3 AÇÕES, 3 TESES E 1 DESCONTO QUE CHAMA A ATENÇÃO: O MERCADO ESTÁ EXAGERANDO! 189% DE UPSIDE!
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TRÊS AÇÕES QUE MERECEM ATENÇÃO:
O QUE OS RESULTADOS DE CASH3, CEAB3 E ABCB4 REVELAM SOBRE O POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO?
O terceiro trimestre trouxe sinais interessantes de evolução para três empresas de setores bastante diferentes: Méliuz (#CASH3), C&A (#CEAB3) e Banco ABC Brasil (#ABCB4).
A pergunta que realmente importa é: o mercado está reconhecendo adequadamente o potencial dessas empresas ou ainda existem oportunidades de valorização?
Vamos aos números.
MÉLIUZ (#CASH3): TRANSFORMAÇÃO DO NEGÓCIO E POTENCIAL DE REPRECIFICAÇÃO
O Méliuz apresentou lucro líquido ajustado de R$ 19,6 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 28,4% na comparação anual.
O lucro reportado chegou a R$ 113,7 milhões, influenciado por efeitos não recorrentes, incluindo créditos tributários diferidos relacionados à aquisição da Alter e a reversão de uma perda de R$ 78,5 milhões associada à desvalorização de Bitcoin.
A leitura mais adequada da operação, portanto, passa pelo resultado ajustado.
A receita líquida recuou 22,3%, para R$ 96,1 milhões, enquanto o EBITDA ajustado ficou em R$ 17 milhões, queda de 37,7%.
A companhia continua trabalhando na transformação de seu modelo de negócio e na diversificação de suas fontes de resultado.
Esse movimento pode abrir novas oportunidades de crescimento, mas ainda precisa aparecer de forma mais consistente nos indicadores operacionais.
Outro ponto relevante foi a venda de 78 bitcoins por R$ 29,4 milhões para financiar o segundo programa de recompra de ações.
Onde está a oportunidade?
A possibilidade de recuperação operacional combinada à transformação do negócio pode criar espaço para uma reprecificação das ações.
O mercado tende a reconhecer empresas que conseguem transformar uma estratégia promissora em crescimento sustentável de receita, EBITDA e geração de caixa.
O próximo passo é justamente esse: provar que a evolução estratégica pode produzir resultados recorrentes.
C&A (#CEAB3): EFICIÊNCIA, DIGITALIZAÇÃO E GANHOS DE MARGEM
A C&A registrou receita líquida de R$ 1,88 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 2,3%.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 56,5 milhões, enquanto o lucro reportado alcançou R$ 170,3 milhões, com influência relevante de créditos tributários e outros efeitos não recorrentes.
O EBITDA ficou em R$ 317,6 milhões, com margem de 16,9%.
O destaque positivo está na evolução de algumas linhas estratégicas do negócio.
A margem bruta de vestuário avançou 0,6 ponto percentual, chegando a 56%. É a 21ª expansão trimestral consecutiva desse indicador, uma sequência que merece ser valorizada.
As vendas online cresceram 27,6%, enquanto a receita do C&A Pay avançou 26,7%. A inadimplência acima de 90 dias recuou para 13,9%, mostrando evolução na qualidade da carteira de crédito.
A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 200,5 milhões, com alavancagem de aproximadamente 0,2 vez o EBITDA.
A estrutura financeira confortável dá à companhia espaço para continuar investindo em expansão, reformas, logística e tecnologia.
Onde está a oportunidade?
A C&A reúne três vetores interessantes: ganhos de eficiência, crescimento dos canais digitais e evolução do negócio financeiro.
A expansão consistente da margem bruta é particularmente relevante porque indica melhora estrutural na operação. Se a companhia conseguir combinar esse avanço com recuperação das vendas e maior eficiência de despesas, poderá entregar crescimento de rentabilidade.
O mercado ainda precisa enxergar essa evolução no lucro. É justamente aí que pode estar o potencial de valorização.
BANCO ABC (#ABCB4): CRESCIMENTO DA CARTEIRA E GERAÇÃO CONSISTENTE DE RESULTADOS
O Banco ABC Brasil apresentou lucro líquido recorrente de R$ 273,7 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A carteira de crédito avançou 15,5% em 12 meses, com crescimento de 14,5% no segmento de empresas médias e 19,2% em grandes empresas.
A expansão mostra capacidade de crescimento em segmentos relevantes do mercado corporativo, mantendo o banco posicionado em operações de crédito para empresas.
O ROAE ficou em 15%, uma redução de 0,49 ponto percentual na comparação anual. O aumento das despesas operacionais e das provisões limitou parte da expansão do resultado.
Merece atenção o reforço de capital.
O banco anunciou a emissão de R$ 600,9 milhões em instrumentos subordinados perpétuos, que, em termos pro forma, acrescentariam 105 pontos-base ao capital de nível I. O aumento de capital de R$ 169 milhões aprovado em outubro deve contribuir com outros 27 pontos-base para o índice de Basileia.
Onde está a oportunidade?
O crescimento da carteira, a geração de lucro recorrente e o reforço da estrutura de capital são elementos importantes para sustentar a expansão do banco.
O potencial de valorização passa pela capacidade de transformar esse crescimento em rentabilidade maior e sustentável.
Se o ABC conseguir preservar a qualidade da carteira, controlar o custo de risco e melhorar o retorno sobre o patrimônio, poderá abrir espaço para uma reavaliação positiva de seus múltiplos.
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