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Bancões sempre serão Bancões

O resultado do Banco do Brasil que saiu ontem à noite veio um espetáculo.


O lucro líquido 20% maior que a estimativa dispensaria comentários, mas ainda tem mais.


Antes de seguir na análise dos números, os felizes acionistas já receberam a notícia de que vai cair em suas contas um bom dinheirinho no dia 31 de agosto.


Isso porque o Banco do Brasil aprovou o pagamento de dividendos, R$ R$ 0,20 por ação, mais juros sobre o Capital Próprio de (JCP) de R$ R$ 0,58 por ação. Isso dá quase 2% de retorno em proventos.


Quer ter direito a este recebimento? Ainda é tempo, uma vez que que os dividendos serão pagos levando em conta a posição acionária do dia 22 de agosto.


Não foi só o lucro de R$ 7,8 bilhões, 55% maior que no mesmo trimestre do ano anterior que brilhou.


A qualidade do resultado do BB também foi boa.


Pela primeira vez desde 2012, o Banco do Brasil bateu a rentabilidade dos concorrentes privados com um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 20,5%.


A carteira de crédito do Banco do Brasil subiu 20% frente ao ano passado, puxada pelo agronegócio (+27% a.a.) e o custo do crédito reduziu!


É verdade que a inadimplência aumentou de 1,89% no 1T22 para 2% no 2T22, mas ainda assim, é um nível de inadimplência menor que o do sistema financeiro nacional e em níveis saudáveis, com uma cobertura de 271%.


Sua carteira mais exposta ao consignado e ao agronegócio, que possuem baixa inadimplência, permitiu que ele ficasse muito melhor nesse quesito que os concorrentes, com o maior índice de cobertura e o menor aumento de provisões para inadimplência.


Além disso, para jogar na cara de quem critica a gestão pública, o banco fez um excelente trabalho na contenção de despesas, que estão crescendo menos que a inflação.

Eu achei um excelente resultado.


O Banco do Brasil colocou a cereja no bolo aumentando suas projeções de desempenho, com expectativa de lucro de R$ 27 bilhões a R$ 30 bilhões este ano, o que o deixa com um P/L (preço sobre lucro) estimado de cerca de 4 vezes nas minhas estimativas.


O maior risco para o investidor do banco hoje em dia é a eleição, que pode mudar o andamento das coisas no Brasil e no banco, mas negociado a 0,7 vezes seu valor patrimonial, a mão do investidor coça.


Este múltiplo é cerca de metade do que eu espero para os bancos privados, e o velho argumento de que o ROE do Banco do Brasil é menor, neste trimestre, não vai colar.

Com a divulgação do lucro do Banco do Brasil, eu dou por encerrada as divulgações dos bancões.


Os maiores bancos do país lucraram 21% mais que no ano passado no segundo trimestre de 2022.


Após um período de grande questionamento do mercado em virtude do crescimento das fintechs, respondem em grande estilo:


Bancões sempre serão Bancões


Obs. Este artigo não é uma recomendação de investimentos, que é dada somente aos clientes em relatórios completos com riscos e tese desenvolvida.


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Abraços,

Cristiane Fensterseifer


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