PLPL3: enquanto o short comemora, o dono compra
- Cristiane Fensterseifer
- há 21 minutos
- 9 min de leitura
A prévia do 2T26 que o mercado chamou de "levemente negativa" esconde o dado mais importante do trimestre.
E ele não está no release.
Sexta-feira de manhã, e leio:
O Bradesco BBI publica sua leitura da prévia operacional da Plano&Plano: "levemente negativa".
Lançamentos caindo, queima de caixa, covenant perto do teto.
A ação, que já acumula queda de 42% no ano contra alta de 8% do Ibovespa, segue no grupo das mais odiadas da bolsa.
PLPL3 figura entre as dez ações mais alugadas da B3, e quem apostou contra ganhou: o papel caiu 47% em doze meses.
Enquanto isso, longe do barulho, os formulários da CVM contam outra história.
Em junho, o controlador da Plano&Plano comprou mais de 526 mil ações da própria empresa, a preços entre R$ 8,26 e R$ 8,54, cerca de R$ 4,4 milhões em um único mês.
Somando as compras de maio, o cheque do controlador se aproxima de R$ 10 milhões em oito semanas.
Em abril, um conselheiro comprou 29 mil ações pagando entre R$ 12,72 e R$ 12,91.
Sim, acima do preço atual.
E continuou comprando depois, mais barato.
De um lado, o mercado vendido e o sell side cauteloso.
Do outro, as pessoas com mais informação sobre a empresa no planeta comprando com o próprio dinheiro, mês após mês, em volume relevante.
Alguém está errado.
Neste relatório eu explico por que acho que não são os insiders.
é um complemento ao último relatório que fiz sobre a empresa, agora com os números da prévia do 2T26 na mesa, a atualização do meu modelo de NAV e a resposta honesta para o único ponto da tese baixista que merece respeito: o caixa.
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