Recomendação: Aproveitar ou não a queda forte em Mercado Livre' #MELI #MELI34
- Cristiane Fensterseifer

- 25 de fev.
- 5 min de leitura
O mundo inteiro tá louco pelo Bad Bunny agora em 2026.
O cara ganhou Álbum of the Year no Grammy (primeiro todo em espanhol da história, bateu todo mundo), incendiou o Super Bowl halftime show (primeiro latino solo, todo em espanhol, com direito a protesto sutil e cultura porto-riquenha na cara dos gringos), explodiu streams no Brasil (426% de aumento pós Super Bowl, shows esgotados em SP), turnê mundial quebrando recordes de arrecadação na América Latina (River Plate e GNP Seguros dominando o top 10 histórico), e agora tá voando pra Austrália, Japão, Europa...
O Bunny tá em todo canto, menos na sua playlist se você ainda tá dormindo. (eu mesma confesso que me inscrevi num curso para aprender as coreografias, juro)
Pois é exatamente isso que tá acontecendo com o Mercado Livre
O MELI faz a mesma coisa na América Latina: domina e-commerce + fintech + logística em um continente onde 85% ainda é feito em dinheiro vivo, entrega em 48h no fim do mundo, cresce 30%+ há 27 trimestres seguidos (única listada do mundo que faz isso), e investe pesado pra ficar imbatível enquanto concorrentes queimam caixa em promoções suicidas.

No 4T25 a Margem apertou.
Todo mundo surta quando vê margem apertar 2-3 pontinhos por causa de investimento pesado em frete grátis, 1P, crédito explodindo e logística insana.
Wall Street chora, vende, ação despenca 10%.
Que ótimo! Igual o Bad Bunny escolhendo fazer tudo em espanhol no maior palco do mundo – parece risco, parece polêmica, mas no final vira história, vira No. 1, vira legado.
Com queda acumulada de quase 20% recentemente, o mercado tá dando o presente: desconto absurdo numa máquina de crescimento com uma infraestrutura que ninguém copia.
Mas será q já é hora de comprar?
Essa é a empresa que faz você questionar tudo que acha que sabe sobre investimentos na América Latina.
A MELI é uma máquina de crescimento e domina o e-commerce e o fintech na América Latina do Bad Bunny, onde 85% das compras ainda são em dinheiro vivo, onde a logística é um pesadelo e o crédito é luxo de banco tradicional.
Uma empresa que entrega em 48h até no fim do mundo, que transforma comprador novo em viciado em 3 cliques e que, mesmo assim, decide investir pesado pra ficar IMBATÍVEL.
Resultado? Margens apertam um pouquinho no curto prazo. Ação despenca.
MERCADO LIVRE: O GIGANTE QUE WALL STREET ACABA DE PRESENTEAR COM UM DESCONTO DE LUXO – ANÁLISE FUNDAMENTALISTA 4T25
Ontem saiu o 4T25 da MELI
A receita bateu recorde, o crescimento acelerou, Brasil e México voando... e a ação caiu quase 10%.
O Ecossistema que Ninguém Copia (que faz Inveja até pro Jeff Bezos)

Mercado Livre não é “só um marketplace”.
É um ecossistema completo:
marketplace + Mercado Pago + logística própria + crédito + anuncios + classificados.
Logística insana: +80% dos pacotes em menos de 48h, até em vilarejo perdido da Patagônia. Enquanto Shopee e Temu dependem de correios caros e lentos, o MELI entrega mais barato e mais rápido.
Network effect brutal: quanto mais compradores, mais vendedores. Quanto mais vendedores, mais compradores. Quanto mais gente usando Mercado Pago, mais forte o crédito. É um círculo virtuoso que concorrente asiático nenhum consegue replicar.
Marca #1 da América Latina (Kantar dixit). Confiança cega: “comprei no MELI, vai chegar e se não gostar devolvo fácil”.
E-commerce na LA ainda tem só ~15% de penetração (EUA 30%, China 39%).
Na operação de Fintech tem espaço pra MELI crescer 5x fácil. A maior parte da população da America Latina ainda vive de dinheiro vivo.
Os Números do 4T25 – Crescimento Insano com Investimento Estratégico
Receita líquida + receita financeira: US$ 8,8 bilhões (+45% YoY em USD, +52% FX-neutral em alguns segmentos)
Receita Commerce: US$ 5,0 bi (+40%)
Receita Fintech: US$ 3,8 bi (+51%)
GMV: US$ 19,9 bi (+37%)
TPV: US$ 83,7 bi (+42%)
Compradores únicos: 83 milhões no trimestre (+24% YoY, +16 milhões de novos!)
Itens vendidos: 752 milhões (+43%)
Brasil (maior mercado):
GMV +35%, itens vendidos +45% (recorde), compradores únicos +26%.
Reduziram frete grátis de R$79 pra R$19 e explodiu volume.
Custo unitário de envio caiu 8-11%.
México:
Aceleração forte, penetração recorde ~80%.
Carteira de crédito:
US$ 12,5 bilhões (+90% YoY).
NPL 15-90 dias em 4,4% (menor da história). 75% da carteira brasileira já no breakeven em 12-18 meses.
Margens: EBIT US$ 889 mi (10,1% vs 13,5% a/a).
O grande motivo da queda: O Lucro Liquido de US$ 559 mi (-12,5%).
Os motivos foram:
Aumento no Frete grátis +
Aumento na modalidade 1P (venda direta) +
Aumento na CBT (cross-border China) +
Explosão de cartão de crédito = investimento de 5-6 p.p. na margem com provisões de crédito registradas na frente (gasto agora, lucro depois).
A gestão disse na call: “Estamos no minuto 15 do primeiro tempo do futebol da América Latina”.
Tradução: ainda tem MUITO jogo pela frente.
Ano cheio 2025:
Receita US$ 28,9 bi (+39%),
Op. Income +22%,
Lucro líquido US$ 2 bi.
Temos de fato algumas vantagens e oportunidades pro MELI:
Brasil (mercado maduro) já mostrando alavancagem operacional forte.
Crédito virando máquina de lucro (margens saudáveis nas safras mais antigas).
Ads +67% FX-neutral.
IA já rodando: assistente do Pago resolveu 9 milhões de conversas no trimestre (87% sem humano).
RECOMENDAÇÃO:
OLHOS BEM ABERTOS PARA A OPORTUNIDADE, MAS A RECOMENDAÇÃO AINDA NÃO É DE COMPRA

