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  • BRKM5 | A recuperação extrajudicial já era esperada — e pode ser o começo da solução

    A notícia de hoje parece muito pior do que realmente é. A Braskem aprovou o pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas. Mas isso já estava no radar: a proteção de 60 dias contra credores terminava hoje e a companhia vinha negociando com os credores há semanas. Então, o que muda? A RE dá à Braskem mais tempo e proteção para negociar uma solução definitiva, evitando que a companhia precise lidar simultaneamente com diferentes credores e possíveis execuções. E isso é relevante porque o problema da Braskem hoje é muito mais financeiro do que operacional. A companhia teve lucro de R$ 3,33 bilhões no 2T26, mas continua carregando uma estrutura de dívida extremamente pesada. Se conseguir alongar vencimentos, reduzir o serviço da dívida e melhorar o perfil do passivo, uma parcela maior do caixa poderá voltar para a operação. Outro ponto positivo: a recuperação extrajudicial é restrita às obrigações financeiras. Fornecedores e clientes não entram na reestruturação e a operação continua normalmente. Ou seja: a RE não é a solução. É o mecanismo para tentar chegar à solução. E existe uma possível carta adicional na mesa: uma eventual capitalização, com participação da Petrobras, embora isso ainda não esteja definido. O problema é que a conta continuará sendo disputada com os credores. Os bondholders concentram cerca de US$ 7 bilhões da dívida e terão enorme poder de negociação. Minha leitura é: a notícia era esperada e pode reduzir o risco de uma deterioração desordenada da companhia, mas ainda não elimina o risco para o acionista. O que realmente importa daqui para frente é o desenho final da reestruturação: quanto será alongado, quanto será capitalizado, qual será o custo para os acionistas e, principalmente, quanto da geração de caixa futura ficará livre depois da dívida. Sigo acompanhando a empresa , que é de alto risco e permanece na colocação de Turnaround na carteira. Com exposição LIMITADA

  • ATENÇÃO! APROVEITE A QUEDA PRA COMPRAR! EXCELENTE RESULTADO E AÇÃO CAINDO

    Nem toda queda é um problema. Às vezes, é um convite. E este resultado ajuda a explicar por quê. A empresa entregou um excelente trimestre. O mercado vendeu mesmo assim. É justamente aí que mora a oportunidade. Quando preço e fundamentos seguem direções opostas, vale prestar atenção. A análise completa está logo abaixo. Para assinantes apenas. Clique abaixo para assinar ou siga a leitura

  • Atenção! Recomendação de venda! Já ganhamos 163%, hora de dar tchau

    Tem uma ação na carteira do ALL IN ONE que me deu mais de 163% de retorno, com dividendo de dois dígitos num período difícil de mercado. Eu gostava dela. Gosto até hoje da empresa, pra ser sincera. Só que o balanço que saiu essa semana mudou a minha cabeça: o lucro caiu 39%, a geração de caixa do semestre encolheu mais da metade, e o único gatilho que sustentava a tese de curto prazo acabou de passar. Não é uma empresa ruim. É uma empresa sem catalisador, e eu tenho outras coisas na mesa com gatilho de alta muito mais claro pros próximos meses. Ganhar dinheiro é metade do trabalho. A outra metade é saber a hora de sair. Abaixo eu abro qual é a ação, os números que me fizeram mudar de ideia e o que estou fazendo com o dinheiro que sai daqui.

  • O bilhete de Camp David

    A história é boa. O INSIGHT é MELHOR AINDA. Sexta-feira, 11h33, Camp David. Um fotógrafo da Reuters enquadra o secretário do Tesouro americano e leva junto, no canto do quadro, o bloco de anotações aberto sobre a mesa. Letra apressada, tinta azul, três linhas: To Do: comprar iene japonês (JPY), US$ 5 a 10 bilhões. A lista de tarefas foi cumprida no mesmo dia. Horas depois o Financial Times confirmava que o Tesouro dos EUA havia entrado no mercado de câmbio comprando ienes! Isso é ALGO! É A PRIMEIRA vez em mais de uma década que Washington fez isso ao lado de Tóquio. Antes de você achar que isso é assunto chato, ou de outra pessoa, me acompanha por mais quatro minutos. Essa história termina na sua carteira, e o caminho até lá é mais divertido do que parece. Intervenção cambial não tem nada de exótico. Quando uma moeda derrete, o governo entra comprando ela com reserva para segurar a queda. Nosso Banco Central faz isso com o dólar direto... O estranho é gastar reserva para defender a moeda do vizinho! Imagina o Brasil entrar comprando PESOS ARGENTINOS, gastando seus suados dólares, para não deixar o Peso desvalorizar demais. Estranho né? Antes dos números, um atalho: A cotação do iene funciona igual à do dólar aqui. Quando o dólar vai de R$ 5,20 para R$ 5,60, o NÚMERO SUBIU e o REAL FICOU MAIS FRACO. No Japão é a mesma coisa, só que com zeros a mais: o iene é cotado perto de 160 por dólar. Número subindo, iene mais fraco. Número caindo, iene mais forte. Só isso. Você já sabia, sem saber que sabia. É igual ao real. O iene vinha se arrastando perto de 164 por dólar. Fraquinho fraquinho ... Aliás , O iene japonês vem com uma desvalorização acumulada de aproximadamente 35% em 5 anos Agora dá uma olhadinha mais de perto no gráfico, peraí, vou dar um zoom no último ano... Tá vendo aquele risquinho pra baixo... Então... É OS EUA !!! kkkk ... Já vou explicar... Na quinta à noite, Tóquio agiu sozinho. Interviu no seu mercado comprando iene. Em uma hora, o iene VALORIZOU indo de 163 para 158 por dólar. Foram 3% de valorização em sessenta minutos. Em moeda de país rico, isso é terremoto. Dólar e euro passam meses inteiros sem andar 3%. Na sexta chegaram os americanos! E aqui está o detalhe que passou batido em quase toda a cobertura, o meu favorito da semana inteira. O Fed de Nova York executou a compra vendendo EUROS. Não dólares. Pense no que isso significa. Todo país guarda reserva em várias moedas, como quem tem dinheiro em contas diferentes. Para socorrer o iene, os Estados Unidos abriram a gaveta, pegaram a conta em EUROS e deixaram a própria moeda intocada. É a versão cambial de pagar a conta do amigo com o dinheiro que estava no bolso do casaco emprestado. Falta a pergunta óbvia: por que os EUA fariam isso pelo Japão? NÃO É BOA AÇÃO! Tóquio guarda cerca de US$ 1,2 trilhão em títulos do Tesouro americano. Título do Tesouro americano é o que o Tesouro Direto é aqui: você empresta dinheiro para o governo e recebe juros. Só que na versão dos Estados Unidos, e o Japão é o maior estrangeiro detentor destes títulos. Para defender o iene da desvalorização extrema sozinho, no tamanho que o problema exige, o Japão teria que vender parte desse estoque de títulos americanos pra ter dinheiro pra comprar iene... E aqui está o porquê os EUA "ajudaram" Quando muita gente vende título ao mesmo tempo, o preço dele cai. E título mais barato significa juro mais alto para quem vai emitir os próximos. Ou seja: Japão vendendo Treasury em volume é igual a juro de longo prazo subindo em Washington. TUDO QUE TRUMP NÃO QUER. Justamente agora, com a maior rolagem de dívida da história americana em andamento!!!! Traduzindo: EUA socorreram o aliado, blindaram a própria curva de juros e não encostaram no dólar. Kkkkkk genial E agora a parte que é sua. Há trinta anos o Japão é a torneira de dinheiro barato do planeta. Investidor do mundo inteiro toma emprestado em iene a 1% ao ano e aplica onde paga mais. Aqui, com Selic a 14%, por exemplo. Chama-se carry trade. As estimativas de mercado colocam esse estoque em US$ 500 bilhões. A pegadinha é que a dívida foi feita em iene, e um dia precisa ser paga em iene. Enquanto a moeda japonesa fica fraca, como está desde 2021, essa conta encolhe sozinha e o negócio é ótimo! Quando o iene se valoriza, a dívida cresce em cima de quem tomou emprestado! O lucro vira prejuízo e todo mundo corre para desmontar a posição no mesmo minuto. Desmontar significa vender o que comprou lá fora (tipo bolsa e juros nos EUA e até no Brasil) e correr atrás de iene para quitar o empréstimo. Todos ao mesmo tempo, no mesmo dia. Quem estava na frente da tela naquela segunda-feira de agosto de 2024 lembra da sensação. O iene se valorizou de repente, o carry desmontou e a bolsa global caiu em cascata sem que nenhuma empresa tivesse ficado pior no fim de semana. É isso que me interessa nessa história. O maior risco do mercado hoje não está numa eleição, num balanço ou num tuíte. Está numa taxa de juros de 1% que passou três décadas sendo irrelevante e voltou a existir. O que eu tiro disso: Diversificação que só existe dentro da bolsa brasileira não é diversificação. Em desmonte de carry a correlação vai a um: sobe tudo junto, cai tudo junto. O Banco do Japão manteve o juro em 1% na semana passada, com um diretor já votando por alta. Intervenção compra tempo. Juro resolve. Porque a intervenção mexe no preço da moeda por alguns dias. O juro mexe na razão pela qual o mundo inteiro pega dinheiro emprestado no Japão. Setembro está marcado na minha agenda. Eu acompanho isso todo dia e mostro exatamente onde estou posicionada, em ações, fundos imobiliários, renda fixa e ativos lá fora, na carteira ALL IN ONE. Não ganho comissão de banco nem rebate de corretora. Minha única receita é a assinatura de quem lê. Só ganho se você renovar, e você só renova se funcionar. A carteira está em www.investe10.com.br/assine Bom sábado. E se alguém te mandar uma foto de um bloco de notas, olha com carinho. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Conteúdo informacional, com dados públicos disponíveis na data de publicação. Não constitui oferta ou recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.

  • Brava | OPA da BRAV3 a R$ 23: eu já decidi o que fazer com a minha posição. Bônus: qual a chance de um short squeeze logo após a OPA

    Eu passei as últimas três semanas moendo a cabeça com isso. Você tem até terça-feira mas eu te entrego aqui a minha decisão HOJE 31 de julho de 2026 · Leilão: 05/08 · Habilitação: até 04/08 · Liquidação: 17/08 Depois disso não tem segunda chance. O que mudou nas últimas três semanas e por que isso reprecifica a decisão. Sem achismo: modelo de fluxo de caixa 2026-2052, calibrado pelo resultado do 1T26. Refiz o valuation da Brava do zero. Linha por linha, campo por campo, de 2026 a 2052. Reli o edital, os resultados do 1T26, a certificação de reservas, os relatórios de quem cobre o papel. Acompanhei pregão a pregão, hora a hora. e olha não é pequeno esse Valuation não...veja: Meu modelo da BRAV3 rabiscado por motivo de sigilo Por que esta decisão me tirou o sono A decisão foi difícil. Não porque falte informação — porque a informação aponta para os dois lados ao mesmo tempo. Se você está com essa dúvida travada há dias, não é falta de estudo. É que a pergunta é genuinamente difícil. Vou te mostrar exatamente por quê, e depois te contar o que decidi fazer com a minha posição e com a dos meus clientes. O que quase ninguém entendeu sobre esta oferta A OPA da Ecopetrol é parcial e com rateio. Ela quer 116.110.717 ações, cerca de 25% do capital. As ações elegíveis a aderir são aproximadamente 343,8 milhões. Faça a divisão. Se todo mundo ofertasse, hipoteticamente, cada um vende cerca de 34% da posição. Isso muda a natureza da pergunta. Porque significa que aderir e não aderir não são apostas opostas na empresa. Nos dois casos você continua sócio da Brava com a maior parte do que tem. A única diferença entre as duas decisões é o destino daquele terço rateado: ele vira R$ 23 em caixa, ou continua ação. Então a pergunta certa não é "a Brava vale mais que R$ 23?". A pergunta certa é: "Onde a ação vai estar depois do leilão do dia 5?" Guarde isso. É o eixo de tudo. O número que está escondido no preço de tela Se o rateio é de 34% e a ação negocia a R$ 20,20, dá para inverter a equação e extrair o preço pós-leilão que o mercado está embutindo agora: 20,20 = 34% × 23,00 + 66% × P P = R$ 18,80 O mercado está precificando a Brava a R$ 18,80 depois do dia 5 de agosto. Isso não é opinião minha — é aritmética sobre o preço de fechamento. Parece que resolve a questão. Não resolve. Por três motivos que eu detalho no relatório: O rateio de 34% pode estar muito errado — existe um movimento em curso no mercado de aluguel que altera essa conta e que quase ninguém mapeou; O mercado embute ali um prêmio de risco de evento que desaparece no dia 6, aconteça o que acontecer; E tem gente grande do outro lado do argumento. A Ecopetrol pagou R$ 24 por ação pelo bloco de 26% dos acionistas de referência — R$ 1 acima do que oferece a você. Quem paga mais pelo controle costuma estar vendo mais do que o preço da oferta. A alavanca dupla da Brava A Brava é exportadora. O valor dela não depende só do petróleo — depende do petróleo multiplicado pelo dólar. E hoje as duas variáveis estão em posições opostas: óleo caro por causa da guerra, dólar fraco a R$ 5,08. Rodei a grade inteira no meu modelo. O resultado é desconfortável: Brent longo prazo Dólar a R$ 5,10 Dólar a R$ 6,00 US$ 50 (no relatório) (no relatório) US$ 60 (no relatório) (no relatório) US$ 70 R$ 20,97 (no relatório) US$ 80 (no relatório) R$ 40,02 US$ 90 (no relatório) (no relatório) A mesma empresa, no mesmo dia, vale R$ 40 num canto da tabela e um número de um dígito no outro — porque com petróleo baixo a dívida de R$ 7,6 bilhões come o patrimônio dos acionistas. E o Brent hoje está em US$ 87,8 por causa de uma guerra. Antes de Ormuz fechar, o mercado caminhava para a faixa de US$ 50-60. 5. Quanto vale acertar esta decisão Vamos ao concreto. Considerando um rateio de 34%, esta é a diferença financeira entre as duas escolhas, nos dois sentidos: Sua posição em BRAV3 Se a ação for a R$ 18,80 Se a ação for a R$ 25,00 R$ 50.000 R$ 3.539 −R$ 1.673 R$ 100.000 R$ 7.078 −R$ 3.347 R$ 250.000 R$ 17.695 −R$ 8.366 R$ 500.000 R$ 35.390 −R$ 16.733 R$ 1.000.000 R$ 70.779 −R$ 33.467 Valores positivos favorecem aderir; negativos favorecem não aderir. Nenhum cenário é garantido. Numa posição de R$ 100 mil, esta única decisão movimenta entre R$ 3 mil e R$ 7 mil — em uma semana. É por isso que vale a pena parar quinze minutos e fazer a conta direito. E tem um detalhe que muita gente não percebeu: não decidir também é uma decisão. Quem não se habilitar até terça simplesmente não participa. Não existe "depois eu vejo". 🔒 A PARTIR DAQUI É PARA ASSINANTES O que você lê do outro lado: ✅ A minha decisão — o que eu vou fazer com a minha posição e com a dos meus clientes, e o raciocínio completo ✅ Os 4 fatos novos das últimas três semanas que reprecificam a tese — um deles envolve o melhor ativo da companhia ✅ A grade completa de preço-alvo: 5 cenários de Brent × 4 de câmbio ✅ O ponto exato de indiferença — qual Brent de longo prazo faz R$ 23 ser justo ✅ Quanto vale a ação em três graus de perda da arbitragem — número que ninguém publicou ✅ A armadilha do rateio que está reduzindo o que você vai conseguir vender ✅ Cronograma dia a dia e checklist prático, incluindo a pegadinha das ações alugadas que pode te deixar de fora do leilão sem você perceber ✅ O plano pós-leilão: em que preço faz sentido reconstruir a posição ✅ Os riscos da minha própria recomendação, escritos por mim, contra mim Você tem até terça-feira, 04/08. Depois disso este relatório vira história. Se você já é assinante basta continuar lendo, senão, clique abaixo e ASSINE A CARTEIRA ALL IN ONE: [ ASSINAR ALL IN ONE E LER O RELATÓRIO COMPLETO → ] Minha decisão: aderir com 100% da posição Vou ofertar 100% da minha posição em BRAV3 no leilão do dia 05/08, a R$ 23,00, e é o que estou orientando aos meus clientes. Como a oferta é parcial, isso não me tira do papel: sai cerca de um terço (provavelmente, mas depende do ratio e pode ser diferente) e eu sigo sócio com dois terços.

  • DMVF3: análise do 2T26, valuation, DCF e múltiplos da d1000

    A d1000 é duas empresas: É uma empresa que negocia a 3,5 vezes EBITDA e 0,34 vez o patrimônio, com dívida líquida de 0,7 vez, ganhando participação de mercado, com um terço do parque imaturo e com FCFE normalizado de 17% ao ano se ela simplesmente parar de crescer. E é uma empresa cujo lucro antes do imposto caiu 21% no trimestre, cujas lojas maduras crescem abaixo da inflação, cujo EBITDA teve um quarto vindo de uma linha não explicada, cuja melhora de safra é de 5% real e não de 26% nominal, e cuja expansão marginal, na melhor safra disponível, rende algo em torno do custo de capital assim que o imposto voltar ao normal. As duas descrições são do mesmo balanço. É por isso que a ação está a 3,5 vezes EBITDA e não a 6. O que eu concluo a tese da d1000 não é uma tese de crescimento. É uma tese de colheita. O valor não está nas lojas que ela vai abrir. Está nas 103 lojas que ela já abriu e ainda não maturaram, que valem cerca de R$ 95 milhões de EBITDA incremental, e no crédito tributário de R$ 150 milhões que compra tempo para essa maturação acontecer. O risco não é a empresa parar de crescer. É ela continuar crescendo rápido demais e chegar no fim do crédito tributário com um terço do parque ainda imaturo. Valor justo ponderado de R$ 8,18, upside de 31%. o cenário mais otimista dá R$ 18,20 ou 160% ! Os pontos mais importantes a observar da tese e do 2T26 Lojas maduras. Cresceram 3,4%. Voltando para 8% a 10%, o argumento de efeito calendário e base de Mounjaro se confirma. Ficando abaixo de 5% de novo, o problema é competitivo e todo o modelo precisa de margem terminal menor. Lojas com menos de seis meses. Foram de 14 para 25 em um ano. É o número que trava o percentual de imaturas em 33% e adia a colheita. Caiu, começou a colheita. Subiu, mais um ciclo de espera. Ciclo de caixa. Foi para 9,6 dias e a própria empresa avisou que o normalizado é entre 15 e 19. Voltando para essa faixa com fluxo de caixa livre ainda positivo, a melhora é estrutural. Voltando com queima de caixa, foi timing. A linha de imposto. Enquanto ela continuar positiva ou perto de zero, a expansão cria valor. No trimestre em que a alíquota efetiva começar a subir de verdade, metade do valuation deste relatório vai junto. E mais: o que um diretor de fusões e aquisições da Cencora está fazendo no conselho de uma empresa que vale 0,34 vez o próprio patrimônio. Será que podemos vislumbrar um fechamento de capital ? PS. o controlador comprou bastante ações dela nos ultimos meses... o free float já é minimo.... A partir daqui o relatório é só para assinantes ... Faço análise de mercado independente, todos os dias, sem banco por trás. Eu não ganho rebate de banco nem de corretora. Minha única receita é a sua assinatura. É por isso que este relatório pode dizer que a melhora das safras é de 5% real e não de 26% nominal como a empresa ressalta na apresentação. www.investe10.com.br/assine

  • RECOMENDAÇÃO DE COMPRA ! 5x lucros - fornecedora chave para AI - líder de mercado - crescimento de 2 dígitos

    Na noite desta terça ela reportou o maior lucro trimestral da história da bolsa onde é listada. Receita com alta de 257% em doze meses. Lucro operacional , alta de 557%. Margem operacional de 76%. Um único trimestre superou o lucro operacional do ano inteiro de 2025. E caiu mais de 15% em NY após divulgar isso. Em julho, a ação perdeu quase metade do valor. Foi o pior mês desde outubro de 2008. Ok, o resultado veio 5% abaixo do consenso. Mas é ridículo no contexto: . A empresa cresceu receita 51% em três meses, entregou 76% de margem operacional, tem caixa líquido, fechou dez contratos plurianuais com os maiores clientes de infraestrutura de IA do mundo, e o mercado a puniu porque ela cresceu 257% em vez de 280%. Nesse relatório, eu mostro: Por que o múltiplo é TÃO baixo (e errado nos posts do X) Por que o lucro líquido do último tri teve bizarros 118% de margem O que mudou a natureza do negócio para muito melhor recentemente O que o IPO chinês desta semana quer subiu mais de 100% significa para ela E o melhor: Você não precisa saber o que é um chip para entender a tese. Pq eu mastiguei tudo, em uma semana de trabalho intenso Aqui eu faço análise independente DE VERDADE: sem comissão, sem rebate, sem banco por trás. Só ganho se você renovar. E você só renova se funcionar. A partir de aqui, o relatório e todo o trabalho de pesquisa é só para assinantes. assine abaixo e junte-se a nossa comunidade: www.investe10.com.br/assine

  • Google no 2T26: o maior lucro trimestral da história veio com caixa negativo. E agora compra ou vende?

    O mercado esperava um bom balanço da Alphabet #GOOGL #GOGL34. Recebeu um balanço histórico. E vendeu a ação assim mesmo, com queda no after market apesar de resultados recordes em praticamente todas as linhas. Se você acha isso ilógico, ótimo. Ilógico aparente é onde mora oportunidade ou armadilha. Vamos descobrir qual das duas. O resultado do 2T26 em números A receita do trimestre foi de US$ 119,8 bilhões, alta de 24% na comparação anual, superando o consenso de US$ 116,9 bilhões. Foi o 12º trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos. Aos 27 anos de idade e US$ 4 trilhões de valor de mercado, a empresa cresce como uma small cap. O Google Cloud cresceu 82%, para US$ 24,8 bilhões, com lucro operacional de US$ 8,8 bilhões contra US$ 2,8 bilhões um ano antes. A margem operacional do Cloud saltou de 20,7% para 35,6%. Não é só crescimento, é crescimento com alavancagem operacional brutal. E o número que eu considero o mais importante do release: o backlog do Google Cloud atingiu US$ 514 bilhões em contratos já assinados e ainda não reconhecidos como receita. Meio trilhão de dólares de receita futura contratada. Isso é mais do que o PIB de muitos países que você visitou nas férias. Do lado da IA como produto: os modelos Gemini processam 22 bilhões de tokens de API por minuto, o app Gemini tem 950 milhões de usuários mensais e quase 90% da Fortune 100 usa o Gemini Enterprise. (sec) O lucro de US$ 112 bilhões: agora a parte que a manchete não conta Antes de emoldurar esse lucro, respira. A linha de outras receitas trouxe um ganho líquido de US$ 98 bilhões, resultado principalmente de ganhos não realizados em participações acionárias. Traduzindo: marcação a mercado das participações da Alphabet em duas empresas que explodiram de valor no trimestre. Quais? A SpaceX, na qual o Google detinha cerca de 6%, abriu capital em junho avaliada em US$ 1,77 trilhão, contra US$ 400 bilhões um ano antes. E a Anthropic, dona do Claude, viu sua avaliação saltar de US$ 350 bilhões para US$ 965 bilhões no mesmo período. A própria empresa informou detém cerca de 14% da Anthropic, e a participação na SpaceX vale hoje na casa dos US$ 94 bilhões, sendo US$ 80 bilhões travados em lockup de curto prazo. O efeito contábil: o ganho de US$ 99 bilhões em ações adicionou US$ 77,1 bilhões ao lucro líquido e US$ 6,26 ao lucro por ação. (Shane the Gamer) Faça a conta comigo: US$ 9,11 menos US$ 6,26 dá um LPA operacional de aproximadamente US$ 2,85. O consenso esperava US$ 2,88. Ou seja: tirando a maquiagem (legal e correta, mas maquiagem), o lucro recorrente veio em linha, com um leve miss. O lucro histórico é real no papel. O lucro que paga as contas cresceu 30%, o que continua sendo excelente. Só não é 298%. O elefante no data center: capex de US$ 205 bilhões e caixa negativo Aqui está o motivo da queda da ação. O capex do trimestre atingiu US$ 44,9 bilhões, e a empresa elevou o guidance de investimentos de 2026 para a faixa de US$ 195 a 205 bilhões, acima dos US$ 180 a 190 bilhões anteriores. Duzentos bilhões de dólares em um ano. Para comparar: isso é mais que o valor de mercado somado de Petrobras, Itaú e Vale. Consequência direta: o fluxo de caixa livre do 2T26 foi negativo em US$ 5,9 bilhões. A maior máquina de geração de caixa da história do capitalismo queimou caixa no trimestre. E como se financia isso? Em junho, a Alphabet levantou US$ 49,6 bilhões emitindo ações ordinárias e preferenciais conversíveis, emitiu US$ 20,3 bilhões em notas seniores e montou um programa de venda de ações no mercado de até US$ 40 bilhões. Leia de novo: a Alphabet, que passou duas décadas recomprando ações, agora emite ações para financiar capex. Isso é diluição. Pequena em termos relativos (cerca de 1% do valor de mercado), mas simbólica: o modelo de negócios mudou de fase. A era do capital infinito de graça acabou até para o Google. FCF yield e FCFE yield: atual e projetado Vamos ao que quase nenhum relatório por aí faz com honestidade. FCF yield atual: com FCF trimestral negativo e capex anual de US$ 195 a 205 bilhões contra uma geração operacional de caixa que estimo na casa de US$ 200 bilhões para 2026, o FCF do ano deve ficar próximo de zero ou levemente negativo. FCF yield 2026: aproximadamente 0%. Sim, zero. Você está comprando uma empresa de US$ 4,2 trilhões que neste ano não vai gerar caixa livre. FCF yield projetado: aqui a tese muda de figura. Se o capex normalizar a partir de 2028 (digamos, para US$ 120 a 140 bilhões anuais) e a geração operacional de caixa acompanhar o crescimento de receita para algo entre US$ 260 e 300 bilhões, o FCF normalizado fica na faixa de US$ 130 a 160 bilhões. Sobre o valor de mercado atual, isso implica FCF yield projetado de 3% a 4% ao ano, crescendo. Premissas minhas, explícitas, discutíveis. Desconfie de quem te der esse número com uma casa decimal de precisão. FCFE yield: o FCFE atual só é positivo por causa das captações (US$ 49,6 bi em equity mais US$ 20,3 bi em dívida). FCFE orgânico está negativo. Em outras palavras: o caixa que sobra para o acionista hoje vem do bolso de novos acionistas e credores. No cenário normalizado pós-pico de capex, com a dívida nova sendo rolada, o FCFE converge para o FCF e o yield para o acionista volta à faixa de 3% a 4%, mais o que vier de monetização das participações em SpaceX e Anthropic. O dividendo, aliás, segue de US$ 0,22 por trimestre. Yield de 0,25%. Ninguém compra GOOGL por dividendo, e está tudo bem. Múltiplos: atual e projetado P/L: o P/L corrente informado pelos agregadores roda perto de 29 a 30 vezes, mas está poluído pelos ganhos de marcação das participações. Sobre o lucro recorrente (excluindo ganhos de equity), meu cálculo aponta um P/L 2026 projetado na casa de 28 a 30 vezes ao preço atual de cerca de US$ 342. Para 2027, assumindo crescimento de lucro operacional de 25% a 30% puxado pelo Cloud, o P/L projetado cai para a faixa de 22 a 24 vezes. EV/EBITDA: estimativa minha com premissas explícitas, já que não há consenso confirmável público para essa linha: EV de aproximadamente US$ 4,1 trilhões (valor de mercado menos caixa líquido e participações líquidas) sobre um EBITDA 2026 que estimo entre US$ 185 e 195 bilhões (lucro operacional de ~US$ 150 bi mais D&A crescente pelo capex) dá um EV/EBITDA 2026 na faixa de 21 a 22 vezes, caindo para 17 a 18 vezes em 2027 nas minhas projeções. Atenção: a D&A vai explodir nos próximos anos por causa do capex, o que comprime o lucro contábil futuro. É o custo diferido da festa da IA. Comparação com pares O contexto do setor é curioso: as Magnificent Seven negociam hoje no menor prêmio de valuation da história em relação ao resto do S&P 500. Na fotografia atual de múltiplos projetados: a Nvidia negocia a cerca de 21,5 vezes lucro projetado, a Microsoft roda perto de 20,5 vezes o lucro estimado para o fiscal 2027 depois de cair 24% no ano e virar a pior das Magnificent Seven, a Meta negocia na faixa de 20 e poucas vezes e a Amazon perto de 28 vezes. Ou seja: a Alphabet, a 28-30 vezes o lucro recorrente projetado, é hoje uma das mais caras do grupo. O prêmio se justifica por dois motivos que os pares não têm juntos: Cloud crescendo 82% com backlog de meio trilhão, Portfólio de participações (Anthropic + SpaceX) que vale sozinho perto de US$ 230 bilhões e pode destravar mais valor com a Anthropic tendo protocolado um S-1 confidencial com avaliação de US$ 965 bilhões, podendo estrear valendo mais de US$ 1 trilhão. Comparação com pares internacionais O contexto do setor é curioso: as Magnificent Seven negociam hoje no menor prêmio de valuation da história em relação ao resto do S&P 500. Nvidia negocia a cerca de 21,5 vezes lucro projetado Microsoft roda perto de 20,5 vezes o lucro o motivo é que o fluxo de caixa livre combinado de Amazon, Alphabet e Microsoft está projetado para ficar negativo pela primeira vez, revertendo um pico de US$ 260 bilhões em 2024. As três maiores empresas de tecnologia do planeta viraram, temporariamente, consumidoras líquidas de capital. Quem captura esse dinheiro é a cadeia de chips. É a maior transferência de riqueza corporativa da história acontecendo em tempo real. risco setorial que ninguém deveria ignorar: o fluxo de caixa livre combinado de Amazon, Alphabet e Microsoft está projetado para ficar negativo pela primeira vez, revertendo um pico de US$ 260 bilhões em 2024. As três maiores empresas de tecnologia do planeta viraram, temporariamente, consumidoras líquidas de capital. Quem captura esse dinheiro é a cadeia de chips. É a maior transferência de riqueza corporativa da história acontecendo em tempo real. Valuation por DCF: o que o preço atual está embutindo Cenário base (conservador): receita crescendo de US$ 470 bi em 2026 para US$ 870 bi em 2031 (desaceleração gradual de 20% para 8%), margem FCF se recuperando de 0% para 24% em 2031 conforme o capex normaliza, WACC de 9% e crescimento na perpetuidade de 3,5%. Somando o valor presente dos fluxos, a perpetuidade e cerca de US$ 280 bilhões de participações e caixa líquido, chego a um valor justo abaixo do preço atual. Nesse cenário conservador, a ação está cara. DCF reverso : ao preço de US$ 342, o mercado está embutindo margem de FCF normalizada de 27% a 28% até 2031, com o capex de US$ 200 bilhões anuais se convertendo em receita de Cloud e IA na velocidade do backlog atual. É agressivo mas o backlog de US$ 514 bilhões e o Cloud a 82% dizem que não é impossível. Conclusão do valuation: GOOGL hoje não é uma ação barata pelos fluxos atuais. É uma aposta, bem fundamentada, de que o maior capex da história corporativa vira caixa. Quem compra hoje está comprando a conversão do backlog. O que diz o sell side O consenso segue construtivo: entre 64 analistas, a classificação média é de compra forte, com preço-alvo de 12 meses em US$ 433,55, upside de cerca de 25% sobre o preço atual, e nenhuma recomendação de venda entre os analistas cobertos. SWOT Forças: monopólio de fato em busca (US$ 63 bi/trimestre crescendo 17% mesmo sob "ameaça" da IA), Cloud com alavancagem operacional explosiva, backlog de US$ 514 bi, stack completo de IA (chips próprios TPU, incluindo o novo servidor Frozen v2 previsto para 2028, modelo, nuvem e distribuição), portfólio de participações de ~US$ 230 bi. Fraquezas: FCF negativo, diluição inédita, dependência de publicidade (70% da receita), lucro contábil futuro pressionado pela depreciação do capex, e o atraso do Gemini 3.5 Pro, que deslocou a percepção da empresa de vanguarda para retaguarda na corrida de modelos Oportunidades: monetização de IA na busca, conversão do backlog, IPO da Anthropic destravando valor da participação de 14%, fim do lockup da SpaceX, margens de Cloud ainda subindo. Ameaças: regulação. A Comissão Europeia acabou de multar o Google em 890 milhões de euros por descumprimento do DMA, e o cerco antitruste nos EUA continua. Some-se retorno incerto do capex, competição em IA (a própria Anthropic, da qual é sócia, compete com o Gemini, num arranjo que é simultaneamente hedge e conflito) e um eventual esfriamento do ciclo de gastos corporativos em IA. Veredicto A Alphabet entregou o melhor trimestre operacional da sua história e o mercado vendeu porque a conta da festa chegou junto: US$ 205 bilhões de capex, caixa negativo e diluição. Minha leitura: o resultado operacional valida a tese de longo prazo, o backlog dá visibilidade rara, mas o preço atual já paga boa parte disso e o ano de 2026 será de travessia no deserto do fluxo de caixa. Para mim, é hora de aguardar um ponto ainda melhor de entrada. quando o GOOGL entra, sai, aumenta ou diminui na carteira, e a qual preço, está no ALL IN ONE, junto com as posições em ações brasileiras, FIIs e renda fixa que completam a alocação. Quem tá na carteira já sabe o que fazer com essa queda. Quem não tá, resolve isso em dois minutos: www.investe10.com.br/assine Ninguém me paga comissão pra te empurrar produto. Quem paga meu trabalho é você, e mais ninguém. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Disclaimer: Este relatório tem caráter exclusivamente informativo e reflete a opinião da analista na data de sua publicação, com base em informações públicas consideradas confiáveis. Não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Estimativas de múltiplos projetados, FCF e DCF são cálculos próprios com premissas explícitas e sujeitos a erro. Analista credenciada pela APIMEC.

  • WEG (WEGE3) entrega o trimestre mais previsível da B3. E é exatamente esse o problema a 29x lucros

    São 8h30 da manhã de uma quarta-feira em Jaraguá do Sul e o mercado inteiro já sabia o que ia acontecer. A WEG divulgou lucro líquido de R$ 1,559 bilhão no 2T26, praticamente colado no R$ 1,5 bilhão que o consenso Bloomberg esperava. Nenhum susto, nenhuma surpresa, nenhum motivo para o papel andar. Para uma empresa que negocia perto de 29 vezes o lucro dos últimos doze meses, previsibilidade não é elogio. É exigência mínima. A pergunta que este relatório responde não é se a WEG é uma boa empresa. Ela é, e talvez seja a melhor indústria listada da B3. A pergunta é se #WEGE3 é um bom investimento ao preço atual. E aqui a conta fica bem mais apertada. O resultado do 2T26 em números No semestre, o retrato é o mesmo: lucro de R$ 3,016 bilhões (queda de 3,9%), receita de R$ 19,61 bilhões (queda de 3,3%) e EBITDA de R$ 4,315 bilhões (queda de 2,6%). A leitura sequencial é positiva: tudo melhorou contra o 1T26. A leitura anual é negativa: tudo piorou contra o 2T25. E a explicação para as duas coisas é uma só palavra: câmbio. O câmbio comeu o crescimento O dólar médio caiu de R$ 5,67 no 2T25 para R$ 5,05 no 2T26, uma desvalorização de 10,9%. Como a WEG fatura R$ 6,17 bilhões no mercado externo, cerca de 61% da receita total, cada centavo de real forte machuca a linha de cima. O dado que separa o ruído do sinal: em dólares, a receita externa cresceu 14,7% no ano, para US$ 1,221 bilhão. A operação internacional está acelerando em moeda forte, com destaque para demanda ligada a data centers, óleo e gás e o negócio de transmissão e distribuição. O que aparece no balanço em reais é outra história. No mercado interno, a receita de R$ 3,97 bilhões caiu 4,9%, puxada pelo fim dos grandes projetos de geração solar centralizada, sem novos projetos em 2026, parcialmente compensada pelas entregas de T&D (Transmissão e Distribuição) e por uma atividade industrial um pouco melhor. O ROIC de 33,6%, o maior nível recente, é o número que sustenta a tese inteira da WEG. Nenhum par global chega perto, e já vamos comparar. Múltiplos: o preço da perfeição Com a ação por volta de R$ 46 e valor de mercado próximo de R$ 195 bilhões, os múltiplos calculados sobre os números reportados ficam assim: P/L de 29,2x nos últimos doze meses. Lucro acumulado de R$ 6,25 bilhões (2S25 + 1S26). Para 2026 cheio, assumindo segundo semestre sazonalmente mais forte, algo entre R$ 6,3 e 6,5 bilhões, o P/L projetado fica entre 28x e 29x. Ou seja: o mercado não espera crescimento de lucro em 2026 e mesmo assim paga quase 30 vezes. EV/EBITDA de 20,2x nos últimos doze meses. EBITDA acumulado de R$ 8,9 bilhões e caixa líquido de R$ 2,65 bilhões no fim de 2025 (posição do 2T26). Projetado para 2026, com EBITDA entre R$ 8,9 e 9,1 bilhões, o múltiplo praticamente não se move: 19,8x a 20,2x. P/VP de aproximadamente 10x, coerente com ROE na casa de 35%. Pela fórmula do P/VP justo (ROE dividido pelo custo de capital próprio), um P/VP de 10x só se justifica com custo de capital abaixo de 4% ou com premissa de que o ROE de 35% é perpétuo e crescente. Nenhuma das duas é trivial. Dividend yield de cerca de 5% nos últimos doze meses, mas cuidado com esse número: ele está inflado pelo dividendo extraordinário de R$ 5,196 bilhões sobre reservas de lucros, pago em três parcelas anuais (agosto de 2026, 2027 e 2028). O yield recorrente projetado para 2026 é da ordem de 1,7%. Fluxo de caixa e FCF yield: o calcanhar do compounder Aqui está a parte que quase ninguém olha na WEG. Em 2025, a companhia gerou R$ 6,45 bilhões de caixa operacional. O capex do ano ficou na casa de R$ 3,1 bilhões, dentro do ciclo pesado de expansão de capacidade no Brasil e no exterior. Resultado: fluxo de caixa livre para a firma de aproximadamente R$ 3,3 bilhões. FCF yield atual: cerca de 1,8%. Sobre um valor de mercado de R$ 195 bilhões, é isso que a empresa devolve em caixa livre hoje. FCFE yield: praticamente o mesmo, entre 1,8% e 2,0%. Como a WEG opera com caixa líquido e dívida bruta pequena, a diferença entre fluxo para a firma e fluxo para o acionista é marginal. Projetado para 2026: entre 1,9% e 2,2%. Assumindo caixa operacional de R$ 6,5 a 7,0 bilhões e capex ainda elevado, perto de R$ 3,2 bilhões, dado que o 2T26 sozinho consumiu R$ 794,9 milhões, sendo 55,5% no exterior. Os números acima usam a base anual de 2025 como referência e são estimativas. O ponto analítico é este: um FCF yield abaixo de 2% seria aceitável em uma empresa dobrando de tamanho. A WEG está com receita e lucro em queda nominal em 2026. A defesa da tese é que o capex de hoje é o crescimento de 2027 em diante, e que o FCF normalizado pós-ciclo de investimento é substancialmente maior. É uma defesa legítima. Mas é uma promessa, não um número no balanço. Comparação com pares: a WEG é melhor, mas não é mais barata Primeira: a WEG negocia com leve desconto de P/L contra ABB e Schneider e tem ROIC muito superior, 33,6% contra 25,1% da ABB e 13,1% da Schneider. Por esse ângulo, o prêmio de qualidade da WEG é real e o papel não está caro contra os pares. Segunda camada, menos confortável: ABB e Schneider estão nesses múltiplos depois de altas de 55% e 25% em doze meses, surfando a onda de eletrificação e data centers, com carteiras de pedidos recordes. A ABB acabou de reportar trimestre histórico, com US$ 12 bilhões em entrada de pedidos, e elevou o guidance de 2026. A WEG, no mesmo período, subiu cerca de 11% e reportou lucro em queda. O mercado global está pagando caro por crescimento entregue. Na WEG, está pagando caro por crescimento prometido. A sobreposição de portfólio com a ABB em Motion e Eletrificação é o melhor argumento pró-WEG dessa comparação: se a demanda global está aquecida para a ABB, ela tende a chegar na catarinense, especialmente a partir do 3T26. O que o sell side está dizendo Banco A : compra, preço-alvo de R$ 65, upside de aproximadamente 49%. É a casa mais otimista da rua. Os catalisadores listados: entrada das novas capacidades, resolução dos impasses tarifários com os EUA, leilão de baterias no Brasil e execução da carteira de encomendas. O banco estima que a nova tarifa americana de 25%, em vigor desde 22 de julho, afeta no máximo 3% da receita, mitigável por realocação geográfica de produção e repasse de preços. Banco B: compra, preço-alvo de R$ 48 (downside após alfa de hj) A casa vê cenário desafiador no curto prazo, com pressão de margem pelo custo da expansão de capacidade, mas mantém a tese estrutural, apostando em nova fase de crescimento a partir de 2027. Banco C: neutro, preço-alvo de R$ 49. Na prévia, resumiu o sentimento: a WEG perdeu o posto de queridinha e o resultado não seria o gatilho para recuperar. Banco D: A casa considera o crescimento mais do que precificado. O intervalo de alvos vai de R$ 48 a R$ 65 Pelos alvos das casas citadas, o upside é quase zero a R$ 49. Valuation por DCF: a conta que o mercado não quer fazer Fiz o exercício completo e vou mostrar o resultado, porque é o trecho mais importante deste relatório. Premissas do cenário base: FCFF normalizado partindo de R$ 3,5 bilhões em 2026, crescimento de 12% ao ano até 2031 (acima do crescimento atual, dando o benefício da dúvida ao ciclo de capex), perpetuidade de 6% nominal e WACC de 13% em reais, compatível com uma NTN-B longa perto de 7% real mais inflação e prêmio de risco. Resultado: valor justo na casa de R$ 17 por ação. Suavizando tudo, com WACC de 11%, justificável pela receita majoritariamente externa e fluxos parcialmente dolarizados, e crescimento de 15% ao ano por cinco anos, o valor justo sobe para cerca de R$ 26 por ação. Ainda 40% abaixo do preço de tela. Antes de gritar que o modelo está errado, inverta a pergunta. O DCF reverso diz o seguinte: para justificar R$ 43,50, é preciso acreditar em crescimento de fluxo de caixa livre próximo de 20% ao ano por uma década, ou aceitar um custo de capital de empresa desenvolvida, na casa de 9%, para uma companhia listada em reais. Isso não significa que a WEG vai cair para R$ 17. Compounders de ROIC alto negociam acima do DCF tradicional há décadas, no Brasil e no mundo, porque o mercado precifica a opcionalidade de reinvestir a 33% de retorno. Significa que, no preço atual, toda a margem de segurança está na fé de que o ROIC de 33,6% sobrevive a mais dez anos de competição com ABB, Siemens, Nidec e os fabricantes chineses. Quem compra WEG a 29x lucros não está comprando o balanço de 2026. Está comprando 2032. Cenário de dcf com 30% do CAPEX, o de manutenção Cenário 2: capex cheio no período explícito, manutenção só na perpetuidade, com reinvestimento terminal de g/ROIC = 18% do NOPAT WACC 11% Valor justo R$ 31,30 Cenário para tentar entender o preço alvo de R$65 do banco mais otimista O alvo não é indefensável, mas ele exige que os quatro catalisadores listados pela casa (capacidade nova, resolução das tarifas, leilão de baterias, execução do backlog) deem certo simultaneamente, e ainda assim precisa de um custo de capital de mercado desenvolvido para fechar a conta. Não é um preço-alvo, é um cenário de céu de brigadeiro com desconto de Zurique. Três caminhos até R$ 65 (partindo do cenário generoso que rodamos: FCF normalizado de R$ 5,5 bi, capex só de manutenção) Caminho 1, mexendo no WACC: crescimento de 12,5% a.a. até 2031, perpetuidade 6% e WACC de 8,9%. Custo de capital abaixo do que a ABB usa para si mesma. Em reais. Caminho 2, mexendo no crescimento: WACC de 11% e FCF crescendo 27% ao ano por cinco anos seguidos. A WEG nunca entregou isso nem no auge do ciclo solar, e o ponto de partida é um ano de lucro em queda. Caminho 3, mexendo na perpetuidade: WACC de 11%, crescimento explícito de 12,5% e perpetuidade de 8,4% nominal para sempre. Spread de só 2,6 p.p. entre WACC e g terminal, o tipo de premissa que faz o valor terminal virar 85% do valuation. Análise SWOT Forças. ROIC de 33,6%, entre os maiores do setor no mundo. Caixa líquido de R$ 2,65 bilhões. Presença em mais de 100 países com fábricas em vários continentes, o que virou vantagem estratégica na era das tarifas. Receita externa crescendo 14,7% em dólar. Histórico de execução e alocação de capital praticamente sem manchas em seis décadas. Fraquezas. Crescimento nominal negativo em 2026: receita, EBITDA e lucro caindo no ano. Sensibilidade cambial elevada, com 61% da receita exposta à conversão para um real que se valorizou 10,9% em doze meses. FCF yield abaixo de 2% durante o ciclo de capex. Margem EBITDA em leve erosão, 21,8% contra 22,1% um ano atrás, pressionada por cobre, tarifas e custo de expansão. Oportunidades. Data centers e inteligência artificial puxando demanda por motores, transformadores e infraestrutura elétrica, o mesmo vento que produziu o trimestre recorde da ABB. Entregas de T&D nos EUA e no Brasil. Leilão de baterias no Brasil. Novas capacidades entrando em operação de 2027 em diante. Consolidação via M&A, com Heresite, Tupinambá e Sanelec já no balanço. Ameaças Tarifa americana adicional de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 22 de julho: impacto estimado em até 3% da receita, mas com risco de escalada. Real persistentemente forte. Concorrência chinesa em motores e equipamentos elétricos com agressividade crescente de preço. Vácuo do ciclo solar no Brasil sem substituto de mesmo porte no curto prazo. E o maior risco de todos: o múltiplo. Qualquer trimestre que quebre a previsibilidade custa caro a 29x. Veredito O 2T26 da WEG foi um trimestre estático de uma empresa extraordinária: em linha com o consenso, melhor que o 1T26, pior que o 2T25, com o ROIC provando mais uma vez que a máquina de Jaraguá do Sul não tem igual na B3. O problema não está na empresa. Está no preço. A 29x lucros com lucro em queda, FCF yield abaixo de 2% e um DCF que só fecha com premissas heroicas, WEGE3 embute a recuperação de 2027 inteira e ainda cobra pedágio. O upside pela mediana dos alvos do sell side é módico, e a casa mais otimista da rua precisa que tarifa, câmbio, leilão de baterias e capacidade nova deem certo simultaneamente. Minha leitura: WEGE3 está no preço. Para quem está fora, o ponto de entrada com margem de segurança não é este. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Este relatório tem caráter exclusivamente informativo e educacional, reflete a opinião da analista na data de publicação com base em dados públicos e não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Analista certificada CNPI-P e CGA, registrada na APIMEC.

  • A recomendação que eu não posso fazer

    Ela negocia a 16x lucros, é dona do humanoide mais avançado do Ocidente e o mercado ainda a precifica como um negócio antigo.... Não era turismo. Na quinta-feira passada, Jensen Huang jantou num izakaya em Tóquio. Não era turismo. No dia 16 de julho, a Nvidia anunciou parceria com Fanuc e Yaskawa Electric para acelerar o desenvolvimento de robótica e IA. Fujitsu e Kawasaki também entraram no acordo, que empurra o que a Nvidia chama de "Physical AI": a tecnologia que permite a robôs perceber, raciocinar e agir no mundo real. A frase de Huang em Tóquio: "Physical AI é a próxima revolução industrial, e ela será feita no Japão." O tamanho do prêmio em disputa: o Morgan Stanley projeta 1 bilhão de humanoides e US$ 5 trilhões de receita anual até 2050, com crescimento de 54% ao ano na próxima década. Tesla negocia acima de 100x lucros. Nvidia carrega prêmio de década. Os ETFs de humanoides lançados em 2025 negociam entre 38x e 43x. Comprar a tese pelos nomes óbvios é pagar ingresso de camarote com o show já começado. Mas existe uma exceção. Uma empresa que: - é dona do robô humanoide que roubou a cena na maior feira de tecnologia do mundo em janeiro; - comprou esse ativo por pouco mais de US$ 1 bilhão em 2021, e ele hoje vale cerca de US$ 20 bilhões; - tem um IPO desse ativo mapeado na Nasdaq, com data provável; - e mesmo assim negocia a um dígito e meio de P/L, porque o mercado insiste em classificá-la na prateleira errada. Corretoras locais já elevaram o preço-alvo dela em mais de 150% por causa de um único negócio dentro do grupo. No relatório completo, eu digo o nome, mostro os números, os riscos que ninguém posta no X e como acessar do Brasil. 🔒 *Conteúdo exclusivo para assinantes a partir daqui.* Achei a ação perfeita da próxima onda. Tem um problema A (DESEJADA) recomendação: Hyundai Motor (005380.KS) A tese é ótima mas eu NÃO vou recomendar porque você não consegue comprar... explico na sequência... Você paga múltiplo de montadora e leva de brinde a líder ocidental em robótica humanoide. O gatilho: por que agora Três eventos convergiram nas últimas semanas e colocaram a IA física no centro da narrativa de mercado: 1. Em 15 de julho, a Nvidia anunciou colaboração estratégica com Fujitsu, Fanuc, Kawasaki e Yaskawa, que entraram na Cosmos Alliance para acelerar a aplicação da plataforma Nvidia em IA física. A colaboração cobre fábricas, varejo, logística e saúde, num movimento explícito para não perder terreno para a concorrência chinesa. 2. O contexto estrutural: O Japão enfrenta uma das escassezes de mão de obra mais agudas entre as economias avançadas, com população em idade ativa encolhendo há anos. Escassez de trabalhador é o combustível econômico da automação, e o mesmo filme roda nos EUA, na Europa e na China. 3. E o evento que interessa à nossa tese: a Boston Dynamics divulgou em maio o primeiro vídeo do Atlas em versão de desenvolvimento voltada ao chão de fábrica. A transição de vídeo viral para produto comercial começou. Ressalva: boa parte do que foi anunciado em Tóquio são planos e intenções, não implementações concluídas. É tese de longo prazo no primeiro capítulo. E é exatamente por isso que ainda existe assimetria de preço em algum lugar. O valuation: a única porta de entrada barata da tese A Hyundai negocia a 15,9x lucro projetado para 12 meses, valuation considerado muito atrativo para um grupo que está na fronteira da comercialização de humanoides e é uma das poucas montadoras desenvolvendo a tecnologia de forma independente. Coloque isso em perspectiva. Na mesma corrida: Tesla acima de 100x. Nvidia com prêmio de infraestrutura de IA. O ETF ativo de humanoides HUMN a 42,7x, o KOID a 38,4x. Fanuc e Yaskawa, as parceiras diretas da Nvidia, viraram manchete na semana passada e carregam prêmio de robótica pura. A Hyundai é o único nome relevante da tese negociando a múltiplo de empresa cíclica comum. O mercado olha para ela e vê uma montadora coreana. Dentro dela, tem outra coisa. O ativo escondido: Boston Dynamics A Boston Dynamics, braço de robótica do grupo Hyundai, viu sua avaliação multiplicar por mais de 20 vezes em cerca de cinco anos, para aproximadamente 30 trilhões de wons (US$ 20 bilhões), contra US$ 1,1 bilhão quando o grupo fechou a aquisição em 2021. Foi possivelmente o melhor M&A da década em tecnologia, e quase ninguém fala dele. O catalisador da reprecificação: a estreia do novo Atlas na CES 2026, rodando o modelo Gemini do Google e capaz de levantar até 50 kg. O roadmap prevê o robô operando na fábrica do grupo na Geórgia (EUA) a partir de 2028, começando por logística e expandindo para montagem de peças até 2030. Isso importa por um motivo que separa a Boston Dynamics das startups de pitch deck: ela tem cliente cativo A própria Hyundai é a primeira fábrica-laboratório. Enquanto Figure e 1X precisam convencer terceiros a testar seus robôs, o Atlas já tem cliente cativo. E a competição confirma o valor: a Figure AI, rival direta, captou em setembro de 2025 a um valuation de US$ 39 bilhões. Após a demonstração do Atlas na CES 2026, muitos passaram a ver a Boston Dynamics como a líder da corrida. Se ela for avaliada em linha com a Figure, a participação da Hyundai pode valer mais de US$ 30 bilhões. O catalisador com data: o IPO O mercado já trabalha com um possível IPO da Boston Dynamics na Nasdaq no início de 2027. E o movimento societário recente reforça a rota: O grupo acaba de garantir 100% da Boston Dynamics, o que deve impactar positivamente os planos de listagem. O sell side coreano já fez as contas: projeção de Boston Dynamics valendo 53,3 trilhões de wons (cerca de US$ 36 bilhões) em 2027, adicionando 14,4 trilhões de wons ao valuation da Hyundai. A KB Securities projeta 128 trilhões de wons até 2035 e elevou o preço-alvo da ação de 310 mil para 800 mil wons, classificando a Boston Dynamics como ponto de virada decisivo na inovação de produtividade da Hyundai. De 310 mil para 800 mil wons. Não foi ajuste fino, foi mudança de tese. Soma das partes: o argumento central O caso Hyundai é o clássico "sum of the parts" que o mercado precifica pela parte chata: - O negócio de carros: gerou cerca de US$ 1,7 bilhão de lucro operacional num único trimestre, mesmo com queda de 31% causada pela guerra no Oriente Médio. É uma máquina de caixa cíclica, mas real. - A robótica: um ativo de aproximadamente US$ 20 bilhões e crescendo, comprado por US$ 1,1 bilhão, com IPO à vista. - O preço:15,9x lucros forward, como se a segunda parte não existisse. Se o robô decepcionar, você segura uma montadora lucrativa a múltiplo de montadora. Se entregar, você comprou a próxima queridinha do mercado pelo preço de um Tucson. Assimetria é isso. Os riscos 1. O core ainda é carro A empresa ainda ganha a maior parte do dinheiro vendendo veículos e com financiamento. Tarifas americanas, competição chinesa em EVs e ciclo automotivo mandam mais no resultado dos próximos 8 trimestres do que qualquer humanoide. 2. O IPO corta dos dois lados. Se a Boston Dynamics listar separada, parte do valor migra para o novo ticker e a Hyundai pode carregar desconto de holding. A participação também está distribuída pelo grupo: na aquisição, entraram Hyundai Motor com 30%, Mobis com 20%, Glovis com 10% e o chairman Euisun Chung com 20%. Você não compra 100% do robô comprando a montadora. 3. Desconto Coreia Governança de chaebol, estrutura societária cruzada e o fato de a listagem a valuation elevado também servir ao planejamento sucessório e ao financiamento de impostos de herança do chairman são fatores que o investidor precisa conhecer, não ignorar. 4. A ação já andou. O papel saltou 8% num único pregão em maio, superando 700 mil wons, embalado pela expectativa do IPO da robótica. Parte da tese já está no preço. O que resta capturar é a distância entre 15,9x e o múltiplo que o mercado pagará quando parar de classificá-la como montadora. 5. Risco de cronograma. 2028 na Geórgia é plano, não contrato. Humanoide em escala comercial pode atrasar, e a 16x você tem colchão, mas não imunidade. Como acessar do Brasil — e aqui a recomendação esbarra na realidade Os caminhos, do mais direto ao mais diluído: 1. Corretora internacional com acesso à bolsa da Coreia — ação ordinária 005380.KS. É a via correta para posição relevante Se você tem acesso à bolsa da Coreia, considere esta tese com carinho. Mas eu sei que provavelmente você não tem: as plataformas internacionais mais usadas pelos brasileiros dão acesso aos EUA, não a Seul. 2. Balcão americano (HYMTF) — representa as ações coreanas, mas negocia com liquidez menor e nem toda plataforma oferece. Serve para posição pequena, com ordem limitada, nunca a mercado. O balcão americano (HYMTF) também não está disponível nas plataformas internacionais mais conhecidas por aqui. 4. Para quem só opera B3: o BDR BOTZ39, que replica o ETF americano BOTZ e permite investir em reais, sem conta no exterior. A Hyundai está na carteira junto com Nvidia, Fanuc e o resto do ecossistema. É o plano B honesto, não a tese desta recomendação Funciona, mas tem um custo embutido: você é obrigado a levar junto um monte de ativos caros que não fazem parte desta tese. Conclusão: A tese é ótima, e eu recomendaria ... se desse para comprar Resultado: compartilho meu estudo e recomendo compra de 1,5% do patrimônio líquido , para alguém que tiver conta no exterior diretamente... mas por enquanto , ficara fora da carteira all in one... Mas não termina aqui. Eu já encontrei uma alternativa que captura a mesma onda, está listada na bolsa americana convencional e você compra em qualquer plataforma internacional daqui do Brasil. Estou finalizando o estudo e ela sai nos próximos dias. Assinante da carteira ALL IN ONE vê primeiro, com o call completo: preço de entrada, tamanho de posição e acompanhamento. Se o problema da Hyundai é que você não consegue comprar, o da próxima é que quase ninguém percebeu que ela existe. Análise independente de verdade: sem comissão, sem rebate, sem banco por trás. Só ganho se você renovar. E você só renova se funcionar. www.investe10.com.br/assine Achou útil? Encaminha para aquele amigo. Era para ser uma recomendação , mas virou essa news de graça e ele vai te agradecer. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P, CGA Disclaimer: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Reflete a opinião da analista na data de publicação, com base em informações públicas consideradas confiáveis, sem garantia de exatidão ou completude. Não constitui oferta de compra ou venda de valores mobiliários nem recomendação individualizada. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Investimentos no exterior envolvem risco cambial, tributário e operacional adicionais. O investidor deve avaliar sua adequação ao próprio perfil de risco antes de investir. Elaborado em conformidade com a Resolução CVM 20.

  • PLPL3: enquanto o short comemora, o dono compra

    A prévia do 2T26 que o mercado chamou de "levemente negativa" esconde o dado mais importante do trimestre. E ele não está no release. Sexta-feira de manhã, e leio: O Bradesco BBI publica sua leitura da prévia operacional da Plano&Plano: "levemente negativa". Lançamentos caindo, queima de caixa, covenant perto do teto. A ação, que já acumula queda de 42% no ano contra alta de 8% do Ibovespa, segue no grupo das mais odiadas da bolsa. PLPL3 figura entre as dez ações mais alugadas da B3, e quem apostou contra ganhou: o papel caiu 47% em doze meses. Enquanto isso, longe do barulho, os formulários da CVM contam outra história. Em junho, o controlador da Plano&Plano comprou mais de 526 mil ações da própria empresa, a preços entre R$ 8,26 e R$ 8,54, cerca de R$ 4,4 milhões em um único mês. Somando as compras de maio, o cheque do controlador se aproxima de R$ 10 milhões em oito semanas. Em abril, um conselheiro comprou 29 mil ações pagando entre R$ 12,72 e R$ 12,91. Sim, acima do preço atual. E continuou comprando depois, mais barato. De um lado, o mercado vendido e o sell side cauteloso. Do outro, as pessoas com mais informação sobre a empresa no planeta comprando com o próprio dinheiro, mês após mês, em volume relevante. Alguém está errado. Neste relatório eu explico por que acho que não são os insiders. é um complemento ao último relatório que fiz sobre a empresa, agora com os números da prévia do 2T26 na mesa, a atualização do meu modelo de NAV e a resposta honesta para o único ponto da tese baixista que merece respeito: o caixa. É o tipo de análise que você só encontra em casa independente de verdade. Ninguém me paga comissão pra te empurrar produto, não recebo rebate de banco nem de corretora. Quem paga meu trabalho é o assinante, e mais ninguém. Se quiser o acompanhamento completo, com todas as posições da carteira, é em www.investe10.com.br/assine Se você já é assinante, basta continuar a leitura...

  • Renda fixa ou ações? Os dois estão errados. E fica desconfortável de tão bom.

    Todo brasileiro tem na família alguém que atravessou 2015 achando que estava protegido. A inflação passou de 10%, a poupança rendeu 8% e a pessoa olhava o extrato crescendo sem perceber que ficava mais pobre a cada mês. O saldo subia. O poder de compra descia. É o tipo de derrota silenciosa que não aparece no aplicativo do banco, e é exatamente por isso que ela é tão eficiente. A pergunta que mais recebo é direta: quem protege mais da inflação, renda fixa ou ações? A resposta honesta é mais interessante que a pergunta. E em 2026 ela ficou ainda melhor, porque o Brasil está vivendo uma anomalia que muda o cálculo. Quem entender isso agora sai na frente. Quem entender depois vai pagar mais caro pelos mesmos ativos. O que os números dizem hoje O IPCA acumula 4,64% em 12 meses. A Selic está em 14,25% ao ano. Parece confortável para quem vive de juros, mas proteção contra inflação não é sobre juro alto. É sobre juro real: o que sobra depois da inflação e do imposto. Comecemos pela queridinha nacional. A poupança rende 0,5% ao mês mais TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. Com a TR gorda que esse nível de Selic produz, ela entregou cerca de 8,3% nos últimos 12 meses. Descontado o IPCA de 4,64%, sobra um ganho real na casa de 3,5% ao ano, isento de imposto de renda. Ou seja, a poupança até protege. O problema é o custo de oportunidade: ela deixa quase metade do juro real disponível na mesa. O Tesouro IPCA+ negociava em junho a uma taxa média de 7,64% acima da inflação, e o vencimento 2032 chegou a pagar 8,47% reais ao ano, a maior taxa da série histórica. O mercado percebeu: as vendas desses títulos saltaram 73% no primeiro semestre. E o prefixado, que tanta gente confunde com proteção? Ele é o oposto disso. Se a inflação surpreende para cima, o juro real contratado derrete. Prefixado é aposta na inflação comportada, não seguro contra ela. Na Carteira ALL IN ONE, a parcela de renda fixa já está posicionada nos vencimentos de IPCA+ que considero o melhor ponto da curva, com os motivos explicados em português claro. Se você ainda decide isso sozinho no escuro, resolve hoje: www.investe10.com.br/assine O que 200 anos de dados ensinam Agora o outro lado do ringue. Ações protegem da inflação por um mecanismo completamente diferente: empresa boa repassa inflação no preço. Receita, lucro e dividendo são grandezas nominais, quando tudo sobe, eles sobem junto. Quem compra uma ação não compra um juro. Compra participação em quem dita o preço. A série histórica mais famosa das finanças, compilada por Jeremy Siegel em Stocks for the Long Run, mostra que as ações americanas entregaram cerca de 6,7% ao ano acima da inflação entre 1802 e 2021. Títulos longos renderam 3,5% reais, títulos curtos 2,5%, ouro apenas 0,6%. E o dinheiro parado perdeu 1,4% ao ano, o que ao longo de duas décadas significa ver um terço do poder de compra evaporar sem fazer nada de errado além de nada. Nenhuma classe de ativo chegou perto das ações no longo prazo. Mas existe uma pegadinha de prazo que o marketing de corretora costuma omitir: no curto prazo, inflação alta força juro alto, e juro alto derruba o preço das ações. A proteção falha justamente quando a inflação acelera. Ações protegem da inflação no destino, não na viagem. O prêmio é de quem atravessa. E atravessar fica muito mais fácil quando você sabe o que carrega e por quê. A anomalia de 2026 Junte as duas pontas e o quadro fica desconfortável de tão bom. O Brasil está pagando hoje, em título público com garantia do Tesouro, entre 7% e 8% reais ao ano. É o mesmo retorno que a bolsa americana levou dois séculos para entregar, com a diferença de que lá o investidor precisou engolir guerras, depressões e crises para colher os 6,7%. Quando o ativo sem risco de mercado paga o retorno histórico do ativo com risco, alguma coisa está fora do lugar. E o que está fora do lugar tem nome: medo fiscal e eleição. O mercado exige esse prêmio para financiar o governo brasileiro porque não confia na trajetória da dívida em ano eleitoral. Taxa de pânico é assim, generosa com quem tem sangue frio Antes de sair travando tudo em IPCA+, as letras miúdas. Primeira: o juro real só é garantido para quem leva o título até o vencimento. Vender antes significa aceitar o preço de mercado do dia, e a marcação a mercado pode mostrar prejuízo de dois dígitos se o juro subir depois da compra. Segunda: o imposto de renda morde de 15% a 22,5% do ganho total, incluindo a parcela que é mera correção da inflação. Um IPCA+ 8% bruto vira algo como IPCA+ 6% e pouco líquido, dependendo do prazo. Ainda excelente, mas não é o número da tela. Do outro lado, a bolsa brasileira embute o mesmo medo com o sinal trocado. Com juro real de 8% no título público, o investidor exige desconto brutal para aceitar o risco de ações, e empresas lucrativas negociam a múltiplos de crise. O pessimismo que pune a bolsa hoje é a matéria prima do retorno de amanhã. Se o ciclo de corte da Selic prosseguir como o mercado projeta, os dois lados ganham ao mesmo tempo: O IPCA+ valoriza na marcação a mercado e a bolsa reprecifica, porque lucro futuro vale mais quando descontado a juro menor. É por isso que os assinantes da ALL IN ONE não precisaram escolher um lado dessa aposta. A carteira carrega os dois motores ao mesmo tempo, na proporção certa. Quer ver como fica na prática? www.investe10.com.br/assine O veredito Renda fixa ou ações é a pergunta errada. Renda fixa indexada protege o poder de compra com contrato: você sabe exatamente quanto vai receber acima da inflação, desde que respeite o prazo. Ações multiplicam o poder de compra com tempo: sem garantia no meio do caminho, com o maior prêmio histórico no fim dele. O erro clássico do investidor brasileiro é tratar isso como torcida de futebol. O rentista que despreza bolsa abriu mão do único ativo que venceu a inflação por dois séculos. O entusiasta de ações que ignora IPCA+ a 8% está recusando um presente que o medo alheio colocou na mesa. Carteira séria não escolhe um lado. Escolhe a dose de cada um, calibrada para objetivo e prazo. A janela atual, com juro real recorde na renda fixa e bolsa precificada para o pior, é o tipo de configuração que aparece poucas vezes por década. A pergunta que fica não é se você deveria aproveitar. É quanto tempo ela ainda vai durar, porque taxa de pânico não espera ninguém se decidir. Como a ALL IN ONE resolve esse dilema Foi exatamente para esse tipo de decisão que eu montei a Carteira ALL IN ONE. Em um lugar só, você recebe a alocação completa: Qual percentual e como comprar IPCA+ da forma mais eficiente, quais ações, quais FIIs e ativos internacionais, em qual proporção, com as mudanças avisadas quando o cenário muda. Sem precisar virar analista, sem passar o domingo comparando taxa de título. Se você já é assinante, sua carteira já está posicionada para essa janela dupla e o relatório completo com os ativos e percentuais está na sua área de membro. Se ainda não é, o momento de entrar é enquanto a anomalia existe, não depois que ela fechar. Eu sou analista certificada CNPI e trabalho no modelo em que eu só ganho se você ganhar e continuar assinante, pois está feliz com a entrega. Sem rebate de corretora, sem comissão escondida, sem empurrar produto. Assine agora: www.investe10.com.br/assine Um abraço, Cristiane Fensterseifer, CNPI

  • O mercado comemora o IPCA. O Pacífico prepara uma surpresa. Prepare seu bolso e carteira aqui:

    O mercado brasileiro comemorou. O IPCA de junho veio em 0,16%, bem abaixo dos 0,31% esperados, com alimentos em deflação de 0,24%. Café, frutas e carnes caindo. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,64%. No mesmo dia, do outro lado do planeta, a NOAA, a agência climática dos Estados Unidos, elevou para 81% a probabilidade de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro. Se confirmar, pode ser o mais intenso já registrado. E deve durar até pelo menos abril de 2027. O mercado está olhando pelo retrovisor. Este relatório olha pelo para-brisa. O que o El Niño faz com o Brasil O El Niño é o aquecimento anômalo das águas do Pacífico. Parece distante, mas ele mexe diretamente em três coisas que definem a inflação brasileira. Primeiro, a safra. O padrão histórico do fenômeno é chuva em excesso no Sul e seca no Centro-Norte. Soja, trigo e cana entram na linha de tiro. Safra pressionada significa alimento mais caro na gôndola, com defasagem de alguns meses entre o campo e o carrinho do supermercado. Segundo, a energia. Reservatórios de hidrelétricas em queda forçam o acionamento de térmicas, que são mais caras. Isso vira bandeira tarifária na sua conta de luz. Em junho, a energia elétrica já subiu 1,53% e foi o maior impacto individual do IPCA. Isso antes do El Niño chegar com força. Terceiro, a expectativa. Economistas já projetam inflação de alimentos acima de 7% em 2026. Quando alimento e energia sobem juntos, a inflação cheia resiste, as expectativas pioram e o Banco Central perde espaço para cortar juros. A armadilha do IPCA bonzinho Aqui está o ponto que quase ninguém conectou. A deflação de alimentos de junho é fruto de safra boa e clima favorável no passado recente. É exatamente essa condição que o El Niño ameaça reverter no segundo semestre. Ou seja: o dado que fez o mercado comemorar tem prazo de validade. E o investidor que monta posição olhando para a inflação de ontem costuma pagar caro pela inflação de amanhã. A consequência prática mais importante está nos juros. A Selic está em 14,25% e o mercado projeta queda para a casa de 13,50% até o fim de 2026. Um choque de alimentos e energia no meio do caminho pode desacelerar esse ciclo de cortes. Quem apostou pesado em prefixado longo contando com queda rápida de juros pode ter uma surpresa desagradável. O manual de proteção A boa notícia: o mercado brasileiro oferece hoje uma das proteções mais generosas da história recente. Só que a janela não fica aberta para sempre. Na renda fixa, o instrumento clássico contra esse cenário é o título IPCA+. Ele paga a inflação, seja ela qual for, mais uma taxa real contratada. Hoje o Tesouro IPCA+ 2035 paga IPCA + 8,33% ao ano. Para dar contexto: juro real acima de 6% já é considerado raro no mundo. Acima de 8% é anomalia histórica. Se a inflação rodar entre 4% e 5%, o retorno bruto fica na casa de 12% a 13% ao ano, com proteção total do poder de compra. Se o El Niño bagunçar os preços, a proteção vale ainda mais. O CDI, por outro lado, protege menos do que parece. Ele rende bem hoje, mas carrega risco de reinvestimento: quando a Selic cair, o rendimento cai junto, e você não travou nada. O IPCA+ resolve exatamente isso. Na bolsa, o cenário separa as empresas em três grupos. As protegidas: companhias com poder de repasse de preço, que conseguem subir a etiqueta sem perder cliente, e geradoras de energia bem posicionadas, que podem se beneficiar de preços mais altos. As beneficiadas: parte do agro ligada a açúcar e etanol tende a capturar preços internacionais melhores quando o clima aperta a oferta global. E as vulneráveis: varejo voltado às classes de menor renda, que sofre quando comida e luz comem o orçamento das famílias, e empresas com custo intensivo em grãos ou energia sem capacidade de repasse. O erro clássico nesse momento é não fazer nada, deixar tudo no CDI e achar que está protegido. Proteção de verdade é alocação: travar juro real alto enquanto ele existe e escolher, na bolsa, as empresas certas para o cenário que vem, não para o que passou. O que fazer agora Se você já é assinante da carteira ALL IN ONE: a estrutura da carteira já contempla esse cenário. A parcela de renda fixa aproveita as taxas reais elevadas de agora, e as posições em ações foram escolhidas com atenção a poder de repasse e resiliência de margem. O que eu recomendo neste momento é usar os aportes novos para se aproximar dos pesos recomendados, principalmente se a sua renda fixa está abaixo do alvo. Qualquer mudança de recomendação por causa do avanço do El Niño chega primeiro pra você, na área de assinantes e no Telegram, como sempre. Se você ainda não é assinante: este relatório te deu o mapa. A ALL IN ONE te dá o caminho completo, com as ações específicas, os fundos imobiliários, os títulos com as melhores taxas e a alocação internacional, tudo com pesos exatos e acompanhamento contínuo. Sou analista certificada, CNPI, e não ganho comissão para te empurrar produto. Meu único produto é a qualidade da recomendação: se a carteira não entregar, você não renova. Eu só ganho se você ganhar. O acesso à carteira ALL IN ONE está aqui : www.investe10.com.br/assine O El Niño já deu o aviso. A pergunta é se o seu dinheiro vai ouvir.

  • #MRVE3: A engenharia da desalavancagem (ou: como vender perdendo pode ser a decisão certa)

    Chega um momento em que o ativo no balanço não vale o que o balanço diz que vale. A pergunta não é "vou vender com lucro ou com perda". É "vou vender agora, reconhecendo a perda, ou vou esperar e descobrir uma perda maior depois". A MRV assinou a venda de dois empreendimentos texanos por valor bem abaixo do que estavam registrados no balanço. A perda contábil foi de 26%. A dívida caiu. Foi mais um passo do plano de desalavancagem mas sobrou uma conta a pagar e a pergunta é : quem vai pagar essa diferença no fim da história. Isso pq quem comprou MRV com a tese de que a ação estava descontada versus VPA (valor patrimonial) tem que observar que o VPA REDUZ a cada venda como está, feita abaixo do valor patrimonial do ativo no balanço. O patrimônio da MRV é quente ou virou um número que só existe até o próximo impairment aparecer? A venda de ontem já não é o primeiro impairment da empresa e não deve ser o último Isso interessa direto a quem segura ou pensa em montar posição numa construtora negociando a uma fração do book. Porque se o book está inflado, o desconto não existe. E se não existe desconto, a tese de recuperação muda de figura. No relatório completo eu destrincho a venda, o histórico de execução do plano de desinvestimento, o que isso muda na dívida líquida e por que o consenso dos analistas está dividido entre "oportunidade" e "cilada" depois de mais de mil dias de queda contínua. #MRVE3 O fato Em 22 de junho de 2026, a #MRVE3 comunicou ao mercado a assinatura do compromisso de compra e venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, ambos no Texas, EUA, pertencentes à Resia, sua subsidiária americana. Valor total: US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). Liquidação prevista para julho de 2026, com depósito não recuperável de US$ 12 milhões já garantido. A companhia justificou a perda de 26% sobre o valor patrimonial citando dois fatores: 1) cenário de juros elevados nos EUA com expectativa de alta, e 2) NOI dos projetos abaixo do potencial, já que a ocupação e o aluguel praticado ainda não atingiram o ponto de maturidade do empreendimento. Em contrapartida, o efeito sobre o balanço consolidado: Redução de 7,5% na dívida líquida consolidada da MRV&Co, equivalente a US$ 87 milhões (R$ 448 milhões) Redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em minority interest Do legado de projetos da Resia, sobra apenas o Memorial (US$ 109 milhões em valor patrimonial, venda esperada ainda em 2026). Golden Glades (US$ 133 milhões) e North City (não consolidado no balanço, obra quase concluída) devem gerar lucro contábil na alienação, segundo a própria companhia. Desde o anúncio do plano de desalavancagem em dezembro de 2024, o total vendido soma US$ 380 milhões (R$ 2 bilhões). O contexto que o release não conta Esse não é o primeiro corte com perda na Resia, e a companhia já vinha sinalizando isso. No 1T26, a subsidiária americana vendeu o projeto Tributary e negociou os terrenos Marine Creek e Tucker por US$ 91,5 milhões, dentro de um plano de venda de US$ 800 milhões em ativos da Resia até o fim de 2026. Com a venda anunciada agora, o total realizado sobe para algo em torno de US$230 milhões dentro dessa meta, ou seja, menos de um terço do caminho percorrido, com o trimestre 1T26 já tendo mostrado prejuízo líquido de US$ 94 milhões na operação americana. A venda em si reduz dívida e tira risco de execução, mas não resolve o problema estrutural. A relação entre passivo acumulado e patrimônio líquido da MRV&Co chegou a representar 102,1% do PL no 1T26, um dos níveis mais elevados entre as construtoras listadas Isso significa que cada nova rodada de impairment na Resia corrói diretamente o patrimônio líquido consolidado, o que é exatamente o tipo de erosão que destrói o argumento de "desconto sobre o VPA" como tese de investimento. Em outras palavras: o book não é uma fotografia estática. Ele está sendo reescrito a cada venda, e até agora sempre na direção de baixo. Quem absorve a conta final Se a Resia ainda tem ativos a vender e o histórico recente é de perdas entre 20% e 30% sobre valor patrimonial, o buraco residual da desalavancagem inteira vai ser fechado por quem? Existem duas respostas possíveis na minha opinião: 1) Ou a operação brasileira gera caixa suficiente para cobrir essa diferença ao longo do tempo (o que comprime o retorno disponível ao acionista no curto prazo), ou 2) a companhia eventualmente precisa de um aumento de capital, o que dilui quem está posicionado hoje. O preço-alvo da MRV tem q considerar as premissas de cap rate usadas pela companhia para a venda dos ativos da Resia que podem estar otimistas demais para o ambiente atual de juros "notícia positiva porque reduz dívida" ou "notícia neutra porque só transforma dívida latente em perda realizada". As duas leituras são tecnicamente corretas. A diferença é o horizonte de quem está olhando. Operação Brasil: a outra metade da tese, está melhorando Enquanto a Resia segue sangrando, a operação doméstica de incorporação é o motivo pelo qual existe gente comprando a ação. No 1T26: Receita líquida no Brasil de R$ 2,6 bilhões, alta de 18% a/a Margem bruta de 31%, evolução de 3,7 p.p. a/a Lucro líquido da MRV Incorporação de R$ 45 milhões, com ROE de 15,5% no trimestre, contra 4,8% um ano antes Lançamentos de R$ 2,9 bilhões e vendas de R$ 2,5 bilhões (+14% a/a), ticket médio de R$ 270 mil O problema é que o resultado consolidado, somando Resia, Luggo e Urba, ainda apaga boa parte dessa melhora. A MRV&Co teve prejuízo líquido de R$ 76 milhões no 1T26, menor que o prejuízo de R$ 363 milhões um ano antes, mas ainda negativo, com margem líquida consolidada de -1,4% no trimestre. Valuation e múltiplos P/L 26E em torno de 4x P/VP 26E abaixo de 0,5x Preço-alvo médio (consenso, 13 analistas) R$ 10,68, upside médio de 71%

  • O Japão gastou US$ 72 bilhões para segurar o iene. E perdeu.

    Em 28 de abril, o Ministério das Finanças do Japão começou a queimar reservas para defender sua moeda. Quando parou, um mês depois, tinha gasto ¥ 11,73 trilhões, o equivalente a US$ 72,5 bilhões. A maior intervenção cambial do país desde 2004. O resultado: nesta semana, o iene furou 162 por dólar, o menor nível desde 1986. Setenta e dois bilhões de dólares. Zero efeito duradouro. Se você acha que isso é problema do Japão, deixa eu te mostrar por que o seu portfólio discorda. A aritmética que nenhuma intervenção revoga O motivo da queda do iene é brutalmente simples. O BoJ elevou a taxa básica para 1% em 16 de junho, o maior nível desde 1995. Parece aperto. Mas os juros americanos seguem muito acima disso, e enquanto esse diferencial existir, tomar iene emprestado para aplicar em dólar continua sendo o negócio mais óbvio do mercado global. É o famoso carry trade. E ele move montanhas: o mercado de câmbio gira US$ 9,5 trilhões por dia Contra isso, US$ 72 bilhões de intervenção é enxugar gelo com guardanapo. O agravante veio de dentro. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou um programa de investimento de US$ 2,3 trilhões ao longo de 14 anos, sem detalhar o financiamento, num país cuja dívida pública já ronda US$ 9 a 10 trilhões. Mais gasto fiscal, mais medo de inflação, mais pressão na moeda. O mercado leu na hora. Por que isso bate na sua carteira Aqui está o ponto que quase ninguém conecta. Durante décadas, o Japão foi a fonte de dinheiro barato do planeta. Fundos tomavam iene a juro zero e compravam de tudo: Treasuries, ações americanas, cripto, bolsa de emergentes. Inclusive Brasil. Quando esse fluxo reverte, o mundo sente. E não é teoria: em agosto de 2024, o desmonte do carry trade provocou a maior queda diária das ações japonesas desde 1987 e derrubou o S&P 500 em 6,1% em três dias. Quem tinha small caps brasileiras naquela semana lembra do estrago sem precisar consultar o home broker. Agora o roteiro se repete com um ingrediente a mais: juro japonês subindo de verdade. Título de 10 anos do Japão pagando o que não pagava há décadas significa que o investidor japonês, o maior credor do mundo, tem cada vez menos motivo para deixar dinheiro fora de casa. As posições japonesas em Treasuries caíram cerca de US$ 100 bilhões em 2024 — e parte disso foi justamente para financiar as intervenções. Menos dinheiro japonês circulando é menos liquidez global. Menos liquidez global é mais volatilidade em tudo que é considerado risco. E na prateleira global de risco, Brasil está sempre na primeira fileira. O calendário que importa A próxima decisão do BoJ está marcada para o fim de julho. O mercado vai chegar nela dividido: se o banco central japonês subir juros de novo para defender a moeda, acelera o desmonte do carry trade. Se não subir, o iene segue derretendo e a pressão só aumenta. Não existe saída limpa. Para o investidor brasileiro, isso desenha dois cenários práticos. No primeiro, choque de volatilidade global tipo agosto de 2024, com queda indiscriminada de ativos de risco e oportunidade de compra em empresas boas que caem junto com as ruins. No segundo, deterioração lenta com dólar forte, pressão sobre o real e a Selic tendo mais um motivo para não cair tão cedo. Nos dois cenários, a pergunta é a mesma: sua carteira está montada para atravessar isso ou está torcendo para não acontecer? O que eu estou fazendo com o meu dinheiro Na Carteira ALL IN ONE do Investe10, essa leitura macro já está dentro da alocação. É uma carteira completa: ações brasileiras selecionadas com margem de segurança, fundos imobiliários, renda fixa aproveitando a Selic de 15% e exposição internacional que funciona exatamente como proteção para cenários como esse — quando o estresse global chega, a parte dolarizada da carteira amortece o golpe na parte local. Não é carteira de trade nem de aposta em um único cenário. É construção de patrimônio com gestão de risco de verdade, revisada continuamente por mim, Cristiane Fensterseifer, analista CNPI-P e CGA, com mais de 20 anos de mercado. O investidor que entende o que o iene a 162 significa não espera o BoJ decidir para reagir. Ele se posiciona antes. Assine a Carteira ALL IN ONE do Investe10 e receba a alocação completa, os preços de entrada e todos os alertas de rebalanceamento. www.investe10.com.br/assine O Japão gastou US$ 72 bilhões e não conseguiu comprar tempo. Você não precisa gastar quase nada para comprar preparo.

  • ATENÇÃO ! NOVA RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS !!! ESTA EMPRESA ESTÁ SENTADA NUMA MONTANHA DE DINHEIRO

    Imagine descobrir que seu vizinho, aquele que você sempre achou meio modesto, tem um terreno enorme no fundo de casa que ninguém nunca avaliou direito. Um terreno que, se ele decidisse vender pedaço por pedaço nos próximos anos, valeria mais do que tudo que ele já construiu até hoje somado. Agora troque o vizinho por uma empresa listada na bolsa brasileira. Essa empresa fabrica apartamentos. Vende principalmente para famílias que estão comprando a primeira casa da vida, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Não é glamouroso, não estampa capa de revista, não tem CEO dando entrevista sobre o futuro da inteligência artificial. É uma incorporadora que constrói prédio, vende unidade, recebe o dinheiro e começa tudo de novo. E exatamente por ser discreta assim, o mercado parece estar olhando só pro retrovisor dela. Porque essa empresa está sentada em trinta e quatro bilhões e meio de reais de potencial de vendas, guardados num banco de terrenos que ela já comprou, mas ainda não transformou em prédio nenhum. Um milhão e duzentos mil metros quadrados de terra, espalhados por região metropolitana de São Paulo, esperando virar cento e trinta e duas mil unidades habitacionais nos próximos anos. Isso não está no preço da ação hoje. Pelo menos não todo. O preço de uma ação reflete o que o mercado acredita sobre o futuro daquela empresa, mas o mercado tem memória curta e prefere número que já aconteceu. Lucro do último trimestre, margem do último relatório, ROE do último balanço. O que está empacotado num terreno que só vai virar receita daqui a sete, oito, dez anos, é mais difícil de precificar, e por isso é mais fácil de ser ignorado. Eu fiz a conta. Uma conta estruturada, com metodologia clara, separando o que é dado oficial divulgado pela própria empresa do que é estimativa construída com premissas conservadoras. Trouxe o valor desse banco de terrenos para o presente, descontando pelo tempo que vai levar pra esse dinheiro chegar e pelo risco de cada real prometido não se realizar exatamente como planejado. E mesmo no cenário mais cauteloso que rodei, o resultado aponta para um valor por ação bem acima do que está sendo negociado na bolsa agora. Isso pode significar duas coisas. Ou o mercado está certo e existe algum risco que essa conta não está capturando. Ou existe uma montanha de valor parada, esperando alguém prestar atenção antes que o resto do mercado perceba. Eu mostro o passo a passo completo, número por número, dado oficial por dado oficial, premissa por premissa, pra você decidir com seus próprios olhos. Continue lendo abaixo. RECOMENDO COMPRA DE PLPL3 EM 1,5% DA CARTEIRA ALL IN ONE , SAINDO DO "CAIXA", (POSFIXADOS) A conta que o mercado da PLPL3 ainda não fez A empresa é a Plano&Plano, ticker PLPL3, uma das maiores incorporadoras focadas em habitação popular e de renda média do Brasil, com forte concentração de operação na cidade de São Paulo. Ela compra terrenos, constrói e vende apartamentos majoritariamente dentro do programa Minha Casa Minha Vida, atendendo famílias de baixa e média renda. A pergunta que todo investidor deveria fazer antes de olhar pra cotação é simples. Quanto vale o estoque de terrenos que essa empresa já tem, mas ainda não transformou em prédio e em lucro? A resposta para essa pergunta tem um nome técnico: NAV, ou Valor Patrimonial Líquido ajustado. E é exatamente isso que vamos calcular aqui, passo a passo, com transparência total sobre o que é dado oficial da empresa e o que é estimativa. O que é a Plano&Plano A Plano&Plano é uma incorporadora e construtora brasileira listada no Novo Mercado da B3 sob o ticker PLPL3. Fundada em São Paulo, a empresa concentra praticamente toda sua operação na região metropolitana da capital paulista, com foco em produtos de baixa e média renda dentro do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, além de produtos de renda mais alta como o segmento Médio Alto. A empresa tem aproximadamente 95% do seu landbank concentrado no município de São Paulo, com forte presença próxima a eixos de transporte e regiões com infraestrutura consolidada. Indicador institucional Valor Setor Construção civil E Incorporações Listagem Novo Mercado, B3 Cotação atual R$ 8,30 Valor de mercado R$ 1.692,4 milhões Por que PLPL3 CAIU TANTO RECENTEMENTE PLPL3 O gatilho principal: resultados do 1T26 fracos O lucro líquido recuou 39% na comparação anual e ficou 8% abaixo das estimativas de mercado, refletindo principalmente o aumento de custos e despesas operacionais. A margem bruta caiu 4,55 pontos percentuais na comparação anual, para 29,4% A geração de caixa decepcionou, houve consumo de caixa relevante, entre R$80 e R$101 milhões. Os resultados fracos vieram principalmente das margens baixas nos projetos Pode Entrar, que estão em fase de entrega mas com custos excedentes Os custos de construção sofreram pressão, com impacto de 1% a 2% atribuível ao conflito no Oriente Médio, embora administrável via renegociação Apesar de tudo isso, PLPL3, tem avaliação considerada atrativa, com a ação negociada a 5,8 vezes o lucro estimado. E olhando o consenso mais amplo, 9 analistas recomendam compra, nenhum recomenda venda, com avaliação geral de compra forte e potencial de upside de mais de 108%. PQ ISSO NAO CONTA A HISTÓRIA INTEIRA A queda foi puxada por ruído de curto prazo (execução, margem trimestral, caixa), não por um problema estrutural no valor do landbank... Quando você olha o preço de uma ação na bolsa, você está vendo a opinião coletiva do mercado sobre o que aquela empresa vale. Mas o mercado pode estar certo, ou pode estar enxergando só uma parte do quadro. No caso de incorporadoras como a Plano & Plano, existe um ativo que muitas vezes não é refletido corretamente no preço: o landbank, ou banco de terrenos. São terrenos que a empresa já comprou e tem o direito de construir, mas que ainda não viraram prédio, nem venda, nem lucro contabilizado. Contabilmente, esses terrenos aparecem no balanço pelo valor de custo de aquisição, não pelo potencial de lucro futuro que eles representam. É aí que entra o conceito de NAV. O que é NAV NAV significa Net Asset Value, ou Valor Patrimonial Líquido ajustado. A lógica é a seguinte: some tudo que a empresa já tem reconhecido nos livros contábeis, mais o valor presente de todo o lucro que ela ainda vai gerar no futuro com os terrenos que já possui. Pense assim: se você comprasse um terreno vazio numa região que vai crescer, o valor desse terreno hoje no seu balanço pessoal seria só o que você pagou por ele. Mas o valor real dele inclui o que ele vai virar daqui a alguns anos, quando você construir e vender. O NAV tenta capturar esse valor futuro e trazer para uma estimativa de hoje. Passo 1: o ponto de partida, o que a empresa já tem O primeiro número que entra na conta é o patrimônio líquido, que é o valor contábil oficial da empresa: tudo que ela possui, descontadas as dívidas. Indicador Valor Fonte Patrimônio líquido R$ 1.167,9 milhões Balanço 1T26, dado oficial Caixa e equivalentes R$ 1.047,2 milhões Balanço 1T26, dado oficial Dívida bruta R$ 1.115,9 milhões Balanço 1T26, dado oficial Dívida líquida R$ 68,7 milhões Balanço 1T26, dado oficial Passo 2: o tamanho do landbank Esse é o ativo que o NAV existe para capturar. A empresa divulga o VGV, ou Valor Geral de Vendas, que é o potencial de vendas total se ela vendesse hoje tudo que ainda vai construir. Indicador do landbank Valor VGV total (100% potencial de vendas) R$ 34,5 bilhões Área total do landbank 1,2 milhão de m² Potencial de lançamento em unidades 132 mil unidades Concentração geográfica em São Paulo 95% do VGV e dos terrenos Importante entender: esse valor de R$ 34,5 bilhões não é dinheiro que a empresa tem hoje. É o valor bruto de venda de tudo que ela ainda vai lançar e vender ao longo dos próximos anos. Passo 3: quanto desse valor realmente sobra de lucro De cada real vendido, uma parte vai para custo de construção, terreno, impostos e despesas comerciais. O que sobra para o acionista é a margem líquida. Como ninguém sabe com certeza qual será a margem futura, a forma correta de lidar com essa incerteza é testar cenários, em vez de inventar um número único. Cenário de margem líquida Margem nominal sobre o VGV (R$ 34,5bi) Conservador, 8% R$ 2.760 milhões Intermediário, 10% R$ 3.450 milhões Otimista, 12% R$ 4.140 milhões Passo 4: o dinheiro não chega tudo de uma vez A empresa não vende os R$ 34,5 bilhões de uma só vez. Essa receita é distribuída ao longo de vários anos, conforme novos empreendimentos são lançados, construídos e entregues. Aqui, dividimos o total pelo horizonte de tempo estimado de monetização. Horizonte de monetização Margem 8% (fluxo anual) Margem 10% (fluxo anual) 7 anos R$ 394,3 milhões/ano R$ 492,9 milhões/ano 10 anos R$ 276,0 milhões/ano R$ 345,0 milhões/ano Passo 5: trazer o dinheiro futuro para o valor de hoje Este é o passo mais importante e o que mais investidores deixam passar. Dinheiro recebido daqui a 10 anos vale menos do que dinheiro recebido hoje, porque você poderia investir esse dinheiro agora e fazê-lo crescer enquanto espera. Para corrigir isso, aplicamos uma taxa de desconto, chamada de WACC, que representa o retorno mínimo exigido por quem está disposto a esperar por esse fluxo futuro de caixa. Quanto maior a taxa, ou quanto mais distante no tempo o lucro, menor o valor presente. Taxa de desconto (WACC) Horizonte Fator de desconto da anuidade 13% a.a. 7 anos 4,423 13% a.a. 10 anos 5,427 15% a.a. 10 anos 5,019 Passo 6: o valor presente da margem, juntando tudo Multiplicando o fluxo anual de margem pelo fator de desconto correspondente, chegamos ao valor presente daquela parcela do landbank que efetivamente vira valor para o acionista. Cenário WACC Horizonte Valor presente da margem Margem 8% 13% 7 anos R$ 1.744 milhões Margem 8% 13% 10 anos R$ 1.498 milhões Margem 12% 13% 7 anos R$ 2.617 milhões Margem 12% 13% 10 anos R$ 2.247 milhões Margem 10% 15% 10 anos R$ 1.731,5 milhões Margem 8% 15% 10 anos R$ 1.385,2 milhões Passo 7: somando patrimônio e landbank, e dividindo pelas ações O NAV total é a soma do patrimônio líquido contábil com o valor presente da margem futura do landbank. Dividindo esse total pelo número de ações em circulação, chegamos ao NAV por ação. Cenário NAV total NAV por ação Upside vs preço atual (R$ 8,30) Margem 8%, WACC 13%, 10 anos R$ 2.666 milhões R$ 13,08 +57,6% Margem 8%, WACC 13%, 7 anos R$ 2.912 milhões R$ 14,28 +72,0% Margem 12%, WACC 13%, 10 anos R$ 3.415 milhões R$ 16,75 +101,8% Margem 12%, WACC 13%, 7 anos R$ 3.785 milhões R$ 18,57 +123,7% Margem 10%, WACC 15%, 10 anos R$ 2.899,4 milhões R$ 14,22 +71,3% Margem 8%, WACC 15%, 10 anos R$ 2.553,1 milhões R$ 12,52 +50,8% Potencial encontrado via NAV de 50% na abordagem conservadora Mesmo no cenário mais conservador testado aqui, com margem líquida de 8% e uma taxa de desconto mais exigente de 15% ao ano, o NAV por ação ainda aparece acima de R$ 12,50, contra um preço de mercado de R$ 8,30. Isso representa um upside superior a 50%. Esse resultado não é uma certeza, é uma estimativa baseada em premissas que podem ou não se confirmar. O horizonte de monetização pode demorar mais que o esperado, a margem pode ficar abaixo do projetado, e o desconto aplicado pode não refletir exatamente o custo de capital real exigido pelo mercado em cada momento. Mas o exercício mostra algo relevante: mesmo sendo bastante conservador nas premissas, o landbank da Plano&Plano parece carregar um valor que o preço atual da ação ainda não capturou por completo. Tipo de dado O que entra nessa categoria Dado oficial da empresa Patrimônio líquido, VGV total, área do landbank, unidades potenciais, número de ações, preço de mercado Estimativa Horizonte de monetização (7 a 10 anos), taxa de desconto WACC (13% a 15%), cenários de margem líquida normalizada (8% a 12%) CONCLUSÃO: RECOMENDO COMPRA DE PLPL3 EM 1,5% DA CARTEIRA ALL IN ONE , SAINDO DO "CAIXA", (POSFIXADOS)

  • OPA da Ecopetrol pela #BRAV3 suspensa. O que isso muda pra quem tem a ação?

    A CVM ratificou a necessidade de ajustes no edital da OPA. A Ecopetrol discordou e vai recorrer ao Colegiado e a oferta fica suspensa até a decisão final. Não é cancelamento. É uma briga regulatória com prazo indefinido. O que ocorreu foi uma suspensão processual até que o Colegiado analise o recurso. Sim, Brava não é pra amadores e temos mais um capítulo desse PHD em tudo que pode ocorrer no mercado. Impacto imediato para BRAV3 O mercado odeia incerteza. Até poucos dias atrás, muitos investidores estavam comprando BRAV3 baseados no "spread da OPA", ou seja, apostando que o preço convergiria para o valor ofertado pela Ecopetrol. Com a suspensão: -aumenta o prazo para fechamento; -aumenta o risco regulatório; -aumenta a chance de renegociação dos termos. Isso tende a gerar: redução do prêmio especulativo; aumento da volatilidade; realização de lucro por arbitradores. Em outras palavras a ação pode sim abrir pressionada, mas isso não necessariamente será porque o mercado acredita que a OPA morreu, mas porque agora existe um cronograma indefinido. O risco real aqui, pra mim, não é a OPA morrer. É o tempo. Enquanto o Colegiado da CVM não decide, o papel fica num limbo: longe do preço de oferta, sem catalisador alternativo, com investidores presos numa tese que depende de desfecho jurídico. Esse tipo de incerteza corrói o prêmio de M&A no preço. Ecopetrol mandou uma carta ao RI da Brava com o tom MUITO firme. "Respectfully disagrees", (não concorda com a CVM) Disse que vai recorrer "within the shortest possible timeframe" (no curto prazo) e está "confident" (confiante) que a oferta será aprovada como originalmente proposta. Não é linguagem de quem está reconsiderando o negócio. É linguagem de quem quer preservar os termos e não quer abrir precedente de concessão regulatória. Mas não é só a Ecopetrol querer: a CVM exige ajustes. O que a CVM pode estar questionando? Sem acesso ao ofício técnico, algumas hipóteses são plausíveis: metodologia de avaliação; preço justo aos minoritários igual ao dos fundos grandes que venderam 26% (acho correto, pra mim, estão mudando o controle e deveriam pagar R$24 para todos e não R$24 para os maiores e R$23 para os minoritários) estrutura da oferta - hoje os grandes venderam 100% e os minoritários estão sujeitos a rateio de uma OPA parcial, mesmo com troca de controle na prática, o que é incorreto também na minha opinião, um vez que considero que há sim uma troca de controle na prática, todos deveriam poder vender 100% da sua posição se quisessem. informações do edital; condições de fechamento; governança pós-aquisição. Se for algo documental ou procedimental, o problema tende a ser solucionado. Se envolver preço ou proteção aos minoritários, a discussão fica mais relevante. A Ecopetrol recusou o que a CVM pediu e recorreu Agora a bola está com o colegiado da CVM O Colegiado pode confirmar a CVM técnica, o que força a Ecopetrol a adaptar o edital ou desistir, ou pode dar razão à Ecopetrol e liberar a oferta como está. Historicamente o Colegiado diverge da área técnica em casos que envolvem interpretação de norma, não fraude. Esse cenário não é improvável. Cenários para o papel: Cenário 1 – O melhor para os minoritários A CVM exige modificações e entende que determinadas condições favorecem excessivamente o ofertante. Eventualmente pode surgir: preço maior; mais garantias; melhores condições de liquidação. Para o acionista minoritário, paradoxalmente, essa poderia ser a melhor notícia. A Ecopetrol é obrigada a melhorar o edital. A Ecopetrol aceita os ajustes. O preço e condições melhoram para os minoritários O mercado costuma começar a especular essa possibilidade quando percebe uma atuação mais dura do regulador. A oferta é retomada semanas ou meses depois. Mas pela carta da Ecopetrol o jogo não parece que será tão simples e ela não aceitará mudanças tão facilmente. Cenário 2 - O melhor para a Ecopetrol e para os trades de Curto prazo O Colegiado reverte a decisão técnica, a oferta retoma com impulso e o papel converge rapidamente ao preço ofertado. Cenário 3: Cenário intermediário O Colegiado da CVM reforma parcialmente o entendimento da área técnica ou aceita ajustes simples. A Ecopetrol acata. Nesse cenário: a OPA volta ao cronograma; a Ecopetrol mantém interesse estratégico; o preço ofertado é preservado. Nesse caso: a transação continua; aumenta o prazo; o valor do dinheiro no tempo reduz parte do prêmio. A ação tende a negociar com desconto em relação ao preço da OPA até que haja maior visibilidade. A BRAV3 provavelmente recuperaria rapidamente o desconto criado pela suspensão. O mercado voltaria a negociar a ação próxima ao valor implícito da oferta. Cenário 4: O mais perigoso Menos provável mas real, na minha opinião (como ocorreu em Kepler #KEPL3) recentemente O Colegiado mantém integralmente a posição da área técnica. A Ecopetrol conclui que o custo regulatório ou econômico ficou elevado demais. A Ecopetrol desiste diante do custo regulatório e político. A oferta perde atratividade ou é abandonada. Nesse caso: desaparece o prêmio da OPA; a ação volta a ser precificada pelos fundamentos operacionais da Brava; pode ocorrer uma correção significativa. Esse é o principal risco que o mercado passará a monitorar. Nesse caso #BRAV3 volta a precificar fundamentos operacionais, num contexto de petróleo pressionado. Não acredito nisso no momento pois a mensagem da Ecopetrol é bastante afirma que: recorrerá com máxima celeridade; continua comprometida com a operação; acredita que a oferta poderá prosseguir conforme originalmente proposta. Isso não parece linguagem de quem está procurando uma saída para abandonar o negócio. Pelo contrário. A comunicação sugere que a Ecopetrol continua enxergando valor estratégico relevante na aquisição do controle da Brava. Mas é um cenário real e que pode ocorrer. E esse seria o pior cenário para quem está comprado na tese da OPA. O que fazer com essa informação depende do seu horizonte e do seu preço médio. Quem entrou apostando na OPA ocorrendo rápido, precisa reponderar se aguenta o limbo regulatório sem catalisador de curto prazo. Quem está pela tese, deve esperar (meu caso) de sangue frio, SEMPRE. Conclusão Para BRAV3, a notícia é negativa no curto prazo e neutra a levemente positiva no médio prazo, dependendo do conteúdo das exigências da CVM. O mercado provavelmente retirará parte do prêmio associado à conclusão rápida da OPA, mas ainda não há elementos para concluir que a operação esteja comprometida. O ponto central é que a suspensão parece ser processual e regulatória, não estratégica. Se a Ecopetrol mantiver o interesse e os ajustes exigidos pela CVM forem administráveis, a tendência é que a OPA volte ao curso normal. Nesse caso, a volatilidade criada agora pode acabar sendo vista apenas como um atraso no cronograma e não como uma mudança estrutural na probabilidade de fechamento da operação. O detalhe que considero mais relevante para quem acompanha BRAV3 é que a CVM escolheu o caminho de exigir ajustes, e não de barrar a oferta. Em operações de controle, essa distinção costuma fazer toda a diferença na precificação do risco pelo mercado. SIGO acompanhando o prazo do recurso e o calendário do Colegiado, porque é disso que depende o próximo movimento relevante do papel. Os próximos catalisadores são: Divulgação dos questionamentos específicos da CVM. Protocolo formal do recurso. Manifestação do Colegiado. Eventuais ajustes no edital. Indicação de alteração ou não do preço da oferta. Esses eventos definirão a direção da ação nas próximas semanas. Se quiser acompanhar análises como essa antes de todo mundo se inscreve na minha newsletter gratuita Se quiser saber onde você deve investir AGORA, CLIQUE : www.investe10.com.br/assine Abaixo estão as duas cartas:

  • SpaceX estreia na bolsa: como investir pelo BDR SPCX34 na B3, riscos, oportunidades e o que esperar da empresa de Elon Musk

    A SpaceX finalmente chegou ao mercado de capitais. Após anos sendo considerada uma das empresas privadas mais valiosas e desejadas do mundo, a companhia fundada por Elon Musk passa a ser acessível para investidores comuns. E a novidade não fica restrita aos Estados Unidos: investidores brasileiros também poderão investir na empresa através do BDR SPCX34 negociado na B3. A estreia da SpaceX representa um dos eventos mais aguardados do mercado financeiro global e desperta dúvidas importantes entre investidores: como comprar ações da SpaceX? O que é o BDR SPCX34? Vale a pena investir na SpaceX? Quais os riscos? Qual o potencial da empresa nos próximos anos? Neste artigo vamos responder todas essas questões. O que é a SpaceX? A SpaceX (Space Exploration Technologies Corp.) é uma empresa aeroespacial fundada por Elon Musk em 2002. O objetivo inicial parecia ambicioso demais para muitos analistas: reduzir drasticamente os custos de acesso ao espaço e tornar possível a colonização de Marte. Mais de duas décadas depois, a empresa transformou completamente a indústria espacial. Atualmente, a SpaceX é líder mundial em lançamentos orbitais, opera a maior constelação de satélites do planeta através da Starlink e possui contratos estratégicos com governos, agências espaciais e empresas privadas. A companhia atua em diversos segmentos de alto crescimento: Lançamentos espaciais comerciais; Transporte de cargas e astronautas; Satélites de comunicação; Internet via satélite (Starlink); Defesa e segurança; Infraestrutura de dados globais; Exploração espacial de longo prazo. Poucas empresas possuem uma combinação tão ampla de mercados endereçáveis. Por que a SpaceX é considerada uma das empresas mais importantes do mundo? A SpaceX não apenas participa do setor espacial. Ela redefiniu completamente a economia do segmento. Antes da empresa de Elon Musk, lançar cargas ao espaço era extremamente caro. A reutilização de foguetes desenvolvida pela companhia reduziu significativamente os custos das missões e criou uma vantagem competitiva difícil de replicar. Hoje, a empresa domina boa parte do mercado global de lançamentos. Além disso, a Starlink criou uma nova fonte de receitas extremamente relevante. A rede de internet via satélite atende milhões de usuários ao redor do mundo e permite conexão em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Esse modelo de negócios faz com que muitos investidores enxerguem a SpaceX como uma combinação entre: Empresa espacial; Operadora de telecomunicações; Fornecedora de infraestrutura digital; Companhia de defesa; Plataforma global de tecnologia. Como investir na SpaceX pelo Brasil? O investidor brasileiro poderá acessar a empresa através do BDR SPCX34. BDR significa Brazilian Depositary Receipt. Na prática, trata-se de um certificado negociado na B3 que representa ações de empresas listadas no exterior. O funcionamento é simples. Em vez de comprar diretamente as ações negociadas nos Estados Unidos, o investidor adquire o recibo negociado no Brasil. Isso oferece diversas vantagens: Negociação em reais; Operação pelo home broker tradicional; Sem necessidade de abrir conta no exterior; Sem remessas internacionais; Maior praticidade para diversificação global. Qual é o ticker da SpaceX? Os códigos de negociação serão: Nasdaq (Estados Unidos): SPCX B3 (Brasil): SPCX34 Esse será o ticker utilizado pelos investidores brasileiros para negociar os BDRs da empresa. Qual será o preço do BDR SPCX34? Segundo as informações divulgadas ao mercado, a estrutura será baseada na seguinte proporção: 1 ação da SpaceX = 15 BDRs SPCX34 Considerando o preço estimado de aproximadamente US$ 135 por ação na Nasdaq, cada BDR deve estrear na faixa entre R$ 50 e R$ 70. Isso torna o investimento mais acessível para investidores pessoa física. Vale a pena investir na SpaceX? Essa é provavelmente a pergunta mais importante. A SpaceX é uma empresa extraordinária. Sua posição competitiva, capacidade de inovação e liderança tecnológica são difíceis de contestar. No entanto, investir em ações não significa apenas encontrar excelentes empresas. Também é necessário avaliar o preço pago por elas. A história dos mercados mostra que empresas excepcionais nem sempre geram retornos excepcionais quando compradas a valuations excessivamente elevados. Por isso, investidores devem analisar cuidadosamente: Crescimento esperado da receita; Potencial de expansão da Starlink; Rentabilidade futura; Fluxo de caixa; Participação de mercado; Avaliação relativa em comparação com outras empresas de tecnologia. Quais são os principais riscos da SpaceX? Apesar do enorme potencial, existem riscos relevantes. 1. Valuation elevado Empresas muito aguardadas costumam estrear com preços elevados. Isso aumenta a exigência sobre os resultados futuros. 2. Dependência de crescimento Grande parte da tese depende da expansão contínua dos negócios da companhia. Caso o crescimento desacelere, as ações podem sofrer pressão. 3. Ambiente regulatório O setor espacial e de telecomunicações está sujeito a regulações complexas em diversos países. 4. Concorrência futura Embora a liderança atual seja expressiva, novos concorrentes podem surgir ao longo dos próximos anos. 5. Volatilidade Empresas de crescimento normalmente apresentam oscilações maiores que a média do mercado. O impacto da Starlink na tese de investimento Para muitos analistas, a Starlink pode ser o ativo mais valioso dentro da SpaceX. A expansão global da internet via satélite cria um mercado potencial gigantesco. Milhões de pessoas ainda vivem em regiões sem acesso adequado à internet de alta velocidade. Além disso, governos, empresas de logística, aviação, navegação e defesa representam oportunidades adicionais de crescimento. Caso a adoção continue avançando, a Starlink pode se tornar uma das maiores plataformas globais de conectividade. SpaceX pode se tornar a próxima gigante da tecnologia? É impossível prever com certeza. Mas existem poucos ativos no mundo com exposição simultânea a tantas tendências estruturais: Inteligência artificial; Infraestrutura digital; Conectividade global; Defesa; Economia espacial; Computação distribuída; Satélites de comunicação. Por isso, muitos investidores consideram a SpaceX uma das empresas mais importantes da próxima década. Conclusão A chegada da SpaceX à bolsa representa um marco histórico para o mercado financeiro. Pela primeira vez, investidores comuns poderão participar diretamente do crescimento de uma das empresas mais inovadoras do planeta. Para brasileiros, o acesso ocorrerá através do BDR SPCX34 negociado na B3. Mas como acontece com qualquer investimento, entusiasmo não substitui análise. A SpaceX pode se tornar uma das maiores histórias de sucesso da próxima década. Ou pode enfrentar desafios para justificar as expectativas extremamente elevadas que já estão incorporadas ao seu preço. Por isso, antes de investir, vale a pena estudar cuidadosamente os fundamentos da companhia, seu valuation e os riscos envolvidos. Afinal, grandes empresas nem sempre são grandes investimentos. E é justamente essa diferença que separa investidores de longo prazo daqueles que apenas seguem as manchetes. INVESTIR É FÁCIL, INVESTIR BEM, PRECISA DE AJUDA PROFISSIONAL Quer receber análises aprofundadas, valuation, preço justo e as melhores oportunidades da bolsa brasileira e internacional? Conheça o ALL IN ONE e tenha acesso à carteira completa, relatórios exclusivos e acompanhamento constante das empresas que podem gerar valor nos próximos anos. 👉 https://www.investe10.com.br/assine SpaceX

  • CPI dos EUA acelera, petróleo sobe e juros reais acima de IPCA+8% criam oportunidades para investidores

    Juros reais acima de 8%: uma das maiores oportunidades dos últimos anos? Os títulos públicos indexados à inflação voltaram a oferecer retornos superiores a IPCA +8% ao ano. Trata-se de um patamar extremamente raro na história recente do mercado brasileiro e que normalmente aparece apenas em períodos de elevado estresse econômico, incerteza fiscal ou forte aversão a risco. Naturalmente, taxas tão elevadas refletem preocupações do mercado. Mas também podem representar oportunidades relevantes para investidores que sabem separar preço de valor. É justamente nesses momentos que alguns ativos de renda fixa passam a oferecer relações risco-retorno bastante interessantes. Ontem, por exemplo, destaquei para os assinantes do ALL IN ONE um dos FI-Infra que considero mais interessantes do mercado atualmente. O ativo entrega um retorno equivalente próximo de IPCA +11%, conta com gestão especializada, ampla diversificação de ativos de infraestrutura e ainda possui isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Além disso, diferentemente de alternativas que muitos investidores procuram em momentos de juros elevados, não estamos falando de CRIs, CRAs ou CDBs de instituições pouco conhecidas. Estamos falando de uma estrutura profissional que busca capturar o momento excepcional de taxas elevadas que o mercado brasileiro oferece atualmente. Oportunidades como essa costumam surgir quando o pessimismo domina o mercado. O problema é que elas raramente permanecem disponíveis por muito tempo. Se você deseja conhecer os ativos que estamos analisando neste momento e entender como estamos posicionando nossas carteiras para aproveitar esse cenário de juros elevados, conheça o ALL IN ONE: 👉 www.investe10.com.br/assine CPI dos EUA acelera epetróleo sobe Inflação americana, petróleo, juros elevados e queda da bolsa brasileira dominam o mercado O mercado financeiro global vive uma semana decisiva. A divulgação da inflação dos Estados Unidos (CPI), a escalada das tensões entre EUA e Irã, a disparada dos juros reais no Brasil e a sequência de quedas do Ibovespa estão redefinindo o cenário para investidores em 2026. Enquanto muitos investidores acompanham apenas o comportamento diário da bolsa, mudanças importantes estão acontecendo simultaneamente na economia global. E entender esses movimentos pode ser fundamental para identificar oportunidades de investimento antes que elas se tornem consenso. CPI dos EUA acelera para 4,2% e reforça preocupação com inflação O principal dado econômico da semana veio dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 0,5% em maio, levando a inflação anual para 4,2%. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, mas reforça uma preocupação crescente: a inflação americana voltou a ganhar força após meses de desaceleração. Grande parte dessa pressão inflacionária veio do setor de energia. Os preços da gasolina acumulam alta de 41% em 12 meses, enquanto o diesel avança 59% no mesmo período. Segundo dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, mais de 60% da inflação registrada em maio teve origem nos custos energéticos. Por outro lado, o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, apresentou resultado melhor do que o esperado pelos analistas. Essa combinação reduz parcialmente o temor de que o Federal Reserve precise acelerar ainda mais o aperto monetário nos próximos meses. Petróleo permanece elevado com aumento das tensões entre EUA e Irã Outro fator que influencia diretamente a inflação global é o comportamento do petróleo. Nos últimos dias, a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar após novos episódios militares na região do Oriente Médio. O mercado acompanha atentamente qualquer risco envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do planeta. Atualmente, o Brent permanece próximo da região dos US$ 90 por barril. Quando o petróleo sobe, os impactos se espalham rapidamente pela economia. Custos de transporte aumentam, empresas enfrentam maiores despesas operacionais e a inflação tende a permanecer pressionada por mais tempo. Por isso, investidores ao redor do mundo continuam monitorando atentamente a evolução do conflito. Juros reais acima de IPCA+8% chamam atenção no Brasil Enquanto o mercado internacional acompanha inflação e geopolítica, o Brasil apresenta uma situação bastante particular. Os títulos públicos indexados à inflação voltaram a oferecer rentabilidades superiores a IPCA +8% ao ano. Trata-se de um dos maiores níveis de juros reais observados nos últimos anos. Para muitos gestores e analistas, esse movimento reflete o aumento da percepção de risco fiscal e as preocupações relacionadas à trajetória da dívida pública brasileira. Ao mesmo tempo, investidores de longo prazo enxergam nesses níveis uma oportunidade rara para travar retornos elevados por vários anos. Historicamente, taxas reais tão altas costumam surgir em momentos de forte incerteza econômica. Selic elevada continua impactando a economia brasileira O cenário de juros altos continua influenciando diversos setores da economia. As projeções mais recentes do mercado indicam que a taxa Selic deverá permanecer em níveis elevados por mais tempo do que se imaginava anteriormente. A inflação de serviços ainda apresenta resistência, enquanto o mercado de trabalho continua relativamente aquecido. Esse ambiente impacta diretamente o consumo, o crédito e os investimentos produtivos. Por outro lado, empresas com balanços sólidos e baixa alavancagem tendem a atravessar esses períodos de forma mais resiliente. Ibovespa acumula sequência rara de quedas Outro dado que chama atenção é o comportamento da bolsa brasileira. O mercado acumula uma sequência de semanas consecutivas de queda, algo pouco frequente na história recente. Momentos como esse costumam gerar forte pessimismo entre investidores. Entretanto, a história dos mercados financeiros mostra que períodos de estresse frequentemente criam oportunidades relevantes para quem investe com horizonte de longo prazo. Grandes ciclos de valorização costumam começar justamente quando o sentimento predominante é negativo. Por isso, muitos investidores profissionais dedicam mais tempo à análise de fundamentos do que às oscilações de curto prazo. Construção civil volta ao radar dos analistas Entre os destaques corporativos, o setor de construção civil recebeu atenção após revisões de recomendação realizadas por grandes bancos de investimento. Empresas focadas no segmento de baixa renda continuam sendo apontadas como mais resilientes dentro do cenário atual de juros elevados. A combinação entre demanda estrutural por moradia e programas habitacionais continua sustentando perspectivas positivas para parte do setor. Rumo registra recorde operacional A Rumo também chamou atenção do mercado ao divulgar recorde histórico de movimentação ferroviária. O resultado reforça a importância da companhia para a logística do agronegócio brasileiro e evidencia a capacidade operacional crescente do Corredor Norte. O desempenho ocorre antes mesmo do período de maior intensidade dos embarques de milho, o que mantém perspectivas positivas para o segundo semestre. Vale acompanha oportunidades em minerais críticos e terras raras Outro tema que ganha importância global envolve minerais críticos e terras raras. A Vale confirmou que acompanha atentamente as oportunidades existentes nesse mercado. O assunto ganhou relevância devido ao crescimento da inteligência artificial, da eletrificação da economia, da expansão dos data centers e da transição energética global. O Brasil possui algumas das maiores reservas desses minerais no mundo, o que aumenta o potencial estratégico do setor ao longo dos próximos anos. O que os investidores devem observar nos próximos meses Os próximos meses deverão ser marcados por quatro fatores principais: - Evolução da inflação nos Estados Unidos; - Decisões de política monetária do Federal Reserve; - Impactos do conflito envolvendo EUA e Irã sobre o petróleo; - Trajetória fiscal e dos juros no Brasil. Esses elementos continuarão influenciando o comportamento dos mercados globais e locais. Embora a volatilidade possa permanecer elevada, períodos de incerteza costumam ser justamente aqueles em que surgem as maiores oportunidades para investidores disciplinados e focados em fundamentos. Conclusão O cenário atual combina inflação elevada, tensões geopolíticas, juros altos e forte volatilidade nos mercados. Apesar disso, a história mostra que momentos de maior desconforto frequentemente criam oportunidades relevantes para quem investe com visão de longo prazo. Mais importante do que tentar prever os próximos movimentos do mercado é manter foco em valuation, qualidade dos ativos e disciplina na construção do patrimônio. É justamente nesses períodos que investidores preparados costumam encontrar oportunidades que podem fazer diferença significativa nos resultados futuros. TESOURO DIRETO

  • Bolsa brasileira está barata? Entenda por que o mercado negocia perto de 8 vezes lucro e quais oportunidades os investidores estão observando

    A Bolsa brasileira atravessa um dos momentos mais curiosos dos últimos anos. De um lado, o mercado voltou a discutir juros elevados por mais tempo, inflação pressionada pelo petróleo e um cenário global mais incerto. De outro, diversas empresas listadas na B3 continuam negociando a múltiplos historicamente baixos. bolsa brasileira em múltiplo p/e p/l abaixo do mundo Segundo dados de mercado, o Ibovespa negocia próximo de 8 vezes lucro, um dos menores níveis entre as principais bolsas do mundo. Mas o que isso significa na prática? A Bolsa brasileira está realmente barata? Quais setores podem se beneficiar do cenário atual? E quais riscos os investidores precisam acompanhar? Neste artigo vamos analisar os principais fatores que estão influenciando o mercado brasileiro em 2026. O que significa uma Bolsa negociando a 8 vezes lucro? O indicador Preço/Lucro (P/L) é um dos múltiplos mais utilizados pelos investidores para avaliar ações. De forma simplificada, ele mostra quantos anos seriam necessários para que os lucros de uma empresa "pagassem" o valor de mercado atual da companhia. Quando falamos que a Bolsa brasileira negocia próxima de 8 vezes lucro, significa que o mercado está atribuindo um valuation relativamente baixo às empresas listadas. Historicamente, múltiplos muito baixos costumam surgir em momentos de: - Juros elevados - Incertezas políticas - Medo de desaceleração econômica - Crises internacionais - Forte aversão ao risco Isso não significa que todas as ações estão baratas. Mas sugere que existe um desconto relevante em diversos ativos brasileiros. Juros altos continuam pressionando o mercado Um dos principais temas de 2026 continua sendo a trajetória da taxa Selic. Após meses de expectativa por cortes adicionais, o mercado passou a revisar suas projeções. Hoje diversos participantes já trabalham com a possibilidade de juros acima de 14% por um período mais prolongado. Juros elevados impactam diretamente a Bolsa porque: - Tornam a renda fixa mais atrativa - Aumentam o custo de capital das empresas - Reduzem o valor presente dos fluxos de caixa futuros - Dificultam o crescimento econômico Por isso, sempre que as expectativas para a Selic sobem, a renda variável tende a sofrer pressão. Petróleo volta ao centro das atenções Outro fator importante para o mercado é o petróleo. As tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio fizeram os investidores voltarem a monitorar com atenção os preços da commodity. O petróleo influencia diretamente: - Inflação global - Custos de transporte - Cadeias produtivas - Política monetária dos bancos centrais Quando o petróleo sobe, aumenta o receio de que os bancos centrais mantenham juros elevados por mais tempo. Por outro lado, empresas produtoras de petróleo podem se beneficiar desse cenário. Petrobras, PRIO, Brava e PetroReconcavo seguem no radar O setor de óleo e gás continua entre os mais observados pelos investidores. Recentemente, analistas revisaram para cima suas projeções para o preço do Brent, elevando também estimativas de lucro e preços-alvo para diversas empresas do setor. Entre os principais destaques estão: Petrobras (PETR4) A Petrobras continua apresentando forte geração de caixa, distribuição relevante de dividendos e elevada exposição ao preço internacional do petróleo. Mesmo após anos de valorização, muitos investidores ainda consideram a ação negociada a múltiplos atrativos. PRIO (PRIO3) A PRIO permanece como uma das principais teses independentes do setor. A estratégia de aquisição e revitalização de campos maduros continua atraindo investidores em busca de crescimento operacional. Brava Energia (BRAV3) A companhia segue avançando em sua reorganização societária e em processos estratégicos importantes para sua estrutura de capital. PetroReconcavo (RECV3) Apesar de desafios operacionais pontuais observados recentemente, a empresa continua sendo acompanhada por investidores interessados em produção onshore no Brasil. Vale aposta cada vez mais em cobre e minerais críticos Outro tema importante envolve a Vale (VALE3). A companhia atualizou suas projeções de longo prazo e elevou para aproximadamente 28% a participação potencial da divisão de metais básicos em seu Ebitda consolidado. A mudança é relevante porque mostra uma diversificação gradual além do minério de ferro. Entre os minerais que ganham importância estão: - Cobre - Níquel - Minerais utilizados em baterias - Insumos para data centers - Metais ligados à transição energética O crescimento da inteligência artificial, dos veículos elétricos e da infraestrutura digital aumenta a demanda global por esses materiais. Por isso, muitos investidores acompanham de perto os avanços da Vale nesse segmento. Braskem pode iniciar uma nova fase? A Braskem (BRKM5) voltou ao radar do mercado após a aprovação de mudanças relevantes em sua estrutura de governança. A nova administração sinalizou foco em: - Eficiência operacional - Otimização das plantas industriais - Concentração em produtos de maior rentabilidade - Fortalecimento da posição financeira Embora os desafios do setor petroquímico permaneçam relevantes, investidores passaram a monitorar possíveis sinais de recuperação operacional. Banco do Brasil e o agronegócio seguem fortes Mesmo em um ambiente de juros elevados, o agronegócio brasileiro continua demonstrando resiliência. O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou expectativa de geração de novos negócios durante a Bahia Farm Show, reforçando sua posição de liderança no financiamento ao setor. O agronegócio continua sendo um dos pilares da economia brasileira e influencia diretamente: - Exportações - Geração de empregos - Crédito rural - Crescimento econômico Nem toda ação barata é oportunidade Um erro comum dos investidores é acreditar que preço baixo significa necessariamente oportunidade. O recente rebaixamento da nota de crédito da CSN (CSNA3) pela Moody's serve como exemplo importante. Empresas enfrentando desafios financeiros podem continuar negociando a múltiplos baixos por longos períodos. Por isso, além do valuation, é fundamental analisar: - Endividamento - Geração de caixa - Governança corporativa - Qualidade dos ativos - Perspectivas de crescimento Inteligência artificial e os impactos na economia Outro tema cada vez mais relevante para investidores é a inteligência artificial. Desde o lançamento do ChatGPT, diversos setores passaram por transformações aceleradas. Enquanto algumas áreas registram redução de vagas, outras continuam expandindo contratações. Bolsa brasileira está barata? Entenda por que o mercado negocia perto de 8 vezes lucro e quais oportunidades os investidores estão observando E agora? A verdade é que identificar que a Bolsa está barata é a parte fácil. O difícil é separar quais empresas realmente podem se beneficiar desse cenário e quais estão baratas por um motivo. Foi exatamente por isso que criei o ALL IN ONE. Lá eu compartilho as ações que acompanho diariamente, as teses de investimento que considero mais interessantes, minhas carteiras recomendadas e as oportunidades que enxergo antes de se tornarem consenso no mercado. Enquanto a maioria dos investidores tenta adivinhar quais empresas podem ser vencedoras nos próximos anos, os assinantes recebem análises completas, acompanhamento contínuo e uma metodologia construída ao longo de mais de 18 anos no mercado financeiro. Se o mercado realmente estiver oferecendo uma das melhores relações risco-retorno dos últimos anos, a pergunta não é se haverá oportunidades. A pergunta é quem estará posicionado quando elas aparecerem. 👉 Conheça o ALL IN ONE: www.investe10.com.br/assine Nos vemos do lado de dentro. Cristiane Fensterseifer, CNPI e CGA

  • ATENÇÃO! NOVA RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS! IPCA+9,56% ISENTO DE IR (equivale a IPCA+11,0% a.a)

    Como tudo que é bom... esta RECOMENDAÇÃO é EXCLUSIVA para assinantes ALL IN ONE Mas você também pode investir conosco ! basta clicar abaixo... Se você já assina.. basta seguir a leitura ... O JURO11 passa pelo seu momento mais difícil desde o início. Resgates no setor, abertura de spreads e cota patrimonial próxima da linha d'agua criaram um desconto raro na B3 — e, com ele, uma janela de entrada para o investidor de longo prazo. Fonte: Google , JURO11 O diferencial do JURO11 em relação aos fundos abertos de debêntures incentivadas não é pequeno: Sem pressão de resgate, o gestor pode aguardar o ciclo de spread fechar sem vender ativos forçadamente. Essa flexibilidade e exatamente o que define o vencedor de longo prazo nessa classe. A cota de mercado a R$ 95,27 contra patrimonial de R$ 100,14 representa um desconto GRANDE. Para o investidor que entrar nesse nível, o yield implícito já é de IPCA+9,56% ao ano (taxa media liquida considerando o deságio), conforme calculadora do próprio fundo. E o JURO11 é Isento de IR. calculadora do fundo JURO11 O histórico fala por si: Desde dezembro de 2021, o JURO11 entregou +78,3% contra +55,4% do benchmark, superando o IMA-B 5 em todos os anos completos de operação exceto 2026 (ainda em curso). A gestão tem demonstrado competência em navegar ciclos adversos. Desempenho histórico JURO11 RECOMENDAÇÃO: COMPRA DE 1,5% DO PATRIMONIO LIQUIDO ! VAMOS APROVEITAS ESTA OPORTUNIDADE PARA HORIZONTE 12+ MESES O JURO11 negocia com desconto sobre o valor patrimonial, com carrego de IPCA+9,4% a.a. e isenção total de IR para a pessoa física. O momento de curto prazo e desafiador pelo processo de abertura de spreads no mercado de debentures incentivadas, mas o racional estrutural permanece intacto. Para o investidor com horizonte adequado, o desconto atual representa entrada em condições historicamente atrativas. Classificação: COMPRA com gestão de risco Horizonte mínimo: 12 meses Perfil: Moderado/Arrojado Proteção contra inflação com isenção de IR! IPCA+9,4% Carrego (IPCA+) R$ 2,1 bi Patrimônio Liquido 1,2% a.a. Spread de Credito +78,3% Retorno desde inicio O Que é o JURO11 O JURO11 é o Sparta Infra FIC FI-Infra, um fundo de renda fixa listado na B3 que investe seus recursos integralmente em debentures incentivadas de projetos de infraestrutura. Regulado pela Lei 12.431, que concede isenção total de Imposto de Renda sobre ganho de capital e distribuição de rendimentos para pessoas físicas, tornando-o estruturalmente mais eficiente do que a renda fixa tributada. O fundo e gerido pela Sparta Administradora de Recursos, com meta de rentabilidade de IMA-B 5 + 2,0% ao ano. Seu universo de investimento são os títulos de infraestrutura: Debentures emitidas por companhias de geração de energia, saneamento, rodovias, telecom, ferrovias, portos, aeroportos e outros setores regulados pelo governo federal. As debentures incentivadas combinam credito privado com indexação ao IPCA, gerando um retorno real — acima da inflação — sem tributação. O JURO11 é a forma mais acessível de capturar esse retorno via bolsa, com liquidez diária e fracionamento a partir de uma cota. Código B3 JURO11 Nome completo Sparta Infra FIC FI-Infra CNPJ 42.730.834/0001-00 Data de inicio 08/12/2021 Taxa de Administração 1,0% a.a. (sem taxa de performance) Gestor Sparta Administradora de Recursos Ltda. Administrador BTG Pactual SF S.A DTVM Formador de Mercado XP Investimentos Rentabilidade Alvo IMA-B 5 + 2,0% a.a. Tributação PF Isenção total de IR (ganho de capital e distribuição) Patrimônio Liquido R$ 2,1 bilhões Numero de cotistas 92.892 Público-alvo Investidores em geral Por que o JURO11 caiu? A queda da cota de mercado do JURO11 em 2026 nao e um evento isolado. Ela reflete um processo estrutural de abertura de spreads de crédito no mercado de debêntures incentivadas, que você pode ver no final do gráfico abaixo: abertura de spreads de crédito no mercado de debêntures incentivadas, Em maio/26, os fundos abertos de debêntures incentivadas hedgeados registraram resgates líquidos superiores a R$ 14 bilhões em um único mês. O retorno médio dessa classe ficou abaixo do CDI em praticamente todas as janelas dos últimos 24 meses, o que deteriorou o interesse do investidor pessoa física que buscava proteção contra inflação via esses fundos. O mecanismo e simples: Quando os gestores precisam honrar resgates, vendem debentures no mercado secundário. Isso pressiona os preços para baixo e abre os spreads. Spreads mais altos significam quedas na cota patrimonial dos fundos. Quedas na cota levam a mais resgates. O ciclo se retroalimenta. O ponto central para o cotista do JURO11: O fundo nao tem cota aberta — ou seja, NÃO sofre resgate diretamente. Isso é a principal vantagem estrutural do produto. A Sparta pode navegar o processo de abertura de spreads sem ser forcada a vender ativos em momento desfavorável. Os Dois Efeitos sobre a Cota - Desvalorização das Debêntures: A abertura de spreads no mercado secundário reduziu o valor de mercado dos títulos da carteira, pressionando a cota patrimonial para baixo. A cota patrimonial ficou em R$ 100,14 no fechamento de maio/26 — próxima da linha d'agua de R$ 100/cota que define a politica de distribuição. - Sofrimento do Tesouro IPCA+: Os títulos públicos indexados ao IPCA também sofreram queda de preço no período (o IMA-B 5 rendeu +1,0% em maio mas acumula -0,9% em 12 meses versus o Sparta Infra). A componente de juro real do portfolio contribuiu negativamente via marcação a mercado. Resultado pratico: a cota patrimonial ficou próxima de R$ 100, o que acionou a politica de preservação patrimonial. A distribuição de maio caiu para R$ 0,50/cota (vs. R$ 1,00 histórico). O mercado, que nao entendeu o mecanismo, vendeu cotas com desconto — criando o deságio atual de ~5% sobre o valor patrimonial. E AQUI ESTÁ NOSSA OPORTUNIDADE DE APROVEITAR O NÃO ENTENDIMENTO DOS OUTROS. Abaixo coloco o próprio gestor do JURO11 explicando isso: gestor do JURO11 explicando queda do rendimento e da cota e porque é uma oportunidade que deixará saudades O IMA-B 5 e o Carrego Atual O IMA-B 5 — benchmark do fundo — encerrou maio/26 com taxa implícita de IPCA+8,1% ao ano, patamar historicamente elevado, após a queda que vc pode ver no finalzinho do gráfico abaixo: IMA-B 5+ Combinado ao spread de credito da carteira (1,2% a.a.), o carrego total do JURO11 ficou em IPCA+9,4% a.a. Para um investidor pessoa física isento de IR, esse carrego equivale a uma NTN-B tributada rendendo aproximadamente IPCA+11,0% a.a. (considerando aliquota de IR de 15% no longo prazo). É um nível de retorno que historicamente coincide com momentos de entrada atrativa nessa classe de ativos. OPORTUNIDADE NO JURO11 3. Politica de Distribuição e o Caso dos R$ 0,50 A politica de distribuição do JURO11 tem uma regra objetiva: O fundo so distribui rendimentos se a cota patrimonial estiver acima de R$ 100,00 por cota. Essa regra existe para proteger o capital do cotista — evitar que o fundo distribua rendimentos artificialmente enquanto o patrimonio se deteriora. O que aconteceu em maio/26: A reserva acumulada do fundo, que financiava as distribuições de R$ 1,00/cota, foi consumida pela abertura de spreads. Após a distribuição de R$ 0,50 em 28/05/2026, a cota patrimonial ficou em R$ 100,14, com R$ 0,14 de reserva remanescente. Em 3 de junho, já havia caído para R$ 99,34 — abaixo da linha d'agua. O que esperar nos próximos meses: A Sparta sinalizou que o objetivo e retomar as distribuições em torno de R$ 1,00/cota assim que a cota patrimonial superar R$ 100,00 com folga suficiente. Isso depende do comportamento dos spreads de credito e dos juros reais no mercado. O caixa de 7% na carteira da liquidez para aguardar o timing. Histórico de Distribuições Mês Pagamento R$/Cota DY 12m (a.a.) Observação Mai-26 15/06/2026 R$ 0,50 11,6% Redução por reserva Abr-26 15/05/2026 R$ 0,75 12,1% Redução gradual Mar-26 15/04/2026 R$ 1,00 12,3% Normal Fev-26 13/03/2026 R$ 1,00 12,3% Normal Jan-26 13/02/2026 R$ 1,00 12,4% Normal Dez-25 15/01/2026 R$ 1,00 12,1% Normal Nov-25 12/12/2025 R$ 1,00 11,6% Normal Nos últimos 12 meses, o JURO11 distribuiu R$ 11,00/cota ao total, equivalente a 11,6% ao ano sobre a cota patrimonial media do período — tudo isento de IR para pessoa física. Performance Histórica Desde o inicio em dezembro de 2021, o JURO11 entregou +78,3% contra +55,4% do IMA-B 5, um excesso de retorno acumulado de +14,7 pontos percentuais. performance e desempenho histórico do JURO11 Composição da Carteira O JURO11 possui 235 debentures no portfolio, com a maior posição individual representando apenas 3,0% do PL. Essa pulverização e uma das maiores da indústria de FI-Infra, com gestão ativa sobre os emissores 235 Numero de Debentures 3,0% PL Maior Posição Individual 1,2% a.a. Spread de Credito 4,8 anos Duration Spread Alocação Setorial Setor Descrição % PL Rating Médio Geração de Energia Solar, eólica, termelétrica 28% AA/AAA Saneamento Água e esgoto regulado 11% A+/AAA Rodovias Concessões federais e estaduais 9% AA+/AAA Distribuição de Energia Distribuidoras regionais 9% AA+/AAA Telecom Fibra, móvel, infraestrutura 9% A/AAA Açúcar e Álcool Usinas diversificadas 7% A/AA+ Óleo e Gás E&P, downstream, gás 7% AA/AAA Transmissão de Energia Linhas de transmissão 4% AAA Ferrovia / Logística Operadores ferroviários 2% AAA Outros (Portos, Aeroportos, etc.) Infraestrutura diversa 3% AA+/AAA Caixa Liquidez do fundo 7% - A carteira e majoritariamente voltada para ativos de infraestrutura essencial, com foco em geração de energia renovável (28%), saneamento (11%) e rodovias (9%). O rating médio do portfolio e elevado, com mais de 40% em emissores rated AAA e 90%+ em grau de investimento (BBB- ou superior). Destaques do portfolio: A maior posicao e a EPR Triangulo Mineiro (rodovias, 3,0% PL, spread 1,0%, duration 6,7 anos). Em seguida, Serena Geração de Energia (2,4%, rating AA, spread 0,9%). Destaque negativo: posicao residual em Braskem (rating CCC-, spread de 37,2%) reflete um credito em recuperação judicial — com exposição inferior a 0,3% do PL. Pontos Positivos e Pontos de Atenção PONTOS POSITIVOS PONTOS DE ATENCAO ✓ Carrego de IPCA+9,4% a.a. historicamente elevado ! Distribuição caiu para R$ 0,50 em mai/26 (vs R$ 1,00) ✓ Isenção total de IR para pessoa física ! Cota patrimonial oscilando próxima de R$ 100 (linha d'água) ✓ Carteira com 235 debentures, max. 3% em um emissor ! Spreads de crédito em abertura desde dez/24 ✓ Gestão ativa com caixa de 7% para oportunidades ! Marcação a mercado negativa nas debentures ✓ Cota de mercado com 3% de desconto sobre patrimonial ! Sem garantia FGC (ativo de mercado) ✓ Dividend yield de 12% a.a. nos últimos 12 meses ! Duration de 3 anos: sensível a alta de juros reais ✓ PL de R$ 2,1 bilhões com 92.892 cotistas ! Dependência do IPCA para entrega do carrego ✓ Histórico de superar IMA-B 5 em +14,7pp desde início ! Risco de redução ou zeragem da distribuição se PAT < R$100 Cenários de Investimento A decisão de investir no JURO11 no momento atual depende do horizonte de tempo e da tolerância a volatilidade de curto prazo. A tabela abaixo apresenta os três cenários relevantes para os próximos 12 meses. Cenário Condição de Mercado Retorno Esperado Distribuição Esperada Cenário Base Juros reais estabilizam IPCA+9,4% carrego R$ 1,00/cota/mês retoma Cenário Otimista Fechamento de spreads IPCA+8-9% + ganho MTM R$ 1,00-1,20/cota Cenário Adverso Spreads continuam abrindo Patrimônio < R$ 100/cota Distribuição zero temp. Cenário Base (mais provável e minha aposta): A Sparta mantem o caixa de 7% e a duration do portfolio cerca de 1 ano acima do IMA-B 5. Conforme a cota patrimonial se recuperar para acima de R$ 100, a distribuição mensal retoma ao nível de R$ 1,00/cota. O carrego de IPCA+9,4% garante que o capital cresce mesmo no período sem distribuição. Risco principal (cenário adverso): Continuidade da abertura de spreads por mais 3-6 meses, mantendo a cota patrimonial abaixo de R$ 100 e a distribuição zerada temporariamente. Nesse cenário, o investidor recebe zero de rendimento mas o carrego continua sendo reinvestido na cota. Para quem comprou a R$ 97, o risco de perda permanente e baixo dado o carrego embutido. Cristiane Fensterseifer, CNPI-P/CGA Analista de Investimentos | Fundadora Investe10 | @crisinveste Publicado em: 08 de Junho de 2026 | Dados: Fechamento 31/05/2026 | @crisinveste

  • OS ATIVOS OCULTOS E O POTENCIAL DE ALTA DA CAMBUCI #CAMB3 NO ANO DE COPA

    Penalty, da Cambuci CAMB3, voltará a operar na Argentina a partir de 2027 e com meta de até 12% do faturamento total A entrada inicial será via exportação dos produtos fabricados no Brasil mas há possibilidade de fábrica própria na Argentina a partir de 2028. Crescimento segue no radar: • Receita de 2025 foi de R$ 383,1 milhões • Empresa projeta crescimento de cerca de 10% em 2026 • Paraguai também é estudado para futuras operações industriais O Balanço da CAMB3 continua MUITO robusto • Valor de mercado próximo de R$ 408 milhões • Caixa líquido estimado em R$ 65 milhões • Dividend Yield próximo de 12% • P/L estimado em cerca de 6x • EV/EBITDA próximo de 3,5x CEREJA DO BOLO: Os "ativos ocultos" da tese A Penalty vale menos no mercado do que os imóveis que ela tem no balanço ativos imobiliários não utilizados na operação principal, carregados no balanço há décadas e que poderiam ser monetizados sem afetar o negócio A #CAMB3 carrega dois ativos não operacionais que o mercado ignora: O primeiro é um imóvel da subsidiária Cambuci Trust, classificado como propriedade para investimento desde 2019, atualizado por laudo a valor justo e sem relação alguma com fábricas ou com a marca Penalty. Está nas notas explicativas. Pode ser vendido amanhã sem afetar uma única bola produzida. O segundo são créditos fiscais do Fundap, acumulados ao longo dos anos e que funcionam como um bônus adormecido no balanço. Podem ser monetizados sem nenhuma operação nova. Some isso ao caixa líquido de R$ 56 milhões, dívida bruta coberta 30 vezes pelo caixa e ativos totais de R$ 390 milhões contra um market cap de R$ 408 milhões. A empresa vale literalmente quase o que tem no balanço. Marca Penalty construída ao longo de décadas, quanto vale isso??? E a Rede de distribuição nacional? E a reabertura da Argentina, que já representou 10% da receita, e do Paraguai?? Tudo isso em ano de Copa???? Sigo com recomendação de COMPRA EM CAMBUCI!!! Mas o mais importante: A Cambuci é apenas UMA das mais de 20 oportunidades selecionadas que fazem parte da Carteira ALL IN ONE do Investe10. Enquanto a maioria dos investidores procura as oportunidades depois que elas aparecem nos jornais, os assinantes acompanham nossas teses antes do mercado descobrir. Se você gostou desta análise gratuita, imagine ter acesso às demais empresas da carteira, com recomendações, preços-alvo, atualizações e acompanhamento contínuo. Venha investir comigo AGORA MESMO! Trabalho todos os dias para encontrar as melhores opçõe de investimento buscando multiplicar o seu capital! CONHEÇA NOSSOS PLANOS AQUI! ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS GRATUITA! COMPARTILHE! News gratuita: www.investe10.com.br WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste CAMB3 - PENALTY - COPA DO MUNDO 2026

  • BRAV3 Completão & Atualizado: EDITAL DA OPA, duvidas esclarecidas e MINHA OPINIÃO SOBRE O QUE FAZER COM AS AÇÕES AGORA

    Ecopetrol lançou oficialmente a OPA destinada à compra de 25% do total de ações da companhia ao preço de R$ 23 por papel. Caso bem-sucedida, a Ecopetrol passará a ser titular de 51% do capital social da companhia. 1) O 1o detalhe relevante Os acionistas de referência (Jive, Yellowstone e Somah) negociaram a um preço diferente. Conforme o edital, a Ecopetrol celebrou contrato para comprar 120.813.490 ações ordinárias, correspondentes a 26% do capital social total da petroleira, dos acionistas Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, e o edital revela que esse SPA foi fechado a R$ 24 — R$ 1 acima do que será ofertado na OPA pública. Ou seja, os controladores saíram melhor do que os minoritários vão sair. O volume de aluguéis subiu de 35 milhões para mais de 94 milhões de ações, sinal claro NA MINHA OPINIÃO de que há posições relevantes sendo montadas especificamente para arbitrar o leilão. 2. A mecânica importantíssima pra quem gosta de trade: o rateio Este é o ponto mais crítico para quem está posicionado e precisa entender antes de qualquer decisão. A OPA é parcial. A Ecopetrol quer comprar 116.110.717 ações — cerca de 25% do total emitido. Se mais investidores oferecerem suas ações do que esse limite, haverá rateio proporcional. Na prática: você não vende tudo a R$ 23. Você vende uma fração das suas ações ao preço da oferta, e o restante continua em bolsa, exposto à cotação de mercado no dia seguinte que, pode recuar para a faixa de R$ 18 a R$ 19 após o leilão (mas pode subir também). Quanto maior o número de acionistas tentando sair pela OPA, menor a fração que cada um consegue vender a R$ 23, e maior o risco residual no saldo que fica em custódia. 3. A cláusula de cancelamento que poucos leram O edital contém uma cláusula relevante e pouco discutida: se o Ibovespa recuar mais de 10% em relação ao nível de 22 de maio antes do leilão, a Ecopetrol pode cancelar a oferta integralmente. Na prática, isso cria um hedge assimétrico para o comprador em caso de deterioração de mercado, eles cancelam, reformulam a oferta e potencialmente retornam com um preço menor. É uma proteção estrutural que favorece o comprador e adiciona risco real para quem está posicionado apostando no fechamento da operação. 4. O Brent como variável que PODE MUDAR TUDO ESSA OPA TEM MAIS ESSE FATOR DE EMOÇÃO - A CADA DIA QUE PASSA, OU A GUERRA MELHORA OU PIORA, OU ACABA OU INTENSIFICA, E ISSO MEXE DIRETAMENTE COM O PREÇO DO PETROLEO PRESENTRE E FUTURO, QUE POR SUA VEZ, TEM INFLUENCIA GIGANTESCA EM QUANTO VALE A BRAVA Na mesma semana em que a OPA foi registrada, o petróleo desabou. Os contratos futuros de petróleo despencaram, com o mercado na expectativa de um acordo de paz preliminar entre EUA e Irã, incluindo uma possível reabertura do Estreito de Ormuz. O contrato do Brent para agosto recuou 6,78%, a US$ 93,42 por barril. (estava mais para USD110 no stress maior) Isso é diretamente relevante para BRAV3 por dois motivos. A volatilidade geopolítica age nos dois sentidos. 5. O operacional está melhorando — o timing da oferta é cirúrgico A produção média diária atingiu 79.751 barris de óleo equivalente em abril, acima dos 74.300 boe/d de março, com o offshore respondendo por 51.940 boe/d. A companhia está em trajetória ascendente. Há perspectiva de atingir 90 mil boe/d no curto prazo com a retomada plena de Potiguar, e alguns projetam 115 mil boe/d no início de 2027 com o avanço de Papa-Terra e outros ativos. A Ecopetrol apresentou a oferta exatamente quando a produção está subindo mas os resultados financeiros completos do ciclo de recuperação ainda não foram entregues ao mercado, o que naturalmente comprime a percepção de valor do minoritário médio. 6. Possibilidade de oferta concorrente: baixa, mas não zero O edital prevê essa hipótese e garante à Ecopetrol o direito de revisar o preço para cima em caso de concorrência. O precedente da Kepler Weber, onde a GPT fez uma proposta que os minoritários recusaram e a gestora retirou, mostra que esse tipo de movimento pode terminar sem fechamento se os acionistas relevantes não aderirem. No caso da Brava, Bradesco e Cobas estão publicamente fora da oferta hj. Isso sugere que há massa crítica de minoritários institucionais que considera o preço inadequado. Se um player estratégico — outra major internacional ou um fundo de infraestrutura — enxergar valor a 5x ou 6x EV/EBITDA, a matemática faz sentido para uma oferta concorrente acima de R$ 28 a R$ 30. A probabilidade de isso acontecer nos próximos 30 dias é baixa. Mas é o cenário que mais moveria o papel. 7. O (novo possível) controlador é uma estatal A Ecopetrol é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério de Minas e Energia da Colômbia. O governo colombiano detém participação majoritária. Isso traz riscos específicos: agenda política sobre dividendos e capex, possível pressão sobre a velocidade de desenvolvimento dos ativos offshore, alinhamento estratégico que pode não priorizar o retorno ao acionista minoritário brasileiro. A estatal colombiana enfrenta questionamentos políticos e institucionais, algo que o mercado tende a precificar com cautela. A possível mudança de controle pode configurar uma estatização indireta da companhia. Esse desconto de governança é estrutural e não desaparece após o fechamento da OPA. E agora o que + interessa: 1/ O que esperar do preço de tela até 25 de junho 2/ R$ 23 reflete valor justo?A resposta curta, NA MINHA OPINIÃO É: [APENAS PARA CLIENTES] Se você ainda não assina e não quer perder esse posicionamento, corre agora: www.investe10.com.br/assine Continue lendo, se for assinante, ou assine clicando acima para continuar

  • Atenção! Nova recomendação de investimento! A empresa mais barata da bolsa (imho) cresce sem parar! E ninguém está vendo... (menos eu)

    por quanto tempo o dinheiro vai ficar na mesa? Tem uma coisa curiosa que acontece no mercado financeiro brasileiro com uma certa regularidade: uma empresa entrega resultado operacional histórico, com receita crescendo forte, margem EBITDA na máxima de todos os tempos, dívida zero, recompra agressiva de ações, e o mercado… bate palma com uma mão só, olha para o lado e continua ignorando. Não porque a empresa seja ruim. Mas porque ela tem um detalhe que assusta quem não leu o balanço direito — e encanta quem entendeu a tese. Essa empresa existe, é listada na B3, negocia a múltiplos que fariam Warren Buffett coçar a cabeça (mas talvez ele torcesse o nariz pelo motivo errado), e acabou de divulgar o melhor trimestre da sua história. Pela primeira vez cruzou a marca que pouquíssimas small caps brasileiras conseguem: R$ 100 milhões de EBITDA nos últimos doze meses. Com crescimento de 60% sobre o período anterior. Para você ter noção do nível de desconto que estamos falando: O negócio operacional desta empresa — lucrativo, crescendo a dois dígitos, asset light e novas verticais acelerando na base +346% — está sendo implicitamente avaliado pelo mercado a menos de 2x EBITDA. Um múltiplo que não se vê nem em empresa de commodities em ciclo de baixa. Gera caixa, cresce duplo digito todo ano, expande margem consistentemente e não deve na praça. Precisa mais????? O risco existe, sempre. Mas o que me interessa mesmo é a ASSIMETRIA. E aqui, ela é grande. Agora me diz: você prefere descobrir isso antes ou depois de a ação corrigir esse desconto? Os assinantes da Carteira ALL IN ONE já sabem qual empresa é essa. Aliás NÓS JÁ GANHAMOS MUITO DINHEIRO COM ELA! VENDEMOS NO TOPO E EU QUERO REPETIR A DOSE! (Se vc é assinante de longa data já deve ter sacado aqui de quem estou falando) Se você não é assinante, está lendo a parte gratuita deste relatório A parte que serve para você entender que existe uma oportunidade sendo analisada aqui. A parte que não te diz o que fazer com ela. ...Os números completos, minha avaliação dos riscos reais (que existem e são relevantes), meu preço justo calculado, e se eu estou ou não recomendando a compra e em qual tamanho de posição, dado o perfil de risco específico desta tese... A assinatura ALL IN ONE do Investe10 te dá acesso a este relatório completo, à carteira recomendada com alocações detalhadas, e a todos os outros relatórios que publico — incluindo empresas que já subiram 50%, 80%, mais de 100% depois da recomendação. Tudo isso por menos do que você gasta num jantar razoável por mês. Você pode continuar esperando que alguém te entregue a oportunidade mastigada depois que o mercado já precificou. Ou pode assinar agora e ler o relatório completo enquanto a assimetria ainda existe. O paywall está logo abaixo. A decisão, como sempre, é sua. [INÍCIO DO CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES ALL IN ONE] Méliuz (CASH3): Alto potencial de valorização, tese assimétrica e o mercado pagando de cego - tudo que eu gosto! Cotação: R$ 4,20 | Setor: Tecnologia / Fintech / Bitcoin Treasury EV/EBITDA ajustado: 1,35x O que é a Méliuz hoje — e o que ela deixou de ser Quem conheceu a Méliuz lá atrás como "aquela empresa de cashback", precisa atualizar o arquivo mental. A empresa de 2026 é materialmente diferente da empresa que fez IPO em novembro de 2020 — quando saiu a R$ 9,00, caiu 6% no dia de estreia, e depois passou anos testando a paciência de quem comprou. O negócio original — plataforma de cashback conectando consumidores a lojas parceiras — continua lá, mas deixou de ser tudo. Hoje a Méliuz é três coisas ao mesmo tempo: 1. Um marketplace de cashback e fidelidade em aceleração. O Shopping Brasil, core business da empresa, faturou R$ 349 milhões em receita líquida em 2025, crescimento de 41% sobre 2024. GMV de R$ 5,6 bilhões. Take rate em expansão, chegando a 8,2% no 1T26. Novas verticais — Méliuz Prime, Méliuz for Brands, Nota Fiscal, Ads — já representam 30% da receita do segmento e crescem 346% ano contra ano. 2. Uma fintech em reestruturação. A área de Serviços Financeiros caiu 32% em 2025 (de R$ 62,8 mi para R$ 43 mi), impactada pela renegociação do acordo com o banco BV. Isso dói nos números, mas a recuperação trimestral já aparece: no 4T25, a receita do segmento cresceu 23% sobre o 3T25. 5,3 milhões de contas digitais abertas e 286,8 mil cartões de crédito emitidos formam uma base que tem valor — e que ainda não foi devidamente monetizada. 3. Uma Bitcoin Treasury Company - e eu acho ótimo, pois nesse caso compramos 2 pelo preço de 1 : colocamos um pezinho no bitcoin e aop mesmo tempo investimos numa empresa cujo operacional está crescendo muito bem e saudavel, com otima geração de caixa! Este é o elemento que divide opiniões, assusta os mais conservadores, e ao mesmo tempo é o principal driver de rerating da ação caso a tese funcione. A empresa detém 604,7 bitcoins em custódia, avaliados em R$ 215 milhões no fechamento do 1T26 — crescimento de 892% sobre a posição de R$ 21,7 mi em março de 2025. A estratégia segue o modelo da Strategy (ex-MicroStrategy): Captar capital via emissão de ações e instrumentos atrelados ao BTC, usar o caixa operacional para acumular mais Bitcoin, e entregar para o acionista crescimento de Bitcoin por ação ao longo do tempo — o "Bitcoin Yield". O programa de recompra de ações, que já retirou 6,7% do free float de circulação, também entra nessa conta: em taxa anualizada, o programa representou um Bitcoin Yield de 12,42% — porque ao reduzir o número de ações em circulação, cada ação remanescente passa a ter participação proporcionalmente maior na posição de BTC. Aliás, eu AMEI o último movimento da empresa. Entendendo que suas ações estão atrativas e baratas, optou por recompra em vez de comprar mais bitcoins, jogando muito bem com o momento do mercado. Achei inteligente e não radical. Os números do 1T26: histórico sem asterisco no operacional O 1T26 foi o melhor trimestre da história da Méliuz nos indicadores operacionais. Sem discussão. Coloca na tabela: Indicador 1T26 1T25 Variação Receita líquida R$ 118,2 mi R$ 100,4 mi +18% EBITDA ajustado R$ 30,1 mi R$ 17,3 mi +74% Margem EBITDA ajustada 25,5% 17,3% +8,2 p.p. Lucro ajustado R$ 16,3 mi R$ 12,0 mi +36% Lucro líquido contábil -R$ 60,1 mi +R$ 10,0 mi — Impacto Bitcoin -R$ 76,4 mi -R$ 2,0 mi — EBITDA LTM R$ 105,3 mi R$ 65,7 mi +60% O número que mais me impressiona não é o EBITDA isolado do trimestre. É o EBITDA LTM (últimos 12 meses) de R$ 105,3 milhões, que marca a primeira vez que a empresa cruza a barreira dos R$ 100 milhões nessa janela. Com 60% de crescimento sobre o período anterior. E com margem EBITDA LTM de 22%, versus 17,2% um ano antes. No acumulado dos últimos 12 meses até o 1T26, a receita líquida consolidada chegou a R$ 478,1 mi, alta de 25%. Isso é uma empresa em aceleração operacional genuína, não uma história de corte de custo disfarçada de crescimento. O lucro líquido contábil foi um prejuízo de R$ 60,1 milhões, inteiramente explicado pelo impairment de R$ 76,4 milhões na posição de Bitcoin, decorrente da cotação do ativo ter ficado abaixo do custo médio de aquisição no fechamento do trimestre (31 de março de 2026). Isso é efeito não-caixa, mas é real contabilmente e vai continuar gerando volatilidade nos balanços enquanto a empresa mantiver a estratégia. O CEO Gabriel Loures foi direto ao comentar: "Estamos gerando caixa e yield para o investidor, e é isso que importa." Ele acrescentou que o Bitcoin já estava parcialmente se recuperando no momento da divulgação dos resultados, o que reverteria parte do impairment no 2T26. A questão dos múltiplos: onde está o desconto absurdo O core business do Méliuz opera com EV/EBITDA de 1,3x, representando P/L de 3,7x para 2026 e 2027. O próprio balanço do 1T26 registrou EV/EBITDA consolidado de 1,35x. Para você entender o tamanho desse desconto: uma empresa de tecnologia financeira crescendo receita a 18-26% ao ano, expandindo margem, com dívida zero e 52 milhões de usuários, poderia negociar a 10x EBITDA em condições normais de mercado na minha opinião. A Méliuz negocia a 1,35x. Mesmo que você desconte completamente o Bitcoin — como se ele valesse zero — o negócio operacional ainda seria barato de forma constrangedora. O Enterprise Value da empresa, excluindo a posição de Bitcoin (R$ 215 mi) e o caixa (R$ 66,5 mi), fica em torno de R$ 160 milhões. Uma operação que gera R$ 105 milhões de EBITDA por ano, crescendo, está custando menos de 2x EBITDA. Isso não é barato. Isso é presente. A tese do Bitcoin: entendendo o que você está comprando Preciso ser honesta aqui, porque é o ponto que mais gera confusão. A Méliuz não é uma bet em Bitcoin puro. E eu não compraria se fosse este o caso Tampouco é uma empresa indiferente ao Bitcoin. É as duas coisas ao mesmo tempo, em proporções que você precisa entender antes de decidir se compra ou não. O que funciona na tese: A Strategy (ex-MicroStrategy) saiu de empresa de software irrelevante para um dos maiores detentores de Bitcoin do mundo, e o mercado a avalia hoje com prêmio sobre o valor do BTC em carteira — porque o mercado paga pela capacidade de continuar acumulando, não apenas pelo estoque atual. A Méliuz está tentando replicar esse modelo em escala brasileira. Com listagem de ADRs no OTCQX Markets americano sob o ticker MLIZY, cada ADR correspondendo a duas ações CASH3, a empresa está construindo infraestrutura para captar capital internacional e executar emissões com prêmio sobre o mNAV — que é o valor patrimonial ajustado de mercado, incluindo o Bitcoin pelo preço de mercado. Quando a empresa consegue emitir ações a preço acima do mNAV e usar os recursos para comprar mais Bitcoin, cada ação existente "ganha" BTC indiretamente. É um mecanismo de criação de valor que, quando funciona, é elegante. Quando o Bitcoin cai forte, o efeito se inverte. A Oranje (OBTC3), que estreou na B3 em outubro de 2025 com 3.650 bitcoins — quase 6x a posição da Méliuz, colocou a empresa em posição de menor escala dentro da própria tese que ajudou a popularizar no Brasil. Ter a segunda maior posição não é o mesmo que ter a maior e em narrativa de mercado, escala importa. Mas, enquanto NÃO É A MAIOR EM BTC, CASO DA OBTC3, a CASH3 tem A SEU FAVOR, não ser APENAS BITCOIN, TENDO UM LADO OPERACIONAL QUE COMO JÁ EXPLIQUEI, GERA MUITO VALOR AO TODO. O que pode dar errado Não sou do tipo que lista só o lado bom. Então: 1. Bitcoin em queda forte e sustentada. Se o BTC corrigir 50% e ficar nesse nível por trimestres seguidos, os impairments contábeis se acumulam, a narrativa de Bitcoin Treasury Company perde o brilho, e a captação para comprar mais BTC fica comprometida. A ação sofreria mais do que o Bitcoin em si como toda empresa alavancada na narrativa de um ativo. Mas com a queda de 46% do btc desde seu pico entendo que isso ja ocorreu pelo menos em parte (tanto que a CASH3 chegou a R$10,0 e caiu mais de 60% até o preço atual de R$4,2 atual. google cash3 Google: cash3 btc usd e btc brl Como mencionei, tivemos CASH na carteira ALL IN ONE, compramos em 6/4/26 a R$3,76 e eu recomendei venda na Carteira All in One em 6/5/25 com ganho expressivo de 90%. Desde então o negocio cresceu, mas o BTC caiu cerca de 40% o que fez as ações da CASH3 cairem e abrirem nova oportunidade de compra na minha opinião. OPERAÇÕES FECHADAS - AÇÕES ALL IN ONE - WWW.INVESTE10.COM.BR Código da ação Ganho ou perda Data da venda sugerida Preço na indicação de venda Data de indicação de compra Cotação na indicação de compra CASH3 90% 6/5/25 7,15 6/4/23 3,76 2. Competição crescente no modelo Bitcoin Treasury. A Oranje chega com mais BTC, mais nomes internacionais no cap table (Winklevoss, Adam Back, FalconX), e maior escala desde o dia 1. Se o mercado começar a precificar escala nessa categoria, a Méliuz pode perder o prêmio narrativo. 3. Serviços financeiros ainda em recuperação. A queda de 32% na receita do segmento em 2025 foi impacto da renegociação com o BV. A recuperação está em curso, mas ainda não confirmada em números consistentes. 4. Diluição futura. A estratégia de emitir ações para comprar Bitcoin implica diluição periódica dos acionistas atuais. O Bitcoin Yield teórico precisa superar essa diluição para fazer sentido. Quando funciona, ótimo. Quando o BTC cai no momento da emissão, você diluiu para comprar um ativo que caiu — e o acionista antigo paga a conta. Por que acho que vale O INVESTIMENTO Tirando os riscos da mesa por um segundo e olhando o quadro completo: Uma empresa que gera R$ 105 milhões de EBITDA por ano, com dívida zero, crescendo a dois dígitos em receita e margem, em processo de diversificação de verticais (Nota Fiscal, Ads, Prime, serviços financeiros), com programa agressivo de recompra de ações, e com um ativo real em balanço (R$ 215 mi em Bitcoin) — que quando o BTC subir vai reverter os impairments contábeis que hoje machucam o resultado. "apesar das contínuas melhorias operacionais, acreditamos que o negócio operacional do Méliuz, excluindo sua estratégia com Bitcoin, permanece subvalorizado pelo mercado." ESCREVEU UM BANCÃO Eu concordo. E entendo por que o mercado ainda não corrigiu isso: o prejuízo contábil recorrente causado pelos impairments de Bitcoin assusta quem olha só o lucro líquido sem ler as notas explicativas. Quem pula direto para o "prejuízo de R$ 60 milhões" sem entender que é efeito não-caixa vai continuar evitando a ação. Isso, paradoxalmente, é o que mantém o desconto vivo. Quando o Bitcoin se recuperar — e a posição atual já estava parcialmente revertida em abril — o lucro contábil vai aparecer, a narrativa vai mudar, e o mercado vai correr para pagar o que sempre deveria ter pagado. Valuation: quanto vale a CASH3 no meu calculo? Antes de qualquer número, uma nota metodológica importante: Valuar a Méliuz hoje é um exercício em duas partes que precisam ser tratadas separadamente. Uma empresa de tecnologia com crescimento acelerado e geração de caixa crescente — essa você desconta fluxos, aplica múltiplos, faz a conta normal. E uma posição de Bitcoin em balanço — essa você marca a mercado e soma por fora, porque tentar descontar Bitcoin num DCF é a receita mais certa para chegar num número errado com muita precisão. Feita a ressalva, vamos aos números. O negócio operacional pelo DCF Utilizei taxa de desconto de 15,7% pelo CAPM, construída sobre T-Bond americano de 4,5%, risco Brasil (EMBI+) de 2,2%, diferencial de inflação Brasil/EUA de 2 p.p., e prêmio de risco de mercado de 7% — com beta de 1,5, que reflete adequadamente a volatilidade histórica do papel. Crescimento na perpetuidade de 4%, conservador frente ao histórico da empresa mas adequado para não embalar demais as projeções de longo prazo. As projeções de receita partem de crescimento de 10% em 2026, desacelerando para 4% em 2027 e convergindo para 6-7% nos anos seguintes — abaixo do CAGR histórico de 30% da empresa, o que é deliberadamente conservador. O EBITDA projetado para 2026 é de R$ 113,7 milhões, com margem de 22,6%, e estabiliza em torno de 19-20% nos anos seguintes à medida que a empresa matura. O fluxo de caixa livre da firma projetado para os próximos quatro anos soma, já descontado a valor presente, R$ 181 milhões. O valor terminal — calculado sobre o FCL de 2030 com crescimento de 4% na perpetuidade — adiciona mais R$ 325 milhões descontados. Isso resulta num valor intrínseco do negócio operacional de R$ 506 milhões. Somando Bitcoin e caixa Aqui entra o segundo componente, que não deve ser misturado com o DCF. A posição de 604,7 bitcoins, avaliada ao câmbio de R$ 5,10 com BTC a US$ 77.705, vale R$ 239,6 milhões. O caixa disponível da empresa soma R$ 66 milhões. Dívida bruta: zero. Caixa líquido e Bitcoin juntos cerca de R$ 300 milhões. Valor total estimado para a empresa: R$ 506 milhões (DCF operacional) + R$ 300 milhões (BTC + caixa) = R$ 800 milhões. Com cerca de 107 milhões de ações em circulação, isso implica preço justo de cerca de R$ 8 por ação — upside de 90% sobre a cotação atual de R$ 4,20. Somando dividendos estimados de 5% nos próximos 12 meses (payout de 25% sobre lucro projetado de R$ 72 milhões), o retorno total projetado chega a 96% em 12 meses. O que esse número diz — e o que ele não diz DUAS observações que precisam acompanhar esse preço justo: Primeiro: 72% do valor estimado para a empresa está em Bitcoin e caixa. Isso não é necessariamente ruim — é o que está no balanço. Mas significa que o valuation é altamente sensível ao preço do BTC. Uma queda de 40% no Bitcoin, mantendo tudo o mais constante, reduziria o valor estimado da empresa em cerca de R$ 95 milhões, derrubando o preço justo para algo em torno de R$ 7,12. Ainda assim, 70% de upside. Uma queda de 60% no BTC levaria o preço justo para cerca de R$ 6,40 — ainda 52% acima da cotação atual. Ou seja: mesmo estressando bastante o Bitcoin, o DCF operacional sustenta boa parte do desconto. Segundo: o valuation operacional está pagando implicitamente o negócio por 2,8 anos de fluxo de caixa livre descontado — o FCF yield implícito é de 36%. Isso é barato para qualquer empresa que cresce receita a dois dígitos e expande margem consistentemente. Sensibilidade: o preço justo em diferentes cenários de Bitcoin Preço do BTC (US$) Valor BTC em carteira (R$ mi) Preço justo estimado (R$) Upside 0 0 6,00 43% 15.000 46 6,00 43% 30.000 92 6,00 +43% 50.000 154 7,00 +67% 77.705 (atual) 240 8,00 +90% 120.000 370 9,00 +114% 150.000 463 10,0 +138% Todos os números em milhares de reais exceto quando indicado. Projeções de 2026 a 2029 são estimativas próprias baseadas em dados históricos reportados pela empresa e consenso de mercado. Não constituem garantia de resultado. Repare que mesmo com Bitcoin à metade do preço atual, o upside ainda é de quase 50%. Repare que vejo valor na empresa mesmo ZERANDO O BTC, APENAS PELA SUA PARTE OPERACIONAL! Falando em operacional aqui estão em gráficos as minhas projeções: Minha recomendação: COMPRAR 1,5% DO PATRIMÔNIO EM CASH3 Esta não é posição para quem não aguenta ver volatilidade no extrato. O Bitcoin garante isso. Mas para quem tem horizonte de no mínimo 18 meses, entende o que está comprando, e consegue separar o ruído contábil do resultado operacional real — o desconto aqui é real demais para ser ignorado. Cristiane Fensterseifer é analista CNPI e CGA, fundadora do Investe10.com.br. Investimentos em renda variável envolvem riscos, incluindo perda do capital investido. LEIA DISCLAIMER EM WWW.INVESTE10.COM.BR/DISCLOSURE 21/5/26

  • SMTO3: O negócio da Amaggi com a FS Bio reforça como a São Martinho pode estar muito barata

    Se Blairo Maggi aceitou pagar múltiplo de ativo premium por uma empresa privada altamente alavancada, talvez a Bolsa esteja oferecendo a São Martinho a preço de promoção. Vem comigo entender isso... A entrada da Amaggi no capital da FS Bio talvez tenha sido uma das transações mais importantes dos últimos anos para o setor de biocombustíveis brasileiro. Na última semana a Amaggi, maior trading de grãos de capital nacional, pagou US$ 1 bilhão por 40% da FS Bio, a maior produtora de etanol de milho do país. A consolidação do setor e a entrada de bolsos fundos (como Amaggi) mostram que o setor de energia renovável no Brasil está demandando ativos reais de grande escala Fundada em 2017, a FS processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol por ano. A receita líquida da companhia alcançou R$ 12,8 bilhões em 2025. O valuation implícito da transação colocou a FS em US$ 2,5 bilhões, posicionando a empresa entre as maiores do setor de energia renovável no Brasil. Esse número importa muito. Quando uma das empresas agrícolas mais disciplinadas do Brasil com décadas de histórico de alocação de capital eficiente desembolsa US$ 1 bilhão em um único ativo de biocombustíveis, ela está... sinalizando ao mercado o que acredita que o setor vale A transação informada traz dados valiosos para traçar um balizamento preciso de valuation (precificação) via transação comparável. O valuation da FS Bio é especialmente importante porque: Foi realizado por um comprador estratégico altamente sofisticado. O comprador conhece profundamente o setor agrícola. A FS Bio possui alavancagem elevada. Ainda assim, o valuation foi robusto. O primeiro passo é destrinchar os múltiplos implícitos desse deal para, em seguida, avaliar o reflexo disso nas companhias abertas do setor listadas na B3. A Amaggi pagará US$ 1 bilhão por 40% da FS, numa transação que implica: Equity Value (Valor de Mercado) implícito: US$ 2,5 bilhões Considerando a taxa de câmbio R$ 5,00 Equity Value de R$ 12,5 bi Dívida Líquida da FS R$ 9,5 bi, conforme abaixo Release FSBIO EV (valor da firma = valor de mercado + divida liquida) da FS Bio fica R$ 22 bilhões; Receita líquida da FS Bio em 2025: R$ 13 bilhões e R$3,4 bi de ebitda em 12 meses (26% de margem Ebitda) múltiplo implícito de aproximadamente 1,7x Receita Líquida e 6,4x EBITDA estimado. O prêmio de múltiplos pago reflete sinergia de origem de grãos/logística integrada (Amaggi), foco em milho (custo competitivo no MT), DDG (nutrição animal), captura de carbono, margens e crescimento acelerado. Amaggi traz para a mesa sinergias brutais de originação (mitigando o risco de volatilidade do preço do milho, principal insumo da FS O etanol de milho ganha share sobre a cana em cenários de safrinha forte. E a FS é uma empresa focada em etanol de milho. A FS tem ainda a opcionalidade de crescimento (4ª usina em 2026 e liderança em captura de carbono/BECCS). São Martinho (SMTO3), uma das principais players puras de açúcar e etanol de cana, negocia com desconto significativo em relação a esses múlt O mercado de capitais brasileiro continua avaliando boa parte das empresas de bioenergia como se fossem apenas “usinas cíclicas de açúcar e etanol”, talvez um grande erro de percepção. A entrada da Amaggi na FS Bio valida o forte potencial do setor de etanol de milho no Brasil, com múltiplos premium que destacam sinergias de origem de grãos, logística, margens elevadas e captura de carbono Isso posiciona a SMTO3 como oportunidade de re-rating no setor de biocombustíveis. A companhia já investe em etanol de milho (expansão em Goiás) e se beneficia do mesmo tailwind macro (RenovaBio, milho abundante, demanda por renováveis). O deal da FS como âncora de valuation: o mercado privado vê mais valor que o mercado público Calculamos acima que os múltiplos implícitos pelo qual foi avaliada a FS são EV/ROL de 1,7x e EV/EBITDA de 6,4x. A São Martinho negocia a uma fração do que foi pago pela FS Usando os dados estimados da SMTO3, ROL de R$ 6,9 bi e EBITDA normalizado de R$ 3,1 bilhões em 12 meses... Fonte: Fundamentus Fonte: SMTO release Pelo EV/EBITDA de 6,4x estimado pago pela FS: EV implícito de R$ 20 bilhões. Subtraindo a dívida líquida de R$ 5,8 bilhões, chega-se a um equity value de R$ 14,2 bilhões, ou aproximadamente R$ 43 por ação — com as 332 milhões de ações em circulação. Com a ação a R$ 18,25 seria um potencial de valorização de , o desconto é de 135%. Pelo EV/ROL de 1,7x: EV implícito de R$ 12 bilhões. Excluindo a divida de R$5,8 da SMTO temos um Equity de R$ 6,2 bilhões, ou cerca de R$ 18,67 por ação : Praticamente a cotação atual. Pelo múltiplo de receita, a São Martinho já negocia no patamar que o mercado privado pagou pela FS. Pelo múltiplo de EBITDA, SMTO3 valeria 135% mais na bolsa Vale notar que a São Martinho tem uma vantagem adicional sobre a FS: balanço mais limpo. A FS foi precificada com dívida de 2,76x EBITDA. A São Martinho tem 1,8x. Empresas com menor alavancagem merecem múltiplos maiores, não menores. O mercado está fazendo o inverso. Métrica SMTO3 Atual FS (Implícito) Market Cap R$ 6 bi R$ 12 bi Dívida Líquida R$5,8 bi R$9,5 bi EV Total R$ 12 bi R$ 22 bi Receita 12 meses R$7 bi R$13 bi EV/Receita 1,7x 1,7x Ebitda 12 meses R$3,1 R$3,4bi Margem Ebitda 12m 44% 28% EV/EBITDA 3,9x 6,4x A tese do milho: a São Martinho está comprando o futuro certo O deal Amaggi/FS colocou em evidência o que analistas acompanham há três anos: o etanol de milho é a vertical que mais cresce no setor de biocombustíveis brasileiro, e as empresas que a dominam estão sendo valorizadas com prêmio crescente. A São Martinho não ficou de fora dessa tendência. Em agosto de 2025, o conselho de administração aprovou a segunda fase de expansão da unidade de etanol de milho em Quirinópolis, Goiás, com investimento de R$ 1,1 bilhão. A nova fase adicionará capacidade para processar 635 mil toneladas de milho por ano, produzindo 270 mil m³ de etanol, 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho Com a ampliação, a São Martinho terá capacidade total para processar 1,15 milhão de toneladas de milho, produzindo 485 mil m³ de etanol anualmente. O financiamento conta com R$ 728 milhões das linhas Fundo Clima e Finem do BNDES, com prazo total de 12 anos e dois anos de carência condições que qualquer empresa privada pagaria caro para obter no mercado aberto. O Custo médio da dívida da SMTO3 é baixo em 10,1% a.a. com varios financiamentos subsidiados ITR SMTO3 Estimo um payback inferior a 2 anos e Taxa Interna de Retorno alavancada e real de 34% para o projeto de expansão do milho, o que é retorno raro de se ver se se concretizar. Para efeito de comparação, a FS Bio empresa construída exclusivamente em torno do etanol de milho foi avaliada em US$ 2,5 bilhões por uma das tradings mais disciplinadas do mundo. A São Martinho está construindo a mesma operação dentro de uma estrutura já existente, a custo marginal muito menor, com financiamento subsidiado pelo BNDES. A operação plena está prevista a partir da safra 2029/30, com 50% de capacidade já na safra 2027/28. Isso significa que o mercado está comprando hoje um ativo que terá um motor adicional de receita operando parcialmente em 2027 e plenamente em 2030 — e não está pagando nada por esse crescimento futuro. O vento regulatório sopra a favor O contexto macroeconômico para o setor de etanol está mudando estruturalmente no Brasil, e a direção é favorável às produtoras listadas. O aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%, como parte do pacote do programa Combustível do Futuro. Cada ponto percentual adicionado à mistura representa demanda incremental significativa para todo o setor. Com a São Martinho tendo capacidade de 24 milhões de toneladas de moagem e uma segunda fase de milho crescendo, ela é uma das maiores beneficiárias diretas desse aumento Além da mistura, o RenovaBio garante receita incremental via CBIOs, os créditos de descarbonização: cada metro cúbico de etanol produzido gera CBIOs que distribuidoras de combustíveis são obrigadas por lei a comprar. Com o etanol de milho tendo a menor pegada de carbono da cadeia a FS se posiciona como a primeira candidata a ser carbono negativa, as produções integradas de cana e milho da São Martinho têm base crescente de receita regulatória além do preço spot dos combustíveis. SMTO é Uma das mais eficientes do setor sucroalcooleiro. A São Martinho é reconhecida pelo mercado como o benchmark de eficiência operacional e execução financeira no setor. A SMTO3 é mais pura e menos endividada que holdings como Cosan/Raízen e tem execução comprovada em projetos de expansão. Seu foco principal é Açúcar + etanol de cana (usinas em SP/MG/GO). com produção com forte escala em cana e em expansão em etanol de milho (investimento >R$ 1,1 bi para quase dobrar capacidade em Goiás — +270 milhões de litros, totalizando ~485 mi litros/ano). Importante destacar: ela possui a usina Boa Vista, que é focada justamente na produção de etanol de milho (além de cana). O que os analistas estão dizendo O consenso entre as casas que cobrem SMTO3 diverge em intensidade, não em direção. Preços-alvo de R$ 39 e R$ 15. ou seja , alguns veem mais de 100% de alta e outros risco que queda Quem esta com preço alvo abaixo da cotação atual, está baseado em um cenário macroeconômico particularmente pessimista para açúcar Quem está otimista pensa que empresa está bem posicionada para atravessar o ciclo, com a falta de catalisadores no curto prazo sendo o principal limitador da ação no momento. Esse é exatamente o tipo de situação que cria oportunidade: quando a empresa está sólida, o balanço está limpo, a expansão está aprovada e financiada, e o mercado está olhando para o curto prazo em vez do médio. Se a São Martinho entregar uma safra mais forte no ano fiscal de 2027, aliada à redução de custos e à recuperação dos preços do açúcar, o potencial de valorização é considerável. Os riscos conhecidos já estão (quase tds) no preço na minha opinião Nenhuma análise responsável ignora os riscos. Os principais para a SMTO3 são: Preço do açúcar. O mercado internacional segue pressionado por excesso de oferta. A São Martinho travou apenas 20% de suas vendas estimadas de açúcar para 2026/27 com preços fixados — o que significa exposição ao mercado no momento de venda. Se o açúcar continuar baixo, os resultados da safra seguinte serão novamente pressionados. Expansão do etanol de milho. A segunda fase ainda está em construção e tem prazo de entrega em 2027. Atrasos ou estouros de orçamento podem comprometer o fluxo de caixa no período de capex elevado. Clima. As usinas de cana dependem de chuvas no momento certo. Eventos climáticos extremos já afetaram resultados anteriores — incêndios em canaviais e déficit hídrico em fevereiro e março impactaram volumes em trimestres recentes. Macroeconomia brasileira. Juros elevados encarecem o custo da dívida e deprimem múltiplos de bolsa de forma generalizada. O ponto central é que todos esses riscos são conhecidos, discutidos e refletidos na cotação atual de R$ 18,38, tanto é que a SMTO3 está 53% mais barata do que em 2023: SMTO3 no Google Quando compradores privados como a Amaggi decidem alocar US$ 1 bilhão em um ativo do mesmo setor, com endividamento maior e sem a liquidez de bolsa, eles estão essencialmente dizendo que o risco sistêmico já está mais do que precificado no setor. O que o deal da FS realmente revela sobre a SMTO3 A aquisição da FS Bio pela Amaggi envia um recado importante ao mercado. Investidores estratégicos estão dispostos a pagar múltiplos robustos por ativos de biocombustíveis. A leitura técnica desse deal indica que o mercado privado (M&A) está enxergando muito mais valor e resiliência de longo prazo no biocombustível brasileiro do que o mercado público (Bolsa). Enquanto a B3 precifica o setor como uma commodity cíclica tradicional e esmaga os múltiplos por conta do cenário de juros locais altos, players estratégicos (como a Amaggi agora, e a Petrobras quase fazendo o mesmo no final de 2025) estão dispostos a pagar múltiplos de firma (EV/EBITDA) SUPERIORES Quando aplicamos esse valuation à São Martinho, o resultado sugere que a companhia pode estar negociando com um desconto muito relevante em relação ao seu valor econômico. A São Martinho está, neste momento, na intersecção de três tendências convergentes: 1- o crescimento do etanol de milho (que ela está construindo), 2- aumento da mistura (que beneficia toda a cadeia) e 3- um ciclo de preços de commodities que está no fundo ou próximo dele, e que historicamente reverte. Pelo múltiplo de EBITDA que o mercado privado pagou pela FS, a São Martinho poderia ter mais de 100%de potencial de valorizacao Para um posicionamento tático, São Martinho (SMTO3) desponta como o veículo listado mais redondo para capturar esse re-rating de valuation, dada a sua exposição direta à eficiência do etanol de milho e governança de primeira linha. Raizen tem um maior peso de dívida e Jalles é menor e mais nichada em açucar organico. Isso cria um perfil de risco e retorno assimétrico: se o ciclo não mudar, o investidor comprou uma empresa lucrativa com balanço sólido a um preço justo. Se o ciclo virar e os fundamentos sugerem que vai , o potencial é de valorização de 60% a 120%, de acordo com os múltiplos privados e os preços-alvo das casas mais otimistas. Os investimentos de R$ 740 milhões realizados em 2022 já resultam em aproximadamente R$ 300 milhões de EBITDA anualizado e mais de R$ 250 milhões de EBIT em um período inferior a três anos a mesma dinâmica que agora se aplica ao projeto de R$ 1,1 bilhão aprovado para a segunda fase do milho. A máquina de alocação de capital da São Martinho tem histórico comprovado. Em um setor onde a Raízen acumula dívidas de R$ 65 bilhões e a Cosan estuda dissolução da holding, a São Martinho é a empresa que chegou ao pior momento do ciclo com balanço limpo, gestão conservadora e um projeto de crescimento aprovado, financiado e com TIR de 34% potencialmente. O mercado ainda não precificou isso. A Amaggi, com seu bilhão de dólares no setor ao lado, fez a lição de casa. Este relatório tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Por que este relatório existe — e o que vem depois Se você chegou até aqui, leu uma análise que a maioria dos investidores nunca vai ter acesso. Entendeu como um deal de US$ 1 bilhão entre duas empresas de capital fechado revelou o desconto que o mercado está cometendo em ações listadas. Aprendeu a usar múltiplos de transações privadas para encontrar o preço que compradores sérios pagam por ativos do setor. E viu, com números, por que a São Martinho pode estar entre as maiores assimetrias da bolsa brasileira neste momento. Mas isso é 1% Na All In One, a carteira de recomendações da Investe10, este é o nível de análise que orienta cada decisão. Não palpites. Não ruído de mercado. Valuation técnico, sério, com metodologia comparável ao que bancos de investimento cobram caro para entregar — e que aqui está disponível para você agir antes do consenso. Enquanto você lê este relatório, assinantes da All In One já têm em mãos ações com potencial de valorização acima de 200%, identificadas com o mesmo rigor que você acabou de ver aplicado à SMTO3. Empresas fora do radar, com valuations deprimidos por ciclo, por desinformação ou por simples falta de cobertura — exatamente o tipo de situação onde fortunas são construídas na bolsa. O relatório que você acabou de ler foi gratuito. A carteira que age sobre esse conhecimento, não. Assine a All In One agora e acesse imediatamente as recomendações ativas, os preços de entrada, os preços-alvo e a tese completa de cada posição. O próximo relatório especial já está em produção — e desta vez, é para quem assinar antes de ele ser publicado. Cristiane Fensterseifer, CNPI Consultora de Investimentos 17/5/26 leia disclaimer www.investe10.com.br/disclosure smto3 Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t

  • Braskem: lucro dobra, ação explode. O que está acontecendo com BRKM5? (bancão acha que vai ainda mais - e eu explico pq)

    Em dois dias, os papéis acumularam alta de 35%. Na terça-feira (12), a ação disparou 29% numa única sessão — a maior valorização do Ibovespa no dia — depois que o JPMorgan elevou a recomendação de neutra para compra e jogou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15,00. O valor de mercado da companhia saltou R$ 1,71 bilhão em poucas horas. Hoje, mais combustível: a empresa divulgou o resultado do primeiro trimestre de 2026. O lucro líquido foi de R$ 1,446 bilhão — alta de 107% sobre o mesmo período do ano passado. Alta de 3,85% só nesta sessão, enquanto escrevo Para quem estava de fora, pareceu uma festa. Para quem carrega a ação na carteira há mais tempo, a sensação é outra. O resultado do 1T26: o que os números dizem de verdade O balanço do primeiro trimestre foi, tecnicamente, melhor do que o mercado esperava, mas cheio de nuances que precisam ser lidas com cuidado. O que surpreendeu positivamente: O EBITDA recorrente atingiu R$ 1,006 bilhão (US$ 198 milhões), alta de 76% sobre o quarto trimestre de 2025. A XP havia estimado US$ 164 milhões; o resultado veio 21% acima. O consenso de mercado esperava algo ainda menor. A melhora veio de margens mais fortes no Brasil, redução de custos de matéria-prima e créditos fiscais que ajudaram a composição da linha operacional. O lucro líquido de R$ 1,446 bilhão foi fortemente beneficiado por ganhos cambiais. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento é de 107% — número impressionante no papel, mas que precisa de contexto: o 1T25 havia sido fraco, e o 4T25 registrou prejuízo de R$ 10,284 bilhões, um dos piores trimestres da história da companhia. O que preocupou: A receita líquida caiu 20% na comparação anual, para R$ 15,4 bilhões. O EBITDA recorrente, apesar de forte na comparação trimestral, recuou 24% frente ao 1T25. A operação no México seguiu com ociosidade recorde. Volumes menores no Brasil e preços mais baixos nos EUA e na Europa completaram o quadro de receita pressionada. O ponto mais crítico foi a geração de caixa. A Braskem queimou aproximadamente US$ 1 bilhão em caixa no trimestre — cerca de 50% do seu valor de mercado — puxado pelo consumo de capital de giro. O fluxo de caixa operacional ficou negativo, e a dívida líquida subiu para R$ 56,8 bilhões. O próprio caixa da empresa mal cobre os vencimentos de dívida de 2026, com a operação ainda deficitária em alguns segmentos. Por que a ação subiu 35% mesmo assim? Três forças se combinaram para gerar esse movimento: 1. O upgrade do JPMorgan. O banco passou a enxergar a Braskem como uma história de virada. Os argumentos centrais: melhora dos spreads petroquímicos globais com a guerra entre EUA e Irã, que criou restrições de oferta no Oriente Médio; incentivos tributários recentes ao setor químico no Brasil; e avanços de governança com a transferência do controle da Novonor para a IG4 Capital — nova estrutura que divide o controle entre IG4 e Petrobras e reduz riscos percebidos pelos investidores. 2. O desmonte de posições vendidas. A ação tinha volume relevante de apostas na queda. Com o upgrade do JPMorgan e a melhora de fundamentos, quem estava vendido precisou comprar de volta para fechar posição e isso amplificou a alta de forma desproporcional em relação ao que os fundamentos sozinhos justificariam. 3. O resultado do 1T26 acima do consenso. Mesmo com as ressalvas no caixa, um EBITDA 8% acima do consenso e um lucro 107% maior na comparação anual deram respaldo técnico para a continuidade da alta. A Braskem também projetou alta de 30% nos spreads de químicos no segundo trimestre, com recuperação de margens em março e abril após o início do conflito no Oriente Médio. Se o cenário de guerra se prolongar por mais de seis meses, no entanto, a companhia admite que os spreads podem voltar a comprimir no médio prazo. Até aqui, o panorama geral do que aconteceu. Mas as perguntas que realmente importam para quem tem BRKM5 na carteira são outras: vale segurar a posição mesmo no prejuízo? O preço-alvo de R$ 15 do JPMorgan é realista dado o nível de endividamento? Quando — e se — vem a reestruturação da dívida? O que fazer se o conflito no Oriente Médio se resolver antes do esperado? Essas respostas estão na análise completa, disponível para assinantes do plano All In One. SE VOCÊ JÁ É CLIENTE CONTNUE A LEITURA NORMALMENTE, SENÃO CLIQUE ABAIXO 👉 Assine o All In One e leia o relatório completo

  • CSED3 despenca 10% após o 1T26 — exagero do mercado ou oportunidade rara na Bolsa?

    A reação do mercado ao resultado da Cruzeiro do Sul Educacional foi brutal.

  • Inflação nos EUA, Trump na China e estímulos no Brasil: o que pode mudar nos mercados após os acontecimentos de hoje

    O mercado financeiro em um daqueles dias em que várias notícias importantes aconteceram ao mesmo tempo — e juntas podem sinalizar uma mudança relevante no cenário global. Entre os principais temas do dia: • a forte alta da inflação ao produtor nos EUA (PPI) • a chegada de Donald Trump a Pequim para reunião com Xi Jinping • o novo programa de crédito do governo brasileiro • resultados corporativos fortes de empresas como Cury e Bemobi E o mercado pode estar entrando em uma nova fase de: 1) maior volatilidade, 2) juros elevados e 3) impacto crescente da geopolítica sobre os ativos. PPI dos EUA sobe acima do esperado e reacende temor de juros altos O principal dado macroeconômico do dia foi a inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. Os números vieram muito acima das expectativas do mercado: • PPI: +1,4% em abril • expectativa: +0,5% • núcleo do PPI: +1,0% • inflação anual: 6,0% O dado aumentou o receio de que o Federal Reserve precise manter juros elevados por mais tempo. Isso afeta diretamente: • bolsas americanas • dólar • commodities • mercados emergentes • empresas de crescimento e tecnologia Nas últimas semanas, investidores vinham apostando em um cenário mais favorável para cortes de juros. O PPI forte mudou parte dessa narrativa. Trump e Xi Jinping voltam ao centro do mercado global chegada de Donald Trump à China para reunião com Xi Jinping. O encontro acontece em um momento delicado da relação entre Estados Unidos e China, marcado por: • disputa tecnológica • guerra comercial • tensões envolvendo semicondutores e inteligência artificial • discussões sobre Taiwan • restrições comerciais Hoje, geopolítica influencia diretamente os mercados financeiros. Qualquer sinal de aproximação entre EUA e China pode beneficiar: • commodities • bolsas globais • empresas exportadoras • mercados emergentes Por outro lado, novas tensões podem aumentar a volatilidade global rapidamente. Governo prepara R$ 30 bilhões para financiar carros de motoristas de app No Brasil, atenção na notícia de que o governo prepara uma linha de aproximadamente R$ 30 bilhões para financiar veículos de motoristas de aplicativos e taxistas. Os juros devem ficar abaixo da Selic. A proposta é apresentada como incentivo à geração de renda, mas também pode estimular vários setores da economia. Entre os possíveis beneficiados estão: • montadoras • locadoras • seguradoras • financeiras • empresas de mobilidade O mercado também acompanha os possíveis impactos políticos e eleitorais da medida para 2026. CURY3 surpreende mercado com lucro forte e ROE elevado Entre os resultados corporativos, a Cury chamou bastante atenção no primeiro trimestre de 2026. BTG Pactual e JP Morgan destacaram: • lucro acima do esperado • geração de caixa forte • margens resilientes • ROE acima de 78% Mesmo após a alta recente, a ação ainda surpreende para o nível de rentabilidade apresentado. BMOB3 entrega crescimento forte e rentabilidade rara entre techs brasileiras A Bemobi também teve um dos resultados mais elogiados do setor de tecnologia brasileiro. A companhia apresentou: • crescimento orgânico de 22% • lucro líquido ajustado +21% • forte expansão das áreas de Pagamentos e SaaS O mercado continua buscando empresas de tecnologia capazes de crescer sem destruir rentabilidade: algo que a Bemobi vem conseguindo entregar consistentemente. JBS segue gerando caixa mesmo com trimestre mais fraco JBS teve um trimestre abaixo das expectativas, pressionada pelo ciclo do gado nos EUA. Mesmo assim, a companhia segue negociando em múltiplos considerados atrativos por muitos analistas. A diversificação geográfica e a estrutura de capital robusta continuam sendo pontos positivos importantes da empresa. O mercado pode estar entrando em um novo regime Durante anos, os mercados globais foram movidos principalmente por liquidez e juros baixos. Agora, vários fatores começam a atuar simultaneamente: • inflação • juros altos • geopolítica • inteligência artificial • eleições • desaceleração econômica global Esse novo ambiente pode gerar mais volatilidade — mas também abrir oportunidades importantes para investidores atentos. Se você gosta de análises sobre Bolsa, macroeconomia, ações descontadas e oportunidades antes do consenso, conheça o ALL in One: https://www.investe10.com.br/assine

  • RECOMENDAÇÃO DE REFORÇO DE COMPRA DESTA AÇÃO - RESULTADO ESPETACULAR - ALTÍSSIMO POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO

    Outro dia eu estava olhando uma small cap industrial completamente esquecida pela bolsa. Daquelas que o mercado olha por 3 segundos, vê queda de receita e já joga no cemitério das “problemáticas”. Só que tinha uma coisa errada naquela narrativa. Ou melhor: várias. A empresa estava: gerando caixa, expandindo margem, recomprando ações, reduzindo alavancagem e entregando lucro de gente grande. Tudo isso enquanto atravessa um dos momentos mais difíceis da própria história recente. Aí vem a parte curiosa. O mercado continua precificando o papel como se a companhia estivesse entrando em colapso operacional. Mas os números começaram a mostrar exatamente o contrário. E quando isso acontece em small caps brasileiras, normalmente existem dois caminhos: ou o resultado piora muito daqui pra frente ou o preço está absurdamente errado. O problema é que quando o mercado percebe a diferença entre essas duas coisas, normalmente o movimento já aconteceu. No relatório de hoje eu mostro: por que o último trimestre me chamou tanta atenção, o que o mercado talvez esteja entendendo errado, os múltiplos que considero completamente fora da realidade e por que essa pode ser uma das assimetrias mais interessantes da bolsa brasileira hoje. Esse relatório completo está disponível para assinantes da carteira ALL IN ONE do INVESTE10. Se vc já é cliente, basta seguir lendo... Senão basta clicar abaixo e assinar, para não perder mais essa !

  • O dinheiro está mudando de lugar (de novo) na Bolsa em 2026

    O mercado começou 2026 apostando em corte de juros, retomada de small caps, recuperação do varejo e volta do apetite por risco. Mas o cenário mudou rápido. As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram ao centro do mercado. O Irã endureceu o discurso sobre enriquecimento de urânio, aumentaram os riscos envolvendo o Estreito de Hormuz e o petróleo voltou a pressionar. Ao mesmo tempo: - a inflação americana segue resistente; - o IPCA brasileiro continua pressionado em alimentos, energia e saúde; - e os juros podem continuar altos por mais tempo no mundo inteiro. Na prática, o dinheiro começou a mudar de lugar novamente na bolsa. O mercado está separando narrativa de geração de caixa Durante boa parte dos últimos anos, muitas empresas subiram baseadas em expectativa futura, crescimento acelerado e expansão operacional. Agora o mercado começa a olhar novamente para: - geração de caixa; - lucro recorrente; - dívida controlada; - resiliência operacional; - e valuation barato. E isso já começa a aparecer claramente nos resultados do 1T26. Enquanto empresas muito alavancadas começam a sofrer novamente, companhias geradoras de caixa seguem extremamente descontadas. O pedido de recuperação judicial da TOKY3 talvez seja um dos primeiros grandes sinais dessa nova fase. Petrobras (PETR4): geração de caixa absurda mesmo com mercado criticando resultado A Petrobras divulgou um resultado que parte do mercado considerou “fraco”, mas olhando geração de caixa o cenário continua impressionante. Os números mostram: - P/L próximo de 3,8x; - FCFE yield potencial acima de 20%; - dividend yield anualizado extremamente elevado; - e produção recorde no pré-sal. Em um ambiente de petróleo pressionado e tensão geopolítica, empresas integradas de energia continuam podendo gerar muito caixa. Vale (VALE3): minério resiliente e expectativa de aumento forte no fluxo de caixa A Vale atualizou projeções e indicou expectativa de aproximadamente US$ 1,5 bilhão adicionais em fluxo de caixa livre em 2026. O mercado continua tratando a companhia como uma mineradora “sem crescimento”, mas: - minério segue resiliente; - o caixa continua muito forte; - e os múltiplos seguem baixos frente à geração operacional. Itaúsa (ITSA4): uma das holdings mais resilientes da bolsa A Itaúsa talvez seja um dos ativos mais resilientes da bolsa brasileira hoje. A holding combina: - Itaú; - saneamento; - energia; - concessões; - e consumo premium. Com lucro recorrente anualizado próximo de R$ 18 bilhões, o mercado ainda negocia ITSA4 em múltiplos relativamente baixos para a qualidade dos ativos. Track & Field (TFCO4): talvez a melhor execução operacional do varejo brasileiro Mesmo em um ambiente de juros altos e consumo mais seletivo, a Track & Field segue entregando crescimento forte. O destaque do trimestre foi: - Same Store Sales acima de 12%; - crescimento forte no e-commerce; - margens elevadas; - e expansão consistente de franquias. A empresa parece cada vez menos uma simples varejista e mais uma plataforma de lifestyle e wellness. Technos (TECN3): small cap ignorada pelo mercado A Technos entregou um resultado muito forte no 1T26 e continua praticamente fora do radar do mercado. Os destaques: - crescimento de EBITDA; - caixa líquido; - margem saudável; - e valuation baixo. Em um cenário onde o mercado volta a valorizar empresas rentáveis e pouco alavancadas, esse tipo de small cap pode começar a chamar mais atenção. Juros altos mudam completamente a dinâmica da bolsa Talvez o ponto mais importante seja esse: Quando juros ficam altos por mais tempo, o mercado muda completamente os critérios de valuation. Empresas dependentes de crédito barato sofrem. Empresas geradoras de caixa ganham importância. É exatamente esse movimento que começa a acontecer novamente agora. E talvez este seja um dos momentos mais importantes dos últimos anos para escolher corretamente onde deixar seu dinheiro. NÃO PERCA AS OPORTUNIDADES DO MERCADO ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS! 📩 News gratuita de investimentos: https://www.investe10.com.br 📲 Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/J3TFmrrTTTvGRFgyd2UV09 📢 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 📸 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste 👩‍💼 CRISTIANE FENSTERSEIFER CNPI, CGA 🔍 Informações selecionadas para você investir bem e sem perder tempo!

  • Cambuci (CAMB3) desafia inflação de custos com eficiência e balanço blindado no 1T26 - QUE VENHA A COPA

    Dona da marca Penalty foca em preservação de caixa e mix de produtos para manter rentabilidade em cenário macro volátil. A Cambuci S.A. (CAMB3) divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelando uma operação que, embora pressionada pela alta das commodities — especialmente o petróleo —, conseguiu sustentar margens robustas; O mercado observa como a companhia tem se posicionado como uma fortaleza financeira em meio à volatilidade do setor têxtil e esportivo. Desempenho Operacional Recorde em Março A Receita Líquida consolidada atingiu R$ 99,2 milhões, um leve crescimento de 1,3% frente ao mesmo período de 2025. CAMB3 O grande destaque foi o mês de março, que registrou o maior faturamento da história da companhia para o período, sinalizando uma retomada de demanda após um início de ano mais tímido. A margem bruta foi o ponto alto, subindo para 51,1%. Esse ganho de eficiência reflete o repasse de preços e uma estratégia de mix focada em produtos de maior valor agregado, compensando parcialmente a pressão nos custos logísticos e de matérias-primas. Valuation e Indicadores (1T26 Anualizado) Com base nos números atuais e considerando uma projeção linear para o ano (anualização do 1T26), os múltiplos da Cambuci permanecem em patamares atraentes para o investidor de valor: P/L Anualizado: 5,12x EV/EBITDA Anualizado: 4,24x Caixa Líquido: R$ 56,3 milhões Dívida Bruta: Apenas R$ 1,9 milhão (coberta 30x pelo caixa líquido) O Desafio das Margens e o Peso do Petróleo O EBITDA de R$ 20,5 milhões apresentou uma retração de 12,4% na comparação anual. A compressão da margem EBITDA (de 23,9% para 20,7%) é explicada por dois fatores principais: o aumento dos investimentos em marketing e trade marketing para sustentar o market share da Penalty, e a alta do petróleo acima de US$ 100, que encarece fretes e polímeros. Dividendos e Remuneração Mesmo em um cenário de cautela, a companhia manteve seu compromisso com o acionista, distribuindo R$ 6,0 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) durante o trimestre, reforçando o perfil de boa pagadora de dividendos dentro do universo Small Caps. Conclusão para o Investidor A tese em Cambuci permanece pautada na solidez financeira. Em um mercado onde o crédito é caro e o consumo das famílias está sob pressão, ter "caixa no bolso" e uma marca líder como a Penalty permite à empresa atravessar ciclos adversos com segurança. O valuation atual oferece uma margem de segurança interessante para quem busca ativos de qualidade no universo das Small Caps brasileiras. Agora... para nós investidores... é só esperar pela Copa ! Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t CAMB3

  • Rede d1000 (DMVF3) cresce acima do setor, acelera digital e começa a mostrar alavancagem operacional

    A Rede d1000 (DMVF3) entregou um primeiro trimestre de 2026 que reforça uma das teses mais interessantes dentro do varejo farmacêutico brasileiro: crescimento acima do mercado combinado com expansão de margem e forte avanço digital. A companhia encerrou o 1T26 com receita bruta de R$ 695,9 milhões, crescimento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O número chama atenção porque ficou mais de 10 pontos percentuais acima do crescimento do mercado farmacêutico nas regiões em que a empresa atua. As vendas em mesmas lojas (SSS) avançaram 16,1%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 29%, para R$ 17,9 milhões. DMVF3 O lucro líquido ajustado subiu 33,6%, atingindo R$ 4,6 milhões. DMVF3 Mas talvez o dado mais importante do trimestre esteja em outro lugar. O omnichannel da companhia praticamente explodiu. As vendas digitais cresceram 264% em um ano e já representam 20,6% da receita bruta total da empresa — um patamar raro dentro do varejo farmacêutico brasileiro. O crescimento vem sendo impulsionado pelo aplicativo próprio, aumento da recorrência de compras e também pela venda de medicamentos GLP-1, categoria ligada ao tratamento de obesidade e diabetes. Hoje, a tese da d1000 parece cada vez menos uma simples expansão de lojas e mais uma combinação de: • ganho de market share; • aumento de produtividade; • digitalização acelerada;• maturação da base recém-inaugurada. A companhia terminou o trimestre com 302 lojas e ainda possui cerca de 31% da base em processo de maturação. Isso importa porque redes farmacêuticas normalmente apresentam forte ganho de margem conforme as lojas amadurecem. Na prática, boa parte da alavancagem operacional da d1000 ainda não apareceu completamente nos números. Mesmo assim, a empresa já apresenta alguns indicadores relevantes: • EBITDA ajustado anualizado: R$ 71,6 milhões; • lucro líquido anualizado: R$ 18,4 milhões; • dívida líquida/EBITDA de apenas 0,8x. Os múltiplos não parecem excessivos para uma companhia crescendo acima de 20%, ganhando participação de mercado e ainda em fase relevante de expansão. Outro ponto importante é que o crescimento continua vindo com melhora operacional. Mesmo com pressão de capital de giro causada pelos produtos GLP-1 — que possuem ciclo financeiro mais longo — a empresa conseguiu expandir margem EBITDA e manter alavancagem controlada. O mercado costuma pagar caro por crescimento previsível no varejo farmacêutico. A questão agora talvez seja entender se a d1000 ainda é vista como uma small cap regional… ou se começa a entrar definitivamente no radar das grandes histórias de consolidação e ganho estrutural de mercado do setor. P/L est 9x e EV/Ebitda 5x Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t DMVF3

  • Valid (VLID3) entrega trimestre pressionado, mas transformação digital começa a mudar o jogo da companhia

    A Valid (VLID3) divulgou um primeiro trimestre de 2026 que, à primeira vista, pode parecer fraco por conta da queda de receita. Mas olhando além da superfície, o resultado mostra uma companhia que continua avançando em uma transformação estrutural importante — e que talvez ainda esteja sendo pouco precificada pelo mercado. A receita líquida caiu 10,7% no 1T26, totalizando R$ 447 milhões. O principal impacto veio das divisões de meios de pagamento e mobile, pressionadas por competição de preços, ambiente mais difícil na Argentina e efeito cambial. VLID3 EBITDA e margem Ebitda Ainda assim, a companhia conseguiu aumentar o EBITDA em 10%, para R$ 114 milhões, levando a margem EBITDA para 26%. VLID3 EBITDA e margem Ebitda O dado chama atenção porque mostra que, mesmo em um trimestre considerado pela própria administração como “o mais pressionado desde a pandemia”, a Valid conseguiu preservar rentabilidade, gerar caixa e manter o balanço extremamente sólido. Valid encerra trimestre com caixa líquido e forte geração de caixa Um dos principais destaques do resultado foi a posição financeira da companhia. A Valid terminou o trimestre com caixa líquido de R$ 37 milhões e alavancagem negativa de -0,1x EBITDA. Além disso, a conversão de EBITDA em caixa operacional ficou em 72% nos últimos 12 meses, um número bastante forte para uma empresa em processo de transformação. A companhia também aproveitou o momento para reduzir custo financeiro, liquidando antecipadamente dívidas mais caras e reduzindo o custo médio da dívida para CDI +0,48% ao ano. Mesmo diante de um trimestre mais fraco em receita, a empresa: seguiu recomprando ações; manteve distribuição de dividendos e JCP; e continuou investindo nas iniciativas digitais sem necessidade de captação. - aprovou R$ 0,18 por ação em dividendos, para pagamento em 29/5/26 um dividend yield de 1%. Nova carteira de identidade (CIN) continua acelerando VLID3 Nova carteira de identidade (CIN) continua acelerando Talvez o ponto mais importante da tese esteja na evolução da vertical de identidade digital. A receita relacionada à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) atingiu R$ 88 milhões no trimestre, crescimento de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, mais de 50 milhões de CINs já foram emitidas no Brasil, e aproximadamente 75% delas passaram pela infraestrutura da Valid. O avanço da CIN ajuda a companhia a reduzir dependência histórica da CNH e fortalece uma linha de receita mais previsível e recorrente. Além disso, a receita digital já representa 25% do faturamento total da empresa. Mercado ainda precifica a Valid como empresa “legacy”? Mesmo após forte valorização nos últimos anos, os múltiplos continuam baixos quando comparados ao perfil financeiro atual da companhia. Anualizando os números do 1T26: EBITDA estimado: R$ 457 milhões Lucro líquido estimado: R$ 224 milhões Considerando valor de mercado próximo de R$ 1,6 bilhão e posição de caixa líquido: EV/EBITDA aproximado: 3x P/L aproximado: 7x O mercado ainda parece enxergar a Valid como uma companhia tradicional ligada à impressão de documentos e cartões físicos. Mas, aos poucos, a empresa tenta migrar para um modelo baseado em identidade digital, validação biométrica, onboarding e infraestrutura digital de segurança. A grande questão passa a ser velocidade de execução dessa transformação e quanto tempo o mercado levará para reprecificar esse novo perfil da companhia. Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora Inscreva-se na news gratuita: investe10.com.br Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t VLID3

  • Atenção cotista! você tem algo a fazer: Relatório Especial Investe10 — PATL11 ➡ HGLG11

    A operação está concluída. O que seu dinheiro faz agora? Publicado em 06 de maio de 2026 O que aconteceu — do começo ao fim Essa história começa em dezembro de 2025. Em 30 de dezembro de 2025, assembleias aprovaram a compra de imóveis do PATL11 pelo HGLG11 por cerca de R$ 356 milhões. A ideia fazia parte de uma reorganização maior do Grupo Pátria, que queria concentrar todos os seus ativos logísticos em uma única plataforma. A operação previa a liquidação posterior do PATL11 e integrava um plano de reorganização que visava concentrar ativos, ampliar escala e simplificar estruturas na plataforma de logística da gestora. Agora, em maio de 2026, a última peça foi encaixada. O PATL11 informou, por meio de fato relevante, que iniciou seu processo de liquidação após concluir a venda de 100% do seu portfólio para o HGLG11 em uma operação de R$ 354,9 milhões. A transação, formalizada por escritura pública, envolve quatro ativos localizados em Jundiaí (SP), Ribeirão das Neves (MG) e Itatiaia (RJ), que somam cerca de 151 mil m² de área bruta locável. O desconto de R$ 1,1 milhão em relação ao valor original veio de reparos necessários no imóvel de Jundiaí 2 — um ajuste técnico previsto nos contratos. Como o pagamento foi estruturado Esse ponto merece atenção especial porque é diferente do que a maioria dos investidores espera. Não houve transferência de dinheiro vivo diretamente entre os fundos. Parte relevante do pagamento foi estruturada por compensação com créditos detidos pelo PATL11, resultantes da subscrição de cotas do HGLG11 em sua 11ª emissão. Foram utilizadas aproximadamente 2,1 milhões de cotas do HGLG11, avaliadas a R$ 166,58 cada, para a liquidação parcial do negócio. Na prática: o PATL11 vendeu os imóveis e, em vez de receber reais, recebeu cotas do HGLG11 como pagamento. São essas mesmas cotas que serão usadas para pagar os cotistas do PATL11 na amortização. O que são a RMG e o "tail" — e por que importam O processo não encerrou completamente com a assinatura da escritura. Existem duas cláusulas que mantêm o PATL11 vivo por mais seis meses: Renda Mínima Garantida (RMG): a transação estabeleceu uma renda mínima garantida por seis meses ao HGLG11, no valor total de R$ 3,17 milhões. A garantia pode ser acionada diante de vacância, inadimplência superior a 30 dias ou renegociações que impliquem redução de receitas. Em outras palavras, se os imóveis que o HGLG11 acabou de comprar ficarem vagos ou tiverem queda de receita, é o PATL11 quem paga a diferença — com o caixa que ainda tem. Cláusula de "tail": se o HGLG11 vender algum dos quatro imóveis adquiridos nos próximos seis meses com ganho de capital, uma parte desse lucro é repassada ao PATL11 — e, consequentemente, aos seus cotistas. É um upside potencial, mas incerto. O cronograma que todo cotista do PATL11 precisa gravar Essa é a parte mais urgente do relatório. Há datas que, se você perder, custam dinheiro real: 11 de maio de 2026 — último dia de negociação. A negociação das cotas será encerrada após o pregão de 11/05/2026. Depois disso, as cotas ficam bloqueadas na B3. Quem quiser vender no mercado secundário tem até o fechamento segunda-feira. De 12 de maio a 11 de junho de 2026 — prazo para informar o custo médio. Essa é a etapa mais crítica do ponto de vista tributário. - VOCÊ DEVE FAZER ISTO DAQUI!!! O prazo para envio de custo médio vai de 12/05 a 11/06/2026. (apesar da data, eu já consegui enviar hoje) O link para preenchimento está disponível no fato relevante divulgado pelo fundo. = LINK : https://filemanager-cdn.mziq.com/published/ba433526-bfa6-42b5-9efc-d9ca23462bd1/8ecde148-3fcb-47f7-90b3-8983a6e51482_35754164000199-FRV04052026V01-001179592.pdf Para que a Administradora, na qualidade de responsável tributária por retenções na fonte de eventuais rendimentos auferidos pelos cotistas do Fundo, possa viabilizar o adequado tratamento fiscal da Amortização Extraordinária, os cotistas deverão informar à Administradora seu respectivo custo médio de aquisição de cotas do Fundo exclusivamente através do seguinte link: https://app.pipefy.com/public/form/_0JYDiV- Se o cotista não enviar a informação dentro do prazo, o administrador usará o menor preço histórico de negociação do PATL11 como custo de aquisição — o que pode aumentar significativamente o imposto a pagar sobre o ganho de capital. Eu já fiz e achei bem fácil. Na opção de comprovação eu coloquei Declaração do custo médio de aquisição e anexei um arquivo que criei com as minhas informações. Você pode fazer algo parecido com o que eu fiz ou escolher as opções que o formulário oferece. Exemplo de Modelo de Declaração do custo médio de aquisição: (COLAR NUM WORD / PDF PARA ANEXAR) DECLARAÇÃO DE CUSTO MÉDIO DE AQUISIÇÃO PÁTRIA LOGÍSTICA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIOCNPJ: 35.754.164/0001-99 Eu, _______________________________________________(preencher com o nome completo do cotista) CPF/CNPJ nº _______________________________________(preencher com CPF ou CNPJ) declaro, para os devidos fins e sob as penas da lei, que o custo médio ponderado de aquisição das cotas do PÁTRIA LOGÍSTICA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO de minha titularidade corresponde ao valor abaixo informado: Custo médio de aquisição por cota: R$ ____________________ Quantidade de cotas: ____________________ Declaro ainda que as informações acima correspondem fielmente aos registros de minhas operações no Fundo, sendo de minha exclusiva responsabilidade a exatidão dos dados apresentados. Autorizo expressamente a utilização das informações declaradas para fins de apuração de eventual ganho de capital decorrente da incorporação do Fundo e emissão da documentação fiscal correspondente. Tenho ciência de que declaração falsa ou omissão intencional poderá caracterizar infração tributária e crime previsto na legislação aplicável, incluindo a Lei nº 9.430/96 e os artigos 299 a 306 do Código Penal Brasileiro. Por ser verdade, firmo a presente declaração. Local e data(preencher) Assinatura do cotista(preencher) 30 de junho de 2026 — divulgação do valor e composição da amortização. Nessa data o fundo informa exatamente quanto cada cotista receberá em cotas do HGLG11 e quanto receberá em dinheiro. 3 de julho de 2026 — entrega das cotas do HGLG11. As cotas do HGLG11 chegam na custódia dos cotistas do PATL11. 7 de julho de 2026 — pagamento da parcela em dinheiro. A parte em reais é creditada. Sobre esse valor pode incidir IRRF, calculado individualmente com base no custo médio informado. O que cada cotista do PATL11 vai receber Com a conclusão da venda dos imóveis, o PATL11 entrou em fase de amortização e posterior encerramento de suas atividades. Em outras palavras, o fundo deixará de ter ativos operacionais e passará a devolver recursos aos investidores. A devolução será mista — parte em cotas do HGLG11 e parte em dinheiro. O valor exato por cota do PATL11 só será conhecido em 30 de junho. Mas o racional é claro: o PATL11 tem 2,13 milhões de cotas do HGLG11 em carteira e precisa vender uma parte delas para ter caixa e pagar as obrigações e a parcela em dinheiro aos cotistas. O imposto — entenda antes de agir Sobre a parcela em dinheiro pode incidir Imposto de Renda de 20% sobre o ganho de capital (diferença entre o valor recebido e o custo médio de aquisição das cotas). O administrador retém e recolhe automaticamente — você não precisa pagar DARF. Mas o cálculo depende inteiramente do custo médio que você informar. Se não informar, o administrador usa o menor preço histórico do PATL11 como base de custo — o que quase certamente resulta em imposto maior. Portanto, enviar o custo médio correto dentro do prazo (12/05 a 11/06) não é opcional: é uma medida direta de proteção do seu retorno. Para encontrar seu custo médio, consulte o informe de rendimentos da sua corretora ou o campo de custo médio na sua área logada. O valor a informar é o preço médio de aquisição das cotas, já descontadas eventuais amortizações anteriores que você possa ter recebido. O que esperar do HGLG11 daqui para frente Quem receber cotas do HGLG11 na amortização estará migrando para um fundo muito maior e mais robusto. Os números atuais mostram um fundo sólido: O HGLG11 mantém a distribuição de R$ 1,10 por cota desde agosto de 2023, pagamento confirmado para 15 de maio de 2026 com base em cotistas posicionados até 30 de abril. Com a cotação de fechamento de abril em R$ 156,40, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de cerca de 0,70%. A taxa de vacância consolidada do portfólio está em 3,0%, abaixo da média de mercado de 7%. A única exceção é o imóvel da antiga Ericsson em São José dos Campos, com vacância acima de 20% por características industriais específicas que exigem inquilinos especializados. O projeto G200 de Simões Filho foi formalizado em março, em parceria com o Mercado Livre, ampliando a exposição a contratos de longo prazo e fortalecendo a previsibilidade de receitas. O fundo possui atualmente 42,4 milhões de cotas divididas entre 555 mil cotistas, com taxa de administração de 0,60% ao ano. É um dos fundos logísticos mais líquidos e bem estruturados do Brasil. O que fazer agora — recomendações por perfil MINHA RECOMENDAÇÃO ----- > Se você é cotista do PATL11, minha recomendação é esperar a liquidação normalmente: Nesse caso A UNICA AÇÃO QUE VOCÊ DEVE FAZER DENTRO DO PRAZO, USANDO O LINK ACIMA, é informar o custo médio no prazo (até 11 de junho). Após, você o recebimento das cotas do HGLG11 em julho, avalie se o fundo faz sentido na sua carteira considerando o novo tamanho e o yield atual. Se você é cotista do PATL11 e prefere sair antes: O último dia para vender no mercado secundário é 11 de maio de 2026. Depois disso, as cotas ficam bloqueadas. Avalie o preço de mercado atual em relação ao que você deve receber na amortização antes de decidir. Se você é cotista do HGLG11 ou pensa em comprar: A operação é positiva para o fundo no longo prazo. Mais ativos, mais diversificação geográfica, mesma estrutura de custos enxuta. O fundo negociava abaixo do valor patrimonial (P/VP de 0,94), o que pode representar uma oportunidade para quem acredita na gestão do Pátria no setor logístico. Se você não tem nenhum dos dois: O HGLG11 pós-consolidação será um dos maiores e mais líquidos FIIs logísticos do país. Dividendo consistente de R$ 1,10 por cota há quase três anos, vacância controlada e pipeline de crescimento ativo fazem dele um candidato natural a qualquer carteira voltada a renda passiva em fundos imobiliários. Resumo: Item Detalhe Transação HGLG11 compra 100% dos imóveis do PATL11 Valor final R$ 354,9 milhões Pagamento ao PATL11 2.130.508 cotas do HGLG11 a R$ 166,58/cota Último dia de negociação do PATL11 11/05/2026 Prazo para informar custo médio 12/05 a 11/06/2026 (mas eu já consegui enviar hoje no link acima) Divulgação da amortização 30/06/2026 Entrega de cotas HGLG11 03/07/2026 Pagamento em dinheiro 07/07/2026 Dividendo atual do HGLG11 R$ 1,10/cota (DY mensal 0,70%) Vacância HGLG11 3,0% (vs. 7% do mercado)

  • MOVI3 caindo: oportunidade real ou armadilha de valor?

    Análise completa c| Investe10 | maio de 2026 A MOVI3 negocia perto de R$ 12,02 com queda de 15% em 10 dias e de 10% em um mês, nível que concentra uma divisão clara de opiniões no mercado. Cotação MOVI3 Google De um lado, os mais otimistas enxergam um papel com assimetria favorável num ciclo de queda de juros. Do outro, alavancagem e juros altos comprometem mais recomendações de compra. Os números operacionais dos últimos três trimestres foram consistentemente positivos. Esse descasamento entre fundamento e preço é exatamente o tipo de situação que merece análise mais cuidadosa. O que mudou nos fundamentos desde 2024 No início de 2025 o cenário de juros altos, dificuldade de reprecificação e pressão no fluxo de caixa levava a uma tese de uma empresa presa num círculo vicioso: frota cara, seminovos desvalorizando, dívida crescendo, margens comprimidas. Esse cenário mudou de forma gradual mas consistente ao longo de 2025 e início de 2026: Tarifas e pricing power confirmados. A Movida conseguiu reajustar as tarifas de RaC em +15% ao longo de 2025 sem perda relevante de demanda. No 2T25, o número de diárias ficou estável em 6 milhões mesmo com o aumento de preço. No 4T25, os volumes de RaC cresceram 12% a/a com tarifas +6% a/a. No 1T26, a receita bruta de locação atingiu R$ 2,465 bilhões, alta de 18% a/a. A combinação de preço e volume crescendo ao mesmo tempo é o principal sinal de que a demanda absorveu os reajustes. Receita MOVI3 site fundamentus Receita MOVI3 site fundamentus Mudança de mix estratégica. A empresa migrou deliberadamente de contratos mensais (menor elasticidade de preço) para aluguéis eventuais de curto prazo (3 a 4 dias), que permitem reprecificação mais rápida. Isso explica por que a taxa de ocupação caiu levemente mas a receita por veículo subiu. O yield por diária aumentou 0,3 p.p. a/a no 2T25 e manteve trajetória positiva, por exemplo. Desalavancagem sustentada. A relação dívida líquida/EBITDA saiu de 3,1x no 1T25 para 2,5x no 1T26 — o menor nível em cinco anos. No mesmo período, a relação dívida líquida/imobilizado caiu de 0,77x para 0,64x. Além disso, a empresa executou um aumento de capital privado de cerca de R$ 700 milhões o que deixa a alavancagem proforma em cerca de 2,5x. Custo da dívida melhorou. O refinanciamento da dívida reduziu o custo médio para CDI + 2%, aliviando o caixa. Com 80% da dívida bruta atrelada à Selic, cada corte de 1 ponto percentual na taxa básica equivale a aproximadamente R$ 100 milhões adicionais de lucro líquido estimados. Seminovos estabilizados. Após anos de compressão, a margem EBITDA de Seminovos se estabilizou em torno de 1,1% nos últimos quatro trimestres. A Movida reduziu o ticket médio da frota de R$ 95 mil para R$ 79 mil, melhorando a liquidez. Em meados de 2025, a tabela FIPE voltou a subir , sinalizando o fim da trajetória de queda dos preços de usados. No 1T26, a empresa informou que 91% dos carros do final de 2023 já foram vendidos, validando as premissas de valor residual adotadas pela gestão. Guidance superou estimativas O guidance para o 1T26 foi divulgado na faixa de R$ 110–130 milhões — contra expectativa do consenso de R$ 70 milhões. A tese de sensibilidade à Selic Este é o ponto mais relevante para quem avalia o papel agora. A Movida é uma das empresas da bolsa com maior sensibilidade direta à taxa básica de juros, pelos dois lados do balanço: Pelo lado do passivo, com 80% da dívida bruta pós-fixada, cada corte de 1 p.p. na Selic reduz o custo financeiro anual em aproximadamente R$ 150–200 milhões (considerando a dívida bruta total), com impacto líquido no lucro estimado em ~R$ 100 milhões. Pelo lado do ativo, juros menores facilitam crédito ao consumidor, o que estimula tanto o aluguel de carros quanto a compra de seminovos. O segmento de Seminovos tem correlação histórica positiva com ciclos de crédito fácil. O segmento de aluguel tende a ser o mais beneficiado do ciclo de queda dos juros previsto, dado que o custo da dívida é majoritariamente pós-fixado e taxas menores favorecem as vendas de seminovos. Riscos que não podem ser ignorados A dívida bruta total ainda é expressiva em termos absolutos cerca de R$ 16 bi de dívida líquida, com relação de 4,0x dívida líquida/EBITDA em metodologia diferente dos 2,7x reportado pela empresa, que usa EBITDA ajustado). Essa divergência de cálculo é relevante e vale acompanhar. A redução do IPI de carros populares pelo governo federal em julho de 2025 criou um risco setorial. A Localiza anunciou impairment de R$ 800–1.000 milhões para o 3T25. A Movida não indicou impairment, argumentando exposição menor (menos de 27% do imobilizado em veículos afetados) e que os novos carros com IPI reduzido ainda custam 10–15% mais que os seminovos equivalentes. O risco, contudo, permanece aberto para 2026. A alavancagem relativa ainda é desfavorável frente à Localiza. O spread de ROIC de 6 p.p. acima do custo da dívida para a Movida em 2026, A relação dívida líquida/valor da frota é de 0,9x na Movida contra 0,7x na RENT3. Podemos também questionar a sustentabilidade estrutural do modelo: o ciclo de comprar frotas com desconto, alugar por 1–2 anos e revender acima do preço de novos foi quebrado, segundo o cenário-base de quem está vendido no papel. Estoques elevados, juros altos e concorrência na revenda de usados tornam o modelo menos rentável que no passado. o cenário-base de quem está vendido no papel. Valuation atual Com cotação de R$ 12,02 e lucro projetado para 2026 em torno de R$ 400 milhões o papel negocia a aproximadamente 7x P/L 2026 atrativo frente à média histórica da empresa e do setor. O ROIC projetado é de 18,1%, com dividend yield estimado de 2,5%. A empresa vale aproximadamente R$ 2,4 bilhões em valor de mercado tamanho que deixa espaço para reprecificação relevante caso o cenário macro evolua favoravelmente. Síntese A MOVI3 perto de R$ 12 é uma empresa em recuperação comprovada pelos números, não apenas por promessa. Três trimestres consecutivos de lucro acima do consenso, desalavancagem contínua e pricing power confirmado na prática são fatos, não projeções. O principal risco não é operacional — é macroeconômico. Se a Selic cair, a tese se materializa com força. Se os juros permanecerem altos por mais tempo, a compressão financeira continua pesando sobre o lucro final, mesmo com operação saudável. Para quem tem horizonte de 12 a 24 meses e aceita o risco de uma empresa ainda alavancada num ambiente de juros elevados, o assimétrico parece favorável O upside depende de um catalisador que está no calendário — o ciclo de afrouxamento monetário. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

  • Nova recomendação de investimento! O banco esquecido que paga bem - 40% de potencial de alta 7% de dividendos

    Imagina um banco discreto, que entrega ROE de 16% no trimestre, bate R$ 1 bilhão de lucro no ano, tem balanço forte, inadimplência no chão, guidance agressivo pro próximo ano e ainda negocia a menos de 1x o patrimônio com dividend yield de mais de 7%. Enquanto o mercado baba em hype de crescimento explosivo que muitas vezes vira fumaça, esse cara tá quietinho entregando consistência, controle de risco e um upside que faz título de renda fixa parecer amador. Quer saber qual é o banco, o valuation exato que eu calculei, o cenário que está precificado hoje e se ainda dá pra entrar antes do rali? Só quem assina o All in One vai ler o relatório completo. Assine agora. Porque quem fica de fora costuma se arrepender depois – e eu odeio ver gente inteligente perdendo dinheiro por preguiça.

  • Vale (VALE3) 1T26: Lucro Sobe 36% — Mas o Mercado Está Olhando Outro Número (Ainda Bem que Saímos Antes)

    Tem um tipo de resultado que engana. Ele chega bonito. Crescimento de lucro. Receita em alta. Dividendos gordos. Aquele pacote que faz o investidor médio pensar: “é isso, só comprar e esquecer”. Mas o mercado… não é médio. Ele olha o que ninguém quer olhar: de onde vem esse lucro — e se ele se sustenta. A Vale S.A. entregou um 1T26 que separa claramente dois tipos de investidor: • o que lê headline • e o que lê balanço Só que só um deles ganha dinheiro de verdade!! (ainda bem que vendemos no ALL IN ONE, não é mesmo, clientes felizes, eu fico feliz!) Resumo Executivo (para quem decide rápido) • Receita: US$ 9,26 bi (+14% a/a)• EBITDA: US$ 3,9 bi (+21% a/a)• Lucro líquido: US$ 1,89 bi (+36% a/a)• FCF positivo e robusto• Dividendos + JCP: US$ 2,7 bi• Resultado levemente abaixo do esperado pelo mercado Leitura direta: Resultado sólido no agregado, mas com deterioração marginal na qualidade operacional. 1. O que realmente impulsionou o resultado O crescimento veio - mas não da melhor fonte. Receita A alta de 14% foi sustentada principalmente por: • preços realizados ainda resilientes em minério de ferro • volumes estáveis • contribuição relevante de metais básicos (níquel e cobre) Até aqui, nada fora do script. EBITDA (o primeiro sinal de alerta) O EBITDA cresceu 21% a/a — mas: • ficou abaixo das estimativas • sofreu compressão marginal de margem Drivers negativos: • custos logísticos mais altos • impacto climático (chuvas) • menor diluição de custos fixos • ajustes negativos em preços provisionais Tradução: A operação ficou mais cara — e isso apareceu. 2. O ponto que o mercado está precificando (e poucos estão vendo) Lucro alto não significa resultado forte. O que importa é qualidade e recorrência. E aqui temos: • pressão estrutural de custos • maior sensibilidade a variáveis exógenas (clima, logística) • volatilidade em preços realizados Isso reduz: → previsibilidade → visibilidade de margens → e, consequentemente, múltiplos 3. Fluxo de caixa: a âncora da tese ainda está intacta Se tem algo que segura a tese da Vale, é isso: • forte geração de caixa operacional • disciplina de capital mantida • payout elevado (dividendos + recompras) A empresa continua sendo uma máquina de distribuição de caixa. 4. Metais básicos: a opcionalidade que poucos precificam direito Enquanto o mercado foca em minério, a Vale vem: • melhorando execução em níquel • capturando upside em cobre Esses ativos: • têm dinâmica de demanda estrutural (transição energética) • carregam múltiplos maiores • reduzem dependência do minério no longo prazo 5. Valuation: barato… mas menos óbvio A Vale segue negociando com desconto histórico. Mas o ponto mudou: Antes:→ desconto injustificado Agora:→ desconto parcialmente explicado por risco de execução O mercado começou a exigir mais. 5. Valuation: barato… mas menos óbvio 6. Tese de investimento (o que fazer com VALE3 agora) Bull case • forte geração de caixa • dividend yield elevado • exposição a commodities globais • opcionalidade em metais básicos Bear case • pressão crescente de custos • dependência de China • menor previsibilidade operacional • sensibilidade a preços e clima Minha leitura A tese não quebrou. Mas também não está mais “óbvia”. VALE3 saiu do território de: → compra fácil para: → compra seletiva, com timing e preço importando mais 7. Conclusão A Vale continua sendo uma excelente empresa. Mas o mercado não paga mais só por ser excelente. Ele paga por: • eficiência • previsibilidade • execução E isso, neste trimestre, veio um pouco abaixo. Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! assinante Clique aqui para o fechamento de hoje das recomendações Gostou do conteúdo ? Compartilhe ! CLIQUE AQUI E RECEBA O MELHOR MATERIAL DE INVESTIMENTOS NO SEU E-MAIL Entre no nossos grupos gratuitos, clicando nos links: Whatsapp aqui ou Telegram aqui! Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! ASSINE AQUI E COM ESTE LINK: Investe10 All In One A assinatura All In One é mais do que um serviço de investimento: é um parceiro na sua jornada. Com ela, você terá a confiança e as ferramentas para alcançar seus objetivos financeiros. Imagine a tranquilidade de saber que você está tomando decisões informadas e estratégicas, com o suporte de PROFISSIONAL HÁ MUITOS ANOS NO MERCADO, especialista no mercado e dedicada ao sucesso nos investimentos, sem conflitos de interesse, completamente independente, sem ser ligada a nenhuma corretora ou banco. 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Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários(de investimento) O site www.Investe10.com.br foi desenvolvido com objetivo de divulgar as análises sobre valores mobiliários elaboradas pela Analista de Valores Mobiliários autônoma Cristiane Fensterseifer pessoa natural, nos termos da Resolução CVM Nº 20/2021, conforme estabelecido no art. 3º, inc. I da referida resolução, não se constituindo assim, como casa de análise/pessoa jurídica O(s) analista(s) de investimento, ou de valores mobiliários, envolvido(s) na elaboração deste relatório (“Analistas de investimento”), declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma 1. 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  • A Melhor Empresa da Bolsa Entregou o Pior Resultado em Dois Anos. E Agora? Minha recomendação em WEGE3

    Cristiane Fensterseifer | CNPI-P, CGA | investe.com.br Análise de Resultados — 1T26 | WEGE3 | 29 de abril de 2026 Existe uma empresa brasileira que poucos brasileiros conseguem nomear sem hesitar, mas que qualquer gestor de fundo ao redor do mundo conhece de cor. Ela fabrica coisas que você não vê, mas que fazem tudo funcionar: da fábrica que produz seu celular ao parque solar que carrega sua conta de luz. Ela exporta para mais de 135 países, tem fábricas em 12 nações, e por mais de uma década entregou crescimento de dois dígitos com a consistência de um metrônomo suíço. Hoje ela errou o consenso. O lucro caiu. A receita recuou. A margem bruta atingiu o menor nível desde o fim de 2022. As ações despencaram mais de 3% só no pregão de hoje. E aí está a questão que separa o investidor amador do profissional: quando uma empresa extraordinária entrega um resultado ruim, você vende com a manada ou estuda o contexto e decide com a cabeça fria? Porque há uma diferença enorme entre uma empresa que piorou estruturalmente e uma empresa de qualidade passando por um ciclo adverso temporário. Confundir os dois é o erro mais caro que existe em bolsa. Eu fui fundo nos números do 1T26. Olhei o que os bancos estão dizendo, o que a concorrência mundial entregou, e onde estão os catalisadores reais para os próximos 18 meses. O que encontrei muda bastante o que parece óbvio na primeira leitura. WEGE3 | Resultado 1T26: A Margem Não Mentiu, Mas o Mercado Exagerou O Número Que Todo Mundo Olhou Primeiro Lucro líquido de R$ 1,457 bilhão no 1T26. Queda de 5,7% em relação ao 1T25. Consenso Bloomberg esperava R$ 1,56 bilhão. Receita líquida de R$ 9,47 bilhões, abaixo da estimativa de R$ 9,74 bilhões. EBITDA de R$ 2,10 bilhões, 6% abaixo da projeção. WEGE3 caindo 7% no dia. Manchetes falam em "decepção". "resultado duro". Pronto. WEGE3 caindo 7% no dia. Manchetes falam em "decepção". "resultado duro". Agora vamos além do óbvio. O Que Realmente Aconteceu A receita consolidada caiu 6,1% na base anual. Mas esse número tem duas explicações que precisam ser separadas antes de qualquer julgamento. Primeiro: o dólar. O real valorizou cerca de 10% no período comparado ao 1T25. Para uma empresa que gera 62,3% da receita no exterior, isso não é detalhe operacional — é aritmética. Receita externa em dólar cresceu 4,5% em termos anuais. O problema está na conversão para reais, não na demanda. Segundo: GTD solar. O segmento doméstico de Geração, Transmissão e Distribuição despencou 36,4% na base anual. Parece catástrofe. Mas o 1T25 foi um trimestre fora da curva em demanda por geração solar — um pico de pedidos que distorceu a base de comparação. O mercado sempre pune mais quando esquece o que normalizou a base anterior. Nos demais segmentos, a história foi bem diferente: equipamentos industriais cresceram 6,2% no exterior e 1,7% no Brasil. Tintas e vernizes avançaram. A demanda industrial core da empresa não foi a protagonista do problema. A Margem: O Número Que Importa Mais do Que Parece Margem bruta de 31,6%, menor nível desde o 4T22. Isso preocupou o mercado — e com razão pontual, mas sem razão estrutural. O encarecimento de insumos comprimiu custos. Mas a WEG conseguiu compensar pela linha de despesas operacionais, entregando margem EBITDA de 22,2% — alta de 0,6 ponto percentual na base anual. Quem leu apenas a manchete da margem bruta perdeu essa parte. ROIC de 33,1%. Para referência: a média histórica da empresa gira em torno disso. Não é a WEG desmoronando. É a WEG operando em cruzeiro numa pista com vento contrário. O Valuation: O Problema Real Aqui não tem como ser condescendente. A ação negocia em torno de 28 a 30 vezes o lucro projetado para 2026. Com resultados em queda pelo segundo trimestre consecutivo, esse múltiplo exige muita fé antecipada no 2S26 e em 2027. Os preços alvo dos bancos de investimento variam entre R$48 e R$65 ou 9% a 47% de upside frente ao fechamento de hj de R$44,10. Casa Recomendação Preço-Alvo (R$) Comentário a Neutro 48 Postura conservadora diante de curto prazo mais fraco b Neutro 49 Riscos de revisão para baixo nas estimativas c Neutro 50 Valuation já reflete boa parte da tese d Neutro - Cautela com dinâmica recente e Equalweight 54 Melhor ciclo global, mas upside limitado f Compra 65 Aposta no superciclo de transformadores Os números da ABB como leading indicator positivo para a WEG O Que Vem Por Aí: Os Catalisadores Que o Mercado Está Precificando Para 2027 Este é o ponto central para quem pensa além dos próximos noventa dias. Transformadores — o superciclo que não acabou. O ciclo de alta em transformadores é duradouro. A demanda vem de eletrificação ampla, reforço de redes, e data centers — sem sinais de desaceleração. A oferta segue restrita porque transformadores exigem até 4 anos para novas capacidades entrarem em operação, são intensivos em mão de obra e altamente customizados. A WEG está investindo R$ 543 milhões em expansão fabril no Brasil (Betim-MG e Gravataí-RS), com conclusão prevista para o 2S26. No total, o plano é dobrar a capacidade global de transformadores até o fim desse ciclo de investimentos. A rede elétrica americana foi construída nos anos 1960 e 1970. Boa parte dos transformadores já ultrapassou a vida útil. Data centers e inteligência artificial estão forçando um novo ciclo de investimentos com backlog atrelado a projetos concretos e visibilidade até o fim da década. Os investimentos da WEG em T&D não são reação cíclica — são plano estratégico de décadas. BESS e mobilidade elétrica. O primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia por bateria (BESS) no Brasil está previsto para 2026. A WEG anunciou nova fábrica de BESS em Santa Catarina com financiamento de R$ 280 milhões, com capacidade de 2 GWh/ano e conclusão prevista para o 2S27. Powertrain para veículos elétricos, estações de recarga e motion drives são frentes que o BofA classifica como linhas que devem crescer acima das tradicionais nos próximos anos. Expansão na Europa. A WEG iniciou vendas para PMEs na Alemanha esta semana, após firmar parceria de distribuição local. O acordo UE-Mercosul, que entrou em vigor em 1 de maio, abre janela concreta para a indústria brasileira no mercado europeu. Possivelmente teremos reaceleração a partir do 2S26 e retorno ao crescimento de dois dígitos em 2027-28, apoiado pela nova capacidade em T&D. Os Riscos Que Você Não Pode Ignorar Real valorizado é o inimigo mais silencioso da tese. Com 62% da receita vindo do exterior, cada ponto percentual de apreciação do real corrói as estimativas. É possível uma queda de até 6% no EBITDA estimado para 2026 só pelo efeito câmbio. Tarifas americanas. A WEG exporta transformadores do México para os EUA. A nova estrutura tarifária do governo Trump cria incerteza sobre custos e repasse de preços. A empresa tem planos de transferir parte da produção para dentro dos EUA, o que protege margem no médio prazo — mas gera CAPEX no curto. Concorrência chinesa. Commodities como cobre e aço são variáveis relevantes para custos. CAPEX elevado. O retorno de caixa livre ao acionista (FCFE) roda em torno de 3% pelo ciclo de investimentos pesados — acima de 6% da receita no curto prazo. Não é empresa para quem precisa de dividendo gordo agora. O Que Fazer com WEGE3 A empresa não quebrou. A tese não mudou. O que mudou foi o timing de entrega dos catalisadores, que foram empurrados para o 2S26 e, principalmente, para 2027. O problema é que a ação ainda negocia como se esses catalisadores já estivessem no caixa. Para quem já tem a ação na carteira com custo médio razoável, não vejo tanto motivo para vender no desespero de hoje. A deterioração foi cíclica — câmbio e base de comparação difícil em solar são ruídos com data de validade conhecida. Para quem não tem e quer entrar, o preço atual entre R$ 45 e R$ 47 é mais atraente do que era em março, mas ainda exige convicção no cenário de 2027. Quem precisa de retorno imediato vai sofrer de volatilidade e frustração enquanto os catalisadores não aparecem nos números. Quem tem horizonte de 3 a 5 anos e tolerância para ver a ação andar de lado (ou cair mais um pouco antes de subir) encontra aqui uma das melhores empresas da bolsa em momento de fraqueza controlada. Minha recomendação: neutro com viés de compra abaixo de R$ 44. Esse nível implicaria múltiplo mais comportado e ofereceria margem de segurança decente para a tese de longo prazo. A WEG não é empresa para especulação de curto prazo. Nunca foi. Para quem entende isso, o barulho de hoje é informação — não sinal de saída. Cristiane Fensterseifer | Analista CNPI-P, CGA www.investe.com.br Este relatório tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento personalizada. Investimentos em renda variável envolvem riscos e podem resultar em perdas. Cristiane Fensterseifer | Analista CNPI-P, CGA | investe.com.br Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! assinante Clique aqui para o fechamento de hoje das recomendações Gostou do conteúdo ? Compartilhe ! CLIQUE AQUI E RECEBA O MELHOR MATERIAL DE INVESTIMENTOS NO SEU E-MAIL Entre no nossos grupos gratuitos, clicando nos links: Whatsapp aqui ou Telegram aqui! Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! ASSINE AQUI E COM ESTE LINK: Investe10 All In One A assinatura All In One é mais do que um serviço de investimento: é um parceiro na sua jornada. Com ela, você terá a confiança e as ferramentas para alcançar seus objetivos financeiros. 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Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários(de investimento) O site www.Investe10.com.br foi desenvolvido com objetivo de divulgar as análises sobre valores mobiliários elaboradas pela Analista de Valores Mobiliários autônoma Cristiane Fensterseifer pessoa natural, nos termos da Resolução CVM Nº 20/2021, conforme estabelecido no art. 3º, inc. I da referida resolução, não se constituindo assim, como casa de análise/pessoa jurídica O(s) analista(s) de investimento, ou de valores mobiliários, envolvido(s) na elaboração deste relatório (“Analistas de investimento”), declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma 1. O(s) analista(s) de investimentos, envolvidos na elaboração deste relatório, não tem vínculo com pessoa natural que trabalha para o emissor objeto do relatório de análise 2.O(s) analista(s) de investimentos, seus cônjuges ou companheiros, podem deter, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, ações e/ou outros valores mobiliários de emissão das companhias objeto de sua análise. 3.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem estar direta ou indiretamente envolvidos na aquisição, alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório. 4.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem deter, direta ou indiretamente, qualquer interesse financeiro em relação à companhia emissora dos valores mobiliários analisados neste relatório. 5.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem eventualmente negociar com cotas de fundos de investimento que concentram seus investimentos na companhia analisada ou em seu setor da economia, ou em cuja administração ou gestão podem influenciar, direta ou indiretamente. Os opiniões são individuais do analista a partir da sua percepção e analise, bem como projeções e entendimento e sempre são sujeitos a mudanças acompanhando os fatos. O conteúdo não constitui oferta de negociação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. O analista responsável pela elaboração do conteúdo declara,, que suas recomendações refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e são elaboradas de forma independente. Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento) envolvidos na elaboração deste relatório, nos termos da regulação da CVM: 1. O(s) analista(s) de investimento, ou de valores mobiliários, envolvido(s) na elaboração deste relatório (“Analistas de investimento”), declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente as suas opiniões pessoais sobre as companhias e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, 2. O(s) Analista(s) de investimento podem ser titulares de valores mobiliários objeto do presente relatório. Investimentos tem risco e ativos podem ter quedas e envolver perdas de capital. Retornos passados não são garantia de retornos futuros. Os relatórios específicos são de uso exclusivo dos adquirentes e não podem ser reproduzidos ou distribuídos. cada investidor deve desenvolver suas próprias análises e estratégias. A reprodução indevida de relatórios ou trechos está sujeita a multa e demais punições cabíveis, de acordo com artigos 102 e seguintes da Lei 9.610/98. Exoneração de responsabilidade e informações importantes: os conteúdos podem mencionar possibilidades de lucro financeiro decorrente de investimento, eximindo-se a analista de qualquer responsabilidade sobre eventuais prejuízos do cliente em decorrência da tomada de decisão deste. 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O disclaimer não se sobrepõe à legislação e regulamentação vigentes mais informações estão na aba Disclaimer deste site na guia home. WEGE3

  • O bancão privado mais barato da bolsa vale o risco que vem junto? SANB11

    Análise 1T26 - SANB11 · Santander Brasil - 29 abr 2026 - All In One Tem uma empresa que eu acompanho há anos que está barata, paga dividendos, e tem um novo CEO chegando com credenciais invejáveis. O problema é que "barata" e "boa oportunidade" são coisas diferentes. E esse trimestre deixou isso mais claro do que nunca. CF Cristiane Fensterseifer Analista CNPI · CGA www.investe10.com.br 29 de abril de 2026 Existe um tipo de empresa que fascina analistas e irrita investidores ao mesmo tempo: Aquela que vive prometendo recuperação, entrega resultado mediano, e todo trimestre tem uma boa explicação para o número que veio abaixo do esperado. A Selic alta. A sazonalidade. Os impostos. O câmbio. Você conhece o roteiro. O resultado do primeiro trimestre de 2026 dessa empresa chegou hoje de manhã. O lucro ficou cerca de 6% abaixo do consenso do mercado. O ROE recuou. A inadimplência subiu pelo terceiro trimestre consecutivo. E o CEO — que vem entregando uma recuperação lenta, porém real, desde 2023 — já tem data marcada para sair. A boa notícia: o valuation está num patamar que o mercado raramente oferece para esse tipo de ativo. O novo executivo que chega tem CV de dar inveja. E há, sim, um caminho de recuperação de rentabilidade que os mais otimistas enxergam como assimétrico. Novo CEO do SANB11 A má notícia: eu tenho algumas perguntas que ainda não foram respondidas. Santander Brasil (SANB11) O banco prometeu 20% de ROE e chegou no 1T26 entregando 16% O banco está genuinamente barato para quem acredita na convergência do ROE para 20% até 2028. O problema é que essa convergência depende de três variáveis simultâneas que ainda não estão garantidas: Selic caindo, inadimplência parando de subir e novo CEO executando bem. O contexto: um resultado que não surpreende, mas incomoda Quando um resultado é "fraco, mas dentro do esperado", isso significa que o mercado já tinha abaixado a barra. E ainda assim o banco passou por baixo da barra. O lucro líquido gerencial de R$ 3,78 bilhões ficou 6% abaixo do consenso da Bloomberg (R$ 4,06 bilhões) e 7,3% abaixo do trimestre anterior. O ROE foi de 16%, contra 17,6% no 4T25 e 17% no 1T25. Para um banco que prometeu atingir 20% de ROE até 2028, a trajetória atual pede, no mínimo, uma explicação convincente. O CEO Mario Leão forneceu essa explicação. Segundo ele, o lucro operacional — antes dos impostos — cresceu 5,4% no trimestre. O problema foi a alíquota efetiva de IR, que saltou de 2,5% no 4T25 para 15% no 1T26 após um ajuste atípico no trimestre anterior. "Pagar mais imposto é bom sinal", disse Leão, com a desenvoltura de quem precisa vender uma história difícil. O argumento tem alguma lógica técnica. Mas convenhamos: quando o ROE cai, toda explicação parece boa demais para ser a completa. Nota técnica - A alíquota de IR no 4T25 foi atipicamente baixa (2,5%) por reversões e ajustes específicos. A normalização para 15% no 1T26, embora esperada, concentrou pressão no lucro líquido e explica parte relevante da queda trimestral. O lucro antes de impostos subiu 5,4% no trimestre — este é o número que o banco quer que você olhe. Linha a linha: onde estava o problema de verdade A margem financeira total cresceu 3,1% no trimestre e recuou 0,7% no ano — um número que parece neutro até você abrir o que está dentro. A margem com clientes foi de R$ 16,6 bilhões. Estável, mas sem crescer. O problema foi a margem com o mercado (tesouraria), que ficou negativa em R$ 771 milhões a R$ 800 milhões, dependendo da linha utilizada. Para efeito de comparação: no 1T25, essa linha era positiva em R$ 97 milhões. A deterioração foi de quase R$ 870 milhões em um único item. A causa é estrutural e não exclusiva do Santander: a Selic alta força os bancos a marcar a mercado suas carteiras de títulos pré-fixados, gerando perdas contábeis. O Santander tem mais exposição do que Itaú e Bradesco nesse tipo de ativo — decisão que virou passivo em ambiente de juro elevado. No lado positivo: as despesas gerais subiram apenas 0,9% no ano, abaixo da inflação. O índice de eficiência chegou a 37,7%, caindo 1,1 ponto no trimestre. Custos sob controle são um mérito real da gestão Leão — e um dos poucos números que o banco pode ostentar sem constrangimento. A inadimplência: o número que me tira o sono A NPL acima de 90 dias subiu para 3,3%, vindo de 2,8% no 1T25 — 50 pontos-base de piora em doze meses. Nas carteiras de pessoas físicas e PMEs, alguns analistas reportam índices de 4,9% e 6,0%, respectivamente. É o terceiro trimestre consecutivo de piora. Até aqui, dentro do script esperado para um ciclo de crédito em juro alto e famílias endividadas. O que destoa é a provisão. A PDD gerencial caiu 0,7% no ano e as provisões totais recuaram 2,6%. O banco está provisionando menos enquanto a inadimplência sobe. O CEO explica que há "portfólios legados" sendo limpos e que o custo de risco estável reflete uma carteira mais saudável na originação nova. Pode ser verdade. Mas essa é exatamente a narrativa que precede grandes reclassificações de crédito na história dos bancos brasileiros. Quando a música para, o banco precisa provisionar de uma vez — e o ROE leva uma paulada concentrada. Provisionar menos quando a inadimplência sobe pode ser disciplina ou pode ser postergação de dor. A diferença entre os dois fica evidente apenas nos próximos trimestres. A cobertura de estágio 3 ficou em 67,6% — melhorando marginalmente do 4T25, mas ainda num nível que merece atenção. A formação de NPL foi de R$ 7,2 bilhões, crescendo 2,7% no ano. A troca de CEO: risco ou catalisador? Mario Leão anunciou em março de 2026 que deixará a presidência até julho, por razões pessoais. Seu substituto será Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3 desde 2017, com passagem anterior pelo próprio Santander Brasil na mesa de juros, além de JP Morgan, Citigroup e Bank of America. Quando um CEO sai exatamente quando o banco começa a mostrar recuperação, o mercado tem razão de perguntar o que está acontecendo por trás dos bastidores. Leão respondeu que a decisão foi pessoal, planejada, e a estratégia não muda. Finkelsztain é um nome de peso. Conhece o banco por dentro e por fora. Tem credenciais de mercado que poucas empresas brasileiras conseguem atrair para o topo. O executivo pode levar o ROE do Santander a mais de 20% no longo prazo número que soa mais aspiracional do que projetável no curto prazo. O risco real é de transição. Q2 será o último trimestre de Leão. Q3 será o primeiro de Finkelsztain. Essa janela é tipicamente utilizada para "limpezas" de balanço — provisões aceleradas, reclassificações, write-offs que o CEO novo prefere enxergar no balanço do CEO anterior. Se isso acontecer, o lucro de Q3 pode surpreender negativamente antes de melhorar. Valuation: o desconto é real. A pergunta é por quê. O Santander Brasil negocia hoje a 6,5x o lucro estimado para 2026 e 1,05x o valor patrimonial. Para um banco com ROE de 16%, o P/VP próximo de 1x é quase matemático e não representa desconto, representa justa precificação pelo ciclo atual de rentabilidade. Se o ROE convergir para 17-18% ainda em 2026 e para 20%+ até 2028, o múltiplo atual é sim atrativo. Tabela de Múltiplos · SANB11 vs Pares Múltiplo SANB11 · 2026 Est. ITUB4 · 2026 Est. BBDC4 · 2026 Est. P/L (Preço/Lucro) 7x 10x 8x P/VP (Preço/Valor Patrimonial) 1,05x 2,2x 1,1x Dividend Yield 6% 4% 6% ROE 17% 23% 14% FCFE Yield (est.)* 10% 8% 8% *FCFE Yield estimado com base em payout histórico e lucro projetado pelo consenso. Estimativas de pares baseadas em consenso de mercado. Quais seriam os motivos de quem recomenda compra O argumento central é a sensibilidade do Santander à queda da Selic: quando o ciclo de aperto encerrar, o banco se beneficia de três vetores simultaneamente — as perdas de tesouraria diminuem, o custo de risco cai (tomadores pagam mais fácil), e a demanda por crédito volta. Esse argumento é válido. O problema é o timing. A Selic ainda está alta, a perspectiva de corte foi empurrada para o segundo semestre de 2026 na melhor das hipóteses, e a inadimplência tende a continuar subindo antes de cair. A questão é quantos trimestres ruins o investidor precisa aguentar antes de a tese se materializar. Minha visão O Santander Brasil é um banco em recuperação real, mas gradual, num ambiente macro que não coopera. O CEO que está saindo fez um trabalho relevante — ROE saiu de 10% em 2023 para 17,6% no pico do 4T25. Isso não é pouca coisa. Mas o banco ainda está distante dos pares em rentabilidade, e o caminho para 20% de ROE depende de condições que não controlam. O novo CEO tem credenciais excelentes. Mas a transição de liderança é sempre um evento de risco em empresas financeiras — e o Q3 de 2026, primeiro resultado de Finkelsztain, pode vir com surpresas negativas enquanto ele ajusta o balanço a seus próprios critérios de conservadorismo. Com o papel em torno de R$ 29, o valuation já desconta bastante da má notícia. O P/VP de 1x é um piso razoável para um banco em operação. Mas também não vejo urgência em comprar antes de ter mais clareza sobre três pontos: 1. Estabilização da inadimplência — precisamos de pelo menos um trimestre em que o NPL pare de subir antes de confiar na narrativa de "portfólio limpo". 2. Primeiro resultado de Finkelsztain — é no Q3 que saberemos se haverá limpeza de balanço ou continuidade tranquila da estratégia anterior. 3. Sinal de mudança no ciclo de juros — o gatilho mais importante para re-rating da ação é a perspectiva concreta de queda da Selic, que ainda não está no radar próximo. Riscos vs. Catalisadores RISCOS — o que pode piorar Inadimplência acelerando Terceiro trimestre consecutivo de piora em PF e PMEs; provisionar menos com NPL subindo é aposta arriscada Tesouraria pressionada Enquanto Selic ficar alta, margem com mercado seguirá negativa e contaminando o resultado Risco de transição Troca de CEO em julho pode vir acompanhada de revisão conservadora do balanço e provisões concentradas no Q3 Carga tributária Alíquota efetiva normalizada para ~15% vs 2,5% no 4T25 pressiona lucro líquido mesmo com operacional crescendo Macro desafiador Famílias endividadas, crédito caro e desaceleração econômica — o pano de fundo permanece adverso CATALISADORES — o que pode acelerar a recuperação Ciclo de queda da Selic O maior gatilho: reduziria perdas de tesouraria, custo de risco e estimularia crédito simultaneamente Credibilidade do novo CEO Finkelsztain chegando com narrativa clara pode recuperar confiança do mercado e comprimir o desconto de valuation Tecnologia e eficiência IA com potencial de R$ 500 mi em economia em 2026 e R$ 1 bi em 2027; plataforma Gravity reduzindo custos de processamento Mix de clientes melhorando Crescimento de Private e Select (alta renda) sobe 3 p.p. no trimestre — carteira de menor risco e maior margem Valuation comprimido A 6,5x P/L e 1,05x P/VP, o preço já desconta muito do ruim — qualquer surpresa positiva pode re-precificar rápido Assisto o Bradesco na semana que vem. Se os números mostrarem que o problema é setorial — não específico do Santander — eu reviso minha visão e possivelmente vejo mais valor no Santander do que estou vendo hoje. Se o Bradesco entregar resultado sólido e a inadimplência do setor mostrar estabilização, o desconto do Santander ficará ainda mais injustificado. Este relatório foi elaborado por Cristiane Fensterseifer, CNPI e CGA, para assinantes do plano All In One do www.investe10.com.br Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! assinante Clique aqui para o fechamento de hoje das recomendações Gostou do conteúdo ? Compartilhe ! CLIQUE AQUI E RECEBA O MELHOR MATERIAL DE INVESTIMENTOS NO SEU E-MAIL Entre no nossos grupos gratuitos, clicando nos links: Whatsapp aqui ou Telegram aqui! Assine agora e mude o rumo da sua vida financeira! ASSINE AQUI E COM ESTE LINK: Investe10 All In One A assinatura All In One é mais do que um serviço de investimento: é um parceiro na sua jornada. 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Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários(de investimento) O site www.Investe10.com.br foi desenvolvido com objetivo de divulgar as análises sobre valores mobiliários elaboradas pela Analista de Valores Mobiliários autônoma Cristiane Fensterseifer pessoa natural, nos termos da Resolução CVM Nº 20/2021, conforme estabelecido no art. 3º, inc. I da referida resolução, não se constituindo assim, como casa de análise/pessoa jurídica O(s) analista(s) de investimento, ou de valores mobiliários, envolvido(s) na elaboração deste relatório (“Analistas de investimento”), declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma 1. O(s) analista(s) de investimentos, envolvidos na elaboração deste relatório, não tem vínculo com pessoa natural que trabalha para o emissor objeto do relatório de análise 2.O(s) analista(s) de investimentos, seus cônjuges ou companheiros, podem deter, direta ou indiretamente, em nome próprio ou de terceiros, ações e/ou outros valores mobiliários de emissão das companhias objeto de sua análise. 3.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem estar direta ou indiretamente envolvidos na aquisição, alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório. 4.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem deter, direta ou indiretamente, qualquer interesse financeiro em relação à companhia emissora dos valores mobiliários analisados neste relatório. 5.Os analistas de investimento, seus cônjuges ou companheiros, podem eventualmente negociar com cotas de fundos de investimento que concentram seus investimentos na companhia analisada ou em seu setor da economia, ou em cuja administração ou gestão podem influenciar, direta ou indiretamente. Os opiniões são individuais do analista a partir da sua percepção e analise, bem como projeções e entendimento e sempre são sujeitos a mudanças acompanhando os fatos. O conteúdo não constitui oferta de negociação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. O analista responsável pela elaboração do conteúdo declara,, que suas recomendações refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e são elaboradas de forma independente. Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento) envolvidos na elaboração deste relatório, nos termos da regulação da CVM: 1. O(s) analista(s) de investimento, ou de valores mobiliários, envolvido(s) na elaboração deste relatório (“Analistas de investimento”), declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente as suas opiniões pessoais sobre as companhias e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, 2. O(s) Analista(s) de investimento podem ser titulares de valores mobiliários objeto do presente relatório. Investimentos tem risco e ativos podem ter quedas e envolver perdas de capital. Retornos passados não são garantia de retornos futuros. Os relatórios específicos são de uso exclusivo dos adquirentes e não podem ser reproduzidos ou distribuídos. cada investidor deve desenvolver suas próprias análises e estratégias. A reprodução indevida de relatórios ou trechos está sujeita a multa e demais punições cabíveis, de acordo com artigos 102 e seguintes da Lei 9.610/98. Exoneração de responsabilidade e informações importantes: os conteúdos podem mencionar possibilidades de lucro financeiro decorrente de investimento, eximindo-se a analista de qualquer responsabilidade sobre eventuais prejuízos do cliente em decorrência da tomada de decisão deste. Recomendações de investimento mesmo quando são fundamentadas pela avaliação criteriosa de um analista certificado, podem não se confirmar e não antecipar o comportamento dos mercados com exatidão. Padrões, histórico e análise de retornos passados não garantem rentabilidade futura. Todo investimento financeiro, em maior ou menor grau, embute riscos que podem ser mitigados, mas não eliminados. Nunca devem ser alocados em renda variável recursos destinados a despesas imediatas ou de emergência, bem como valores que comprometam o patrimônio do cliente. Os relatórios são assinados pelo analista de investimento pessoa natural e distribuidos pela publicadora INVESTE10 LTDA A Investe10 não realiza intermediações financeiras. Cabe ao investidor a exclusiva responsabilidade pela execução de operações junto à respectiva instituição financeira na qual possua conta aberta. Os analistas têm, ou podem vir a ter, posições nos investimentos recomendados. O disclaimer não se sobrepõe à legislação e regulamentação vigentes mais informações estão na aba Disclaimer deste site na guia home. As informações e análises contidas neste documento têm caráter educacional e informativo. Não constituem recomendação de investimento. Cada investidor deve avaliar suas próprias condições financeiras, perfil de risco e objetivos antes de tomar qualquer decisão. Investimentos em renda variável envolvem riscos, incluindo perda do capital investido. Dados baseados em release oficial do Santander Brasil, relatórios de analistas sell-side e informações públicas disponíveis até 29 de abril de 2026. SANB11

  • ATENÇÃO! RECOMENDAÇÃO DE VENDA DE AÇÃO: JÁ GANHAMOS DINHEIRO DEMAIS NELA 225% DE GANHO!

    Tem um momento no mercado que separa quem ganha dinheiro… de quem devolve tudo. Não é na compra. É na venda. A maioria dos investidores passa meses (às vezes anos) esperando uma tese dar certo. Quando finalmente dá… eles travam. Porque vender é contraintuitivo. Parece que “ainda pode subir mais”. E é exatamente aí que o erro acontece. Grandes ganhos não se perdem em quedas abruptas. Eles se perdem na hesitação. Hoje, temos um caso clássico dentro da carteira. Uma ação que entregou uma valorização muito acima do esperado e que agora entrou na fase mais perigosa do ciclo: — quando o upside desaparece — quando o mercado já precificou tudo — e quando o risco começa a aumentar silenciosamente O problema? Isso não é óbvio no gráfico. Nem na notícia. É análise de assimetria. Leitura de ciclo. Experiência. E é exatamente aqui que a maioria devolve boa parte do lucro. Mas essa decisão não é trivial. E mais importante: não é replicável sem contexto. Porque não se trata só de vender. Se trata de saber o que fazer depois. ALGUNS DADOS DESSA OPERAÇÃO: 💰 +225% de valorização desde a entrada 📉 Potencial hoje limitado 📊 +174,7% de performance acima do Ibovespa Ou seja: o mercado já precificou — e, em partes, até passou — o valor justo. Por que zerar agora? Upside limitado→ o papel já negocia acima de vários preços-alvo Assimetria invertida→ antes: muito ganho / pouco risco→ agora: pouco ganho / risco de correção Custo de oportunidade→ temos teses com 50%–100%+ de upside ainda aberto Disciplina→ lucro só existe quando é realizado Importante: não é sobre piora da empresa. É sobre preço. Se você está posicionado em ações que já subiram forte, a pergunta não é: “será que sobe mais?” A pergunta é: você sabe o momento de sair — ou vai descobrir depois que já devolveu parte do ganho? 🔒 Para assinantes, eu mostro ABAIXO: — qual é a ação que estamos zerando — o racional completo da saída — e para onde estamos realocando o capital Se você quer continuar acertando o timing — não só da entrada, mas principalmente da saída —é aqui que isso acontece. Senão, assine agora aqui para investir comigo estou todo dia caçando altas como essa VOU REALOCAR O CAPITAL DESSA VENDA EM NOVA RECOMENDAÇÃO QUE JÁ VOU LIBERAR ESTA SEMANA!!!!

  • NOVA RECOMENDAÇÃO: O Patinho Feio das Fintechs Virou Cisne e o Mercado Ainda Não Olhou Direito

    investe.com.br | All In One Era uma vez uma empresa brasileira que inventou a maquininha para o pequeno empreendedor. Democratizou o recebimento de cartão para a barraca de pastel, para o prestador autônomo, para quem antes era invisível ao sistema financeiro. Cresceu absurdamente. Fez IPO com festa na Nasdaq. Virou queridinha dos investidores. E então... virou a ação esquecida. Enquanto sua prima glamourosa lá do Rio de Janeiro virava a maior fintech do mundo por valor de mercado e sua rival de maquininha se reinventava feito fênix, essa empresa ficou relegada ao status de "compra mas ninguém pergunta por quê" nas carteiras dos analistas. P/L de 6x. Crescimento de dois dígitos. Dividendo gordinho chegando. E o mercado: nada Em 2025 a empresa voltou com uma mudança de estratégia que fez até bancões como o JP Morgan e o Goldman Sachs prestarem atenção. Anunciou que vai distribuir quase R$ 3 bilhões entre dividendos e recompras até 2026. Prometeu um crescimento de mais de 16% ao ano no lucro por ação até 2029. E entregou — no 4T25 — um ROE de 18,4%, com lucro recorrente batendo R$ 678 milhões e superando as estimativas do mercado. O mercado ainda negocia o papel a 6x lucros. Para uma empresa que cresce, paga dividendos e tem R$ 34 milhões de clientes com sede de crédito. Quem é essa empresa? Qual o preço justo? Onde estão os riscos que ninguém está falando? 🔒 Conteúdo exclusivo para assinantes All In One O relatório completo com análise fundamentalista detalhada, valuation, comparativo com concorrentes, riscos e recomendação está disponível apenas para assinantes. 👉 Assine agora em investe.com.br e invista com quem entende.

  • Quanto vale a Braskem #BRKM5 sob novo controle, em um novo cenário - meu Preço justo

    Transação de R$ 20 bilhões abre caminho para recuperação extrajudicial e nova governança compartilhada com a Petrobras Após meses de negociações, aprovações regulatórias e acertos finais, a IG4 Capital assinou o acordo vinculante e definitivo para a transferência do controle da Braskem. Estamos diante de uma das maiores reestruturações corporativas do país em andamento. A operação envolve a alienação de aproximadamente 50,1% das ações ordinárias (controle votante) e cerca de 34,3% do capital social total da Braskem. Essa é a maior transação já realizada pela IG4 Capital e representa uma conversão de dívida em equity de grande escala (créditos de aproximadamente R$ 20 bilhões detidos por bancos como Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES). Se bem-sucedida, pode se configurar como um dos maiores turnarounds corporativos do Brasil nos últimos anos. Nova Estrutura de Governança e Equipe Executiva A IG4 já definiu os principais nomes que comandarão a Braskem assim que assumir a gestão efetiva: CEO: Helcio Tokeshi (sócio da IG4, ex-CEO da Corredor Logística e Infraestrutura – CLI, ex-McKinsey, ex-secretário no Ministério da Fazenda e com passagem pelo Banco Mundial). Perfil técnico e experiente em operações complexas. CFO: Carlos Brandão (ex-CEO da Iguá Saneamentos e ex-CFO da Oi) — forte background em reestruturações financeiras. Diretora Jurídica, Compliance e ESG: Camila Tapias (ex-Telefônica) — experiência em situações corporativas complexas. Planejamento Estratégico e M&A: Luiz Rossato (ex-Magnesita). Vice-presidente do Conselho: Hélio Novaes (ex-sênior partner da Alvarez & Marsal). Outros nomes independentes serão indicados pela gestora. A Petrobras deve dividir a gestão via novo acordo de acionistas, com possível alternância ou compartilhamento de influência em negócios no Brasil, México, Europa e EUA. A IG4 afirmou em nota que o FIP Shine está preparado para assinar um novo Acordo de Acionistas com a Petrobras e que “um novo plano de reestruturação será apresentado pela nova Diretoria Executiva tão logo assuma suas funções”. Contexto Financeiro e Próximos Passos Imediatos A IG4 assume a petroquímica em uma situação financeira ainda mais delicada. A Braskem encerrou 2025 com dívida líquida de R$ 39 a 51 bilhões dependendo do câmbio e ajustes, elevada alavancagem e queima de caixa persistente. Fontes do mercado indicam que a companhia não deve escapar de um pedido de recuperação extrajudicial nas próximas semanas. A estratégia em discussão é semelhante à adotada pela Raízen: medida cautelar para proteção temporária contra credores, seguida de processo extrajudicial (ou, se necessário, judicial). Conversas com credores ocorrerão já no contexto da nova composição acionária e nova administração. Adicionalmente, a Braskem avança em tratativas para um possível Chapter 11 na subsidiária Braskem Idesa (México) e prepara uma reestruturação bilionária (potencialmente na casa de R$ 47 bilhões) antes de junho, diante de vencimentos de juros de bonds em julho (US$ 141 mi) e agosto (US$ 36 mi). Este anúncio marca o fim de um longo ciclo de incerteza societária e abre uma nova fase de reestruturação profunda. Pontos positivos imediatos: Fim da paralisia gerada pela Novonor. Entrada de uma gestora especializada em situações especiais. Governança compartilhada com a Petrobras (fornecimento estratégico garantido via contratos de longo prazo já assinados). Potencial para aceleração de medidas como venda de ativos, otimização operacional e renegociação de dívida - incertezas sobre o tamanho do haircut ou da capitalização necessária. Catalisadores positivos: A assinatura do acordo definitivo com a IG4 é o catalisador mais relevante desde o início da crise de controle da Braskem, mas temos outros: REIQ expandido (PL aprovado em fev/26): Senado aprovou extensão dos benefícios do REIQ de março a dezembro de 2026, com alíquota PIS/COFINS de 3,45% vs. 8,52% atual. Estima-se impacto de +US$ 230mi no EBITDA 2026 (~+40%). Aguarda sanção presidencial. Contratos com Petrobras (US$ 17bi): Novos contratos de longo prazo para fornecimento de nafta, etano, propano e hidrogênio firmados em dez/25, com vigência até 2030-2031. Garantem continuidade operacional e sinergia estratégica. Spreads petroquímicos (Oriente Médio): Ocorreu uma melhora inesperada de spreads globais causada por disrupções logísticas com conflito no Oriente Médio. Os produtores das Américas estão capturando deslocamento de oferta asiática/árabe. Valuation e recomendação ANTENÇÃO Nada está previsto ou É certo, confirmado. Tudo que escrevo abaixo é um cenário !!!! SAO PREMISSAS PRA CHEGAR NO PREÇO ALVO APENAS Estrutura de capital: premissa crítica do valuation O valuation assume um cenário de reestruturação financeira relevante. Foi considerado um haircut de 50% sobre a dívida bruta, refletindo uma eventual recuperação extrajudicial ou renegociação agressiva do passivo. Em situações de estresse financeiro, credores frequentemente aceitam reduções relevantes de principal como alternativa ao default, com precedentes que variam de cortes moderados até níveis superiores a 70% em casos extremos. Esse tipo de ajuste é recorrente tanto em reestruturações corporativas quanto soberanas, sendo parte central da preservação de valor em cenários de desalavancagem. Na prática, isso reduziria a dívida líquida projetada para aproximadamente R$ 11 bi já no início do período de normalização operacional. Sem esse ajuste, a alavancagem permaneceria em níveis incompatíveis com a geração de caixa da companhia, comprometendo completamente o valor do equity. Impacto direto no valuation Essa premissa tem efeito direto e relevante em três frentes: 1) Valor do equity A redução da dívida é o principal driver do valor para o acionista. Grande parte do upside não vem da operação, mas da reestruturação do passivo. 2) Alavancagem A relação dívida líquida/EBITDA cai rapidamente para em 2026, permitindo estabilização financeira. Sem o haircut, essa métrica permaneceria em níveis elevados por vários anos. 3) Fluxo de caixa ao acionista A menor pressão financeira permite a virada do FCFE para positivo a partir de 2026, destravando valor. Diluição dos acionistas Alem do haircut considerei a conversão de R$ 10 bilhões de dívida em ações a um preço de R$ 9 por ação, Após a conversão, o total de ações passaria para aproximadamente 1,91 bilhão de ações. Isso implica que os acionistas atuais teriam um diluição aproximada de 58% A diluição é consequência direta da reestruturação. A empresa melhora financeiramente, mas o valor é redistribuído entre antigos acionistas e credores Na prática: O risco sai do balanço, mas entra no capital Esse movimento é comum em reestruturações mais profundas, onde a desalavancagem exige participação ativa dos credores no equity. Premissas de resultado O valuation foi construído via fluxo de caixa descontado, partindo de um cenário de recuperação gradual do ciclo petroquímico após um fundo mais fraco em 2024–2025. Este é um CENÁRIO DE UMA REESTRUTURAÇÃO extrajudicial bem-sucedida + benefícios REIQ plenos. Nova gestão vende ativos não-core e otimiza operações. IG4 + Petrobras aceleram turnaround, spreads melhoram com tensão geopolítica, venda de ativos gera caixa extra e REIQ/PRESIQ entregam +US$ 500 mi. A receita apresentou queda relevante em 2025 (-9%), refletindo spreads comprimidos e ambiente global ainda pressionado. A partir de 2026, assume-se normalização com crescimento de 3% ao ano, em linha com expansão mais moderada da demanda global. A margem EBITDA sai de 7,4% em 2024 para 4,5% em 2025, capturando o pior momento do ciclo, e depois retorna para a faixa de 6%–7% ao longo do período projetado - temos REIQ adicionando de US$ 230 a 500 mi. Mesmo com a recuperação operacional, o lucro líquido permanece negativo até 2027, refletindo o peso da estrutura de capital e das despesas financeiras. A virada para lucro ocorre apenas a partir de 2028. Geração de caixa O ponto central do valuation está na inflexão do fluxo de caixa: A partir de 2026, o fluxo de caixa da firma se torna positivo e relevante O FCF projetado estabiliza entre R$ 2,4 bi e R$ 3,0 bi no período mais maduro, com yields elevados após a normalização do ciclo. A conversão de EBITDA em caixa melhora progressivamente, saindo de níveis negativos para patamares acima de 50% ao longo do ciclo. O valuation utiliza: WACC de 15% e Crescimento na perpetuidade de 4% Riscos principais: Execução da reestruturação (possível diluição para minoritários via injeção de capital ou conversão de dívida). Pressão de liquidez no curto prazo. Diluição minoritária: reestruturação pode envolver injeção de capital ou conversão de dívida em equity. Recuperação extrajudicial / judicial: medida cautelar + RJ ou Chapter 11 na Idesa deve ocorrer nas próximas semanas (R$ 47 bi em reestruturação possível). Execução da IG4: nova diretoria ainda não comprovada em escala petroquímica. Ciclo setorial ainda desafiador (spreads comprimidos e excesso de capacidade global até 2030) - A guerra no Oriente Médio trouxe alívio pontual nos spreads, com uma melhora inesperada nos preços e impacto positivo no curto prazo. Liquidez e vencimentos: juros de bonds em jul/ago (US$ 177 mi) e principal em 2028 pressionam caixa. Alagoas: passivos >R$ 5 bi ainda não resolvidos. Pagamentos de cerca de R$400 mi por trimestre Resultado do valuation e recomendação O ponto central do case não é apenas a recuperação operacional. É quem captura o valor após a reestruturação. O cenário modelado mostra que: • o haircut é essencial para viabilizar a empresa • a conversão em ações é essencial para viabilizar o haircut e a diluição é o custo para o acionista atual Dividindo pelo número de ações após o cenário de emissão, o preço justo estimado é de aproximadamente R$ 13,00 por ação. Isso implica um potencial de valorização de 34% em relação ao preço atual - A ação negocia no menor patamar em mais de 10 anos. O valuation captura um case clássico de ciclo + desalavancagem e turnaround de empresa com problemas importantes financeiros. O valor não vem de crescimento estrutural relevante, mas da normalização de spreads e do alívio financeiro O principal risco está na execução dessa desalavancagem e na duração do ciclo petroquímico global. Se a recuperação operacional atrasar, o equity continua pressionado

  • AZZA3 caiu 77% - Porque eu não vou comprar

    A maior parte do meu tempo é estudando analisando e planilhando investimentos só para descarta-los. Isso é bastante ingrato, pois o que eu publico para vocês em geral é a pontinha do Iceberg. Eu estudo 50 investimentos, 1 passa em todos os filtros e só ele é indicado. Assim, a maior parte do meu trabalho é silenciosa e escondida. Hoje vou fazer diferente. Neste relatório eu apresento minhas conclusões sobre um investimento que me chamou atenção, mas prefiro hoje ficar com o que temos na carteira. Aliás, este é outro ponto importante. As vezes não é que eu não gosto totalmente de um investimento q analisei, mas acho que os que temos em carteira são mais vantajosos na comparação de potencial e risco. É exatamente este o caso aqui. Prefiro as empresas que já tenho em carteira. AZZA3 CAIU 77% — POR QUE EU NÃO VOU COMPRAR RECOMENDAÇÃO: NÃO COMPRAR | Cotação Preço-Alvo 12M Potencial c/ DY Mkt Cap EV/EBITDA 2025 P/L 2025 R$ 22,55 R$ 19,00 -10% R$ 4,7 bi 4,0x 6,0x Uma Queda de 77% do Pico A Azzas 2154 S.A. (BVMF: AZZA3), empresa resultante da fusão entre Arezzo&Co e Soma Grupo, acumula uma queda expressiva de aproximadamente 77% em relação ao seu pico histórico. As ações chegaram a R$ 41,49 nas máximas dos últimos 52 semanas e atualmente negociam a R$ 22,55 — próximo à mínima do período, de R$ 20,38. Esse desconto severo poderia, em tese, sugerir uma oportunidade. Mas nossa análise mostra que a história é mais complexa. A Empresa em Números A Azzas 2154 é uma das maiores plataformas de moda do Brasil, resultado da fusão de dois grandes grupos. O portfólio reúne marcas de calçados, vestuário e acessórios, com presença em todo o território nacional. O valuation abaixo resume os indicadores-chave: Indicador 2024 2025 2026E 2027E Receita Líquida (R$ mil) 8.379.753 11.819.492 13.592.416 15.631.279 Margem Bruta 53,3% 55,0% 55,0% 55,0% EBITDA (R$ mil) 905.239 1.707.592 1.758.532 1.925.788 Margem EBITDA 18,6% 14,0% 12,9% 12,3% Lucro Líquido Recorr (R$ mil) 590.700 770.700 713.219 981.828 Margem Líquida 7,0% 6,5% 5,2% 6,3% ROIC 8% 17% 10% 11% Dívida Líquida / EBITDA 2,1x 1,3x 1,1x 0,8x AZZA3 caiu 77% - Porque eu não vou comprar Valuation: O Preço Ainda Não é Justo Utilizando fluxo de caixa descontado (DCF) com WACC de 14,84% e crescimento na perpetuidade de 4,0%, chegamos a um valor de mercado estimado de R$ 3,94 bilhões, abaixo do valor de mercado atual de R$ 4,66 bilhões. O preço-alvo calculado para 12 meses é de R$ 19,00 por ação. Múltiplo 2024 2025 2026E 2027E P/L (cotação atual) 7,9x 6,0x 6,5x 4,7x EV/EBITDA 7,5x 4,0x 3,9x 3,5x FCF Yield (firma) 15,0% 40,3% 14,7% 14,8% Dividend Yield estimado 1,3% 10,7% 5,7% 7,9% EV/Receita Líquida 0,8x 0,6x 0,5x 0,4x Conclusão do DCF: O modelo DCF aponta um potencial de desvalorização de -16%. O risco/retorno não favorece o investidor. O Risco Que o Mercado Subestima: Os Benefícios Fiscais de ICMS 4.1 Relevância dos Incentivos Fiscais no Resultado Um dos pilares silenciosos da lucratividade da Azzas 2154 é um conjunto de benefícios fiscais de ICMS concedidos por diferentes estados brasileiros. Em 2025, o montante reconhecido como crédito presumido de ICMS atingiu R$ 1,26 bilhão, versus R$ 969 milhões em 2024. Esse valor é classificado diretamente na receita líquida da companhia. Para colocar em perspectiva: a receita líquida consolidada em 2025 foi de R$ 11,8 bilhões. Portanto, os benefícios fiscais de ICMS representam aproximadamente 10,7% da receita líquida total. Sem esses incentivos, a margem EBIT de 9,6% em 2025 seria consideravelmente menor. Estado / Incentivo Alíquota c/ Benefício Validade Espírito Santo — ICMS interestadual (Lei 10.568/2016) 1,15% (vs. 12% sem benefício) Até dez/2032 Rio de Janeiro — Lei da Moda (Lei 6.331/2012) 2,5% sobre custo de produção Até dez/2032 Goiás — Crédito presumido fabricantes de vestuário (Lei 20.787/2020) 12% crédito presumido interestadual Até dez/2032 Bahia — Crédito presumido indústria calçadista (Lei 7.025/1997) Crédito presumido s/ produção Sem prazo definido Santa Catarina — RICMS/SC art. 246 Anexo 2 Tributação diferenciada importados Conforme regulamento 4.2 A Reforma Tributária e o Fim Gradual dos Benefícios Aqui reside o principal risco estrutural ignorado por muitos investidores. A Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Lei Complementar nº 124/2025 estabeleceram uma reforma tributária do consumo que prevê a substituição gradual dos tributos atuais — incluindo o ICMS — pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo). O cronograma de implementação prevê vigência entre 2026 e 2032. O ponto crítico: a redução gradual dos incentivos fiscais de ICMS começa a partir de 2029. Isso significa que, precisamente no horizonte projetado pelo nosso modelo, os benefícios que hoje sustentam mais de R$ 1,2 bilhão de receita líquida começarão a ser eliminados. RISCO CRÍTICO: A redução gradual dos benefícios de ICMS a partir de 2029 impacta diretamente a receita líquida e a lucratividade da empresa. 4.3 Risco Adicional: Interpretação Divergente e Autuações Fiscais Além da reforma estrutural, o próprio Formulário de Referência da companhia alerta que 'a interpretação da legislação tributária pelas autoridades competentes pode divergir daquela adotada pela Companhia, o que pode resultar em autuações fiscais, exigência de diferenças de tributos eventualmente não recolhidos, aplicação de penalidades e encargos, com impactos financeiros relevantes.' Esse risco é contínuo e independente da reforma tributária. A utilização dos benefícios está condicionada ao cumprimento de exigências legais e regulamentares, e qualquer descumprimento — ou mudança de entendimento das autoridades — pode levar à suspensão, revisão ou cancelamento dos incentivos. 5. Por Que Não Vou Comprar: Os 5 Pilares da Decisão 5.1 Preço Acima do Valor Justo O modelo DCF aponta preço-alvo de R$ 19,00 contra uma cotação atual de R$ 22,55. Mesmo com o desconto de 77% em relação ao pico histórico, o papel ainda negocia acima do valor intrínseco calculado. Não existe margem de segurança para o investidor. 5.2 Lucro Artificialmente Inflado pelos Benefícios Fiscais Com R$ 1,26 bilhão em créditos de ICMS classificados na receita líquida em 2025, o lucro reportado embute uma vantagem que tem prazo de validade. A alíquota efetiva de imposto foi de -49% em 2025 (negativa, ou seja, a empresa recebeu de volta mais do que pagou), refletindo a relevância dos créditos tributários diferidos. A normalização do sistema tributário a partir de 2029 vai comprimir significativamente as margens. 5.3 Crescimento da Receita Projetado a 15% a.a. é Otimista Nossa projeção utiliza 15% de crescimento anual da receita de 2026 a 2029. Esse ritmo de expansão exige execução perfeita em um cenário de: (a) macroeconomia desafiadora, com juros elevados e pressão sobre o consumo de moda, (b) integração pós-fusão ainda em curso, e (c) competição crescente no varejo de moda. O risco de entrega abaixo do projetado é alto. 5.4 Alavancagem Ainda Relevante A dívida líquida de R$ 2,15 bilhões em 2025 representa 1,3x o EBITDA. Embora em trajetória de queda, o custo da dívida foi alto em 2025 — superior ao WACC utilizado no modelo. Isso corrói o valor para o acionista enquanto a desalavancagem não se concretiza plenamente. 5.5 Deterioração da Margem EBITDA no Período Projetado Apesar do crescimento de receita, a margem EBITDA cai de 14,0% em 2025 para 11,5% em 2029. Isso porque boa parte do Ebitda da empresa é por conta da altíssima amortização de compras de marcas, que vai decaindo com o passar do tempo na projeção Além disso, os benefícios fiscais começam a ser reduzidos a partir de 2029. 6. Matriz de Riscos Risco Probabilidade Impacto Classificação Extinção dos benefícios ICMS (Reforma Tributária) Alta Muito Alto CRÍTICO Crescimento de receita abaixo do projetado Média Alto ALTO Autuações fiscais por benefícios contestados Média Alto ALTO Integração pós-fusão com atritos operacionais Média Médio MÉDIO Elevação de juros e compressão do consumo Média Médio MÉDIO Custo da dívida acima do projetado Baixa Médio BAIXO 7. Conclusão A Azzas 2154 é uma empresa com boa estrutura de marcas, crescimento de receita e posição relevante no setor de moda. Entretanto, a análise indica que, ao preço atual de R$ 22,55, o papel não oferece margem de segurança suficiente para justificar uma posição de compra. O principal diferencial de lucratividade da companhia — os benefícios fiscais de ICMS, que somaram R$ 1,26 bilhão em 2025 — está sob risco estrutural com a Reforma Tributária. A partir de 2029, a redução gradual desses incentivos deve comprimir margens e impactar o fluxo de caixa em um horizonte que coincide com os anos de maior crescimento projetado pelo mercado. Nesse caso, vejo um potencial maior e com riscos menores em outras 4 empresas que temos em carteira ligadas de certa forma ao mesmo setor varejo/calçadista que você encontra aqui Cristiane Fensterseifer CNPI CGA E consultora 17/4/26 leia disclaimer: www.investe10.com.br/disclosure NÃO PERCA AS OPORTUNIDADES DO MERCADO ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS! COMPARTILHE! + 📩 News gratuita de investimentos: https://www.investe10.com.br 📲 Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t 📢 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 📸 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste 👩‍💼 CRISTIANE FENSTERSEIFER CNPI, CGA 🔍 Informações SELECIONADAS PRA VOCÊ INVESTIR BEM E SEM PERDER TEMPO!

  • ONCOCLÍNICAS: QUANDO A BOLSA BATE NA PORTA DO HOSPITAL (ONCO3)

    Existe uma distância enorme, na cabeça da maioria das pessoas, entre o mercado financeiro e a sala de espera de uma clínica oncológica. Eles acham que são mundos separados. Não são. O paciente que aguarda sua sessão de quimioterapia em uma unidade da Oncoclínicas (#ONCO3) hoje, neste exato momento, está sentado no epicentro de uma das maiores crises financeiras do setor de saúde brasileiro. Ele talvez não saiba disso. Mas os efeitos já chegaram até ele: remédios em falta, atendimentos atrasados, incerteza no ar. Esta semana, a Fleury #FLRY3 e a Porto Seguro #PSSA3 encerraram as negociações exclusivas para capitalizar a Oncoclínicas. Era para ser uma solução elegante. Uma nova estrutura, capital fresco, nomes relevantes como Fleury e Porto Seguro trazendo estabilidade para a Oncoclínicas. Mas não foi. As negociações terminaram — e, com isso, ficou mais claro o que o mercado já vinha sinalizando de forma silenciosa: o problema da companhia não é pontual. É estrutural. Cerca de um mês de due diligence (avaliação da empresa) foram suficientes para que dois dos grupos mais capitalizados do setor de saúde brasileiro desistissem. Quando empresas desse porte olham os números de perto e recuam, o mercado precisa parar e perguntar: o que elas viram? A resposta está no balanço. A Oncoclínicas encerrou 2025 com prejuízo de R$ 3,6 bilhões e dívida líquida de aproximadamente R$ 3,9 bilhões. O capital de giro líquido da companhia é de literalmente um dia: assim que entra receita, sai para pagar fornecedor. O caixa que rendia 119% do CDI em fundos ligados ao Banco Master evaporou com a liquidação extrajudicial imposta pelo Banco Central. A Unimed FERJ ficou inadimplente. O conselho de administração inteiro renunciou. Os acionistas pré-IPO estão saindo. **A armadilha que o mercado não viu** Quando a #ONCO3 captou R$ 1,5 bilhão em maio de 2024, sendo R$ 1 bilhão via fundos ligados ao Banco Master, o objetivo declarado era reduzir a alavancagem de 4,2 vezes para 2 vezes o EBITDA. O que aconteceu foi o oposto. O dinheiro foi consumido, a alavancagem subiu, e o sócio trouxe embutido no negócio um passivo regulatório que a empresa ainda tenta destravar na Justiça. **O que vem agora** A companhia obteve tutela cautelar que suspende execuções por 60 dias. A assembleia geral de 30 de abril votará a proposta da MAK Capital, acionista com 6,31% do capital, que sinalizou aporte de R$ 500 milhões e troca de conselho. A assembleia do dia 30 de abril deve trazer mais clareza sobre os próximos passos — seja via capitalização, mudança de controle ou reestruturação mais profunda. Empréstimos menores, de R$ 100 a R$ 150 milhões para compra de medicamentos, também estão sendo discutidos. 60 dias é pouco. R$ 500 milhões, se aprovado, não resolve o problema de alavancagem. Resolve o problema de sobrevivência imediata, que é diferente. *A leitura aqui exige um certo desconforto intelectual. * A Oncoclínicas ainda possui ativos relevantes, escala operacional e um papel muito importante no sistema de saúde. Mas isso não garante, automaticamente, valor para o acionista. Esse é o ponto que muitos investidores ignoram. Em situações de estresse financeiro, é comum que o valor econômico da operação sobreviva — enquanto o equity é diluído, reestruturado ou, no limite, eliminado. É como dizer: talvez os ativos se salvem, a empresa e os acionistas, isso já é outra história. A empresa pode valer algo… mas o acionista pode ficar com ZERO. Separar ativo bom de estrutura podre é clássico em reestruturação. Reestruturação ou diluição brutal à frente são os cenários mais prováveis na minha opinião. Ou entra capital pesado, Ou reestrutura, Ou equity vira pó. Agora, o foco deixa de ser crescimento e passa a ser sobrevivência financeira. **O paciente no centro de tudo isso** A Oncoclínicas trata câncer. Tem 133 unidades. Está presente em 13 estados. Atende milhares de pacientes todos os dias em uma das especialidades mais sensíveis da medicina, aquela em que o tempo entre uma sessão e outra pode determinar um prognóstico. Quando uma empresa desse perfil entra em colapso financeiro, as consequências não ficam nos terminais da B3. Elas aparecem nas salas de espera, nas farmácias internas, nos contratos dos médicos que sustentam aquelas operações. O mercado financeiro e a vida das pessoas são o mesmo mundo. É exatamente isso que esta história mostra. Siga para análises assim, toda semana, sem filtro e sem eufemismo. --- Cristiane Fensterseifer Investir não é apenas encontrar boas empresas. E, em casos como esse, essa diferença é tudo.

  • JHSF3 coloca o pé no jogo mais volátil do luxo - Quanto mais pode subir e minhas projeções para a ação

    Era cedo, mas já dava para sentir o clima de temporada em Punta del Este. Restaurantes cheios, carros importados nas ruas, gente que não pergunta preço. Tipo de lugar onde o consumo não é impulsivo, é parte da identidade. É exatamente aí que a JHSF decidiu avançar. JHSF amplia fronteiras e aposta em Punta del Este para consolidar sua plataforma global de luxo A empresa chilena Enjoy SA vendeu formalmente o Enjoy Punta del Este ao grupo JHSF Península por US$ 160 milhões. O acordo foi assinado no dia 10 de abril e implica a aquisição de 100% das ações da Baluma S.A., sociedade proprietária e operadora do complexo É um dos símbolos mais reconhecidos de entretenimento de alto padrão na América do Sul. O ativo adquirido é relevante: o hotel começou a operar em 1997 com o nome Conrad e conta com 292 habitações, casino de 4.000 m², 7 restaurantes e bares, spa e 18 salões para eventos com capacidade para até 5.000 pessoas. Importante notar que a JHSF já tem presença consolidada em Punta del Este: a empresa já opera hotéis e restaurantes no balneário então essa aquisição é uma expansão sobre território conhecido, não uma aposta às cegas. JHSF3 coloca o pé no jogo mais volátil do luxo - minhas projeções para a ação A leitura superficial é um cassino comprado. A realidade: JHSF completando seu ecossistema poderoso de luxo A JHSF está ampliando seu ecossistema para capturar um mesmo cliente em diferentes momentos de consumo: Shopping, hotel, gastronomia, aeroporto executivo, agora entretenimento. O movimento segue o que a empresa ja vem fazendo muito bem e segue uma lógica clara de construção de plataforma. O projeto prevê expansão relevante. Um complexo multiuso com shopping de cerca de 50 lojas, hotel Fasano, unidades residenciais e o próprio cassino. Um ambiente onde o cliente entra por um motivo e permanece por vários. Esse tipo de estratégia aumenta permanência, ticket médio e recorrência. A operação com o FII criou uma liquidez transformacional Em dezembro de 2025, a JHSF vendeu estoques de incorporação para um FII estruturado pela própria JHSF Capital. A transação totalizou R$ 5,2 bilhões e representou o maior IPO da história do mercado imobiliário brasileiro. O efeito no balanço foi brutal: a empresa saiu de uma dívida líquida de R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre para um caixa líquido de R$ 2,3 bilhões ao final do ano, com caixa bruto de R$ 5,4 bilhões e cobertura de amortização de dívida ampliada de 2,2 para 7,2 anos E o fluxo de entrada ainda não acabou: o horizonte de caixa visível segue com R$ 1,744 bilhão previstos para dezembro de 2026 A estrutura foi inteligente do ponto de vista de governança também: a JHSF reteve cerca de 24,9% das cotas, na classe subordinada, alinhando interesses com os cotistas seniores. Esse colchão de caixa agora financia crescimento externo — a aquisição de hoje em Punta del Este A lógica é clara: a JHSF usou o FII para monetizar o estoque de incorporação (negócio cíclico e intensivo em capital) e canalizou parte desse caixa para reforçar ativos de renda recorrente — hotéis, shoppings, gastronomia — que é justamente o segmento de maior múltiplo e previsibilidade. Com os recursos em caixa, a empresa abriu 2026 com fôlego para seguir investindo e expandindo seus negócios recorrentes, como shoppings, hotéis e aeroporto. O risco que precisa ser observado: O ativo vem de um grupo que passou por dificuldades financeiras. Isso não invalida a tese, mas exige execução muito disciplinada. Transformar um ícone em uma máquina consistente de geração de valor não é automático. Além disso, a receita de cassino tem características próprias. Ela depende de fluxo, turismo, câmbio e confiança. Em momentos positivos, acelera rápido. Em momentos mais desafiadores, pode oscilar com a mesma intensidade. Isso coloca a operação em uma categoria diferente dos ativos tradicionais da companhia. Por outro lado, a JHSF já demonstrou capacidade de operar no segmento de altíssima renda com marcas fortes. A integração com o Fasano, por exemplo, ajuda a posicionar o ativo dentro de um padrão que a empresa já domina. Valuation & Conclusão: QUANTO PODE SUBIR A AÇÃO APENAS PARA CLIENTES !! SE VOCÊ AINDA NÃO É CLIENTE QUER VER QUANTO A EMPRESA PODE VALORIZAR, CLIQUE ABAIXO, SE JÁ É CLIENTE, BASTA SEGUIR LENDO

  • Petróleo a US$ 100 reabre uma pergunta que o mercado achava resolvida

    Hoje cedo, antes mesmo de abrir qualquer tela, já dava para sentir que o dia seria diferente. Não por um dado específico ou por algum resultado corporativo relevante. Mas por uma única variável. O petróleo voltou para a casa dos US$ 100. E, com isso, aquela sensação recente de previsibilidade começou a desaparecer. --- Nos últimos meses, o mercado vinha operando com uma narrativa relativamente estável. Inflação em desaceleração. Expectativa de início de cortes de juros. Retomada gradual do apetite por risco. Era um ambiente que favorecia posições mais direcionais e menos defensivas. Esse equilíbrio foi interrompido quando a geopolítica voltou ao centro da discussão, após anúncios envolvendo o Estreito de Ormuz pelo presidente Donald Trump. A reação do petróleo foi imediata. E a dos mercados, consistente com esse tipo de choque. --- O ponto central não está no movimento da commodity em si. O petróleo tem efeito direto sobre inflação. E inflação altera a forma como os bancos centrais conduzem a política monetária. Quando há dúvida sobre inflação, há dúvida sobre juros. E quando há dúvida sobre juros, o processo de precificação dos ativos perde ancoragem. Foi isso que começou a aparecer nos preços. Bolsas em queda. Reprecificação de risco. Mudança de inclinação na narrativa de política monetária. --- No Brasil, os efeitos tendem a ser assimétricos. Empresas ligadas ao setor de energia, como a Petrobras, se beneficiam de preços mais elevados. Ao mesmo tempo, o país volta a lidar com pressão inflacionária adicional, o que pode limitar o espaço para flexibilização monetária. Esse contexto se soma a um ambiente fiscal que já exige atenção, especialmente para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. --- O aspecto mais relevante é a mudança na natureza da discussão. Até recentemente, o foco estava no momento em que os cortes de juros começariam. Agora, passa a ganhar espaço a avaliação sobre a intensidade e a duração desse ciclo. Essa mudança é sutil, mas tem implicações importantes na forma como os ativos são precificados. --- Ainda é cedo para afirmar que houve uma alteração estrutural. Movimentos ligados a eventos geopolíticos podem perder força rapidamente. Mas o simples fato de uma variável relevante voltar a influenciar expectativas já é suficiente para provocar ajustes. --- O mercado não muda de direção de forma explícita. Ele começa a incorporar novas condições, aos poucos, até que os preços reflitam um cenário diferente daquele que parecia dominante. O movimento recente do petróleo pode ser um desses pontos de inflexão. E, nesses momentos, a atenção às premissas costuma ser mais importante do que a reação imediata aos preços. GEOPOLÍTICA VOLTA PRO CENTRO DO JOGO + • Petróleo dispara após Donald Trump ordenar bloqueio do Estreito de Ormuz • Negociações com o Irã fracassaram → risco real de choque de oferta • WTI +7,6% (US$ 103,9) | Brent +7,3% (US$ 102,1) • Bolsas globais caem com temor de inflação + juros mais altos + 🏛️ POLÍTICA: RISCO FISCAL NO RADAR + • Governo tenta segurar pautas-bomba > R$ 60 bi • Déficit de R$ 61,7 bi em 2025 pressiona credibilidade • LDO 2027 deve trazer travas fiscais + 👉 EMPRESAS: DESTAQUES DO DIA + • #PETR4 Petrobras descobre hidrocarbonetos no pré-sal • #VALE3 Vale mantém rating AAA (Moody’s) • #MBRF3 amplia contrato com Arábia Saudita (até 870 mil ton/ano) • #ONCO3 busca proteção contra credores • #SANB11 aprova R$ 2 bi em JCP • #KRSA3 piora prejuízo e margem + 👉 Fluxo começa a migrar para energia e exportadoras + NÃO PERCA AS OPORTUNIDADES DO MERCADO ENTRE NOS GRUPOS GRATUITOS E INSCREVA-SE NA NEWS! COMPARTILHE! + 📩 News gratuita de investimentos: https://www.investe10.com.br 📲 Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t 📢 Telegram: https://t.me/+wreEmCuEwkgyYjc5 📸 Instagram: https://www.instagram.com/crisinveste 👩‍💼 CRISTIANE FENSTERSEIFER CNPI, CGA 🔍 Informações SELECIONADAS PRA VOCÊ INVESTIR BEM E SEM PERDER TEMPO! Petróleo a US$ 100 reabre uma pergunta que o mercado achava resolvida

  • Atenção! Recomendo venda desta ação

    Relatório de Recomendação de Venda

  • Melhores Fundos Imobiliários para Iniciantes

    vou te mostrar os caminhos para escolher os melhores fundos imobiliários para iniciantes com dicas práticas e exemplos que vão facilitar sua jornada. Por que para iniciantes. Os fundos imobiliários (FIIs) são muito populares entre investidores que estão começando. A resposta é simples: eles oferecem uma forma acessível de investir no mercado imobiliário sem precisar comprar um imóvel inteiro. Além disso, os FIIs pagam rendimentos mensais, o que é ótimo para quem busca uma renda passiva. Os fundos imobiliários também têm liquidez, ou seja, você pode comprar e vender suas cotas na bolsa de valores com facilidade. Isso dá uma flexibilidade que o investimento direto em imóveis não oferece. Vantagens para quem está começando Baixo valor inicial : você pode começar com poucos reais. Diversificação : ao comprar cotas, você investe em vários imóveis ao mesmo tempo. Rendimentos mensais : muitos FIIs distribuem lucros regularmente. Gestão profissional : especialistas cuidam dos imóveis para você. Esses pontos fazem dos fundos imobiliários uma excelente porta de entrada para o mercado financeiro, especialmente para quem quer aprender e crescer com segurança. Como escolher fundos imobiliários para iniciantes? 1. Entenda o tipo de fundo Existem vários tipos de fundos imobiliários, como: Fundos de tijolo : investem diretamente em imóveis físicos, como shoppings, galpões logísticos e prédios comerciais. Fundos de papel : investem em títulos de dívida imobiliária, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Fundos híbridos : misturam imóveis físicos e títulos de dívida. Para quem está começando, os fundos de tijolo costumam ser mais fáceis de entender, pois você visualiza o ativo que está por trás do investimento. 2. Avalie a qualidade dos imóveis e localização A localização dos imóveis é fundamental para garantir a valorização e a ocupação dos espaços. Prefira fundos que invistam em imóveis bem localizados, em regiões com boa infraestrutura e potencial de crescimento. 3. Analise o histórico de rendimentos Olhe para o histórico de distribuição de rendimentos do fundo. Fundos que pagam rendimentos consistentes e crescentes são mais confiáveis para quem busca renda passiva. 4. Verifique a liquidez A liquidez indica a facilidade de comprar e vender as cotas. Fundos com maior liquidez são mais interessantes para iniciantes, pois permitem entrar e sair do investimento com menos dificuldade. 5. Cuidado com a taxa de administração Taxas muito altas podem corroer seus ganhos. Prefira fundos com taxas justas e que ofereçam uma boa gestão. 6. Conheça o gestor do fundo Um bom gestor faz toda a diferença. Pesquise sobre a reputação e experiência da equipe que administra o fundo. Seguindo esses passos, você estará mais preparado para escolher fundos imobiliários que realmente valem a pena. Quanto eu preciso ter para ganhar R$ 5.000 por mês com fundos imobiliários? Essa é uma pergunta que muita gente me faz, e eu entendo o motivo. Quem não quer garantir uma renda extra ou até mesmo substituir o salário com os rendimentos dos FIIs? Vamos fazer as contas juntos. Suponha que você encontre um fundo imobiliário que pague, em média, 0,7% ao mês de rendimento sobre o valor investido. Para ganhar R$ 5.000 por mês, basta dividir o valor desejado pela taxa mensal: Valor necessário = R$ 5.000 / 0,007 = R$ 714.285,71 Ou seja, você precisaria investir cerca de R$ 714 mil para receber R$ 5.000 mensais, considerando essa taxa de rendimento. Mas atenção: essa é uma estimativa simples. Os rendimentos podem variar, e é importante diversificar para reduzir riscos. Além disso, reinvestir os dividendos pode acelerar o crescimento do seu patrimônio. Se você está começando com menos dinheiro, não desanime! O importante é dar o primeiro passo e ir aumentando o investimento com o tempo. Exemplos práticos de fundos imobiliários para iniciantes Para facilitar ainda mais, vou citar alguns exemplos de fundos imobiliários que costumam ser indicados para quem está começando. Lembre-se: sempre faça sua própria pesquisa antes de investir. Fundo de Tijolo - Shopping Centers Esses fundos investem em shoppings, que geralmente têm contratos de aluguel longos e estáveis. São uma boa opção para quem quer segurança e rendimentos constantes. Fundo Logístico Com o crescimento do e-commerce, os galpões logísticos estão em alta. Fundos que investem nesse segmento podem oferecer bons retornos e valorização. Fundo de Papel - CRIs Se você quer diversificar, os fundos de papel são interessantes. Eles investem em títulos de dívida imobiliária, que pagam juros periódicos. Fundos Híbridos Misturam imóveis físicos e títulos, buscando equilibrar risco e retorno. Esses exemplos são um ponto de partida para você entender as opções disponíveis no mercado. Dicas para investir com segurança e eficiência Investir em fundos imobiliários é uma jornada, e como toda jornada, exige cuidado e aprendizado. Aqui vão algumas dicas que uso e recomendo: Estude sempre : o mercado muda, e estar informado faz toda a diferença. Diversifique : não coloque todo seu dinheiro em um único fundo. Tenha paciência : investimentos imobiliários são para médio e longo prazo. Reinvista os rendimentos : isso ajuda a acelerar o crescimento do seu patrimônio. Use corretoras confiáveis : para garantir segurança nas operações. Acompanhe o mercado : notícias e análises ajudam a tomar decisões melhores. Seguindo essas orientações, você estará no caminho certo para construir uma carteira sólida e rentável. Seu próximo passo para investir em fundos imobiliários Se você quer começar a investir com segurança e eficiência, eu recomendo que você dê uma olhada nos melhores fundos imobiliários para COMPRAR HOJE que selecionei. Eles são uma ótima porta de entrada para o mercado, com boa liquidez, rendimentos consistentes e gestão profissional. Lembre-se: o mais importante é começar. Não espere o momento perfeito, porque ele pode nunca chegar. Com conhecimento, disciplina e estratégia, você pode transformar seus investimentos em uma fonte de renda e crescimento patrimonial. Quer saber mais? Continue acompanhando meus conteúdos para receber dicas práticas e atualizadas sobre o mercado financeiro e investimentos. Até a próxima! Melhores Fundos Imobiliários para Iniciantes

  • OPORTUNIDADE IMEDIATA URGENTE - AÇÃO COM 120% DE POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO NO VALUATION ATUALIZADO

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  • Invista com Confiança com a Investe10

    Investir pode parecer um desafio enorme, não é mesmo? Eu sei bem como é essa sensação de insegurança, dúvidas e até medo de perder dinheiro. Mas e se eu te dissesse que é possível investir com confiança, de forma simples e eficiente? Hoje, quero compartilhar com você um caminho que tem me ajudado a entender melhor o mercado financeiro e a tomar decisões mais inteligentes: o Investe10. Vamos juntos nessa jornada? Por que investir com confiança é essencial? Você já parou para pensar que a confiança é a base de qualquer investimento bem-sucedido? Sem ela, qualquer oscilação do mercado vira motivo para pânico e decisões precipitadas. Eu mesma já passei por isso. A diferença é que, com o tempo, aprendi a construir uma base sólida de conhecimento e a usar ferramentas que me dão segurança para agir com calma e estratégia. Investir com confiança significa entender onde você está colocando seu dinheiro, quais são os riscos e as oportunidades, e ter um plano claro para alcançar seus objetivos. Não é sobre sorte, é sobre preparo. E isso faz toda a diferença na hora de multiplicar seu patrimônio. Quer um exemplo prático? Imagine que você quer investir em ações de empresas pequenas, as famosas small caps. Elas têm um potencial enorme de crescimento, mas também são mais voláteis. Se você não estiver confiante, qualquer queda pode te assustar e fazer você vender na hora errada. Com conhecimento e uma boa estratégia, você sabe que essas oscilações fazem parte do jogo e pode aproveitar as oportunidades para comprar mais barato. Analisando gráficos de ações para investir com confiança Como construir essa confiança para investir? A confiança não nasce do nada. Ela vem do aprendizado, da prática e do uso de ferramentas que facilitam a sua vida. Eu sempre digo: investir não precisa ser complicado, mas precisa ser feito com inteligência. Aqui vão algumas dicas que me ajudaram e que podem ajudar você também: Estude o básico : Entenda os conceitos fundamentais do mercado financeiro, como ações, dividendos, renda fixa, risco e retorno. Defina seus objetivos : Quer multiplicar seu patrimônio? Ter uma renda extra com dividendos? Saber para onde está indo o seu dinheiro é crucial. Diversifique seus investimentos : Não coloque todos os ovos na mesma cesta. Isso ajuda a reduzir riscos. Use ferramentas confiáveis : Plataformas que oferecem análises, recomendações e acompanhamento em tempo real. Tenha paciência e disciplina : O mercado é volátil, mas o tempo é seu aliado. E é aqui que o Investe10 entra como um grande aliado. Ele foi criado para simplificar o mundo dos investimentos, trazendo informações claras, análises precisas e estratégias que funcionam para quem quer investir de forma arrojada e eficiente. O que é a Investe10? Você já ouviu falar do Investe10? Se ainda não, deixa eu te explicar. O Investe10 é uma plataforma que reúne conhecimento, análises e dicas para quem quer investir melhor. O diferencial? Ela é feita por quem entende do mercado, com experiência real e sem conflito de interesses. Eu, Cristiane Fensterseifer, com 20 anos de experiência nos maiores bancos e corretoras do Brasil, atuo de forma independente para ajudar você a tomar decisões inteligentes. O Investe10 é a minha forma de ser a sua bússola no mercado financeiro. Na prática, o Investe10 oferece: Análises detalhadas de ações e small caps Dicas para otimizar seus rendimentos com dividendos Estratégias para investir de forma arrojada e segura Conteúdos didáticos para investidores iniciantes e experientes Tudo isso com uma linguagem simples, direta e próxima, para que você se sinta confortável e confiante em cada passo. Consultando relatórios financeiros para decisões de investimento Como usar o Investe10 para multiplicar seu patrimônio? Agora que você já sabe o que é o Investe10, vamos falar sobre como usar essa ferramenta para realmente fazer seu dinheiro crescer. Não basta só ter acesso à informação, é preciso saber aplicá-la. Aqui estão algumas estratégias práticas que você pode adotar: Acompanhe as recomendações e análises : O Investe10 traz insights sobre quais ações estão com bom potencial, especialmente aquelas que pagam bons dividendos ou têm crescimento promissor. Monte uma carteira diversificada : Use as dicas para equilibrar investimentos em ações, small caps e outros ativos. Reinvista os dividendos : Essa é uma forma poderosa de acelerar o crescimento do seu patrimônio. Esteja atento às tendências do mercado : O Investe10 ajuda você a entender o cenário econômico e a ajustar sua carteira conforme necessário. Aprenda com os conteúdos didáticos : Quanto mais você entender, mais confiante vai ficar para tomar decisões arrojadas. Lembre-se: investir é uma maratona, não uma corrida de velocidade. Com paciência e as ferramentas certas, você pode alcançar resultados incríveis. Dicas para otimizar seus investimentos e evitar erros comuns Investir pode ser uma aventura, mas também pode ser uma armadilha se você não tomar cuidado. Eu já vi muita gente cometer erros que poderiam ser evitados com um pouco mais de informação e planejamento. Aqui vão algumas dicas para você não cair nessas armadilhas: Não siga a manada cegamente : Só porque todo mundo está comprando uma ação, não significa que é a melhor escolha para você. Evite decisões baseadas em emoções : O medo e a ganância são inimigos do investidor racional. Não ignore os custos : Taxas de corretagem, impostos e outros custos podem impactar seus rendimentos. Tenha um plano de saída : Saiba quando vender, seja para realizar lucro ou limitar prejuízo. Atualize-se sempre : O mercado muda rápido, e quem fica parado fica para trás. Com o Investe10, você tem acesso a informações que ajudam a evitar esses erros e a investir com mais segurança. Seu próximo passo para investir com confiança Agora que você já sabe a importância de investir com confiança, como construir essa confiança, o que é o Investe10 e como usá-lo para multiplicar seu patrimônio, está na hora de agir. Não deixe para depois o que pode transformar seu futuro financeiro hoje. Comece a estudar, planejar e usar as ferramentas certas. O mercado financeiro está cheio de oportunidades para quem está preparado. Se quiser, pode conhecer mais sobre a carteira ALL in ONE do Investe10 e descobrir como essa plataforma pode ser a sua parceira nessa jornada. Investir com confiança é possível, e eu estou aqui para ajudar você a chegar lá. Vamos juntos? Espero que este conteúdo tenha sido útil para você. Lembre-se: o conhecimento é o seu maior aliado para conquistar a liberdade financeira. Até a próxima!

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