Rede d1000 (DMVF3) cresce acima do setor, acelera digital e começa a mostrar alavancagem operacional
- Cristiane Fensterseifer

- há 22 horas
- 2 min de leitura
A Rede d1000 (DMVF3) entregou um primeiro trimestre de 2026 que reforça uma das teses mais interessantes dentro do varejo farmacêutico brasileiro: crescimento acima do mercado combinado com expansão de margem e forte avanço digital.
A companhia encerrou o 1T26 com receita bruta de R$ 695,9 milhões, crescimento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O número chama atenção porque ficou mais de 10 pontos percentuais acima do crescimento do mercado farmacêutico nas regiões em que a empresa atua.
As vendas em mesmas lojas (SSS) avançaram 16,1%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 29%, para R$ 17,9 milhões.

O lucro líquido ajustado subiu 33,6%, atingindo R$ 4,6 milhões.

Mas talvez o dado mais importante do trimestre esteja em outro lugar.
O omnichannel da companhia praticamente explodiu.
As vendas digitais cresceram 264% em um ano e já representam 20,6% da receita bruta total da empresa — um patamar raro dentro do varejo farmacêutico brasileiro.
O crescimento vem sendo impulsionado pelo aplicativo próprio, aumento da recorrência de compras e também pela venda de medicamentos GLP-1, categoria ligada ao tratamento de obesidade e diabetes.
Hoje, a tese da d1000 parece cada vez menos uma simples expansão de lojas e mais uma combinação de:
• ganho de market share;
• aumento de produtividade;
• digitalização acelerada;•
maturação da base recém-inaugurada.
A companhia terminou o trimestre com 302 lojas e ainda possui cerca de 31% da base em processo de maturação. Isso importa porque redes farmacêuticas normalmente apresentam forte ganho de margem conforme as lojas amadurecem.
Na prática, boa parte da alavancagem operacional da d1000 ainda não apareceu completamente nos números.
Mesmo assim, a empresa já apresenta alguns indicadores relevantes:
• EBITDA ajustado anualizado: R$ 71,6 milhões;
• lucro líquido anualizado: R$ 18,4 milhões;
• dívida líquida/EBITDA de apenas 0,8x.
Os múltiplos não parecem excessivos para uma companhia crescendo acima de 20%, ganhando participação de mercado e ainda em fase relevante de expansão.
Outro ponto importante é que o crescimento continua vindo com melhora operacional.
Mesmo com pressão de capital de giro causada pelos produtos GLP-1 — que possuem ciclo financeiro mais longo — a empresa conseguiu expandir margem EBITDA e manter alavancagem controlada.
O mercado costuma pagar caro por crescimento previsível no varejo farmacêutico.
A questão agora talvez seja entender se a d1000 ainda é vista como uma small cap regional…
ou se começa a entrar definitivamente no radar das grandes histórias de consolidação e ganho estrutural de mercado do setor.
P/L est 9x e EV/Ebitda 5x
Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora
Inscreva-se na news gratuita:
Whatsapp gratuito: https://chat.whatsapp.com/Bok8xFI3bVG6BNfsVxwjN1?mode=gi_t

Comentários