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Nova Recomendação - Carteira Internacional - A próxima revolução da IA pode estar dentro do corpo humano

há 19 horas
7 min de leitura

Atualizado: há 1 minuto

Durante os últimos dois anos, o mercado aprendeu a associar inteligência artificial a três coisas:

chips, data centers e software.


Foi uma associação lucrativa.


Mas pode estar faltando uma parte importante da história.


A IA também está começando a mexer com uma indústria em que cada ganho de produtividade vale bilhões de dólares: a medicina.


E aqui existe uma diferença brutal em relação ao software.


Um algoritmo melhor pode escrever um código mais rápido.


Um algoritmo melhor na medicina pode...


...ajudar a encontrar uma molécula que não existia antes.

...identificar um alvo terapêutico.

...prever como uma proteína vai interagir com determinado composto.

...ajudar a selecionar pacientes para um estudo clínico.

...encontrar sinais em conjuntos de dados biológicos que seriam praticamente impossíveis de analisar manualmente.


E, no limite, pode reduzir o tempo e o capital necessários para transformar uma hipótese científica em um medicamento.


É uma mudança muito maior do que parece.


A indústria farmacêutica tem um problema gigantesco


Desenvolver um medicamento é uma das atividades mais caras, demoradas e arriscadas da economia.


Você começa com milhares de possibilidades.


Depois elimina milhares.


Algumas moléculas chegam ao laboratório.


Poucas chegam aos testes em humanos.


E uma fração ainda menor chega ao mercado.


É uma indústria em que errar custa caro e descobrir algo que funciona vale uma fortuna.


Por isso, qualquer tecnologia capaz de melhorar a probabilidade de sucesso tem valor econômico desproporcional.


E é exatamente aí que a inteligência artificial começa a ficar interessante, porque ela pode melhorar várias decisões ao longo de uma cadeia extremamente complexa.


A FDA, agência americana afirma que o uso de IA vem crescendo ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento de medicamentos — da fase não clínica aos estudos clínicos, manufatura e pós-comercialização.


A agência também informou ter acumulado experiência com mais de 500 submissões contendo componentes de IA entre 2016 e 2023.


E existe uma segunda revolução acontecendo ao mesmo tempo


A medicina está ficando mais precisa.

  • Genômica.

  • Proteômica.

  • Biomarcadores.

  • Terapias celulares.

  • Terapias gênicas.

  • Anticorpos.

  • RNA.

  • Medicamentos personalizados.

  • Oncologia de precisão.

  • Obesidade.

  • Alzheimer.

  • Doenças autoimunes.


    A quantidade de informação biológica disponível está explodindo.


O problema é que o cérebro humano não foi desenhado para analisar sozinho bilhões de relações possíveis entre genes, proteínas, moléculas, pacientes e respostas terapêuticas.


Computadores foram.


Um artigo publicado em agosto de 2026 na Nature Reviews Drug Discovery faz justamente essa ressalva:


a promessa é enorme, mas a evidência de impacto clínico relevante da IA na descoberta de medicamentos ainda é limitada.


Estamos diante de uma tecnologia que ainda precisa provar, na prática, quanto consegue melhorar decisões que custam bilhões.


A prova de que as grandes farmacêuticas estão levando isso a sério está no dinheiro


Em março, a Eli Lilly fechou com a Insilico Medicine uma colaboração de até US$ 2,75 bilhões para descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos usando a plataforma de IA da empresa.


Em fevereiro, a Takeda fechou um acordo de até US$ 1,7 bilhão com a Iambic Therapeutics para usar plataformas de descoberta de medicamentos baseadas em IA.


Em setembro, a Roche anunciou planos para avançar na construção de laboratórios autônomos movidos por IA para acelerar pesquisa e desenvolvimento.


São Big Pharmas colocando dinheiro na mesa.


E há uma diferença importante entre hype e adoção.


Hype é quando alguém diz que uma tecnologia será importante.


Adoção é quando uma empresa está disposta a pagar centenas de milhões — ou bilhões — para ter acesso a ela.


Estamos começando a ver a segunda.


Mas aqui está a parte que interessa ao investidor


Ninguém sabe hoje qual será a próxima grande vencedora.


Uma empresa pode ter uma tecnologia brilhante e um medicamento promissor.

E perder 70% do valor depois de um resultado clínico ruim.


Outra pode parecer irrelevante durante anos e ser comprada por uma farmacêutica por bilhões.

Esse é o paradoxo da biotecnologia:


o risco individual é enorme, mas o valor econômico de uma descoberta também é enorme.


E é exatamente por isso que existe uma maneira interessante de acessar essa tese sem precisar acertar qual será a próxima vencedora.


O que estou procurando na Carteira Internacional


O que eu quero é uma exposição mais específica ao ciclo de inovação da biotecnologia.

Uma exposição que permita participar de:

  • novas terapias;

  • medicamentos em desenvolvimento;

  • plataformas tecnológicas;

  • genética;

  • oncologia;

  • imunologia;

  • doenças raras;

  • novos mecanismos de ação;

  • potenciais aquisições;

  • e, cada vez mais, da aplicação de IA à descoberta e desenvolvimento de medicamentos.


Existe um ETF americano que faz algo particularmente interessante para isso.


Você não precisa descobrir quem será a próxima vencedora.


Precisa estar exposto ao ecossistema em que essas vencedoras estão surgindo.


E existe uma última coisa que me deixou ainda mais interessada


Se uma tecnologia conseguir:

encontrar melhores alvos → selecionar melhores moléculas → reduzir experimentos inúteis → melhorar seleção de pacientes → acelerar estudos → aumentar a taxa de sucesso

o impacto econômico pode ser enorme.


E é exatamente nesse ponto que medicina e inteligência artificial deixam de ser duas histórias separadas.


Elas começam a virar uma só.


A própria FDA já está trabalhando em estruturas para avaliar o uso de IA em decisões relacionadas à segurança, eficácia e qualidade de medicamentos e produtos biológicos.


Em 2026, a agência também avançou com iniciativas para modernizar estudos clínicos e incorporar modelos computacionais e outras ferramentas digitais ao desenvolvimento de medicamentos.


Para quem acompanha a Carteira Internacional


A tese é estrutural: mais conhecimento biológico, mais dados, mais capacidade computacional e IA melhor podem aumentar a produtividade de uma das indústrias mais valiosas — e mais ineficientes — do mundo.


O veículo que escolhi tem uma característica particularmente importante para essa tese: ele distribui o risco entre muitas empresas, em vez de concentrá-lo nas gigantes.

E isso, para mim, muda a relação entre risco e oportunidade.


Mas o ETF, o preço de entrada, o peso que ele terá na carteira e a forma como pretendo executar a posição ficam para os assinantes.


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