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O erro que engordou os EUA é o mesmo que mantém o Brasil em juros altos

A pirâmide alimentar que jogou um país na obesidade explica décadas de Brasil em 2 minutos


Por décadas, disseram aos americanos que a base da alimentação deveria ser pão, cereal, massa e açúcar.


A gordura virou vilã. A proteína foi empurrada pro canto do prato.


O resultado? Uma epidemia de obesidade, diabetes e doença metabólica.


Hoje, a pirâmide por lá está sendo invertida.


Carne, ovos, legumes e comida de verdade voltam à base.


Carboidrato sobe pro topo — como complemento, não fundamento.


A pergunta inevitável é:

como erraram tanto, por tanto tempo?


A resposta é desconfortável:

não foi só erro científico.

Foi um sistema inteiro se adaptando a uma premissa errada — e passando a viver dela.


E é aqui que o Brasil entra.


Quando o erro vira modelo


A pirâmide alimentar não foi mantida porque funcionava.

Foi mantida porque sustentava um ecossistema:


  • indústria de grãos

  • ultraprocessados baratos

  • produtos “low fat” cheios de açúcar

  • lobby

  • política pública


e, depois, uma indústria médica gigantesca tratando as consequências


Quando a população começou a adoecer, o sistema não voltou à causa.


Criou remédios, dietas, cirurgias e protocolos para administrar o estrago.


O erro virou modelo de negócios.


Agora troca o prato pelo orçamento público.


O Brasil faz exatamente a mesma coisa com juros


O Estado brasileiro é estruturalmente gastador.


Gasta mal, gasta muito e gasta com rigidez.


Mas, em vez de atacar a causa, o país escolheu administrar o sintoma.


O sintoma atende pelo nome de juros altos.


Sempre que o gasto explode:


  • sobe a dívida

  • aumenta o risco

  • o investidor exige prêmio

  • o juro sobe, vai junto


E aí nasce a narrativa:


“Juros altos são estruturais.”

“Não tem alternativa.”

“É o risco país.”


Do mesmo jeito que diziam:


“Gordura faz mal.”

“Carbo é energia limpa.”

“Caloria é caloria.”


Quando alguém diz “não tem alternativa”, geralmente significa:


ninguém quer mexer na causa


O ciclo vicioso (idêntico)


Na alimentação:


Carbo como base → obesidade → doença → remédio → mais gasto → lobby → diretriz mantida


No Brasil:


Gasto alto → déficit → dívida → juros altos → baixo crescimento → arrecada pouco → mais déficit


O sistema não quebra.

Ele se acomoda ao erro.


Quem paga a conta?


Na pirâmide alimentar: a população, a produtividade, a saúde pública



Nos juros: empresas, investimento, crescimento, inovação, indústria, emprego


O custo é sempre difuso.

O benefício, concentrado.


Juros altos não são causa. São sintoma.


Assim como obesidade não é causa — é sintoma de um modelo alimentar errado —

juros altos são o reflexo direto de um modelo fiscal desorganizado.


Enquanto o debate ficar preso em:


“quanto deve cortar o juro”

“quando o BC começa a afrouxar”


Sem encarar:


  • gasto

  • eficiência

  • prioridades

  • estrutura do Estado


Nada muda de verdade.

---


Por que demora tanto pra corrigir?


Nos EUA, isso significaria assumir que uma diretriz alimentar oficial ajudou a adoecer o país.


No Brasil, significaria assumir que o problema não é o juro — é o Estado.


E sistemas grandes resistem ao máximo a esse tipo de confissão.

---


A correção nunca vem por virtude

Ela vem quando o custo fica impagável.


Nos EUA:

obesidade virou crise nacional

gasto em saúde explodiu

os dados ficaram inegáveis



No Brasil:

dívida crescente

crescimento baixo

população envelhecendo

menos espaço fiscal

menos tempo


A realidade sempre vence a narrativa.


Assim como não era a gordura que engordava, não é o juro que trava o Brasil.


O juro só revela o erro.

Do mesmo jeito que a balança revela a dieta errada.


Enquanto não mudarmos a base,

continuaremos ajustando o topo — no prato e no orçamento.


E pagando a conta, de novo.


É exatamente por isso que, no investimento, eu não perco tempo tentando adivinhar o próximo corte de juros.


Meu foco é outro:

entender a base do sistema, identificar distorções e posicionar a carteira onde o mercado ainda está olhando errado.

Porque quem entende a causa

não depende do acaso.


É assim que eu invisto — e é assim que conduzo minhas carteiras e análises.

Se você quer acesso a essa leitura estrutural aplicada na prática, com decisões reais de alocação, as minhas assinaturas estão aqui:


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Entender o sistema muda o jogo.

Investir antes do consenso muda o resultado.



 
 
 
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