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C&A (CEAB3): O melhor desempenho do setor no trimestre!

A C&A (ceab3) teve crescimento de 4% na receita líquida total frente ao 1T22, com crescimento de 6% da receita de vestuário e queda de 11% na venda de eletrônicos (celulares) e beleza (maquiagens, etc.).


As vendas em lojas já existentes a 12 meses (sss, vendas em mesmas lojas) cresceu 1% frente ao 1T22, sendo que vestuário aumentou 4% - o melhor desempenho nesta categoria comparado as concorrentes Riachuelo e Renner.


As vendas de roupas cresceram com aumento de margem ! já que a margem bruta de mercadorias de 48,1%, aumentou 3 pontos percentuais em relação ao 1T22.


O principal destaque talvez tenha sido a ótima gestão de despesas que caíram 13% frente ao 1T22.


A empresa teve redução de 69% da despesa com Marketing, dado que no ano anterior ela estava pagando o Big Brother Brasil e este ano não patrocinou (e pelo jeito isso não fez muita diferença nas vendas).


Com isso a C&A teve EBITDA ajustado de R$77 milhões, ante um Ebitda de apenas R$100 mil no 1T22.



 
 

Serviços financeiros impactados pela economia


O resultado dos serviços financeiros foi negativo em R$23 milhões no 1T23 ante 17 milhões positivos no 1T22 com alta nas receitas de 20% ante ao 1T22 pelo bom desempenho do C&A Pay.


O que pesou – como nas demais varejistas – foi o cenário macro e a maior provisão para perdas da operação do C&A Pay, de R$ 44 milhões no trimestre, 3000% maior que no 1T22.


A C&A está recém começando sua operação financeira (antes era parceria com Bradescard), que tem pouco mais de 1 ano e por isso a carteira está em maturação.


Com um resultado financeiro negativo em R$100 milhões , 47% maior que no 1T22 pela alta de juros, o prejuízo no trimestre foi de R$126 milhões , menos que o prejuízo de R$152 milhões no 1T22


Menor necessidade de investimentos = maior liberação de caixa !


Após investir mais de R$600 mil por ano nos últimos anos para melhorar a estrutura de logística e tecnologia, agora o investimento baixou para R$50 milhões no trimestre, 10% menor que no 1T22.


Esta fase com menor necessidade de investimentos e melhoria de capital de giro é ótima pois libera caixa da empresa em um momento crucial de alta de juros.


A C&A teve queima de caída de R$212 milhões no 1T muito menor que os R$680 milhões queimados no 1T22, e a empresa encerrou o tri com caixa de R$ 1,5 bilhão.


dentro da dinâmica das varejistas, e do cenário econômico, o resultado foi muito bom


Importante ressaltar que a dinâmica de caixa de varejistas é de queima de caixa e resultados fracos no 1T, quando as vendas estão de !”ressaca “ após Natal, Black Friday.


No 4T pelas datas festivas , as vendas são as maiores do ano nas varejistas , e no 1T22 as empresas “pagam a conta “ de fornecedores , levando a esta dinâmica de resultados e queima de caixa no 1T22. Faz parte do negócio.


Ainda assim ,considero o resultado da C&A excelente , considerando o turnaround da empresa pós covid , considerando o resultados das pares setoriais e ambiente macro brasileiro.


a soma é positiva!

Na minha opinião a soma de:


Aumento de margens de vestuário

+

melhores vendas em mesmas lojas existentes há 12 meses da categoria vestuário

+

Menor necessidade de investimentos após fortíssimos investimentos nos últimos 2 anos

+

Queda de despesas e maior eficiência

+

crescimento da operação financeira própria C&A Pay

=

A companhia está no caminho correto para o turnaround das operações



Cristiane Fensterseifer – CNPI, CGA e consultora CVM

Instagram : @crisinveste

Twitter : @crisinveste


12/05/2022

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