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A bolsa voltou a respeitar o que realmente importa: fluxo de caixa

Resultados recentes de empresas como Mercantil, Auren, Vulcabras, RD Saúde e LWSA mostram uma mudança silenciosa na bolsa brasileira: investidores voltaram a priorizar geração de caixa e retorno sobre capital.


Tem uma cena que se repete em praticamente toda temporada de resultados.

Primeiro vem o entusiasmo.

Lucro cresce. Receita sobe. Margem melhora.

Os releases corporativos parecem sempre escritos no mesmo tom otimista.


Depois de alguns minutos analisando os números, alguém faz a pergunta que realmente importa:

“Ok… mas quanto caixa isso gerou?”


E é nesse momento que muitas histórias mudam completamente.

Porque lucro contábil pode ser ajustado. Fluxo de caixa não tem esse talento diplomático.

Ou entrou dinheiro. Ou não entrou.

E os resultados recentes da bolsa brasileira estão mostrando exatamente isso.

Durante anos o mercado se apaixonou por crescimento.Agora parece estar redescobrindo algo bem menos glamouroso:

empresas que geram caixa.

Mercantil: quando ROE ainda parece coisa de outro planeta #BMEB3 #BMEB4


O Banco Mercantil apresentou um resultado que chama atenção até em um setor acostumado a números altos.


O banco segue operando com ROE acima de 40%, ao mesmo tempo em que mantém crescimento de lucro próximo de 30%.


O ponto de atenção foi a queda do Índice de Basileia de cerca de 15% para 13%, reflexo da expansão da carteira.


Nada alarmante.


Na prática, é o tipo de “problema” que aparece quando um banco cresce rápido demais.


E historicamente o mercado costuma aceitar esse tipo de ajuste com bastante tranquilidade — desde que o retorno sobre capital continue absurdo.


Banco Mercantil #BMEB4 entrega algo raro


ROE >40% com crescimento forte do lucro de 1bi em '25 +33%aa


6x P/L e 2x P/VP.


Parece barato MAS TEM risco de capital: Basileia caiu para 13%.

Sem reforço de capital o crescimento tem limite

Queda de capital incomoda muito menos quando o retorno é extraordinário.


Auren #AURE3: quando o lucro volta… mas tem porém


A Auren apresentou uma virada importante no trimestre.


Depois de registrar prejuízo de R$ 363 milhões no ano anterior, a empresa reportou lucro de R$ 354 milhões no 4T25.


Mas como quase sempre acontece, o número mais chamativo nem sempre conta a história inteira.

Uma parte relevante do resultado veio de itens não recorrentes.


R$143 mi do EBITDA de indenização da CESP. EBITDA recorrente -2,6% aa

Msm com vento contra (GSF, curtailment), o EBITDA perto de R$870 mi, mostra resiliência pós integração da AES


Com ND/EBITDA em 4,8x, é converter R$4 bi de EBITDA em FCF e desalavancar

Resultados podem melhorar rápido. Fluxo de caixa recorrente leva mais tempo.

Vulcabras: me convenceu no mix e pricing


O crescimento no tri veio daí, melhores preços e mix mais premium, já que o volume ficou estável no 4T25.


Há um vetor estrutural favorável E IMPORTANTE: o crescimento do esporte no Brasil


Estamos na era que troca cerveja por corrida e café, lembra?


A #VULC3 negocia a 9x P/L e 6x evEBITDA, seu Retorno sobre o capital investido ROIC é de 30%


Enquanto algumas empresas ganham atenção com viradas dramáticas, outras constroem valor de forma quase silenciosa.


A Vulcabras entregou: EBITDA de R$ 220,7 milhões (+14,8%) e lucro recorrente de R$ 158,8 milhões

Mas extremamente consistente.


Empresas que conseguem sustentar crescimento operacional com ROIC elevado costumam ter uma característica interessante.

Empresas consistentes raramente parecem emocionantes no curto prazo. Mas frequentemente dominam no longo prazo.

RD Saúde: execução impecável, preço exigente


A RD Saúde continua sendo uma das máquinas operacionais mais eficientes do varejo brasileiro.

No trimestre:

  • EBITDA ajustado de R$ 936 milhões

  • crescimento de 38,2%

O lucro ajustado ficou em R$ 361 milhões.


#RADL3 entregou sim um 4T forte em operação (SSS +14,5%, EBITDA +38%), mas o que realmente importa:

FCF negativo, puxado por capital de giro (estoques) e despesa financeira.


A 30x lucro, bem acima #PGMN3 20x, #PNVL3 20x, #DMVF3 16x e #PFRM3 9x.

Eu não compro


O debate em torno da empresa não é operacional. É valuation.


Comparada com pares como Profarma (PFRM3) e Panvel (PNVL3), a RD negocia com prêmio relevante de múltiplos.


O mercado aceita pagar esse prêmio por um motivo simples:

a empresa executa melhor que quase todo mundo.

A questão é sempre a mesma:

quanto crescimento ainda cabe dentro do preço?

Empresas que executam melhor quase sempre negociam mais caras.A pergunta é: quanto crescimento já está no preço?

#LWSA3: o raro momento que empresa de tecnologia gera caixa


Durante anos, muitas empresas de tecnologia brasileiras foram avaliadas quase exclusivamente pelo crescimento de receita.

A LWSA começa a mudar essa narrativa.

O trimestre trouxe:

  • lucro ajustado de R$ 69 milhões

  • crescimento de 60,9%

  • EBITDA de R$ 96,6 milhões

Mas o dado realmente interessante é outro.


O FCF yield anualizado já se aproxima de 15%.

4T25 foi excelente com FCF de R$ 64 mi no tri raríssimo pra empresa de software.


Se for recorrente, o papel parece barato

Para uma empresa de tecnologia, esse número começa a alterar completamente a percepção de risco e valuation.


15% FCF yield anualizado é uma oportunidade após o selloff de SaaS com medo do AI acabar com essa indústria?


Me responde nos comentários.

Quando uma empresa de tecnologia começa a gerar caixa, o mercado costuma olhar para ela de outra forma.


Conclusão do dia : A nova moda está aí


A bolsa brasileira já viveu várias modas. Agora, voltou ao básico.

A moda das commodities. A moda das empresas “disruptivas”. A moda do crescimento a qualquer custo.

Agora parece estar voltando a algo bem menos glamouroso.

Empresas que geram caixa de verdade.

Pode parecer óbvio.

Mas curiosamente, em ciclos anteriores, isso foi ignorado por muito tempo.

O mercado sempre volta ao básico.

E o básico é simples:

empresas existem para gerar caixa.

Empresas existem para gerar caixa.

Pode parecer óbvio.

Mas o mercado frequentemente precisa redescobrir o óbvio a cada ciclo.

Investir bem costuma parecer sofisticado.

Mas quase sempre volta ao mesmo ponto.

Empresas que:geram caixa,usam bem capital,e ainda não ficaram óbvias demais.

É nesse pequeno espaço — entre valor real e percepção do mercado — que normalmente nascem os melhores investimentos.


Depois de quase vinte anos analisando empresas, uma coisa fica cada vez mais clara.


O desafio raramente é identificar boas empresas.

O desafio é encontrar boas empresas antes que o mercado perceba o valor delas.

Porque depois que o mercado percebe…

o desconto desaparece.


Foi justamente com essa lógica que surgiu a carteira All In One.

procurar empresas brasileiras que combinam três coisas raras ao mesmo tempo:

  • geração consistente de caixa

  • retorno alto sobre capital

  • preço ainda distorcido.


Não é sobre prever o próximo hype da bolsa.

É sobre encontrar valor ANTES.


👉 Conheça a carteira All In One:


Quando o mercado percebe o valor de uma empresa…

o desconto normalmente já desapareceu.

Se a temporada atual de resultados está mostrando alguma coisa, é isso:

o mercado pode até se distrair por um tempo.

Mas no fim, ele sempre volta a respeitar as mesmas coisas.

Empresas que geram caixa.


 
 
 
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