos longos renderam 3,5% reais, títulos curtos 2,5%, ouro apenas 0,6%. E o dinheiro parado perdeu 1,4% ao ano, o que ao longo de duas décadas significa ver um terço do poder de compra evaporar sem fazer nada de errado além de nada. Nenhuma classe de ativo chegou perto das ações no longo prazo. Mas existe uma pegadinha de prazo que o marketing de corretora costuma omitir: no curto prazo, inflação alta força juro alto, e juro alto derruba o preço das ações. A proteção falha justamente quando a inflação acelera. Ações protegem da inflação no destino, não na viagem. O prêmio é de quem atravessa. E atravessar fica muito mais fácil quando você sabe o que carrega e por quê. A anomalia de 2026 Junte as duas pontas e o quadro fica desconfortável de tão bom. O Brasil está pagando hoje, em título público com garantia do Tesouro, entre 7% e 8% reais ao ano. É o mesmo retorno que a bolsa americana levou dois séculos para entregar, com a diferença de que lá o investidor precisou engolir guerras, depressões e crises para colher os 6,7%. Quando o ativo sem risco de mercado paga o retorno histórico do ativo com risco, alguma coisa está fora do lugar. E o que está fora do lugar tem nome: medo fiscal e eleição. O mercado exige esse prêmio para financiar o governo brasileiro porque não confia na trajetória da dívida em ano eleitoral. Taxa de pânico é assim, generosa com quem tem sangue frio Antes de sair travando tudo em IPCA+, as letras miúdas. Primeira: o juro real só é garantido para quem leva o título até o vencimento. Vender antes significa aceitar o preço de mercado do dia, e a marcação a mercado pode mostrar prejuízo de dois dígitos se o juro subir depois da compra. Segunda: o imposto de renda morde de 15% a 22,5% do ganho total, incluindo a parcela que é mera correção da inflação. Um IPCA+ 8% bruto vira algo como IPCA+ 6% e pouco líquido, dependendo do prazo. Ainda excelente, mas não é o número da tela. Do outro lado, a bolsa brasileira embute o mesmo medo com o sinal trocado. Com juro real de 8% no título público, o investidor exige desconto brutal para aceitar o risco de ações, e empresas lucrativas negociam a múltiplos de crise. O pessimismo que pune a bolsa hoje é a matéria prima do retorno de amanhã. Se o ciclo de corte da Selic prosseguir como o mercado projeta, os dois lados ganham ao mesmo tempo: O IPCA+ valoriza na marcação a mercado e a bolsa reprecifica, porque lucro futuro vale mais quando descontado a juro menor. É por isso que os assinantes da ALL IN ONE não precisaram escolher um lado dessa aposta. A carteira carrega os dois motores ao mesmo tempo, na proporção certa. Quer ver como fica na prática? www.investe10.com.br/assine O veredito Renda fixa ou ações é a pergunta errada. Renda fixa indexada protege o poder de compra com contrato: você sabe exatamente quanto vai receber acima da inflação, desde que respeite o prazo. Ações multiplicam o poder de compra com tempo: sem garantia no meio do caminho, com o maior prêmio histórico no fim dele. O erro clássico do investidor brasileiro é tratar isso como torcida de futebol. O rentista que despreza bolsa abriu mão do único ativo que venceu a inflação por dois séculos. O entusiasta de ações que ignora IPCA+ a 8% está recusando um presente que o medo alheio colocou na mesa. Carteira séria não escolhe um lado. Escolhe a dose de cada um, calibrada para objetivo e prazo. A janela atual, com juro real recorde na renda fixa e bolsa precificada para o pior, é o tipo de configuração que aparece poucas vezes por década. A pergunta que fica não é se você deveria aproveitar. É quanto tempo ela ainda vai durar, porque taxa de pânico não espera ninguém se decidir. Como a ALL IN ONE resolve esse dilema Foi exatamente para esse tipo de decisão que eu montei a Carteira ALL IN ONE. Em um lugar só, você recebe a alocação completa: Qual percentual e como comprar IPCA+ da forma mais eficiente, quais ações, quais FIIs e ativos internacionais, em qual proporção, com as mudanças avisadas quando o cenário muda. Sem precisar virar analista, sem passar o domingo comparando taxa de título. Se você já é assinante, sua carteira já está posicionada para essa janela dupla e o relatório completo com os ativos e percentuais está na sua área de membro. Se ainda não é, o momento de entrar é enquanto a anomalia existe, não depois que ela fechar. Eu sou analista certificada CNPI e trabalho no modelo em que eu só ganho se você ganhar e continuar assinante, pois está feliz com a entrega. Sem rebate de corretora, sem comissão escondida, sem empurrar produto. Assine agora: www.investe10.com.br/assine Um abraço, Cristiane Fensterseifer, CNPI

  • O mercado comemora o IPCA. O Pacífico prepara uma surpresa. Prepare seu bolso e carteira aqui:

    O mercado brasileiro comemorou. O IPCA de junho veio em 0,16%, bem abaixo dos 0,31% esperados, com alimentos em deflação de 0,24%. Café, frutas e carnes caindo. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,64%. No mesmo dia, do outro lado do planeta, a NOAA, a agência climática dos Estados Unidos, elevou para 81% a probabilidade de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro. Se confirmar, pode ser o mais intenso já registrado. E deve durar até pelo menos abril de 2027. O mercado está olhando pelo retrovisor. Este relatório olha pelo para-brisa. O que o El Niño faz com o Brasil O El Niño é o aquecimento anômalo das águas do Pacífico. Parece distante, mas ele mexe diretamente em três coisas que definem a inflação brasileira. Primeiro, a safra. O padrão histórico do fenômeno é chuva em excesso no Sul e seca no Centro-Norte. Soja, trigo e cana entram na linha de tiro. Safra pressionada significa alimento mais caro na gôndola, com defasagem de alguns meses entre o campo e o carrinho do supermercado. Segundo, a energia. Reservatórios de hidrelétricas em queda forçam o acionamento de térmicas, que são mais caras. Isso vira bandeira tarifária na sua conta de luz. Em junho, a energia elétrica já subiu 1,53% e foi o maior impacto individual do IPCA. Isso antes do El Niño chegar com força. Terceiro, a expectativa. Economistas já projetam inflação de alimentos acima de 7% em 2026. Quando alimento e energia sobem juntos, a inflação cheia resiste, as expectativas pioram e o Banco Central perde espaço para cortar juros. A armadilha do IPCA bonzinho Aqui está o ponto que quase ninguém conectou. A deflação de alimentos de junho é fruto de safra boa e clima favorável no passado recente. É exatamente essa condição que o El Niño ameaça reverter no segundo semestre. Ou seja: o dado que fez o mercado comemorar tem prazo de validade. E o investidor que monta posição olhando para a inflação de ontem costuma pagar caro pela inflação de amanhã. A consequência prática mais importante está nos juros. A Selic está em 14,25% e o mercado projeta queda para a casa de 13,50% até o fim de 2026. Um choque de alimentos e energia no meio do caminho pode desacelerar esse ciclo de cortes. Quem apostou pesado em prefixado longo contando com queda rápida de juros pode ter uma surpresa desagradável. O manual de proteção A boa notícia: o mercado brasileiro oferece hoje uma das proteções mais generosas da história recente. Só que a janela não fica aberta para sempre. Na renda fixa, o instrumento clássico contra esse cenário é o título IPCA+. Ele paga a inflação, seja ela qual for, mais uma taxa real contratada. Hoje o Tesouro IPCA+ 2035 paga IPCA + 8,33% ao ano. Para dar contexto: juro real acima de 6% já é considerado raro no mundo. Acima de 8% é anomalia histórica. Se a inflação rodar entre 4% e 5%, o retorno bruto fica na casa de 12% a 13% ao ano, com proteção total do poder de compra. Se o El Niño bagunçar os preços, a proteção vale ainda mais. O CDI, por outro lado, protege menos do que parece. Ele rende bem hoje, mas carrega risco de reinvestimento: quando a Selic cair, o rendimento cai junto, e você não travou nada. O IPCA+ resolve exatamente isso. Na bolsa, o cenário separa as empresas em três grupos. As protegidas: companhias com poder de repasse de preço, que conseguem subir a etiqueta sem perder cliente, e geradoras de energia bem posicionadas, que podem se beneficiar de preços mais altos. As beneficiadas: parte do agro ligada a açúcar e etanol tende a capturar preços internacionais melhores quando o clima aperta a oferta global. E as vulneráveis: varejo voltado às classes de menor renda, que sofre quando comida e luz comem o orçamento das famílias, e empresas com custo intensivo em grãos ou energia sem capacidade de repasse. O erro clássico nesse momento é não fazer nada, deixar tudo no CDI e achar que está protegido. Proteção de verdade é alocação: travar juro real alto enquanto ele existe e escolher, na bolsa, as empresas certas para o cenário que vem, não para o que passou. O que fazer agora Se você já é assinante da carteira ALL IN ONE: a estrutura da carteira já contempla esse cenário. A parcela de renda fixa aproveita as taxas reais elevadas de agora, e as posições em ações foram escolhidas com atenção a poder de repasse e resiliência de margem. O que eu recomendo neste momento é usar os aportes novos para se aproximar dos pesos recomendados, principalmente se a sua renda fixa está abaixo do alvo. Qualquer mudança de recomendação por causa do avanço do El Niño chega primeiro pra você, na área de assinantes e no Telegram, como sempre. Se você ainda não é assinante: este relatório te deu o mapa. A ALL IN ONE te dá o caminho completo, com as ações específicas, os fundos imobiliários, os títulos com as melhores taxas e a alocação internacional, tudo com pesos exatos e acompanhamento contínuo. Sou analista certificada, CNPI, e não ganho comissão para te empurrar produto. Meu único produto é a qualidade da recomendação: se a carteira não entregar, você não renova. Eu só ganho se você ganhar. O acesso à carteira ALL IN ONE está aqui : www.investe10.com.br/assine O El Niño já deu o aviso. A pergunta é se o seu dinheiro vai ouvir.

  • #MRVE3: A engenharia da desalavancagem (ou: como vender perdendo pode ser a decisão certa)

    Chega um momento em que o ativo no balanço não vale o que o balanço diz que vale. A pergunta não é "vou vender com lucro ou com perda". É "vou vender agora, reconhecendo a perda, ou vou esperar e descobrir uma perda maior depois". A MRV assinou a venda de dois empreendimentos texanos por valor bem abaixo do que estavam registrados no balanço. A perda contábil foi de 26%. A dívida caiu. Foi mais um passo do plano de desalavancagem mas sobrou uma conta a pagar e a pergunta é : quem vai pagar essa diferença no fim da história. Isso pq quem comprou MRV com a tese de que a ação estava descontada versus VPA (valor patrimonial) tem que observar que o VPA REDUZ a cada venda como está, feita abaixo do valor patrimonial do ativo no balanço. O patrimônio da MRV é quente ou virou um número que só existe até o próximo impairment aparecer? A venda de ontem já não é o primeiro impairment da empresa e não deve ser o último Isso interessa direto a quem segura ou pensa em montar posição numa construtora negociando a uma fração do book. Porque se o book está inflado, o desconto não existe. E se não existe desconto, a tese de recuperação muda de figura. No relatório completo eu destrincho a venda, o histórico de execução do plano de desinvestimento, o que isso muda na dívida líquida e por que o consenso dos analistas está dividido entre "oportunidade" e "cilada" depois de mais de mil dias de queda contínua. #MRVE3 O fato Em 22 de junho de 2026, a #MRVE3 comunicou ao mercado a assinatura do compromisso de compra e venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, ambos no Texas, EUA, pertencentes à Resia, sua subsidiária americana. Valor total: US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). Liquidação prevista para julho de 2026, com depósito não recuperável de US$ 12 milhões já garantido. A companhia justificou a perda de 26% sobre o valor patrimonial citando dois fatores: 1) cenário de juros elevados nos EUA com expectativa de alta, e 2) NOI dos projetos abaixo do potencial, já que a ocupação e o aluguel praticado ainda não atingiram o ponto de maturidade do empreendimento. Em contrapartida, o efeito sobre o balanço consolidado: Redução de 7,5% na dívida líquida consolidada da MRV&Co, equivalente a US$ 87 milhões (R$ 448 milhões) Redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em minority interest Do legado de projetos da Resia, sobra apenas o Memorial (US$ 109 milhões em valor patrimonial, venda esperada ainda em 2026). Golden Glades (US$ 133 milhões) e North City (não consolidado no balanço, obra quase concluída) devem gerar lucro contábil na alienação, segundo a própria companhia. Desde o anúncio do plano de desalavancagem em dezembro de 2024, o total vendido soma US$ 380 milhões (R$ 2 bilhões). O contexto que o release não conta Esse não é o primeiro corte com perda na Resia, e a companhia já vinha sinalizando isso. No 1T26, a subsidiária americana vendeu o projeto Tributary e negociou os terrenos Marine Creek e Tucker por US$ 91,5 milhões, dentro de um plano de venda de US$ 800 milhões em ativos da Resia até o fim de 2026. Com a venda anunciada agora, o total realizado sobe para algo em torno de US$230 milhões dentro dessa meta, ou seja, menos de um terço do caminho percorrido, com o trimestre 1T26 já tendo mostrado prejuízo líquido de US$ 94 milhões na operação americana. A venda em si reduz dívida e tira risco de execução, mas não resolve o problema estrutural. A relação entre passivo acumulado e patrimônio líquido da MRV&Co chegou a representar 102,1% do PL no 1T26, um dos níveis mais elevados entre as construtoras listadas Isso significa que cada nova rodada de impairment na Resia corrói diretamente o patrimônio líquido consolidado, o que é exatamente o tipo de erosão que destrói o argumento de "desconto sobre o VPA" como tese de investimento. Em outras palavras: o book não é uma fotografia estática. Ele está sendo reescrito a cada venda, e até agora sempre na direção de baixo. Quem absorve a conta final Se a Resia ainda tem ativos a vender e o histórico recente é de perdas entre 20% e 30% sobre valor patrimonial, o buraco residual da desalavancagem inteira vai ser fechado por quem? Existem duas respostas possíveis na minha opinião: 1) Ou a operação brasileira gera caixa suficiente para cobrir essa diferença ao longo do tempo (o que comprime o retorno disponível ao acionista no curto prazo), ou 2) a companhia eventualmente precisa de um aumento de capital, o que dilui quem está posicionado hoje. O preço-alvo da MRV tem q considerar as premissas de cap rate usadas pela companhia para a venda dos ativos da Resia que podem estar otimistas demais para o ambiente atual de juros "notícia positiva porque reduz dívida" ou "notícia neutra porque só transforma dívida latente em perda realizada". As duas leituras são tecnicamente corretas. A diferença é o horizonte de quem está olhando. Operação Brasil: a outra metade da tese, está melhorando Enquanto a Resia segue sangrando, a operação doméstica de incorporação é o motivo pelo qual existe gente comprando a ação. No 1T26: Receita líquida no Brasil de R$ 2,6 bilhões, alta de 18% a/a Margem bruta de 31%, evolução de 3,7 p.p. a/a Lucro líquido da MRV Incorporação de R$ 45 milhões, com ROE de 15,5% no trimestre, contra 4,8% um ano antes Lançamentos de R$ 2,9 bilhões e vendas de R$ 2,5 bilhões (+14% a/a), ticket médio de R$ 270 mil O problema é que o resultado consolidado, somando Resia, Luggo e Urba, ainda apaga boa parte dessa melhora. A MRV&Co teve prejuízo líquido de R$ 76 milhões no 1T26, menor que o prejuízo de R$ 363 milhões um ano antes, mas ainda negativo, com margem líquida consolidada de -1,4% no trimestre. Valuation e múltiplos P/L 26E em torno de 4x P/VP 26E abaixo de 0,5x Preço-alvo médio (consenso, 13 analistas) R$ 10,68, upside médio de 71%

  • O Japão gastou US$ 72 bilhões para segurar o iene. E perdeu.

    Em 28 de abril, o Ministério das Finanças do Japão começou a queimar reservas para defender sua moeda. Quando parou, um mês depois, tinha gasto ¥ 11,73 trilhões, o equivalente a US$ 72,5 bilhões. A maior intervenção cambial do país desde 2004. O resultado: nesta semana, o iene furou 162 por dólar, o menor nível desde 1986. Setenta e dois bilhões de dólares. Zero efeito duradouro. Se você acha que isso é problema do Japão, deixa eu te mostrar por que o seu portfólio discorda. A aritmética que nenhuma intervenção revoga O motivo da queda do iene é brutalmente simples. O BoJ elevou a taxa básica para 1% em 16 de junho, o maior nível desde 1995. Parece aperto. Mas os juros americanos seguem muito acima disso, e enquanto esse diferencial existir, tomar iene emprestado para aplicar em dólar continua sendo o negócio mais óbvio do mercado global. É o famoso carry trade. E ele move montanhas: o mercado de câmbio gira US$ 9,5 trilhões por dia Contra isso, US$ 72 bilhões de intervenção é enxugar gelo com guardanapo. O agravante veio de dentro. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou um programa de investimento de US$ 2,3 trilhões ao longo de 14 anos, sem detalhar o financiamento, num país cuja dívida pública já ronda US$ 9 a 10 trilhões. Mais gasto fiscal, mais medo de inflação, mais pressão na moeda. O mercado leu na hora. Por que isso bate na sua carteira Aqui está o ponto que quase ninguém conecta. Durante décadas, o Japão foi a fonte de dinheiro barato do planeta. Fundos tomavam iene a juro zero e compravam de tudo: Treasuries, ações americanas, cripto, bolsa de emergentes. Inclusive Brasil. Quando esse fluxo reverte, o mundo sente. E não é teoria: em agosto de 2024, o desmonte do carry trade provocou a maior queda diária das ações japonesas desde 1987 e derrubou o S&P 500 em 6,1% em três dias. Quem tinha small caps brasileiras naquela semana lembra do estrago sem precisar consultar o home broker. Agora o roteiro se repete com um ingrediente a mais: juro japonês subindo de verdade. Título de 10 anos do Japão pagando o que não pagava há décadas significa que o investidor japonês, o maior credor do mundo, tem cada vez menos motivo para deixar dinheiro fora de casa. As posições japonesas em Treasuries caíram cerca de US$ 100 bilhões em 2024 — e parte disso foi justamente para financiar as intervenções. Menos dinheiro japonês circulando é menos liquidez global. Menos liquidez global é mais volatilidade em tudo que é considerado risco. E na prateleira global de risco, Brasil está sempre na primeira fileira. O calendário que importa A próxima decisão do BoJ está marcada para o fim de julho. O mercado vai chegar nela dividido: se o banco central japonês subir juros de novo para defender a moeda, acelera o desmonte do carry trade. Se não subir, o iene segue derretendo e a pressão só aumenta. Não existe saída limpa. Para o investidor brasileiro, isso desenha dois cenários práticos. No primeiro, choque de volatilidade global tipo agosto de 2024, com queda indiscriminada de ativos de risco e oportunidade de compra em empresas boas que caem junto com as ruins. No segundo, deterioração lenta com dólar forte, pressão sobre o real e a Selic tendo mais um motivo para não cair tão cedo. Nos dois cenários, a pergunta é a mesma: sua carteira está montada para atravessar isso ou está torcendo para não acontecer? O que eu estou fazendo com o meu dinheiro Na Carteira ALL IN ONE do Investe10, essa leitura macro já está dentro da alocação. É uma carteira completa: ações brasileiras selecionadas com margem de segurança, fundos imobiliários, renda fixa aproveitando a Selic de 15% e exposição internacional que funciona exatamente como proteção para cenários como esse — quando o estresse global chega, a parte dolarizada da carteira amortece o golpe na parte local. Não é carteira de trade nem de aposta em um único cenário. É construção de patrimônio com gestão de risco de verdade, revisada continuamente por mim, Cristiane Fensterseifer, analista CNPI-P e CGA, com mais de 20 anos de mercado. O investidor que entende o que o iene a 162 significa não espera o BoJ decidir para reagir. Ele se posiciona antes. Assine a Carteira ALL IN ONE do Investe10 e receba a alocação completa, os preços de entrada e todos os alertas de rebalanceamento. www.investe10.com.br/assine O Japão gastou US$ 72 bilhões e não conseguiu comprar tempo. Você não precisa gastar quase nada para comprar preparo.

  • ATENÇÃO ! NOVA RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS !!! ESTA EMPRESA ESTÁ SENTADA NUMA MONTANHA DE DINHEIRO

    Imagine descobrir que seu vizinho, aquele que você sempre achou meio modesto, tem um terreno enorme no fundo de casa que ninguém nunca avaliou direito. Um terreno que, se ele decidisse vender pedaço por pedaço nos próximos anos, valeria mais do que tudo que ele já construiu até hoje somado. Agora troque o vizinho por uma empresa listada na bolsa brasileira. Essa empresa fabrica apartamentos. Vende principalmente para famílias que estão comprando a primeira casa da vida, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Não é glamouroso, não estampa capa de revista, não tem CEO dando entrevista sobre o futuro da inteligência artificial. É uma incorporadora que constrói prédio, vende unidade, recebe o dinheiro e começa tudo de novo. E exatamente por ser discreta assim, o mercado parece estar olhando só pro retrovisor dela. Porque essa empresa está sentada em trinta e quatro bilhões e meio de reais de potencial de vendas, guardados num banco de terrenos que ela já comprou, mas ainda não transformou em prédio nenhum. Um milhão e duzentos mil metros quadrados de terra, espalhados por região metropolitana de São Paulo, esperando virar cento e trinta e duas mil unidades habitacionais nos próximos anos. Isso não está no preço da ação hoje. Pelo menos não todo. O preço de uma ação reflete o que o mercado acredita sobre o futuro daquela empresa, mas o mercado tem memória curta e prefere número que já aconteceu. Lucro do último trimestre, margem do último relatório, ROE do último balanço. O que está empacotado num terreno que só vai virar receita daqui a sete, oito, dez anos, é mais difícil de precificar, e por isso é mais fácil de ser ignorado. Eu fiz a conta. Uma conta estruturada, com metodologia clara, separando o que é dado oficial divulgado pela própria empresa do que é estimativa construída com premissas conservadoras. Trouxe o valor desse banco de terrenos para o presente, descontando pelo tempo que vai levar pra esse dinheiro chegar e pelo risco de cada real prometido não se realizar exatamente como planejado. E mesmo no cenário mais cauteloso que rodei, o resultado aponta para um valor por ação bem acima do que está sendo negociado na bolsa agora. Isso pode significar duas coisas. Ou o mercado está certo e existe algum risco que essa conta não está capturando. Ou existe uma montanha de valor parada, esperando alguém prestar atenção antes que o resto do mercado perceba. Eu mostro o passo a passo completo, número por número, dado oficial por dado oficial, premissa por premissa, pra você decidir com seus próprios olhos. Continue lendo abaixo. RECOMENDO COMPRA DE PLPL3 EM 1,5% DA CARTEIRA ALL IN ONE , SAINDO DO "CAIXA", (POSFIXADOS) A conta que o mercado da PLPL3 ainda não fez A empresa é a Plano&Plano, ticker PLPL3, uma das maiores incorporadoras focadas em habitação popular e de renda média do Brasil, com forte concentração de operação na cidade de São Paulo. Ela compra terrenos, constrói e vende apartamentos majoritariamente dentro do programa Minha Casa Minha Vida, atendendo famílias de baixa e média renda. A pergunta que todo investidor deveria fazer antes de olhar pra cotação é simples. Quanto vale o estoque de terrenos que essa empresa já tem, mas ainda não transformou em prédio e em lucro? A resposta para essa pergunta tem um nome técnico: NAV, ou Valor Patrimonial Líquido ajustado. E é exatamente isso que vamos calcular aqui, passo a passo, com transparência total sobre o que é dado oficial da empresa e o que é estimativa. O que é a Plano&Plano A Plano&Plano é uma incorporadora e construtora brasileira listada no Novo Mercado da B3 sob o ticker PLPL3. Fundada em São Paulo, a empresa concentra praticamente toda sua operação na região metropolitana da capital paulista, com foco em produtos de baixa e média renda dentro do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, além de produtos de renda mais alta como o segmento Médio Alto. A empresa tem aproximadamente 95% do seu landbank concentrado no município de São Paulo, com forte presença próxima a eixos de transporte e regiões com infraestrutura consolidada. Indicador institucional Valor Setor Construção civil E Incorporações Listagem Novo Mercado, B3 Cotação atual R$ 8,30 Valor de mercado R$ 1.692,4 milhões Por que PLPL3 CAIU TANTO RECENTEMENTE PLPL3 O gatilho principal: resultados do 1T26 fracos O lucro líquido recuou 39% na comparação anual e ficou 8% abaixo das estimativas de mercado, refletindo principalmente o aumento de custos e despesas operacionais. A margem bruta caiu 4,55 pontos percentuais na comparação anual, para 29,4% A geração de caixa decepcionou, houve consumo de caixa relevante, entre R$80 e R$101 milhões. Os resultados fracos vieram principalmente das margens baixas nos projetos Pode Entrar, que estão em fase de entrega mas com custos excedentes Os custos de construção sofreram pressão, com impacto de 1% a 2% atribuível ao conflito no Oriente Médio, embora administrável via renegociação Apesar de tudo isso, PLPL3, tem avaliação considerada atrativa, com a ação negociada a 5,8 vezes o lucro estimado. E olhando o consenso mais amplo, 9 analistas recomendam compra, nenhum recomenda venda, com avaliação geral de compra forte e potencial de upside de mais de 108%. PQ ISSO NAO CONTA A HISTÓRIA INTEIRA A queda foi puxada por ruído de curto prazo (execução, margem trimestral, caixa), não por um problema estrutural no valor do landbank... Quando você olha o preço de uma ação na bolsa, você está vendo a opinião coletiva do mercado sobre o que aquela empresa vale. Mas o mercado pode estar certo, ou pode estar enxergando só uma parte do quadro. No caso de incorporadoras como a Plano & Plano, existe um ativo que muitas vezes não é refletido corretamente no preço: o landbank, ou banco de terrenos. São terrenos que a empresa já comprou e tem o direito de construir, mas que ainda não viraram prédio, nem venda, nem lucro contabilizado. Contabilmente, esses terrenos aparecem no balanço pelo valor de custo de aquisição, não pelo potencial de lucro futuro que eles representam. É aí que entra o conceito de NAV. O que é NAV NAV significa Net Asset Value, ou Valor Patrimonial Líquido ajustado. A lógica é a seguinte: some tudo que a empresa já tem reconhecido nos livros contábeis, mais o valor presente de todo o lucro que ela ainda vai gerar no futuro com os terrenos que já possui. Pense assim: se você comprasse um terreno vazio numa região que vai crescer, o valor desse terreno hoje no seu balanço pessoal seria só o que você pagou por ele. Mas o valor real dele inclui o que ele vai virar daqui a alguns anos, quando você construir e vender. O NAV tenta capturar esse valor futuro e trazer para uma estimativa de hoje. Passo 1: o ponto de partida, o que a empresa já tem O primeiro número que entra na conta é o patrimônio líquido, que é o valor contábil oficial da empresa: tudo que ela possui, descontadas as dívidas. Indicador Valor Fonte Patrimônio líquido R$ 1.167,9 milhões Balanço 1T26, dado oficial Caixa e equivalentes R$ 1.047,2 milhões Balanço 1T26, dado oficial Dívida bruta R$ 1.115,9 milhões Balanço 1T26, dado oficial Dívida líquida R$ 68,7 milhões Balanço 1T26, dado oficial Passo 2: o tamanho do landbank Esse é o ativo que o NAV existe para capturar. A empresa divulga o VGV, ou Valor Geral de Vendas, que é o potencial de vendas total se ela vendesse hoje tudo que ainda vai construir. Indicador do landbank Valor VGV total (100% potencial de vendas) R$ 34,5 bilhões Área total do landbank 1,2 milhão de m² Potencial de lançamento em unidades 132 mil unidades Concentração geográfica em São Paulo 95% do VGV e dos terrenos Importante entender: esse valor de R$ 34,5 bilhões não é dinheiro que a empresa tem hoje. É o valor bruto de venda de tudo que ela ainda vai lançar e vender ao longo dos próximos anos. Passo 3: quanto desse valor realmente sobra de lucro De cada real vendido, uma parte vai para custo de construção, terreno, impostos e despesas comerciais. O que sobra para o acionista é a margem líquida. Como ninguém sabe com certeza qual será a margem futura, a forma correta de lidar com essa incerteza é testar cenários, em vez de inventar um número único. Cenário de margem líquida Margem nominal sobre o VGV (R$ 34,5bi) Conservador, 8% R$ 2.760 milhões Intermediário, 10% R$ 3.450 milhões Otimista, 12% R$ 4.140 milhões Passo 4: o dinheiro não chega tudo de uma vez A empresa não vende os R$ 34,5 bilhões de uma só vez. Essa receita é distribuída ao longo de vários anos, conforme novos empreendimentos são lançados, construídos e entregues. Aqui, dividimos o total pelo horizonte de tempo estimado de monetização. Horizonte de monetização Margem 8% (fluxo anual) Margem 10% (fluxo anual) 7 anos R$ 394,3 milhões/ano R$ 492,9 milhões/ano 10 anos R$ 276,0 milhões/ano R$ 345,0 milhões/ano Passo 5: trazer o dinheiro futuro para o valor de hoje Este é o passo mais importante e o que mais investidores deixam passar. Dinheiro recebido daqui a 10 anos vale menos do que dinheiro recebido hoje, porque você poderia investir esse dinheiro agora e fazê-lo crescer enquanto espera. Para corrigir isso, aplicamos uma taxa de desconto, chamada de WACC, que representa o retorno mínimo exigido por quem está disposto a esperar por esse fluxo futuro de caixa. Quanto maior a taxa, ou quanto mais distante no tempo o lucro, menor o valor presente. Taxa de desconto (WACC) Horizonte Fator de desconto da anuidade 13% a.a. 7 anos 4,423 13% a.a. 10 anos 5,427 15% a.a. 10 anos 5,019 Passo 6: o valor presente da margem, juntando tudo Multiplicando o fluxo anual de margem pelo fator de desconto correspondente, chegamos ao valor presente daquela parcela do landbank que efetivamente vira valor para o acionista. Cenário WACC Horizonte Valor presente da margem Margem 8% 13% 7 anos R$ 1.744 milhões Margem 8% 13% 10 anos R$ 1.498 milhões Margem 12% 13% 7 anos R$ 2.617 milhões Margem 12% 13% 10 anos R$ 2.247 milhões Margem 10% 15% 10 anos R$ 1.731,5 milhões Margem 8% 15% 10 anos R$ 1.385,2 milhões Passo 7: somando patrimônio e landbank, e dividindo pelas ações O NAV total é a soma do patrimônio líquido contábil com o valor presente da margem futura do landbank. Dividindo esse total pelo número de ações em circulação, chegamos ao NAV por ação. Cenário NAV total NAV por ação Upside vs preço atual (R$ 8,30) Margem 8%, WACC 13%, 10 anos R$ 2.666 milhões R$ 13,08 +57,6% Margem 8%, WACC 13%, 7 anos R$ 2.912 milhões R$ 14,28 +72,0% Margem 12%, WACC 13%, 10 anos R$ 3.415 milhões R$ 16,75 +101,8% Margem 12%, WACC 13%, 7 anos R$ 3.785 milhões R$ 18,57 +123,7% Margem 10%, WACC 15%, 10 anos R$ 2.899,4 milhões R$ 14,22 +71,3% Margem 8%, WACC 15%, 10 anos R$ 2.553,1 milhões R$ 12,52 +50,8% Potencial encontrado via NAV de 50% na abordagem conservadora Mesmo no cenário mais conservador testado aqui, com margem líquida de 8% e uma taxa de desconto mais exigente de 15% ao ano, o NAV por ação ainda aparece acima de R$ 12,50, contra um preço de mercado de R$ 8,30. Isso representa um upside superior a 50%. Esse resultado não é uma certeza, é uma estimativa baseada em premissas que podem ou não se confirmar. O horizonte de monetização pode demorar mais que o esperado, a margem pode ficar abaixo do projetado, e o desconto aplicado pode não refletir exatamente o custo de capital real exigido pelo mercado em cada momento. Mas o exercício mostra algo relevante: mesmo sendo bastante conservador nas premissas, o landbank da Plano&Plano parece carregar um valor que o preço atual da ação ainda não capturou por completo. Tipo de dado O que entra nessa categoria Dado oficial da empresa Patrimônio líquido, VGV total, área do landbank, unidades potenciais, número de ações, preço de mercado Estimativa Horizonte de monetização (7 a 10 anos), taxa de desconto WACC (13% a 15%), cenários de margem líquida normalizada (8% a 12%) CONCLUSÃO: RECOMENDO COMPRA DE PLPL3 EM 1,5% DA CARTEIRA ALL IN ONE , SAINDO DO "CAIXA", (POSFIXADOS)

  • OPA da Ecopetrol pela #BRAV3 suspensa. O que isso muda pra quem tem a ação?

    A CVM ratificou a necessidade de ajustes no edital da OPA. A Ecopetrol discordou e vai recorrer ao Colegiado e a oferta fica suspensa até a decisão final. Não é cancelamento. É uma briga regulatória com prazo indefinido. O que ocorreu foi uma suspensão processual até que o Colegiado analise o recurso. Sim, Brava não é pra amadores e temos mais um capítulo desse PHD em tudo que pode ocorrer no mercado. Impacto imediato para BRAV3 O mercado odeia incerteza. Até poucos dias atrás, muitos investidores estavam comprando BRAV3 baseados no "spread da OPA", ou seja, apostando que o preço convergiria para o valor ofertado pela Ecopetrol. Com a suspensão: -aumenta o prazo para fechamento; -aumenta o risco regulatório; -aumenta a chance de renegociação dos termos. Isso tende a gerar: redução do prêmio especulativo; aumento da volatilidade; realização de lucro por arbitradores. Em outras palavras a ação pode sim abrir pressionada, mas isso não necessariamente será porque o mercado acredita que a OPA morreu, mas porque agora existe um cronograma indefinido. O risco real aqui, pra mim, não é a OPA morrer. É o tempo. Enquanto o Colegiado da CVM não decide, o papel fica num limbo: longe do preço de oferta, sem catalisador alternativo, com investidores presos numa tese que depende de desfecho jurídico. Esse tipo de incerteza corrói o prêmio de M&A no preço. Ecopetrol mandou uma carta ao RI da Brava com o tom MUITO firme. "Respectfully disagrees", (não concorda com a CVM) Disse que vai recorrer "within the shortest possible timeframe" (no curto prazo) e está "confident" (confiante) que a oferta será aprovada como originalmente proposta. Não é linguagem de quem está reconsiderando o negócio. É linguagem de quem quer preservar os termos e não quer abrir precedente de concessão regulatória. Mas não é só a Ecopetrol querer: a CVM exige ajustes. O que a CVM pode estar questionando? Sem acesso ao ofício técnico, algumas hipóteses são plausíveis: metodologia de avaliação; preço justo aos minoritários igual ao dos fundos grandes que venderam 26% (acho correto, pra mim, estão mudando o controle e deveriam pagar R$24 para todos e não R$24 para os maiores e R$23 para os minoritários) estrutura da oferta - hoje os grandes venderam 100% e os minoritários estão sujeitos a rateio de uma OPA parcial, mesmo com troca de controle na prática, o que é incorreto também na minha opinião, um vez que considero que há sim uma troca de controle na prática, todos deveriam poder vender 100% da sua posição se quisessem. informações do edital; condições de fechamento; governança pós-aquisição. Se for algo documental ou procedimental, o problema tende a ser solucionado. Se envolver preço ou proteção aos minoritários, a discussão fica mais relevante. A Ecopetrol recusou o que a CVM pediu e recorreu Agora a bola está com o colegiado da CVM O Colegiado pode confirmar a CVM técnica, o que força a Ecopetrol a adaptar o edital ou desistir, ou pode dar razão à Ecopetrol e liberar a oferta como está. Historicamente o Colegiado diverge da área técnica em casos que envolvem interpretação de norma, não fraude. Esse cenário não é improvável. Cenários para o papel: Cenário 1 – O melhor para os minoritários A CVM exige modificações e entende que determinadas condições favorecem excessivamente o ofertante. Eventualmente pode surgir: preço maior; mais garantias; melhores condições de liquidação. Para o acionista minoritário, paradoxalmente, essa poderia ser a melhor notícia. A Ecopetrol é obrigada a melhorar o edital. A Ecopetrol aceita os ajustes. O preço e condições melhoram para os minoritários O mercado costuma começar a especular essa possibilidade quando percebe uma atuação mais dura do regulador. A oferta é retomada semanas ou meses depois. Mas pela carta da Ecopetrol o jogo não parece que será tão simples e ela não aceitará mudanças tão facilmente. Cenário 2 - O melhor para a Ecopetrol e para os trades de Curto prazo O Colegiado reverte a decisão técnica, a oferta retoma com impulso e o papel converge rapidamente ao preço ofertado. Cenário 3: Cenário intermediário O Colegiado da CVM reforma parcialmente o entendimento da área técnica ou aceita ajustes simples. A Ecopetrol acata. Nesse cenário: a OPA volta ao cronograma; a Ecopetrol mantém interesse estratégico; o preço ofertado é preservado. Nesse caso: a transação continua; aumenta o prazo; o valor do dinheiro no tempo reduz parte do prêmio. A ação tende a negociar com desconto em relação ao preço da OPA até que haja maior visibilidade. A BRAV3 provavelmente recuperaria rapidamente o desconto criado pela suspensão. O mercado voltaria a negociar a ação próxima ao valor implícito da oferta. Cenário 4: O mais perigoso Menos provável mas real, na minha opinião (como ocorreu em Kepler #KEPL3) recentemente O Colegiado mantém integralmente a posição da área técnica. A Ecopetrol conclui que o custo regulatório ou econômico ficou elevado demais. A Ecopetrol desiste diante do custo regulatório e político. A oferta perde atratividade ou é abandonada. Nesse caso: desaparece o prêmio da OPA; a ação volta a ser precificada pelos fundamentos operacionais da Brava; pode ocorrer uma correção significativa. Esse é o principal risco que o mercado passará a monitorar. Nesse caso #BRAV3 volta a precificar fundamentos operacionais, num contexto de petróleo pressionado. Não acredito nisso no momento pois a mensagem da Ecopetrol é bastante afirma que: recorrerá com máxima celeridade; continua comprometida com a operação; acredita que a oferta poderá prosseguir conforme originalmente proposta. Isso não parece linguagem de quem está procurando uma saída para abandonar o negócio. Pelo contrário. A comunicação sugere que a Ecopetrol continua enxergando valor estratégico relevante na aquisição do controle da Brava. Mas é um cenário real e que pode ocorrer. E esse seria o pior cenário para quem está comprado na tese da OPA. O que fazer com essa informação depende do seu horizonte e do seu preço médio. Quem entrou apostando na OPA ocorrendo rápido, precisa reponderar se aguenta o limbo regulatório sem catalisador de curto prazo. Quem está pela tese, deve esperar (meu caso) de sangue frio, SEMPRE. Conclusão Para BRAV3, a notícia é negativa no curto prazo e neutra a levemente positiva no médio prazo, dependendo do conteúdo das exigências da CVM. O mercado provavelmente retirará parte do prêmio associado à conclusão rápida da OPA, mas ainda não há elementos para concluir que a operação esteja comprometida. O ponto central é que a suspensão parece ser processual e regulatória, não estratégica. Se a Ecopetrol mantiver o interesse e os ajustes exigidos pela CVM forem administráveis, a tendência é que a OPA volte ao curso normal. Nesse caso, a volatilidade criada agora pode acabar sendo vista apenas como um atraso no cronograma e não como uma mudança estrutural na probabilidade de fechamento da operação. O detalhe que considero mais relevante para quem acompanha BRAV3 é que a CVM escolheu o caminho de exigir ajustes, e não de barrar a oferta. Em operações de controle, essa distinção costuma fazer toda a diferença na precificação do risco pelo mercado. SIGO acompanhando o prazo do recurso e o calendário do Colegiado, porque é disso que depende o próximo movimento relevante do papel. Os próximos catalisadores são: Divulgação dos questionamentos específicos da CVM. Protocolo formal do recurso. Manifestação do Colegiado. Eventuais ajustes no edital. Indicação de alteração ou não do preço da oferta. Esses eventos definirão a direção da ação nas próximas semanas. Se quiser acompanhar análises como essa antes de todo mundo se inscreve na minha newsletter gratuita Se quiser saber onde você deve investir AGORA, CLIQUE : www.investe10.com.br/assine Abaixo estão as duas cartas:

  • SpaceX estreia na bolsa: como investir pelo BDR SPCX34 na B3, riscos, oportunidades e o que esperar da empresa de Elon Musk

    A SpaceX finalmente chegou ao mercado de capitais. Após anos sendo considerada uma das empresas privadas mais valiosas e desejadas do mundo, a companhia fundada por Elon Musk passa a ser acessível para investidores comuns. E a novidade não fica restrita aos Estados Unidos: investidores brasileiros também poderão investir na empresa através do BDR SPCX34 negociado na B3. A estreia da SpaceX representa um dos eventos mais aguardados do mercado financeiro global e desperta dúvidas importantes entre investidores: como comprar ações da SpaceX? O que é o BDR SPCX34? Vale a pena investir na SpaceX? Quais os riscos? Qual o potencial da empresa nos próximos anos? Neste artigo vamos responder todas essas questões. O que é a SpaceX? A SpaceX (Space Exploration Technologies Corp.) é uma empresa aeroespacial fundada por Elon Musk em 2002. O objetivo inicial parecia ambicioso demais para muitos analistas: reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço e tornar possível a colonização de Marte. Mais de duas décadas depois, a empresa transformou completamente a indústria espacial. Atualmente, a SpaceX é líder mundial em lançamentos orbitais, opera a maior constelação de satélites do planeta através da Starlink e possui contratos estratégicos com governos, agências espaciais e empresas privadas. A companhia atua em diversos segmentos de alto crescimento: Lançamentos espaciais comerciais; Transporte de cargas e astronautas; Satélites de comunicação; Internet via satélite (Starlink); Defesa e segurança; Infraestrutura de dados globais; Exploração espacial de longo prazo. Poucas empresas possuem uma combinação tão ampla de mercados endereçáveis. Por que a SpaceX é considerada uma das empresas mais importantes do mundo? A SpaceX não apenas participa do setor espacial. Ela redefiniu completamente a economia do segmento. Antes da empresa de Elon Musk, lançar cargas ao espaço era extremamente caro. A reutilização de foguetes desenvolvida pela companhia reduziu significativamente os custos das missões e criou uma vantagem competitiva difícil de replicar. Hoje, a empresa domina boa parte do mercado global de lançamentos. Além disso, a Starlink criou uma nova fonte de receitas extremamente relevante. A rede de internet via satélite atende milhões de usuários ao redor do mundo e permite conexão em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Esse modelo de negócios faz com que muitos investidores enxerguem a SpaceX como uma combinação entre: Empresa espacial; Operadora de telecomunicações; Fornecedora de infraestrutura digital; Companhia de defesa; Plataforma global de tecnologia. Como investir na SpaceX pelo Brasil? O investidor brasileiro poderá acessar a empresa através do BDR SPCX34. BDR significa Brazilian Depositary Receipt. Na prática, trata-se de um certificado negociado na B3 que representa ações de empresas listadas no exterior. O funcionamento é simples. Em vez de comprar diretamente as ações negociadas nos Estados Unidos, o investidor adquire o recibo negociado no Brasil. Isso oferece diversas vantagens: Negociação em reais; Operação pelo home broker tradicional; Sem necessidade de abrir conta no exterior; Sem remessas internacionais; Maior praticidade para diversificação global. Qual é o ticker da SpaceX? Os códigos de negociação serão: Nasdaq (Estados Unidos): SPCX B3 (Brasil): SPCX34 Esse será o ticker utilizado pelos investidores brasileiros para negociar os BDRs da empresa. Qual será o preço do BDR SPCX34? Segundo as informações divulgadas ao mercado, a estrutura será baseada na seguinte proporção: 1 ação da SpaceX = 15 BDRs SPCX34 Considerando o preço estimado de aproximadamente US$ 135 por ação na Nasdaq, cada BDR deve estrear na faixa entre R$ 50 e R$ 70. Isso torna o investimento mais acessível para investidores pessoa física. Vale a pena investir na SpaceX? Essa é provavelmente a pergunta mais importante. A SpaceX é uma empresa extraordinária. Sua posição competitiva, capacidade de inovação e liderança tecnológica são difíceis de contestar. No entanto, investir em ações não significa apenas encontrar excelentes empresas. Também é necessário avaliar o preço pago por elas. A história dos mercados mostra que empresas excepcionais nem sempre geram retornos excepcionais quando compradas a valuations excessivamente elevados. Por isso, investidores devem analisar cuidadosamente: Crescimento esperado da receita; Potencial de expansão da Starlink; Rentabilidade futura; Fluxo de caixa; Participação de mercado; Avaliação relativa em comparação com outras empresas de tecnologia. Quais são os principais riscos da SpaceX? Apesar do enorme potencial, existem riscos relevantes. 1. Valuation elevado Empresas muito aguardadas costumam estrear com preços elevados. Isso aumenta a exigência sobre os resultados futuros. 2. Dependência de crescimento Grande parte da tese depende da expansão contínua dos negócios da companhia. Caso o crescimento desacelere, as ações podem sofrer pressão. 3. Ambiente regulatório O setor espacial e de telecomunicações está sujeito a regulações complexas em diversos países. 4. Concorrência futura Embora a liderança atual seja expressiva, novos concorrentes podem surgir ao longo dos próximos anos. 5. Volatilidade Empresas de crescimento normalmente apresentam oscilações maiores que a média do mercado. O impacto da Starlink na tese de investimento Para muitos analistas, a Starlink pode ser o ativo mais valioso dentro da SpaceX. A expansão global da internet via satélite cria um mercado potencial gigantesco. Milhões de pessoas ainda vivem em regiões sem acesso adequado à internet de alta velocidade. Além disso, governos, empresas de logística, aviação, navegação e defesa representam oportunidades adicionais de crescimento. Caso a adoção continue avançando, a Starlink pode se tornar uma das maiores plataformas globais de conectividade. SpaceX pode se tornar a próxima gigante da tecnologia? É impossível prever com certeza. Mas existem poucos ativos no mundo com exposição simultânea a tantas tendências estruturais: Inteligência artificial; Infraestrutura digital; Conectividade global; Defesa; Economia espacial; Computação distribuída; Satélites de comunicação. Por isso, muitos investidores consideram a SpaceX uma das empresas mais importantes da próxima década. Conclusão A chegada da SpaceX à bolsa representa um marco histórico para o mercado financeiro. Pela primeira vez, investidores comuns poderão participar diretamente do crescimento de uma das empresas mais inovadoras do planeta. Para brasileiros, o acesso ocorrerá através do BDR SPCX34 negociado na B3. Mas como acontece com qualquer investimento, entusiasmo não substitui análise. A SpaceX pode se tornar uma das maiores histórias de sucesso da próxima década. Ou pode enfrentar desafios para justificar as expectativas extremamente elevadas que já estão incorporadas ao seu preço. Por isso, antes de investir, vale a pena estudar cuidadosamente os fundamentos da companhia, seu valuation e os riscos envolvidos. Afinal, grandes empresas nem sempre são grandes investimentos. E é justamente essa diferença que separa investidores de longo prazo daqueles que apenas seguem as manchetes. INVESTIR É FÁCIL, INVESTIR BEM, PRECISA DE AJUDA PROFISSIONAL Quer receber análises aprofundadas, valuation, preço justo e as melhores oportunidades da bolsa brasileira e internacional? Conheça o ALL IN ONE e tenha acesso à carteira completa, relatórios exclusivos e acompanhamento constante das empresas que podem gerar valor nos próximos anos. 👉 https://www.investe10.com.br/assine SpaceX

  • CPI dos EUA acelera, petróleo sobe e juros reais acima de IPCA+8% criam oportunidades para investidores

    Juros reais acima de 8%: uma das maiores oportunidades dos últimos anos? Os títulos públicos indexados à inflação voltaram a oferecer retornos superiores a IPCA +8% ao ano. Trata-se de um patamar extremamente raro na história recente do mercado brasileiro e que normalmente aparece apenas em períodos de elevado estresse econômico, incerteza fiscal ou forte aversão a risco. Naturalmente, taxas tão elevadas refletem preocupações do mercado. Mas também podem representar oportunidades relevantes para investidores que sabem separar preço de valor. É justamente nesses momentos que alguns ativos de renda fixa passam a oferecer relações risco-retorno bastante interessantes. Ontem, por exemplo, destaquei para os assinantes do ALL IN ONE um dos FI-Infra que considero mais interessantes do mercado atualmente. O ativo entrega um retorno equivalente próximo de IPCA +11%, conta com gestão especializada, ampla diversificação de ativos de infraestrutura e ainda possui isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Além disso, diferentemente de alternativas que muitos investidores procuram em momentos de juros elevados, não estamos falando de CRIs, CRAs ou CDBs de instituições pouco conhecidas. Estamos falando de uma estrutura profissional que busca capturar o momento excepcional de taxas elevadas que o mercado brasileiro oferece atualmente. Oportunidades como essa costumam surgir quando o pessimismo domina o mercado. O problema é que elas raramente permanecem disponíveis por muito tempo. Se você deseja conhecer os ativos que estamos analisando neste momento e entender como estamos posicionando nossas carteiras para aproveitar esse cenário de juros elevados, conheça o ALL IN ONE: 👉 www.investe10.com.br/assine CPI dos EUA acelera epetróleo sobe Inflação americana, petróleo, juros elevados e queda da bolsa brasileira dominam o mercado O mercado financeiro global vive uma semana decisiva. A divulgação da inflação dos Estados Unidos (CPI), a escalada das tensões entre EUA e Irã, a disparada dos juros reais no Brasil e a sequência de quedas do Ibovespa estão redefinindo o cenário para investidores em 2026. Enquanto muitos investidores acompanham apenas o comportamento diário da bolsa, mudanças importantes estão acontecendo simultaneamente na economia global. E entender esses movimentos pode ser fundamental para identificar oportunidades de investimento antes que elas se tornem consenso. CPI dos EUA acelera para 4,2% e reforça preocupação com inflação O principal dado econômico da semana veio dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 0,5% em maio, levando a inflação anual para 4,2%. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, mas reforça uma preocupação crescente: a inflação americana voltou a ganhar força após meses de desaceleração. Grande parte dessa pressão inflacionária veio do setor de energia. Os preços da gasolina acumulam alta de 41% em 12 meses, enquanto o diesel avança 59% no mesmo período. Segundo dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, mais de 60% da inflação registrada em maio teve origem nos custos energéticos. Por outro lado, o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, apresentou resultado melhor do que o esperado pelos analistas. Essa combinação reduz parcialmente o temor de que o Federal Reserve precise acelerar ainda mais o aperto monetário nos próximos meses. Petróleo permanece elevado com aumento das tensões entre EUA e Irã Outro fator que influencia diretamente a inflação global é o comportamento do petróleo. Nos últimos dias, a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar após novos episódios militares na região do Oriente Médio. O mercado acompanha atentamente qualquer risco envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta. Atualmente, o Brent permanece próximo da região dos US$ 90 por barril. Quando o petróleo sobe, os impactos se espalham rapidamente pela economia. Custos de transporte aumentam, empresas enfrentam maiores despesas operacionais e a inflação tende a permanecer pressionada por mais tempo. Por isso, investidores ao redor do mundo continuam monitorando atentamente a evolução do conflito. Juros reais acima de IPCA+8% chamam atenção no Brasil Enquanto o mercado internacional acompanha inflação e geopolítica, o Brasil apresenta uma situação bastante particular. Os títulos públicos indexados à inflação voltaram a oferecer rentabilidades superiores a IPCA +8% ao ano. Trata-se de um dos maiores níveis de juros reais observados nos últimos anos. Para muitos gestores e analistas, esse movimento reflete o aumento da percepção de risco fiscal e as preocupações relacionadas à trajetória da dívida pública brasileira. Ao mesmo tempo, investidores de longo prazo enxergam nesses níveis uma oportunidade rara para travar retornos elevados por vários anos. Historicamente, taxas reais tão altas costumam surgir em momentos de forte incerteza econômica. Selic elevada continua impactando a economia brasileira O cenário de juros altos continua influenciando diversos setores da economia. As projeções mais recentes do mercado indicam que a taxa Selic deverá permanecer em níveis elevados por mais tempo do que se imaginava anteriormente. A inflação de serviços ainda apresenta resistência, enquanto o mercado de trabalho continua relativamente aquecido. Esse ambiente impacta diretamente o consumo, o crédito e os investimentos produtivos. Por outro lado, empresas com balanços sólidos e baixa alavancagem tendem a atravessar esses períodos de forma mais resiliente. Ibovespa acumula sequência rara de quedas Outro dado que chama atenção é o comportamento da bolsa brasileira. O mercado acumula uma sequência de semanas consecutivas de queda, algo pouco frequente na história recente. Momentos como esse costumam gerar forte pessimismo entre investidores. Entretanto, a história dos mercados financeiros mostra que períodos de estresse frequentemente criam oportunidades relevantes para quem investe com horizonte de longo prazo. Grandes ciclos de valorização costumam começar justamente quando o sentimento predominante é negativo. Por isso, muitos investidores profissionais dedicam mais tempo à análise de fundamentos do que às oscilações de curto prazo. Construção civil volta ao radar dos analistas Entre os destaques corporativos, o setor de construção civil recebeu atenção após revisões de recomendação realizadas por grandes bancos de investimento. Empresas focadas no segmento de baixa renda continuam sendo apontadas como mais resilientes dentro do cenário atual de juros elevados. A combinação entre demanda estrutural por moradia e programas habitacionais continua sustentando perspectivas positivas para parte do setor. Rumo registra recorde operacional A Rumo também chamou atenção do mercado ao divulgar recorde histórico de movimentação ferroviária. O resultado reforça a importância da companhia para a logística do agronegócio brasileiro e evidencia a capacidade operacional crescente do Corredor Norte. O desempenho ocorre antes mesmo do período de maior intensidade dos embarques de milho, o que mantém perspectivas positivas para o segundo semestre. Vale acompanha oportunidades em minerais críticos e terras raras Outro tema que ganha importância global envolve minerais críticos e terras raras. A Vale confirmou que acompanha atentamente as oportunidades existentes nesse mercado. O assunto ganhou relevância devido ao crescimento da inteligência artificial, da eletrificação da economia, da expansão dos data centers e da transição energética global. O Brasil possui algumas das maiores reservas desses minerais no mundo, o que aumenta o potencial estratégico do setor ao longo dos próximos anos. O que os investidores devem observar nos próximos meses Os próximos meses deverão ser marcados por quatro fatores principais: - Evolução da inflação nos Estados Unidos; - Decisões de política monetária do Federal Reserve; - Impactos do conflito envolvendo EUA e Irã sobre o petróleo; - Trajetória fiscal e dos juros no Brasil. Esses elementos continuarão influenciando o comportamento dos mercados globais e locais. Embora a volatilidade possa permanecer elevada, períodos de incerteza costumam ser justamente aqueles em que surgem as maiores oportunidades para investidores disciplinados e focados em fundamentos. Conclusão O cenário atual combina inflação elevada, tensões geopolíticas, juros altos e forte volatilidade nos mercados. Apesar disso, a história mostra que momentos de maior desconforto frequentemente criam oportunidades relevantes para quem investe com visão de longo prazo. Mais importante do que tentar prever os próximos movimentos do mercado é manter foco em valuation, qualidade dos ativos e disciplina na construção do patrimônio. É justamente nesses períodos que investidores preparados costumam encontrar oportunidades que podem fazer diferença significativa nos resultados futuros. TESOURO DIRETO

  • Bolsa brasileira está barata? Entenda por que o mercado negocia perto de 8 vezes lucro e quais oportunidades os investidores estão observando

    A Bolsa brasileira atravessa um dos momentos mais curiosos dos últimos anos. De um lado, o mercado voltou a discutir juros elevados por mais tempo, inflação pressionada pelo petróleo e um cenário global mais incerto. De outro, diversas empresas listadas na B3 continuam negociando a múltiplos historicamente baixos. bolsa brasileira em múltiplo p/e p/l abaixo do mundo Segundo dados de mercado, o Ibovespa negocia próximo de 8 vezes lucro, um dos menores níveis entre as principais bolsas do mundo. Mas o que isso significa na prática? A Bolsa brasileira está realmente barata? Quais setores podem se beneficiar do cenário atual? E quais riscos os investidores precisam acompanhar? Neste artigo vamos analisar os principais fatores que estão influenciando o mercado brasileiro em 2026. O que significa uma Bolsa negociando a 8 vezes lucro? O indicador Preço/Lucro (P/L) é um dos múltiplos mais utilizados pelos investidores para avaliar ações. De forma simplificada, ele mostra quantos anos seriam necessários para que os lucros de uma empresa "pagassem" o valor de mercado atual da companhia. Quando falamos que a Bolsa brasileira negocia próxima de 8 vezes lucro, significa que o mercado está atribuindo um valuation relativamente baixo às empresas listadas. Historicamente, múltiplos muito baixos costumam surgir em momentos de: - Juros elevados - Incertezas políticas - Medo de desaceleração econômica - Crises internacionais - Forte aversão ao risco Isso não significa que todas as ações estão baratas. Mas sugere que existe um desconto relevante em diversos ativos brasileiros. Juros altos continuam pressionando o mercado Um dos principais temas de 2026 continua sendo a trajetória da taxa Selic. Após meses de expectativa por cortes adicionais, o mercado passou a revisar suas projeções. Hoje diversos participantes já trabalham com a possibilidade de juros acima de 14% por um período mais prolongado. Juros elevados impactam diretamente a Bolsa porque: - Tornam a renda fixa mais atrativa - Aumentam o custo de capital das empresas - Reduzem o valor presente dos fluxos de caixa futuros - Dificultam o crescimento econômico Por isso, sempre que as expectativas para a Selic sobem, a renda variável tende a sofrer pressão. Petróleo volta ao centro das atenções Outro fator importante para o mercado é o petróleo. As tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio fizeram os investidores voltarem a monitorar com atenção os preços da commodity. O petróleo influencia diretamente: - Inflação global - Custos de transporte - Cadeias produtivas - Política monetária dos bancos centrais Quando o petróleo sobe, aumenta o receio de que os bancos centrais mantenham juros elevados por mais tempo. Por outro lado, empresas produtoras de petróleo podem se beneficiar desse cenário. Petrobras, PRIO, Brava e PetroReconcavo seguem no radar O setor de óleo e gás continua entre os mais observados pelos investidores. Recentemente, analistas revisaram para cima suas projeções para o preço do Brent, elevando também estimativas de lucro e preços-alvo para diversas empresas do setor. Entre os principais destaques estão: Petrobras (PETR4) A Petrobras continua apresentando forte geração de caixa, distribuição relevante de dividendos e elevada exposição ao preço internacional do petróleo. Mesmo após anos de valorização, muitos investidores ainda consideram a ação negociada a múltiplos atrativos. PRIO (PRIO3) A PRIO permanece como uma das principais teses independentes do setor. A estratégia de aquisição e revitalização de campos maduros continua atraindo investidores em busca de crescimento operacional. Brava Energia (BRAV3) A companhia segue avançando em sua reorganização societária e em processos estratégicos importantes para sua estrutura de capital. PetroReconcavo (RECV3) Apesar de desafios operacionais pontuais observados recentemente, a empresa continua sendo acompanhada por investidores interessados em produção onshore no Brasil. Vale aposta cada vez mais em cobre e minerais críticos Outro tema importante envolve a Vale (VALE3). A companhia atualizou suas projeções de longo prazo e elevou para aproximadamente 28% a participação potencial da divisão de metais básicos em seu Ebitda consolidado. A mudança é relevante porque mostra uma diversificação gradual além do minério de ferro. Entre os minerais que ganham importância estão: - Cobre - Níquel - Minerais utilizados em baterias - Insumos para data centers - Metais ligados à transição energética O crescimento da inteligência artificial, dos veículos elétricos e da infraestrutura digital aumenta a demanda global por esses materiais. Por isso, muitos investidores acompanham de perto os avanços da Vale nesse segmento. Braskem pode iniciar uma nova fase? A Braskem (BRKM5) voltou ao radar do mercado após a aprovação de mudanças relevantes em sua estrutura de governança. A nova administração sinalizou foco em: - Eficiência operacional - Otimização das plantas industriais - Concentração em produtos de maior rentabilidade - Fortalecimento da posição financeira Embora os desafios do setor petroquímico permaneçam relevantes, investidores passaram a monitorar possíveis sinais de recuperação operacional. Banco do Brasil e o agronegócio seguem fortes Mesmo em um ambiente de juros elevados, o agronegócio brasileiro continua demonstrando resiliência. O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou expectativa de geração de novos negócios durante a Bahia Farm Show, reforçando sua posição de liderança no financiamento ao setor. O agronegócio continua sendo um dos pilares da economia brasileira e influencia diretamente: - Exportações - Geração de empregos - Crédito rural - Crescimento econômico Nem toda ação barata é oportunidade Um erro comum dos investidores é acreditar que preço baixo significa necessariamente oportunidade. O recente rebaixamento da nota de crédito da CSN (CSNA3) pela Moody's serve como exemplo importante. Empresas enfrentando desafios financeiros podem continuar negociando a múltiplos baixos por longos períodos. Por isso, além do valuation, é fundamental analisar: - Endividamento - Geração de caixa - Governança corporativa - Qualidade dos ativos - Perspectivas de crescimento Inteligência artificial e os impactos na economia Outro tema cada vez mais relevante para investidores é a inteligência artificial. Desde o lançamento do ChatGPT, diversos setores passaram por transformações aceleradas. Enquanto algumas áreas registram redução de vagas, outras continuam expandindo contratações. Bolsa brasileira está barata? Entenda por que o mercado negocia perto de 8 vezes lucro e quais oportunidades os investidores estão observando E agora? A verdade é que identificar que a Bolsa está barata é a parte fácil. O difícil é separar quais empresas realmente podem se beneficiar desse cenário e quais estão baratas por um motivo. Foi exatamente por isso que criei o ALL IN ONE. Lá eu compartilho as ações que acompanho diariamente, as teses de investimento que considero mais interessantes, minhas carteiras recomendadas e as oportunidades que enxergo antes de se tornarem consenso no mercado. Enquanto a maioria dos investidores tenta adivinhar quais empresas podem ser vencedoras nos próximos anos, os assinantes recebem análises completas, acompanhamento contínuo e uma metodologia construída ao longo de mais de 18 anos no mercado financeiro. Se o mercado realmente estiver oferecendo uma das melhores relações risco-retorno dos últimos anos, a pergunta não é se haverá oportunidades. A pergunta é quem estará posicionado quando elas aparecerem. 👉 Conheça o ALL IN ONE: www.investe10.com.br/assine Nos vemos do lado de dentro. Cristiane Fensterseifer, CNPI e CGA

  • ATENÇÃO! NOVA RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS! IPCA+9,56% ISENTO DE IR (equivale a IPCA+11,0% a.a)

    Como tudo que é bom... esta RECOMENDAÇÃO é EXCLUSIVA para assinantes ALL IN ONE Mas você também pode investir conosco ! basta clicar abaixo... Se você já assina.. basta seguir a leitura ... O JURO11 passa pelo seu momento mais difícil desde o início. Resgates no setor, abertura de spreads e cota patrimonial próxima da linha d'agua criaram um desconto raro na B3 — e, com ele, uma janela de entrada para o investidor de longo prazo. Fonte: Google , JURO11 O diferencial do JURO11 em relação aos fundos abertos de debêntures incentivadas não é pequeno: Sem pressão de resgate, o gestor pode aguardar o ciclo de spread fechar sem vender ativos forçadamente. Essa flexibilidade e exatamente o que define o vencedor de longo prazo nessa classe. A cota de mercado a R$ 95,27 contra patrimonial de R$ 100,14 representa um desconto GRANDE. Para o investidor que entrar nesse nível, o yield implícito já é de IPCA+9,56% ao ano (taxa media liquida considerando o deságio), conforme calculadora do próprio fundo. E o JURO11 é Isento de IR. calculadora do fundo JURO11 O histórico fala por si: Desde dezembro de 2021, o JURO11 entregou +78,3% contra +55,4% do benchmark, superando o IMA-B 5 em todos os anos completos de operação exceto 2026 (ainda em curso). A gestão tem demonstrado competência em navegar ciclos adversos. Desempenho histórico JURO11 RECOMENDAÇÃO: COMPRA DE 1,5% DO PATRIMONIO LIQUIDO ! VAMOS APROVEITAS ESTA OPORTUNIDADE PARA HORIZONTE 12+ MESES O JURO11 negocia com desconto sobre o valor patrimonial, com carrego de IPCA+9,4% a.a. e isenção total de IR para a pessoa física. O momento de curto prazo e desafiador pelo processo de abertura de spreads no mercado de debentures incentivadas, mas o racional estrutural permanece intacto. Para o investidor com horizonte adequado, o desconto atual representa entrada em condições historicamente atrativas. Classificação: COMPRA com gestão de risco Horizonte mínimo: 12 meses Perfil: Moderado/Arrojado Proteção contra inflação com isenção de IR! IPCA+9,4% Carrego (IPCA+) R$ 2,1 bi Patrimônio Liquido 1,2% a.a. Spread de Credito +78,3% Retorno desde inicio O Que é o JURO11 O JURO11 é o Sparta Infra FIC FI-Infra, um fundo de renda fixa listado na B3 que investe seus recursos integralmente em debentures incentivadas de projetos de infraestrutura. Regulado pela Lei 12.431, que concede isenção total de Imposto de Renda sobre ganho de capital e distribuição de rendimentos para pessoas físicas, tornando-o estruturalmente mais eficiente do que a renda fixa tributada. O fundo e gerido pela Sparta Administradora de Recursos, com meta de rentabilidade de IMA-B 5 + 2,0% ao ano. Seu universo de investimento são os títulos de infraestrutura: Debentures emitidas por companhias de geração de energia, saneamento, rodovias, telecom, ferrovias, portos, aeroportos e outros setores regulados pelo governo federal. As debentures incentivadas combinam credito privado com indexação ao IPCA, gerando um retorno real — acima da inflação — sem tributação. O JURO11 é a forma mais acessível de capturar esse retorno via bolsa, com liquidez diária e fracionamento a partir de uma cota. Código B3 JURO11 Nome completo Sparta Infra FIC FI-Infra CNPJ 42.730.834/0001-00 Data de inicio 08/12/2021 Taxa de Administração 1,0% a.a. (sem taxa de performance) Gestor Sparta Administradora de Recursos Ltda. Administrador BTG Pactual SF S.A DTVM Formador de Mercado XP Investimentos Rentabilidade Alvo IMA-B 5 + 2,0% a.a. Tributação PF Isenção total de IR (ganho de capital e distribuição) Patrimônio Liquido R$ 2,1 bilhões Numero de cotistas 92.892 Público-alvo Investidores em geral Por que o JURO11 caiu? A queda da cota de mercado do JURO11 em 2026 nao e um evento isolado. Ela reflete um processo estrutural de abertura de spreads de crédito no mercado de debêntures incentivadas, que você pode ver no final do gráfico abaixo: abertura de spreads de crédito no mercado de debêntures incentivadas, Em maio/26, os fundos abertos de debêntures incentivadas hedgeados registraram resgates líquidos superiores a R$ 14 bilhões em um único mês. O retorno médio dessa classe ficou abaixo do CDI em praticamente todas as janelas dos últimos 24 meses, o que deteriorou o interesse do investidor pessoa física que buscava proteção contra inflação via esses fundos. O mecanismo e simples: Quando os gestores precisam honrar resgates, vendem debentures no mercado secundário. Isso pressiona os preços para baixo e abre os spreads. Spreads mais altos significam quedas na cota patrimonial dos fundos. Quedas na cota levam a mais resgates. O ciclo se retroalimenta. O ponto central para o cotista do JURO11: O fundo nao tem cota aberta — ou seja, NÃO sofre resgate diretamente. Isso é a principal vantagem estrutural do produto. A Sparta pode navegar o processo de abertura de spreads sem ser forcada a vender ativos em momento desfavorável. Os Dois Efeitos sobre a Cota - Desvalorização das Debêntures: A abertura de spreads no mercado secundário reduziu o valor de mercado dos títulos da carteira, pressionando a cota patrimonial para baixo. A cota patrimonial ficou em R$ 100,14 no fechamento de maio/26 — próxima da linha d'agua de R$ 100/cota que define a politica de distribuição. - Sofrimento do Tesouro IPCA+: Os títulos públicos indexados ao IPCA também sofreram queda de preço no período (o IMA-B 5 rendeu +1,0% em maio mas acumula -0,9% em 12 meses versus o Sparta Infra). A componente de juro real do portfolio contribuiu negativamente via marcação a mercado. Resultado pratico: a cota patrimonial ficou próxima de R$ 100, o que acionou a politica de preservação patrimonial. A distribuição de maio caiu para R$ 0,50/cota (vs. R$ 1,00 histórico). O mercado, que nao entendeu o mecanismo, vendeu cotas com desconto — criando o deságio atual de ~5% sobre o valor patrimonial. E AQUI ESTÁ NOSSA OPORTUNIDADE DE APROVEITAR O NÃO ENTENDIMENTO DOS OUTROS. Abaixo coloco o próprio gestor do JURO11 explicando isso: gestor do JURO11 explicando queda do rendimento e da cota e porque é uma oportunidade que deixará saudades O IMA-B 5 e o Carrego Atual O IMA-B 5 — benchmark do fundo — encerrou maio/26 com taxa implícita de IPCA+8,1% ao ano, patamar historicamente elevado, após a queda que vc pode ver no finalzinho do gráfico abaixo: IMA-B 5+ Combinado ao spread de credito da carteira (1,2% a.a.), o carrego total do JURO11 ficou em IPCA+9,4% a.a. Para um investidor pessoa física isento de IR, esse carrego equivale a uma NTN-B tributada rendendo aproximadamente IPCA+11,0% a.a. (considerando aliquota de IR de 15% no longo prazo). É um nível de retorno que historicamente coincide com momentos de entrada atrativa nessa classe de ativos. OPORTUNIDADE NO JURO11 3. Politica de Distribuição e o Caso dos R$ 0,50 A politica de distribuição do JURO11 tem uma regra objetiva: O fundo so distribui rendimentos se a cota patrimonial estiver acima de R$ 100,00 por cota. Essa regra existe para proteger o capital do cotista — evitar que o fundo distribua rendimentos artificialmente enquanto o patrimonio se deteriora. O que aconteceu em maio/26: A reserva acumulada do fundo, que financiava as distribuições de R$ 1,00/cota, foi consumida pela abertura de spreads. Após a distribuição de R$ 0,50 em 28/05/2026, a cota patrimonial ficou em R$ 100,14, com R$ 0,14 de reserva remanescente. Em 3 de junho, já havia caído para R$ 99,34 — abaixo da linha d'agua. O que esperar nos próximos meses: A Sparta sinalizou que o objetivo e retomar as distribuições em torno de R$ 1,00/cota assim que a cota patrimonial superar R$ 100,00 com folga suficiente. Isso depende do comportamento dos spreads de credito e dos juros reais no mercado. O caixa de 7% na carteira da liquidez para aguardar o timing. Histórico de Distribuições Mês Pagamento R$/Cota DY 12m (a.a.) Observação Mai-26 15/06/2026 R$ 0,50 11,6% Redução por reserva Abr-26 15/05/2026 R$ 0,75 12,1% Redução gradual Mar-26 15/04/2026 R$ 1,00 12,3% Normal Fev-26 13/03/2026 R$ 1,00 12,3% Normal Jan-26 13/02/2026 R$ 1,00 12,4% Normal Dez-25 15/01/2026 R$ 1,00 12,1% Normal Nov-25 12/12/2025 R$ 1,00 11,6% Normal Nos últimos 12 meses, o JURO11 distribuiu R$ 11,00/cota ao total, equivalente a 11,6% ao ano sobre a cota patrimonial media do período — tudo isento de IR para pessoa física. Performance Histórica Desde o inicio em dezembro de 2021, o JURO11 entregou +78,3% contra +55,4% do IMA-B 5, um excesso de retorno acumulado de +14,7 pontos percentuais. performance e desempenho histórico do JURO11 Composição da Carteira O JURO11 possui 235 debentures no portfolio, com a maior posição individual representando apenas 3,0% do PL. Essa pulverização e uma das maiores da indústria de FI-Infra, com gestão ativa sobre os emissores 235 Numero de Debentures 3,0% PL Maior Posição Individual 1,2% a.a. Spread de Credito 4,8 anos Duration Spread Alocação Setorial Setor Descrição % PL Rating Médio Geração de Energia Solar, eólica, termelétrica 28% AA/AAA Saneamento Água e esgoto regulado 11% A+/AAA Rodovias Concessões federais e estaduais 9% AA+/AAA Distribuição de Energia Distribuidoras regionais 9% AA+/AAA Telecom Fibra, móvel, infraestrutura 9% A/AAA Açúcar e Álcool Usinas diversificadas 7% A/AA+ Óleo e Gás E&P, downstream, gás 7% AA/AAA Transmissão de Energia Linhas de transmissão 4% AAA Ferrovia / Logística Operadores ferroviários 2% AAA Outros (Portos, Aeroportos, etc.) Infraestrutura diversa 3% AA+/AAA Caixa Liquidez do fundo 7% - A carteira e majoritariamente voltada para ativos de infraestrutura essencial, com foco em geração de energia renovável (28%), saneamento (11%) e rodovias (9%). O rating médio do portfolio e elevado, com mais de 40% em emissores rated AAA e 90%+ em grau de investimento (BBB- ou superior). Destaques do portfolio: A maior posicao e a EPR Triangulo Mineiro (rodovias, 3,0% PL, spread 1,0%, duration 6,7 anos). Em seguida, Serena Geração de Energia (2,4%, rating AA, spread 0,9%). Destaque negativo: posicao residual em Braskem (rating CCC-, spread de 37,2%) reflete um credito em recuperação judicial — com exposição inferior a 0,3% do PL. Pontos Positivos e Pontos de Atenção PONTOS POSITIVOS PONTOS DE ATENCAO ✓ Carrego de IPCA+9,4% a.a. historicamente elevado ! Distribuição caiu para R$ 0,50 em mai/26 (vs R$ 1,00) ✓ Isenção total de IR para pessoa física ! Cota patrimonial oscilando próxima de R$ 100 (linha d'água) ✓ Carteira com 235 debentures, max. 3% em um emissor ! Spreads de crédito em abertura desde dez/24 ✓ Gestão ativa com caixa de 7% para oportunidades ! Marcação a mercado negativa nas debentures ✓ Cota de mercado com 3% de desconto sobre patrimonial ! Sem garantia FGC (ativo de mercado) ✓ Dividend yield de 12% a.a. nos últimos 12 meses ! Duration de 3 anos: sensível a alta de juros reais ✓ PL de R$ 2,1 bilhões com 92.892 cotistas ! Dependência do IPCA para entrega do carrego ✓ Histórico de superar IMA-B 5 em +14,7pp desde início ! Risco de redução ou zeragem da distribuição se PAT < R$100 Cenários de Investimento A decisão de investir no JURO11 no momento atual depende do horizonte de tempo e da tolerância a volatilidade de curto prazo. A tabela abaixo apresenta os três cenários relevantes para os próximos 12 meses. Cenário Condição de Mercado Retorno Esperado Distribuição Esperada Cenário Base Juros reais estabilizam IPCA+9,4% carrego R$ 1,00/cota/mês retoma Cenário Otimista Fechamento de spreads IPCA+8-9% + ganho MTM R$ 1,00-1,20/cota Cenário Adverso Spreads continuam abrindo Patrimônio < R$ 100/cota Distribuição zero temp. Cenário Base (mais provável e minha aposta): A Sparta mantem o caixa de 7% e a duration do portfolio cerca de 1 ano acima do IMA-B 5. Conforme a cota patrimonial se recuperar para acima de R$ 100, a distribuição mensal retoma ao nível de R$ 1,00/cota. O carrego de IPCA+9,4% garante que o capital cresce mesmo no período sem distribuição. Risco principal (cenário adverso): Continuidade da abertura de spreads por mais 3-6 meses, mantendo a cota patrimonial abaixo de R$ 100 e a distribuição zerada temporariamente. Nesse cenário, o investidor recebe zero de rendimento mas o carrego continua sendo reinvestido na cota. Para quem comprou a R$ 97, o risco de perda permanente e baixo dado o carrego embutido. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P/CGA Analista de Investimentos | Fundadora Investe10 | @crisinveste Publicado em: 08 de Junho de 2026 | Dados: Fechamento 31/05/2026 | @crisinveste

  • OS ATIVOS OCULTOS E O POTENCIAL DE ALTA DA CAMBUCI #CAMB3 NO ANO DE COPA

    Penalty, da Cambuci CAMB3, voltará a operar na Argentina a partir de 2027 e com meta de até 12% do faturamento total A entrada inicial será via exportação dos produtos fabricados no Brasil mas há possibilidade de fábrica própria na Argentina a partir de 2028. Crescimento segue no radar: • Receita de 2025 foi de R$ 383,1 milhões • Empresa projeta crescimento de cerca de 10% em 2026 • Paraguai também é estudado para futuras operações industriais O Balanço da CAMB3 continua MUITO robusto • Valor de mercado próximo de R$ 408 milhões • Caixa líquido estimado em R$ 65 milhões • Dividend Yield próximo de 12% • P/L estimado em cerca de 6x • EV/EBITDA próximo de 3,5x CEREJA DO BOLO: Os "ativos ocultos" da tese A Penalty vale menos no mercado do que os imóveis que ela tem no balanço ativos imobiliários não utilizados na operação principal, carregados no balanço há décadas e que poderiam ser monetizados sem afetar o negócio A #CAMB3 carrega dois ativos não operacionais que o mercado ignora: O primeiro é um imóvel da subsidiária Cambuci Trust, classificado como propriedade para investimento desde 2019, atualizado por laudo a valor justo e sem relação alguma com fábricas ou com a marca Penalty. Está nas notas explicativas. Pode ser vendido amanhã sem afetar uma única bola produzida. O segundo são créditos fiscais do Fundap, acumulados ao longo dos anos e que funcionam como um bônus adormecido no balanço. Podem ser monetizados sem nenhuma operação nova. Some isso ao caixa líquido de R$ 56 milhões, dívida bruta coberta 30 vezes pelo caixa e ativos totais de R$ 390 milhões contra um market cap de R$ 408 milhões. A empresa vale literalmente quase o que tem no balanço. Marca Penalty construída ao longo de décadas, quanto vale isso??? E a Rede de distribuição nacional? E a reabertura da Argentina, que já representou 10% da receita, e do Paraguai?? Tudo isso em ano de Copa???? Sigo com recomendação de COMPRA EM CAMBUCI!!! Mas o mais importante: A Cambuci é apenas UMA das mais de 20 oportunidades selecionadas que fazem parte da Carteira ALL IN ONE do Investe10. Enquanto a maioria dos investidores procura as oportunidades depois que elas aparecem nos jornais, os assinantes acompanham nossas teses antes do mercado descobrir. Se você gostou desta análise gratuita, imagine ter acesso às demais empresas da carteira, com recomendações, preços-alvo, atualizações e acompanhamento contínuo. Venha investir comigo AGORA MESMO! Trabalho todos os dias para encontrar as melhores opçõe de investimento buscando multiplicar o seu capital! CONHEÇA NOSSOS PLANOS AQUI! ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS GRATUITA! COMPARTILHE! News gratuita: www.investe10.com.br WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste CAMB3 - PENALTY - COPA DO MUNDO 2026

  • BRAV3 Completão & Atualizado: EDITAL DA OPA, duvidas esclarecidas e MINHA OPINIÃO SOBRE O QUE FAZER COM AS AÇÕES AGORA

    Ecopetrol lançou oficialmente a OPA destinada à compra de 25% do total de ações da companhia ao preço de R$ 23 por papel. Caso bem-sucedida, a Ecopetrol passará a ser titular de 51% do capital social da companhia. 1) O 1o detalhe relevante Os acionistas de referência (Jive, Yellowstone e Somah) negociaram a um preço diferente. Conforme o edital, a Ecopetrol celebrou contrato para comprar 120.813.490 ações ordinárias, correspondentes a 26% do capital social total da petroleira, dos acionistas Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, e o edital revela que esse SPA foi fechado a R$ 24 — R$ 1 acima do que será ofertado na OPA pública. Ou seja, os controladores saíram melhor do que os minoritários vão sair. O volume de aluguéis subiu de 35 milhões para mais de 94 milhões de ações, sinal claro NA MINHA OPINIÃO de que há posições relevantes sendo montadas especificamente para arbitrar o leilão. 2. A mecânica importantíssima pra quem gosta de trade: o rateio Este é o ponto mais crítico para quem está posicionado e precisa entender antes de qualquer decisão. A OPA é parcial. A Ecopetrol quer comprar 116.110.717 ações — cerca de 25% do total emitido. Se mais investidores oferecerem suas ações do que esse limite, haverá rateio proporcional. Na prática: você não vende tudo a R$ 23. Você vende uma fração das suas ações ao preço da oferta, e o restante continua em bolsa, exposto à cotação de mercado no dia seguinte que, pode recuar para a faixa de R$ 18 a R$ 19 após o leilão (mas pode subir também). Quanto maior o número de acionistas tentando sair pela OPA, menor a fração que cada um consegue vender a R$ 23, e maior o risco residual no saldo que fica em custódia. 3. A cláusula de cancelamento que poucos leram O edital contém uma cláusula relevante e pouco discutida: se o Ibovespa recuar mais de 10% em relação ao nível de 22 de maio antes do leilão, a Ecopetrol pode cancelar a oferta integralmente. Na prática, isso cria um hedge assimétrico para o comprador em caso de deterioração de mercado, eles cancelam, reformulam a oferta e potencialmente retornam com um preço menor. É uma proteção estrutural que favorece o comprador e adiciona risco real para quem está posicionado apostando no fechamento da operação. 4. O Brent como variável que PODE MUDAR TUDO ESSA OPA TEM MAIS ESSE FATOR DE EMOÇÃO - A CADA DIA QUE PASSA, OU A GUERRA MELHORA OU PIORA, OU ACABA OU INTENSIFICA, E ISSO MEXE DIRETAMENTE COM O PREÇO DO PETROLEO PRESENTRE E FUTURO, QUE POR SUA VEZ, TEM INFLUENCIA GIGANTESCA EM QUANTO VALE A BRAVA Na mesma semana em que a OPA foi registrada, o petróleo desabou. Os contratos futuros de petróleo despencaram, com o mercado na expectativa de um acordo de paz preliminar entre EUA e Irã, incluindo uma possível reabertura do Estreito de Ormuz. O contrato do Brent para agosto recuou 6,78%, a US$ 93,42 por barril. (estava mais para USD110 no stress maior) Isso é diretamente relevante para BRAV3 por dois motivos. A volatilidade geopolítica age nos dois sentidos. 5. O operacional está melhorando — o timing da oferta é cirúrgico A produção média diária atingiu 79.751 barris de óleo equivalente em abril, acima dos 74.300 boe/d de março, com o offshore respondendo por 51.940 boe/d. A companhia está em trajetória ascendente. Há perspectiva de atingir 90 mil boe/d no curto prazo com a retomada plena de Potiguar, e alguns projetam 115 mil boe/d no início de 2027 com o avanço de Papa-Terra e outros ativos. A Ecopetrol apresentou a oferta exatamente quando a produção está subindo mas os resultados financeiros completos do ciclo de recuperação ainda não foram entregues ao mercado, o que naturalmente comprime a percepção de valor do minoritário médio. 6. Possibilidade de oferta concorrente: baixa, mas não zero O edital prevê essa hipótese e garante à Ecopetrol o direito de revisar o preço para cima em caso de concorrência. O precedente da Kepler Weber, onde a GPT fez uma proposta que os minoritários recusaram e a gestora retirou, mostra que esse tipo de movimento pode terminar sem fechamento se os acionistas relevantes não aderirem. No caso da Brava, Bradesco e Cobas estão publicamente fora da oferta hj. Isso sugere que há massa crítica de minoritários institucionais que considera o preço inadequado. Se um player estratégico — outra major internacional ou um fundo de infraestrutura — enxergar valor a 5x ou 6x EV/EBITDA, a matemática faz sentido para uma oferta concorrente acima de R$ 28 a R$ 30. A probabilidade de isso acontecer nos próximos 30 dias é baixa. Mas é o cenário que mais moveria o papel. 7. O (novo possível) controlador é uma estatal A Ecopetrol é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério de Minas e Energia da Colômbia. O governo colombiano detém participação majoritária. Isso traz riscos específicos: agenda política sobre dividendos e capex, possível pressão sobre a velocidade de desenvolvimento dos ativos offshore, alinhamento estratégico que pode não priorizar o retorno ao acionista minoritário brasileiro. A estatal colombiana enfrenta questionamentos políticos e institucionais, algo que o mercado tende a precificar com cautela. A possível mudança de controle pode configurar uma estatização indireta da companhia. Esse desconto de governança é estrutural e não desaparece após o fechamento da OPA. E agora o que + interessa: 1/ O que esperar do preço de tela até 25 de junho 2/ R$ 23 reflete valor justo?A resposta curta, NA MINHA OPINIÃO É: [APENAS PARA CLIENTES] Se você ainda não assina e não quer perder esse posicionamento, corre agora: www.investe10.com.br/assine Continue lendo, se for assinante, ou assine clicando acima para continuar

  • Atenção! Nova recomendação de investimento! A empresa mais barata da bolsa (imho) cresce sem parar! E ninguém está vendo... (menos eu)

    por quanto tempo o dinheiro vai ficar na mesa? Tem uma coisa curiosa que acontece no mercado financeiro brasileiro com uma certa regularidade: uma empresa entrega resultado operacional histórico, com receita crescendo forte, margem EBITDA na máxima de todos os tempos, dívida zero, recompra agressiva de ações, e o mercado… bate palma com uma mão só, olha para o lado e continua ignorando. Não porque a empresa seja ruim. Mas porque ela tem um detalhe que assusta quem não leu o balanço direito — e encanta quem entendeu a tese. Essa empresa existe, é listada na B3, negocia a múltiplos que fariam Warren Buffett coçar a cabeça (mas talvez ele torcesse o nariz pelo motivo errado), e acabou de divulgar o melhor trimestre da sua história. Pela primeira vez cruzou a marca que pouquíssimas small caps brasileiras conseguem: R$ 100 milhões de EBITDA nos últimos doze meses. Com crescimento de 60% sobre o período anterior. Para você ter noção do nível de desconto que estamos falando: O negócio operacional desta empresa — lucrativo, crescendo a dois dígitos, asset light e novas verticais acelerando na base +346% — está sendo implicitamente avaliado pelo mercado a menos de 2x EBITDA. Um múltiplo que não se vê nem em empresa de commodities em ciclo de baixa. Gera caixa, cresce duplo digito todo ano, expande margem consistentemente e não deve na praça. Precisa mais????? O risco existe, sempre. Mas o que me interessa mesmo é a ASSIMETRIA. E aqui, ela é grande. Agora me diz: você prefere descobrir isso antes ou depois de a ação corrigir esse desconto? Os assinantes da Carteira ALL IN ONE já sabem qual empresa é essa. Aliás NÓS JÁ GANHAMOS MUITO DINHEIRO COM ELA! VENDEMOS NO TOPO E EU QUERO REPETIR A DOSE! (Se vc é assinante de longa data já deve ter sacado aqui de quem estou falando) Se você não é assinante, está lendo a parte gratuita deste relatório A parte que serve para você entender que existe uma oportunidade sendo analisada aqui. A parte que não te diz o que fazer com ela. ...Os números completos, minha avaliação dos riscos reais (que existem e são relevantes), meu preço justo calculado, e se eu estou ou não recomendando a compra e em qual tamanho de posição, dado o perfil de risco específico desta tese... A assinatura ALL IN ONE do Investe10 te dá acesso a este relatório completo, à carteira recomendada com alocações detalhadas, e a todos os outros relatórios que publico — incluindo empresas que já subiram 50%, 80%, mais de 100% depois da recomendação. Tudo isso por menos do que você gasta num jantar razoável por mês. Você pode continuar esperando que alguém te entregue a oportunidade mastigada depois que o mercado já precificou. Ou pode assinar agora e ler o relatório completo enquanto a assimetria ainda existe. O paywall está logo abaixo. A decisão, como sempre, é sua. [INÍCIO DO CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES ALL IN ONE] Méliuz (CASH3): Alto potencial de valorização, tese assimétrica e o mercado pagando de cego - tudo que eu gosto! Cotação: R$ 4,20 | Setor: Tecnologia / Fintech / Bitcoin Treasury EV/EBITDA ajustado: 1,35x O que é a Méliuz hoje — e o que ela deixou de ser Quem conheceu a Méliuz lá atrás como "aquela empresa de cashback", precisa atualizar o arquivo mental. A empresa de 2026 é materialmente diferente da empresa que fez IPO em novembro de 2020 — quando saiu a R$ 9,00, caiu 6% no dia de estreia, e depois passou anos testando a paciência de quem comprou. O negócio original — plataforma de cashback conectando consumidores a lojas parceiras — continua lá, mas deixou de ser tudo. Hoje a Méliuz é três coisas ao mesmo tempo: 1. Um marketplace de cashback e fidelidade em aceleração. O Shopping Brasil, core business da empresa, faturou R$ 349 milhões em receita líquida em 2025, crescimento de 41% sobre 2024. GMV de R$ 5,6 bilhões. Take rate em expansão, chegando a 8,2% no 1T26. Novas verticais — Méliuz Prime, Méliuz for Brands, Nota Fiscal, Ads — já representam 30% da receita do segmento e crescem 346% ano contra ano. 2. Uma fintech em reestruturação. A área de Serviços Financeiros caiu 32% em 2025 (de R$ 62,8 mi para R$ 43 mi), impactada pela renegociação do acordo com o banco BV. Isso dói nos números, mas a recuperação trimestral já aparece: no 4T25, a receita do segmento cresceu 23% sobre o 3T25. 5,3 milhões de contas digitais abertas e 286,8 mil cartões de crédito emitidos formam uma base que tem valor — e que ainda não foi devidamente monetizada. 3. Uma Bitcoin Treasury Company - e eu acho ótimo, pois nesse caso compramos 2 pelo preço de 1 : colocamos um pezinho no bitcoin e aop mesmo tempo investimos numa empresa cujo operacional está crescendo muito bem e saudavel, com otima geração de caixa! Este é o elemento que divide opiniões, assusta os mais conservadores, e ao mesmo tempo é o principal driver de rerating da ação caso a tese funcione. A empresa detém 604,7 bitcoins em custódia, avaliados em R$ 215 milhões no fechamento do 1T26 — crescimento de 892% sobre a posição de R$ 21,7 mi em março de 2025. A estratégia segue o modelo da Strategy (ex-MicroStrategy): Captar capital via emissão de ações e instrumentos atrelados ao BTC, usar o caixa operacional para acumular mais Bitcoin, e entregar para o acionista crescimento de Bitcoin por ação ao longo do tempo — o "Bitcoin Yield". O programa de recompra de ações, que já retirou 6,7% do free float de circulação, também entra nessa conta: em taxa anualizada, o programa representou um Bitcoin Yield de 12,42% — porque ao reduzir o número de ações em circulação, cada ação remanescente passa a ter participação proporcionalmente maior na posição de BTC. Aliás, eu AMEI o último movimento da empresa. Entendendo que suas ações estão atrativas e baratas, optou por recompra em vez de comprar mais bitcoins, jogando muito bem com o momento do mercado. Achei inteligente e não radical. Os números do 1T26: histórico sem asterisco no operacional O 1T26 foi o melhor trimestre da história da Méliuz nos indicadores operacionais. Sem discussão. Coloca na tabela: Indicador 1T26 1T25 Variação Receita líquida R$ 118,2 mi R$ 100,4 mi +18% EBITDA ajustado R$ 30,1 mi R$ 17,3 mi +74% Margem EBITDA ajustada 25,5% 17,3% +8,2 p.p. Lucro ajustado R$ 16,3 mi R$ 12,0 mi +36% Lucro líquido contábil -R$ 60,1 mi +R$ 10,0 mi — Impacto Bitcoin -R$ 76,4 mi -R$ 2,0 mi — EBITDA LTM R$ 105,3 mi R$ 65,7 mi +60% O número que mais me impressiona não é o EBITDA isolado do trimestre. É o EBITDA LTM (últimos 12 meses) de R$ 105,3 milhões, que marca a primeira vez que a empresa cruza a barreira dos R$ 100 milhões nessa janela. Com 60% de crescimento sobre o período anterior. E com margem EBITDA LTM de 22%, versus 17,2% um ano antes. No acumulado dos últimos 12 meses até o 1T26, a receita líquida consolidada chegou a R$ 478,1 mi, alta de 25%. Isso é uma empresa em aceleração operacional genuína, não uma história de corte de custo disfarçada de crescimento. O lucro líquido contábil foi um prejuízo de R$ 60,1 milhões, inteiramente explicado pelo impairment de R$ 76,4 milhões na posição de Bitcoin, decorrente da cotação do ativo ter ficado abaixo do custo médio de aquisição no fechamento do trimestre (31 de março de 2026). Isso é efeito não-caixa, mas é real contabilmente e vai continuar gerando volatilidade nos balanços enquanto a empresa mantiver a estratégia. O CEO Gabriel Loures foi direto ao comentar: "Estamos gerando caixa e yield para o investidor, e é isso que importa." Ele acrescentou que o Bitcoin já estava parcialmente se recuperando no momento da divulgação dos resultados, o que reverteria parte do impairment no 2T26. A questão dos múltiplos: onde está o desconto absurdo O core business do Méliuz opera com EV/EBITDA de 1,3x, representando P/L de 3,7x para 2026 e 2027. O próprio balanço do 1T26 registrou EV/EBITDA consolidado de 1,35x. Para você entender o tamanho desse desconto: uma empresa de tecnologia financeira crescendo receita a 18-26% ao ano, expandindo margem, com dívida zero e 52 milhões de usuários, poderia negociar a 10x EBITDA em condições normais de mercado na minha opinião. A Méliuz negocia a 1,35x. Mesmo que você desconte completamente o Bitcoin — como se ele valesse zero — o negócio operacional ainda seria barato de forma constrangedora. O Enterprise Value da empresa, excluindo a posição de Bitcoin (R$ 215 mi) e o caixa (R$ 66,5 mi), fica em torno de R$ 160 milhões. Uma operação que gera R$ 105 milhões de EBITDA por ano, crescendo, está custando menos de 2x EBITDA. Isso não é barato. Isso é presente. A tese do Bitcoin: entendendo o que você está comprando Preciso ser honesta aqui, porque é o ponto que mais gera confusão. A Méliuz não é uma bet em Bitcoin puro. E eu não compraria se fosse este o caso Tampouco é uma empresa indiferente ao Bitcoin. É as duas coisas ao mesmo tempo, em proporções que você precisa entender antes de decidir se compra ou não. O que funciona na tese: A Strategy (ex-MicroStrategy) saiu de empresa de software irrelevante para um dos maiores detentores de Bitcoin do mundo, e o mercado a avalia hoje com prêmio sobre o valor do BTC em carteira — porque o mercado paga pela capacidade de continuar acumulando, não apenas pelo estoque atual. A Méliuz está tentando replicar esse modelo em escala brasileira. Com listagem de ADRs no OTCQX Markets americano sob o ticker MLIZY, cada ADR correspondendo a duas ações CASH3, a empresa está construindo infraestrutura para captar capital internacional e executar emissões com prêmio sobre o mNAV — que é o valor patrimonial ajustado de mercado, incluindo o Bitcoin pelo preço de mercado. Quando a empresa consegue emitir ações a preço acima do mNAV e usar os recursos para comprar mais Bitcoin, cada ação existente "ganha" BTC indiretamente. É um mecanismo de criação de valor que, quando funciona, é elegante. Quando o Bitcoin cai forte, o efeito se inverte. A Oranje (OBTC3), que estreou na B3 em outubro de 2025 com 3.650 bitcoins — quase 6x a posição da Méliuz, colocou a empresa em posição de menor escala dentro da própria tese que ajudou a popularizar no Brasil. Ter a segunda maior posição não é o mesmo que ter a maior e em narrativa de mercado, escala importa. Mas, enquanto NÃO É A MAIOR EM BTC, CASO DA OBTC3, a CASH3 tem A SEU FAVOR, não ser APENAS BITCOIN, TENDO UM LADO OPERACIONAL QUE COMO JÁ EXPLIQUEI, GERA MUITO VALOR AO TODO. O que pode dar errado Não sou do tipo que lista só o lado bom. Então: 1. Bitcoin em queda forte e sustentada. Se o BTC corrigir 50% e ficar nesse nível por trimestres seguidos, os impairments contábeis se acumulam, a narrativa de Bitcoin Treasury Company perde o brilho, e a captação para comprar mais BTC fica comprometida. A ação sofreria mais do que o Bitcoin em si como toda empresa alavancada na narrativa de um ativo. Mas com a queda de 46% do btc desde seu pico entendo que isso ja ocorreu pelo menos em parte (tanto que a CASH3 chegou a R$10,0 e caiu mais de 60% até o preço atual de R$4,2 atual. google cash3 Google: cash3 btc usd e btc brl Como mencionei, tivemos CASH na carteira ALL IN ONE, compramos em 6/4/26 a R$3,76 e eu recomendei venda na Carteira All in One em 6/5/25 com ganho expressivo de 90%. Desde então o negocio cresceu, mas o BTC caiu cerca de 40% o que fez as ações da CASH3 cairem e abrirem nova oportunidade de compra na minha opinião. OPERAÇÕES FECHADAS - AÇÕES ALL IN ONE - WWW.INVESTE10.COM.BR Código da ação Ganho ou perda Data da venda sugerida Preço na indicação de venda Data de indicação de compra Cotação na indicação de compra CASH3 90% 6/5/25 7,15 6/4/23 3,76 2. Competição crescente no modelo Bitcoin Treasury. A Oranje chega com mais BTC, mais nomes internacionais no cap table (Winklevoss, Adam Back, FalconX), e maior escala desde o dia 1. Se o mercado começar a precificar escala nessa categoria, a Méliuz pode perder o prêmio narrativo. 3. Serviços financeiros ainda em recuperação. A queda de 32% na receita do segmento em 2025 foi impacto da renegociação com o BV. A recuperação está em curso, mas ainda não confirmada em números consistentes. 4. Diluição futura. A estratégia de emitir ações para comprar Bitcoin implica diluição periódica dos acionistas atuais. O Bitcoin Yield teórico precisa superar essa diluição para fazer sentido. Quando funciona, ótimo. Quando o BTC cai no momento da emissão, você diluiu para comprar um ativo que caiu — e o acionista antigo paga a conta. Por que acho que vale O INVESTIMENTO Tirando os riscos da mesa por um segundo e olhando o quadro completo: Uma empresa que gera R$ 105 milhões de EBITDA por ano, com dívida zero, crescendo a dois dígitos em receita e margem, em processo de diversificação de verticais (Nota Fiscal, Ads, Prime, serviços financeiros), com programa agressivo de recompra de ações, e com um ativo real em balanço (R$ 215 mi em Bitcoin) — que quando o BTC subir vai reverter os impairments contábeis que hoje machucam o resultado. "apesar das contínuas melhorias operacionais, acreditamos que o negócio operacional do Méliuz, excluindo sua estratégia com Bitcoin, permanece subvalorizado pelo mercado." ESCREVEU UM BANCÃO Eu concordo. E entendo por que o mercado ainda não corrigiu isso: o prejuízo contábil recorrente causado pelos impairments de Bitcoin assusta quem olha só o lucro líquido sem ler as notas explicativas. Quem pula direto para o "prejuízo de R$ 60 milhões" sem entender que é efeito não-caixa vai continuar evitando a ação. Isso, paradoxalmente, é o que mantém o desconto vivo. Quando o Bitcoin se recuperar — e a posição atual já estava parcialmente revertida em abril — o lucro contábil vai aparecer, a narrativa vai mudar, e o mercado vai correr para pagar o que sempre deveria ter pagado. Valuation: quanto vale a CASH3 no meu calculo? Antes de qualquer número, uma nota metodológica importante: Valuar a Méliuz hoje é um exercício em duas partes que precisam ser tratadas separadamente. Uma empresa de tecnologia com crescimento acelerado e geração de caixa crescente — essa você desconta fluxos, aplica múltiplos, faz a conta normal. E uma posição de Bitcoin em balanço — essa você marca a mercado e soma por fora, porque tentar descontar Bitcoin num DCF é a receita mais certa para chegar num número errado com muita precisão. Feita a ressalva, vamos aos números. O negócio operacional pelo DCF Utilizei taxa de desconto de 15,7% pelo CAPM, construída sobre T-Bond americano de 4,5%, risco Brasil (EMBI+) de 2,2%, diferencial de inflação Brasil/EUA de 2 p.p., e prêmio de risco de mercado de 7% — com beta de 1,5, que reflete adequadamente a volatilidade histórica do papel. Crescimento na perpetuidade de 4%, conservador frente ao histórico da empresa mas adequado para não embalar demais as projeções de longo prazo. As projeções de receita partem de crescimento de 10% em 2026, desacelerando para 4% em 2027 e convergindo para 6-7% nos anos seguintes — abaixo do CAGR histórico de 30% da empresa, o que é deliberadamente conservador. O EBITDA projetado para 2026 é de R$ 113,7 milhões, com margem de 22,6%, e estabiliza em torno de 19-20% nos anos seguintes à medida que a empresa matura. O fluxo de caixa livre da firma projetado para os próximos quatro anos soma, já descontado a valor presente, R$ 181 milhões. O valor terminal — calculado sobre o FCL de 2030 com crescimento de 4% na perpetuidade — adiciona mais R$ 325 milhões descontados. Isso resulta num valor intrínseco do negócio operacional de R$ 506 milhões. Somando Bitcoin e caixa Aqui entra o segundo componente, que não deve ser misturado com o DCF. A posição de 604,7 bitcoins, avaliada ao câmbio de R$ 5,10 com BTC a US$ 77.705, vale R$ 239,6 milhões. O caixa disponível da empresa soma R$ 66 milhões. Dívida bruta: zero. Caixa líquido e Bitcoin juntos cerca de R$ 300 milhões. Valor total estimado para a empresa: R$ 506 milhões (DCF operacional) + R$ 300 milhões (BTC + caixa) = R$ 800 milhões. Com cerca de 107 milhões de ações em circulação, isso implica preço justo de cerca de R$ 8 por ação — upside de 90% sobre a cotação atual de R$ 4,20. Somando dividendos estimados de 5% nos próximos 12 meses (payout de 25% sobre lucro projetado de R$ 72 milhões), o retorno total projetado chega a 96% em 12 meses. O que esse número diz — e o que ele não diz DUAS observações que precisam acompanhar esse preço justo: Primeiro: 72% do valor estimado para a empresa está em Bitcoin e caixa. Isso não é necessariamente ruim — é o que está no balanço. Mas significa que o valuation é altamente sensível ao preço do BTC. Uma queda de 40% no Bitcoin, mantendo tudo o mais constante, reduziria o valor estimado da empresa em cerca de R$ 95 milhões, derrubando o preço justo para algo em torno de R$ 7,12. Ainda assim, 70% de upside. Uma queda de 60% no BTC levaria o preço justo para cerca de R$ 6,40 — ainda 52% acima da cotação atual. Ou seja: mesmo estressando bastante o Bitcoin, o DCF operacional sustenta boa parte do desconto. Segundo: o valuation operacional está pagando implicitamente o negócio por 2,8 anos de fluxo de caixa livre descontado — o FCF yield implícito é de 36%. Isso é barato para qualquer empresa que cresce receita a dois dígitos e expande margem consistentemente. Sensibilidade: o preço justo em diferentes cenários de Bitcoin Preço do BTC (US$) Valor BTC em carteira (R$ mi) Preço justo estimado (R$) Upside 0 0 6,00 43% 15.000 46 6,00 43% 30.000 92 6,00 +43% 50.000 154 7,00 +67% 77.705 (atual) 240 8,00 +90% 120.000 370 9,00 +114% 150.000 463 10,0 +138% Todos os números em milhares de reais exceto quando indicado. Projeções de 2026 a 2029 são estimativas próprias baseadas em dados históricos reportados pela empresa e consenso de mercado. Não constituem garantia de resultado. Repare que mesmo com Bitcoin à metade do preço atual, o upside ainda é de quase 50%. Repare que vejo valor na empresa mesmo ZERANDO O BTC, APENAS PELA SUA PARTE OPERACIONAL! Falando em operacional aqui estão em gráficos as minhas projeções: Minha recomendação: COMPRAR 1,5% DO PATRIMÔNIO EM CASH3 Esta não é posição para quem não aguenta ver volatilidade no extrato. O Bitcoin garante isso. Mas para quem tem horizonte de no mínimo 18 meses, entende o que está comprando, e consegue separar o ruído contábil do resultado operacional real — o desconto aqui é real demais para ser ignorado. Cristiane Fensterseifer é analista CNPI e CGA, fundadora do Investe10.com.br. Investimentos em renda variável envolvem riscos, incluindo perda do capital investido. LEIA DISCLAIMER EM WWW.INVESTE10.COM.BR/DISCLOSURE 21/5/26

  • SMTO3: O negócio da Amaggi com a FS Bio reforça como a São Martinho pode estar muito barata

    Se Blairo Maggi aceitou pagar múltiplo de ativo premium por uma empresa privada altamente alavancada, talvez a Bolsa esteja oferecendo a São Martinho a preço de promoção. Vem comigo entender isso... A entrada da Amaggi no capital da FS Bio talvez tenha sido uma das transações mais importantes dos últimos anos para o setor de biocombustíveis brasileiro. Na última semana a Amaggi, maior trading de grãos de capital nacional, pagou US$ 1 bilhão por 40% da FS Bio, a maior produtora de etanol de milho do país. A consolidação do setor e a entrada de bolsos fundos (como Amaggi) mostram que o setor de energia renovável no Brasil está demandando ativos reais de grande escala Fundada em 2017, a FS processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol por ano. A receita líquida da companhia alcançou R$ 12,8 bilhões em 2025. O valuation implícito da transação colocou a FS em US$ 2,5 bilhões, posicionando a empresa entre as maiores do setor de energia renovável no Brasil. Esse número importa muito. Quando uma das empresas agrícolas mais disciplinadas do Brasil com décadas de histórico de alocação de capital eficiente desembolsa US$ 1 bilhão em um único ativo de biocombustíveis, ela está... sinalizando ao mercado o que acredita que o setor vale A transação informada traz dados valiosos para traçar um balizamento preciso de valuation (precificação) via transação comparável. O valuation da FS Bio é especialmente importante porque: Foi realizado por um comprador estratégico altamente sofisticado. O comprador conhece profundamente o setor agrícola. A FS Bio possui alavancagem elevada. Ainda assim, o valuation foi robusto. O primeiro passo é destrinchar os múltiplos implícitos desse deal para, em seguida, avaliar o reflexo disso nas companhias abertas do setor listadas na B3. A Amaggi pagará US$ 1 bilhão por 40% da FS, numa transação que implica: Equity Value (Valor de Mercado) implícito: US$ 2,5 bilhões Considerando a taxa de câmbio R$ 5,00 Equity Value de R$ 12,5 bi Dívida Líquida da FS R$ 9,5 bi, conforme abaixo Release FSBIO EV (valor da firma = valor de mercado + divida liquida) da FS Bio fica R$ 22 bilhões; Receita líquida da FS Bio em 2025: R$ 13 bilhões e R$3,4 bi de ebitda em 12 meses (26% de margem Ebitda) múltiplo implícito de aproximadamente 1,7x Receita Líquida e 6,4x EBITDA estimado. O prêmio de múltiplos pago reflete sinergia de origem de grãos/logística integrada (Amaggi), foco em milho (custo competitivo no MT), DDG (nutrição animal), captura de carbono, margens e crescimento acelerado. Amaggi traz para a mesa sinergias brutais de originação (mitigando o risco de volatilidade do preço do milho, principal insumo da FS O etanol de milho ganha share sobre a cana em cenários de safrinha forte. E a FS é uma empresa focada em etanol de milho. A FS tem ainda a opcionalidade de crescimento (4ª usina em 2026 e liderança em captura de carbono/BECCS). São Martinho (SMTO3), uma das principais players puras de açúcar e etanol de cana, negocia com desconto significativo em relação a esses múlt O mercado de capitais brasileiro continua avaliando boa parte das empresas de bioenergia como se fossem apenas “usinas cíclicas de açúcar e etanol”, talvez um grande erro de percepção. A entrada da Amaggi na FS Bio valida o forte potencial do setor de etanol de milho no Brasil, com múltiplos premium que destacam sinergias de origem de grãos, logística, margens elevadas e captura de carbono Isso posiciona a SMTO3 como oportunidade de re-rating no setor de biocombustíveis. A companhia já investe em etanol de milho (expansão em Goiás) e se beneficia do mesmo tailwind macro (RenovaBio, milho abundante, demanda por renováveis). O deal da FS como âncora de valuation: o mercado privado vê mais valor que o mercado público Calculamos acima que os múltiplos implícitos pelo qual foi avaliada a FS são EV/ROL de 1,7x e EV/EBITDA de 6,4x. A São Martinho negocia a uma fração do que foi pago pela FS Usando os dados estimados da SMTO3, ROL de R$ 6,9 bi e EBITDA normalizado de R$ 3,1 bilhões em 12 meses... Fonte: Fundamentus Fonte: SMTO release Pelo EV/EBITDA de 6,4x estimado pago pela FS: EV implícito de R$ 20 bilhões. Subtraindo a dívida líquida de R$ 5,8 bilhões, chega-se a um equity value de R$ 14,2 bilhões, ou aproximadamente R$ 43 por ação — com as 332 milhões de ações em circulação. Com a ação a R$ 18,25 seria um potencial de valorização de , o desconto é de 135%. Pelo EV/ROL de 1,7x: EV implícito de R$ 12 bilhões. Excluindo a divida de R$5,8 da SMTO temos um Equity de R$ 6,2 bilhões, ou cerca de R$ 18,67 por ação : Praticamente a cotação atual. Pelo múltiplo de receita, a São Martinho já negocia no patamar que o mercado privado pagou pela FS. Pelo múltiplo de EBITDA, SMTO3 valeria 135% mais na bolsa Vale notar que a São Martinho tem uma vantagem adicional sobre a FS: balanço mais limpo. A FS foi precificada com dívida de 2,76x EBITDA. A São Martinho tem 1,8x. Empresas com menor alavancagem merecem múltiplos maiores, não menores. O mercado está fazendo o inverso. Métrica SMTO3 Atual FS (Implícito) Market Cap R$ 6 bi R$ 12 bi Dívida Líquida R$5,8 bi R$9,5 bi EV Total R$ 12 bi R$ 22 bi Receita 12 meses R$7 bi R$13 bi EV/Receita 1,7x 1,7x Ebitda 12 meses R$3,1 R$3,4bi Margem Ebitda 12m 44% 28% EV/EBITDA 3,9x 6,4x A tese do milho: a São Martinho está comprando o futuro certo O deal Amaggi/FS colocou em evidência o que analistas acompanham há três anos: o etanol de milho é a vertical que mais cresce no setor de biocombustíveis brasileiro, e as empresas que a dominam estão sendo valorizadas com prêmio crescente. A São Martinho não ficou de fora dessa tendência. Em agosto de 2025, o conselho de administração aprovou a segunda fase de expansão da unidade de etanol de milho em Quirinópolis, Goiás, com investimento de R$ 1,1 bilhão. A nova fase adicionará capacidade para processar 635 mil toneladas de milho por ano, produzindo 270 mil m³ de etanol, 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho Com a ampliação, a São Martinho terá capacidade total para processar 1,15 milhão de toneladas de milho, produzindo 485 mil m³ de etanol anualmente. O financiamento conta com R$ 728 milhões das linhas Fundo Clima e Finem do BNDES, com prazo total de 12 anos e dois anos de carência condições que qualquer empresa privada pagaria caro para obter no mercado aberto. O Custo médio da dívida da SMTO3 é baixo em 10,1% a.a. com varios financiamentos subsidiados ITR SMTO3 Estimo um payback inferior a 2 anos e Taxa Interna de Retorno alavancada e real de 34% para o projeto de expansão do milho, o que é retorno raro de se ver se se concretizar. Para efeito de comparação, a FS Bio empresa construída exclusivamente em torno do etanol de milho foi avaliada em US$ 2,5 bilhões por uma das tradings mais disciplinadas do mundo. A São Martinho está construindo a mesma operação dentro de uma estrutura já existente, a custo marginal muito menor, com financiamento subsidiado pelo BNDES. A operação plena está prevista a partir da safra 2029/30, com 50% de capacidade já na safra 2027/28. Isso significa que o mercado está comprando hoje um ativo que terá um motor adicional de receita operando parcialmente em 2027 e plenamente em 2030 — e não está pagando nada por esse crescimento futuro. O vento regulatório sopra a favor O contexto macroeconômico para o setor de etanol está mudando estruturalmente no Brasil, e a direção é favorável às produtoras listadas. O aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%, como parte do pacote do programa Combustível do Futuro. Cada ponto percentual adicionado à mistura representa demanda incremental significativa para todo o setor. Com a São Martinho tendo capacidade de 24 milhões de toneladas de moagem e uma segunda fase de milho crescendo, ela é uma das maiores beneficiárias diretas desse aumento Além da mistura, o RenovaBio garante receita incremental via CBIOs, os créditos de descarbonização: cada metro cúbico de etanol produzido gera CBIOs que distribuidoras de combustíveis são obrigadas por lei a comprar. Com o etanol de milho tendo a menor pegada de carbono da cadeia a FS se posiciona como a primeira candidata a ser carbono negativa, as produções integradas de cana e milho da São Martinho têm base crescente de receita regulatória além do preço spot dos combustíveis. SMTO é Uma das mais eficientes do setor sucroalcooleiro. A São Martinho é reconhecida pelo mercado como o benchmark de eficiência operacional e execução financeira no setor. A SMTO3 é mais pura e menos endividada que holdings como Cosan/Raízen e tem execução comprovada em projetos de expansão. Seu foco principal é Açúcar + etanol de cana (usinas em SP/MG/GO). com produção com forte escala em cana e em expansão em etanol de milho (investimento >R$ 1,1 bi para quase dobrar capacidade em Goiás — +270 milhões de litros, totalizando ~485 mi litros/ano). Importante destacar: ela possui a usina Boa Vista, que é focada justamente na produção de etanol de milho (além de cana). O que os analistas estão dizendo O consenso entre as casas que cobrem SMTO3 diverge em intensidade, não em direção. Preços-alvo de R$ 39 e R$ 15. ou seja , alguns veem mais de 100% de alta e outros risco que queda Quem esta com preço alvo abaixo da cotação atual, está baseado em um cenário macroeconômico particularmente pessimista para açúcar Quem está otimista pensa que empresa está bem posicionada para atravessar o ciclo, com a falta de catalisadores no curto prazo sendo o principal limitador da ação no momento. Esse é exatamente o tipo de situação que cria oportunidade: quando a empresa está sólida, o balanço está limpo, a expansão está aprovada e financiada, e o mercado está olhando para o curto prazo em vez do médio. Se a São Martinho entregar uma safra mais forte no ano fiscal de 2027, aliada à redução de custos e à recuperação dos preços do açúcar, o potencial de valorização é considerável. Os riscos conhecidos já estão (quase tds) no preço na minha opinião Nenhuma análise responsável ignora os riscos. Os principais para a SMTO3 são: Preço do açúcar. O mercado internacional segue pressionado por excesso de oferta. A São Martinho travou apenas 20% de suas vendas estimadas de açúcar para 2026/27 com preços fixados — o que significa exposição ao mercado no momento de venda. Se o açúcar continuar baixo, os resultados da safra seguinte serão novamente pressionados. Expansão do etanol de milho. A segunda fase ainda está em construção e tem prazo de entrega em 2027. Atrasos ou estouros de orçamento podem comprometer o fluxo de caixa no período de capex elevado. Clima. As usinas de cana dependem de chuvas no momento certo. Eventos climáticos extremos já afetaram resultados anteriores — incêndios em canaviais e déficit hídrico em fevereiro e março impactaram volumes em trimestres recentes. Macroeconomia brasileira. Juros elevados encarecem o custo da dívida e deprimem múltiplos de bolsa de forma generalizada. O ponto central é que todos esses riscos são conhecidos, discutidos e refletidos na cotação atual de R$ 18,38, tanto é que a SMTO3 está 53% mais barata do que em 2023: SMTO3 no Google Quando compradores privados como a Amaggi decidem alocar US$ 1 bilhão em um ativo do mesmo setor, com endividamento maior e sem a liquidez de bolsa, eles estão essencialmente dizendo que o risco sistêmico já está mais do que precificado no setor. O que o deal da FS realmente revela sobre a SMTO3 A aquisição da FS Bio pela Amaggi envia um recado importante ao mercado. Investidores estratégicos estão dispostos a pagar múltiplos robustos por ativos de biocombustíveis. A leitura técnica desse deal indica que o mercado privado (M&A) está enxergando muito mais valor e resiliência de longo prazo no biocombustível brasileiro do que o mercado público (Bolsa). Enquanto a B3 precifica o setor como uma commodity cíclica tradicional e esmaga os múltiplos por conta do cenário de juros locais altos, players estratégicos (como a Amaggi agora, e a Petrobras quase fazendo o mesmo no final de 2025) estão dispostos a pagar múltiplos de firma (EV/EBITDA) SUPERIORES Quando aplicamos esse valuation à São Martinho, o resultado sugere que a companhia pode estar negociando com um desconto muito relevante em relação ao seu valor econômico. A São Martinho está, neste momento, na intersecção de três tendências convergentes: 1- o crescimento do etanol de milho (que ela está construindo), 2- aumento da mistura (que beneficia toda a cadeia) e 3- um ciclo de preços de commodities que está no fundo ou próximo dele, e que historicamente reverte. Pelo múltiplo de EBITDA que o mercado privado pagou pela FS, a São Martinho poderia ter mais de 100%de potencial de valorizacao Para um posicionamento tático, São Martinho (SMTO3) desponta como o veículo listado mais redondo para capturar esse re-rating de valuation, dada a sua exposição direta à eficiência do etanol de milho e governança de primeira linha. Raizen tem um maior peso de dívida e Jalles é menor e mais nichada em açucar organico. Isso cria um perfil de risco e retorno assimétrico: se o ciclo não mudar, o investidor comprou uma empresa lucrativa com balanço sólido a um preço justo. Se o ciclo virar e os fundamentos sugerem que vai , o potencial é de valorização de 60% a 120%, de acordo com os múltiplos privados e os preços-alvo das casas mais otimistas. Os investimentos de R$ 740 milhões realizados em 2022 já resultam em aproximadamente R$ 300 milhões de EBITDA anualizado e mais de R$ 250 milhões de EBIT em um período inferior a três anos a mesma dinâmica que agora se aplica ao projeto de R$ 1,1 bilhão aprovado para a segunda fase do milho. A máquina de alocação de capital da São Martinho tem histórico comprovado. Em um setor onde a Raízen acumula dívidas de R$ 65 bilhões e a Cosan estuda dissolução da holding, a São Martinho é a empresa que chegou ao pior momento do ciclo com balanço limpo, gestão conservadora e um projeto de crescimento aprovado, financiado e com TIR de 34% potencialmente. O mercado ainda não precificou isso. A Amaggi, com seu bilhão de dólares no setor ao lado, fez a lição de casa. Este relatório tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Por que este relatório existe — e o que vem depois Se você chegou até aqui, leu uma análise que a maioria dos investidores nunca vai ter acesso. Entendeu como um deal de US$ 1 bilhão entre duas empresas de capital fechado revelou o desconto que o mercado está cometendo em ações listadas. Aprendeu a usar múltiplos de transações privadas para encontrar o preço que compradores sérios pagam por ativos do setor. E viu, com números, por que a São Martinho pode estar entre as maiores assimetrias da bolsa brasileira neste momento. Mas isso é 1% Na All In One, a carteira de recomendações da Investe10, este é o nível de análise que orienta cada decisão. Não palpites. Não ruído de mercado. Valuation técnico, sério, com metodologia comparável ao que bancos de investimento cobram caro para entregar — e que aqui está disponível para você agir antes do consenso. Enquanto você lê este relatório, assinantes da All In One já têm em mãos ações com potencial de valorização acima de 200%, identificadas com o mesmo rigor que você acabou de ver aplicado à SMTO3. Empresas fora do radar, com valuations deprimidos por ciclo, por desinformação ou por simples falta de cobertura — exatamente o tipo de situação onde fortunas são construídas na bolsa. O relatório que você acabou de ler foi gratuito. A carteira que age sobre esse conhecimento, não. Assine a All In One agora e acesse imediatamente as recomendações ativas, os preços de entrada, os preços-alvo e a tese completa de cada posição. O próximo relatório especial já está em produção — e desta vez, é para quem assinar antes de ele ser publicado. Cristiane Fensterseifer, CNPI Consultora de Investimentos 17/5/26 leia disclaimer www.investe10.com.br/disclosure smto3 Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t

  • Braskem: lucro dobra, ação explode. O que está acontecendo com BRKM5? (bancão acha que vai ainda mais - e eu explico pq)

    Em dois dias, os papéis acumularam alta de 35%. Na terça-feira (12), a ação disparou 29% numa única sessão — a maior valorização do Ibovespa no dia — depois que o JPMorgan elevou a recomendação de neutra para compra e jogou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15,00. O valor de mercado da companhia saltou R$ 1,71 bilhão em poucas horas. Hoje, mais combustível: a empresa divulgou o resultado do primeiro trimestre de 2026. O lucro líquido foi de R$ 1,446 bilhão — alta de 107% sobre o mesmo período do ano passado. Alta de 3,85% só nesta sessão, enquanto escrevo Para quem estava de fora, pareceu uma festa. Para quem carrega a ação na carteira há mais tempo, a sensação é outra. O resultado do 1T26: o que os números dizem de verdade O balanço do primeiro trimestre foi, tecnicamente, melhor do que o mercado esperava, mas cheio de nuances que precisam ser lidas com cuidado. O que surpreendeu positivamente: O EBITDA recorrente atingiu R$ 1,006 bilhão (US$ 198 milhões), alta de 76% sobre o quarto trimestre de 2025. A XP havia estimado US$ 164 milhões; o resultado veio 21% acima. O consenso de mercado esperava algo ainda menor. A melhora veio de margens mais fortes no Brasil, redução de custos de matéria-prima e créditos fiscais que ajudaram a composição da linha operacional. O lucro líquido de R$ 1,446 bilhão foi fortemente beneficiado por ganhos cambiais. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento é de 107% — número impressionante no papel, mas que precisa de contexto: o 1T25 havia sido fraco, e o 4T25 registrou prejuízo de R$ 10,284 bilhões, um dos piores trimestres da história da companhia. O que preocupou: A receita líquida caiu 20% na comparação anual, para R$ 15,4 bilhões. O EBITDA recorrente, apesar de forte na comparação trimestral, recuou 24% frente ao 1T25. A operação no México seguiu com ociosidade recorde. Volumes menores no Brasil e preços mais baixos nos EUA e na Europa completaram o quadro de receita pressionada. O ponto mais crítico foi a geração de caixa. A Braskem queimou aproximadamente US$ 1 bilhão em caixa no trimestre — cerca de 50% do seu valor de mercado — puxado pelo consumo de capital de giro. O fluxo de caixa operacional ficou negativo, e a dívida líquida subiu para R$ 56,8 bilhões. O próprio caixa da empresa mal cobre os vencimentos de dívida de 2026, com a operação ainda deficitária em alguns segmentos. Por que a ação subiu 35% mesmo assim? Três forças se combinaram para gerar esse movimento: 1. O upgrade do JPMorgan. O banco passou a enxergar a Braskem como uma história de virada. Os argumentos centrais: melhora dos spreads petroquímicos globais com a guerra entre EUA e Irã, que criou restrições de oferta no Oriente Médio; incentivos tributários recentes ao setor químico no Brasil; e avanços de governança com a transferência do controle da Novonor para a IG4 Capital — nova estrutura que divide o controle entre IG4 e Petrobras e reduz riscos percebidos pelos investidores. 2. O desmonte de posições vendidas. A ação tinha volume relevante de apostas na queda. Com o upgrade do JPMorgan e a melhora de fundamentos, quem estava vendido precisou comprar de volta para fechar posição e isso amplificou a alta de forma desproporcional em relação ao que os fundamentos sozinhos justificariam. 3. O resultado do 1T26 acima do consenso. Mesmo com as ressalvas no caixa, um EBITDA 8% acima do consenso e um lucro 107% maior na comparação anual deram respaldo técnico para a continuidade da alta. A Braskem também projetou alta de 30% nos spreads de químicos no segundo trimestre, com recuperação de margens em março e abril após o início do conflito no Oriente Médio. Se o cenário de guerra se prolongar por mais de seis meses, no entanto, a companhia admite que os spreads podem voltar a comprimir no médio prazo. Até aqui, o panorama geral do que aconteceu. Mas as perguntas que realmente importam para quem tem BRKM5 na carteira são outras: vale segurar a posição mesmo no prejuízo? O preço-alvo de R$ 15 do JPMorgan é realista dado o nível de endividamento? Quando — e se — vem a reestruturação da dívida? O que fazer se o conflito no Oriente Médio se resolver antes do esperado? Essas respostas estão na análise completa, disponível para assinantes do plano All In One. SE VOCÊ JÁ É CLIENTE CONTNUE A LEITURA NORMALMENTE, SENÃO CLIQUE ABAIXO 👉 Assine o All In One e leia o relatório completo

  • CSED3 despenca 10% após o 1T26 — exagero do mercado ou oportunidade rara na Bolsa?

    A reação do mercado ao resultado da Cruzeiro do Sul Educacional foi brutal.

  • Inflação nos EUA, Trump na China e estímulos no Brasil: o que pode mudar nos mercados após os acontecimentos de hoje

    O mercado financeiro em um daqueles dias em que várias notícias importantes aconteceram ao mesmo tempo — e juntas podem sinalizar uma mudança relevante no cenário global. Entre os principais temas do dia: • a forte alta da inflação ao produtor nos EUA (PPI) • a chegada de Donald Trump a Pequim para reunião com Xi Jinping • o novo programa de crédito do governo brasileiro • resultados corporativos fortes de empresas como Cury e Bemobi E o mercado pode estar entrando em uma nova fase de: 1) maior volatilidade, 2) juros elevados e 3) impacto crescente da geopolítica sobre os ativos. PPI dos EUA sobe acima do esperado e reacende temor de juros altos O principal dado macroeconômico do dia foi a inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. Os números vieram muito acima das expectativas do mercado: • PPI: +1,4% em abril • expectativa: +0,5% • núcleo do PPI: +1,0% • inflação anual: 6,0% O dado aumentou o receio de que o Federal Reserve precise manter juros elevados por mais tempo. Isso afeta diretamente: • bolsas americanas • dólar • commodities • mercados emergentes • empresas de crescimento e tecnologia Nas últimas semanas, investidores vinham apostando em um cenário mais favorável para cortes de juros. O PPI forte mudou parte dessa narrativa. Trump e Xi Jinping voltam ao centro do mercado global chegada de Donald Trump à China para reunião com Xi Jinping. O encontro acontece em um momento delicado da relação entre Estados Unidos e China, marcado por: • disputa tecnológica • guerra comercial • tensões envolvendo semicondutores e inteligência artificial • discussões sobre Taiwan • restrições comerciais Hoje, geopolítica influencia diretamente os mercados financeiros. Qualquer sinal de aproximação entre EUA e China pode beneficiar: • commodities • bolsas globais • empresas exportadoras • mercados emergentes Por outro lado, novas tensões podem aumentar a volatilidade global rapidamente. Governo prepara R$ 30 bilhões para financiar carros de motoristas de app No Brasil, atenção na notícia de que o governo prepara uma linha de aproximadamente R$ 30 bilhões para financiar veículos de motoristas de aplicativos e taxistas. Os juros devem ficar abaixo da Selic. A proposta é apresentada como incentivo à geração de renda, mas também pode estimular vários setores da economia. Entre os possíveis beneficiados estão: • montadoras • locadoras • seguradoras • financeiras • empresas de mobilidade O mercado também acompanha os possíveis impactos políticos e eleitorais da medida para 2026. CURY3 surpreende mercado com lucro forte e ROE elevado Entre os resultados corporativos, a Cury chamou bastante atenção no primeiro trimestre de 2026. BTG Pactual e JP Morgan destacaram: • lucro acima do esperado • geração de caixa forte • margens resilientes • ROE acima de 78% Mesmo após a alta recente, a ação ainda surpreende para o nível de rentabilidade apresentado. BMOB3 entrega crescimento forte e rentabilidade rara entre techs brasileiras A Bemobi também teve um dos resultados mais elogiados do setor de tecnologia brasileiro. A companhia apresentou: • crescimento orgânico de 22% • lucro líquido ajustado +21% • forte expansão das áreas de Pagamentos e SaaS O mercado continua buscando empresas de tecnologia capazes de crescer sem destruir rentabilidade: algo que a Bemobi vem conseguindo entregar consistentemente. JBS segue gerando caixa mesmo com trimestre mais fraco JBS teve um trimestre abaixo das expectativas, pressionada pelo ciclo do gado nos EUA. Mesmo assim, a companhia segue negociando em múltiplos considerados atrativos por muitos analistas. A diversificação geográfica e a estrutura de capital robusta continuam sendo pontos positivos importantes da empresa. O mercado pode estar entrando em um novo regime Durante anos, os mercados globais foram movidos principalmente por liquidez e juros baixos. Agora, vários fatores começam a atuar simultaneamente: • inflação • juros altos • geopolítica • inteligência artificial • eleições • desaceleração econômica global Esse novo ambiente pode gerar mais volatilidade — mas também abrir oportunidades importantes para investidores atentos. Se você gosta de análises sobre Bolsa, macroeconomia, ações descontadas e oportunidades antes do consenso, conheça o ALL in One: https://www.investe10.com.br/assine

  • RECOMENDAÇÃO DE REFORÇO DE COMPRA DESTA AÇÃO - RESULTADO ESPETACULAR - ALTÍSSIMO POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO

    Outro dia eu estava olhando uma small cap industrial completamente esquecida pela bolsa. Daquelas que o mercado olha por 3 segundos, vê queda de receita e já joga no cemitério das “problemáticas”. Só que tinha uma coisa errada naquela narrativa. Ou melhor: várias. A empresa estava: gerando caixa, expandindo margem, recomprando ações, reduzindo alavancagem e entregando lucro de gente grande. Tudo isso enquanto atravessa um dos momentos mais difíceis da própria história recente. Aí vem a parte curiosa. O mercado continua precificando o papel como se a companhia estivesse entrando em colapso operacional. Mas os números começaram a mostrar exatamente o contrário. E quando isso acontece em small caps brasileiras, normalmente existem dois caminhos: ou o resultado piora muito daqui pra frente ou o preço está absurdamente errado. O problema é que quando o mercado percebe a diferença entre essas duas coisas, normalmente o movimento já aconteceu. No relatório de hoje eu mostro: por que o último trimestre me chamou tanta atenção, o que o mercado talvez esteja entendendo errado, os múltiplos que considero completamente fora da realidade e por que essa pode ser uma das assimetrias mais interessantes da bolsa brasileira hoje. Esse relatório completo está disponível para assinantes da carteira ALL IN ONE do INVESTE10. Se vc já é cliente, basta seguir lendo... Senão basta clicar abaixo e assinar, para não perder mais essa !

  • O dinheiro está mudando de lugar (de novo) na Bolsa em 2026

    O mercado começou 2026 apostando em corte de juros, retomada de small caps, recuperação do varejo e volta do apetite por risco. Mas o cenário mudou rápido. As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram ao centro do mercado. O Irã endureceu o discurso sobre enriquecimento de urânio, aumentaram os riscos envolvendo o Estreito de Hormuz e o petróleo voltou a pressionar. Ao mesmo tempo: - a inflação americana segue resistente; - o IPCA brasileiro continua pressionado em alimentos, energia e saúde; - e os juros podem continuar altos por mais tempo no mundo inteiro. Na prática, o dinheiro começou a mudar de lugar novamente na bolsa. O mercado está separando narrativa de geração de caixa Durante boa parte dos últimos anos, muitas empresas subiram baseadas em expectativa futura, crescimento acelerado e expansão operacional. Agora o mercado começa a olhar novamente para: - geração de caixa; - lucro recorrente; - dívida controlada; - resiliência operacional; - e valuation barato. E isso já começa a aparecer claramente nos resultados do 1T26. Enquanto empresas muito alavancadas começam a sofrer novamente, companhias geradoras de caixa seguem extremamente descontadas. O pedido de recuperação judicial da TOKY3 talvez seja um dos primeiros grandes sinais dessa nova fase. Petrobras (PETR4): geração de caixa absurda mesmo com mercado criticando resultado A Petrobras divulgou um resultado que parte do mercado considerou “fraco”, mas olhando geração de caixa o cenário continua impressionante. Os números mostram: - P/L próximo de 3,8x; - FCFE yield potencial acima de 20%; - dividend yield anualizado extremamente elevado; - e produção recorde no pré-sal. Em um ambiente de petróleo pressionado e tensão geopolítica, empresas integradas de energia continuam podendo gerar muito caixa. Vale (VALE3): minério resiliente e expectativa de aumento forte no fluxo de caixa A Vale atualizou projeções e indicou expectativa de aproximadamente US$ 1,5 bilhão adicionais em fluxo de caixa livre em 2026. O mercado continua tratando a companhia como uma mineradora “sem crescimento”, mas: - minério segue resiliente; - o caixa continua muito forte; - e os múltiplos seguem baixos frente à geração operacional. Itaúsa (ITSA4): uma das holdings mais resilientes da bolsa A Itaúsa talvez seja um dos ativos mais resilientes da bolsa brasileira hoje. A holding combina: - Itaú; - saneamento; - energia; - concessões; - e consumo premium. Com lucro recorrente anualizado próximo de R$ 18 bilhões, o mercado ainda negocia ITSA4 em múltiplos relativamente baixos para a qualidade dos ativos. Track & Field (TFCO4): talvez a melhor execução operacional do varejo brasileiro Mesmo em um ambiente de juros altos e consumo mais seletivo, a Track & Field segue entregando crescimento forte. O destaque do trimestre foi: - Same Store Sales acima de 12%; - crescimento forte no e-commerce; - margens elevadas; - e expansão consistente de franquias. A empresa parece cada vez menos uma simples varejista e mais uma plataforma de lifestyle e wellness. Technos (TECN3): small cap ignorada pelo mercado A Technos entregou um resultado muito forte no 1T26 e continua praticamente fora do radar do mercado. Os destaques: - crescimento de EBITDA; - caixa líquido; - margem saudável; - e valuation baixo. Em um cenário onde o mercado volta a valorizar empresas rentáveis e pouco alavancadas, esse tipo de small cap pode começar a chamar mais atenção. Juros altos mudam completamente a dinâmica da bolsa Talvez o ponto mais importante seja esse: Quando juros ficam altos por mais tempo, o mercado muda completamente os critérios de valuation. Empresas dependentes de crédito barato sofrem. Empresas geradoras de caixa ganham importância. É exatamente esse movimento que começa a acontecer novamente agora. E talvez este seja um dos momentos mais importantes dos últimos anos para escolher corretamente onde deixar seu dinheiro. NÃO PERCA AS OPORTUNIDADES DO MERCADO ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS! 📩 News gratuita de investimentos: https://www.investe10.com.br 📲 Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/J3TFmrrTTTvGRFgyd2UV09 📢 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 📸 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste 👩‍💼 CRISTIANE FENSTERSEIFER CNPI, CGA 🔍 Informações selecionadas para você investir bem e sem perder tempo!

  • Cambuci (CAMB3) desafia inflação de custos com eficiência e balanço blindado no 1T26 - QUE VENHA A COPA

    Dona da marca Penalty foca em preservação de caixa e mix de produtos para manter rentabilidade em cenário macro volátil. A Cambuci S.A. (CAMB3) divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelando uma operação que, embora pressionada pela alta das commodities — especialmente o petróleo —, conseguiu sustentar margens robustas; O mercado observa como a companhia tem se posicionado como uma fortaleza financeira em meio à volatilidade do setor têxtil e esportivo. Desempenho Operacional Recorde em Março A Receita Líquida consolidada atingiu R$ 99,2 milhões, um leve crescimento de 1,3% frente ao mesmo período de 2025. CAMB3 O grande destaque foi o mês de março, que registrou o maior faturamento da história da companhia para o período, sinalizando uma retomada de demanda após um início de ano mais tímido. A margem bruta foi o ponto alto, subindo para 51,1%. Esse ganho de eficiência reflete o repasse de preços e uma estratégia de mix focada em produtos de maior valor agregado, compensando parcialmente a pressão nos custos logísticos e de matérias-primas. Valuation e Indicadores (1T26 Anualizado) Com base nos números atuais e considerando uma projeção linear para o ano (anualização do 1T26), os múltiplos da Cambuci permanecem em patamares atraentes para o investidor de valor: P/L Anualizado: 5,12x EV/EBITDA Anualizado: 4,24x Caixa Líquido: R$ 56,3 milhões Dívida Bruta: Apenas R$ 1,9 milhão (coberta 30x pelo caixa líquido) O Desafio das Margens e o Peso do Petróleo O EBITDA de R$ 20,5 milhões apresentou uma retração de 12,4% na comparação anual. A compressão da margem EBITDA (de 23,9% para 20,7%) é explicada por dois fatores principais: o aumento dos investimentos em marketing e trade marketing para sustentar o market share da Penalty, e a alta do petróleo acima de US$ 100, que encarece fretes e polímeros. Dividendos e Remuneração Mesmo em um cenário de cautela, a companhia manteve seu compromisso com o acionista, distribuindo R$ 6,0 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) durante o trimestre, reforçando o perfil de boa pagadora de dividendos dentro do universo Small Caps. Conclusão para o Investidor A tese em Cambuci permanece pautada na solidez financeira. Em um mercado onde o crédito é caro e o consumo das famílias está sob pressão, ter "caixa no bolso" e uma marca líder como a Penalty permite à empresa atravessar ciclos adversos com segurança. O valuation atual oferece uma margem de segurança interessante para quem busca ativos de qualidade no universo das Small Caps brasileiras. Agora... para nós investidores... é só esperar pela Copa ! Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t CAMB3

  • Rede d1000 (DMVF3) cresce acima do setor, acelera digital e começa a mostrar alavancagem operacional

    A Rede d1000 (DMVF3) entregou um primeiro trimestre de 2026 que reforça uma das teses mais interessantes dentro do varejo farmacêutico brasileiro: crescimento acima do mercado combinado com expansão de margem e forte avanço digital. A companhia encerrou o 1T26 com receita bruta de R$ 695,9 milhões, crescimento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O número chama atenção porque ficou mais de 10 pontos percentuais acima do crescimento do mercado farmacêutico nas regiões em que a empresa atua. As vendas em mesmas lojas (SSS) avançaram 16,1%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 29%, para R$ 17,9 milhões. DMVF3 O lucro líquido ajustado subiu 33,6%, atingindo R$ 4,6 milhões. DMVF3 Mas talvez o dado mais importante do trimestre esteja em outro lugar. O omnichannel da companhia praticamente explodiu. As vendas digitais cresceram 264% em um ano e já representam 20,6% da receita bruta total da empresa — um patamar raro dentro do varejo farmacêutico brasileiro. O crescimento vem sendo impulsionado pelo aplicativo próprio, aumento da recorrência de compras e também pela venda de medicamentos GLP-1, categoria ligada ao tratamento de obesidade e diabetes. Hoje, a tese da d1000 parece cada vez menos uma simples expansão de lojas e mais uma combinação de: • ganho de market share; • aumento de produtividade; • digitalização acelerada;• maturação da base recém-inaugurada. A companhia terminou o trimestre com 302 lojas e ainda possui cerca de 31% da base em processo de maturação. Isso importa porque redes farmacêuticas normalmente apresentam forte ganho de margem conforme as lojas amadurecem. Na prática, boa parte da alavancagem operacional da d1000 ainda não apareceu completamente nos números. Mesmo assim, a empresa já apresenta alguns indicadores relevantes: • EBITDA ajustado anualizado: R$ 71,6 milhões; • lucro líquido anualizado: R$ 18,4 milhões; • dívida líquida/EBITDA de apenas 0,8x. Os múltiplos não parecem excessivos para uma companhia crescendo acima de 20%, ganhando participação de mercado e ainda em fase relevante de expansão. Outro ponto importante é que o crescimento continua vindo com melhora operacional. Mesmo com pressão de capital de giro causada pelos produtos GLP-1 — que possuem ciclo financeiro mais longo — a empresa conseguiu expandir margem EBITDA e manter alavancagem controlada. O mercado costuma pagar caro por crescimento previsível no varejo farmacêutico. A questão agora talvez seja entender se a d1000 ainda é vista como uma small cap regional… ou se começa a entrar definitivamente no radar das grandes histórias de consolidação e ganho estrutural de mercado do setor. P/L est 9x e EV/Ebitda 5x Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t DMVF3

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