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aura33 é Ouro - o amigo do risco - na bolsa brasileira

Atualizado: 25 de nov. de 2022


Se temos risco no mercado, temos também as belas oportunidades de valorização e renda!


Quem quer mais que isso?


A empresa que eu acrescento na carteira hoje tem um "quê" de proteção como eu vou explicar neste relatório e cai bem em momentos tensos como o atual.


Com as recentes quedas do mercado a Aura se tornou uma ideia ainda mais interessante para quem quer se expor ao ouro e ao câmbio, contando com o fluxo de caixa gerado por uma mineradora.


Riscos e oportunidades


Os riscos estão por aí... e os mercados caindo por conta deles...


No mundo temos altas de juros nos EUA e Europa para conter inflação galopante pós estímulos monetários, levando ao risco de recessão global.


Ainda temos a ameaça dos lockdowns na China devido a política de Covid zero, desacelerando ainda mais o crescimento dela, que foi o motor da economia global nos últimos anos.


A situação na Ucrânia e sansões para a Rússia complementam o quadro de tensão.


Aqui no Brasil, o anteprojeto da PEC da Transição de governo com cerca de R$200 bilhões de gastos fora do teto fez os já altos juros dispararem.


Para atravessar a turbulência no mercados, é quase um consenso que o ouro é um ativo de proteção.


A questão de se investir diretamente em ouro para proteção de carteira é que ele, em si, não tem fluxo de caixa.


No entanto, na B3 temos listada uma opção de empresa geradora de caixa e que ganha com o ouro e com o dólar - a Aura Minerals (AURA33).


A Aura tem correlação com a cotação do ouro, que costuma ser encarado como ativo de proteção em crises, suas receitas dolarizadas e a demanda por seu produto independente da nossa economia interna brasileira.


Oportunidade após as quedas!


Tal como o restante da bolsa, a Aura, uma microcap, sofreu bastante nos últimos tempos e sua cotação está perto das mínimas históricas, apesar do ouro bem valorizado, abrindo uma boa oportunidade de compra na minha opinião.


Desta forma, estou indicando 1,5% do Patrimônio Líquido Total investido em Aura, ou até 6% da sua carteira de ações investido na empresa!



Fonte: Google


Um dos motivos para a queda além do movimento geral da bolsa, foi a decepção dos analistas com os últimos dados de produção trimestrais, conforme o gráfico abaixo.


Apesar da queda de produção nos últimos trimestres, a empresa guiou o mercado para um excelente 4T22 de produção , veja:


Fonte: Aura


Tem ouro na B3: Aura Minerals (AURA33)

A Aura Minerals (AURA33) é uma mineradora de ouro, com cerca de 75% do resultado e cobre, com o restante do resultado, listada no Canadá.


Para investir na empresa, o investidor pode comprar os seus BDRs, que tem o código de AURA33.


A empresa é controlada pela Northwestern Enterprises Ltd, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, para fins de benefícios tributários.



Produção crescente, custos controlados e ouro valorizado


Embora o crescimento da produção em 2022 tenha sido baixo, pela descontinuidade da mina americana de Gold Road, a empresa deve aumentar em 82% a produção até 2025.


Este incremento virá dos bons projetos de crescimento que a Aura possui, que têm taxa interna de retorno (TIR) excelente, de mais de 70%, em Almas (TO) e Matupá (MT) e Borborema, a última adquirida pela empresa.


O gráfico abaixo mostra como se dará o incremento de produção futuro:



Fonte: Aura


Aquisição de Big River Gold deve ampliar a produção


A Aura Minerals (AURA33) anunciou este ano a aquisição da Big River Gold (ASX:BRV), que possui o projeto de ouro Borborema, em fase de desenvolvimento, localizado no Rio Grande do Norte, no Brasil.


Borborema é um projeto de alta qualidade, possui reservas já bem mapeadas, está próximo ao estágio de construção e localizado em jurisdição onde a Aura já opera.


Com tal ativo, a empresa deve aumentar sua produção e chegar mais próximo dos volumes de até 480 mil onças equivalentes de ouro (GEO) estimados para 2024.


O preço de aquisição pago pela Aura avaliou a Big River em 91,7 milhões de dólares australianos.


Um estudo de viabilidade para o desenvolvimento do estágio 1 de Borborema, de julho de 2020, mostrou que a operação inicial pode produzir 730 mil GEO (kGEO) e, considerando um custo de produção de US$ 713 por onça e investimentos (Capex) no seu desenvolvimento de US$ 90,7 milhões, teria um retorno de 8%, ou US$ 287 milhões.


Com isso, entendemos que o preço pago pelo ativo de 0,2 vez P/NAV foi interessante, visto que a Aura negocia a um patamar superior a este, em 1 vez P/NAV, segundo nossas estimativas.

Na métrica de EV/Recursos, a Aura está pagando 0,2 milhão/kGEO por Borborema, também inferior aos US$ 0,9 milhão/kGEO que a cia negocia hoje.


Importante mudança de patamar!


A empresa também tem um grande desconto em múltiplo P/L (Valor de Mercado/lucro de 12 meses), de apenas 10 vezes.

Em termos de valor da firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) seu múltiplo após a queda na bolsa está em cerca de 4 vezes apenas.

Fonte: Oceans14


A Aura negocia com múltiplo inferior ao dos pares internacionais maiores.


As ações de mineradoras que produzem volumes superiores negociam a múltiplos superiores a 1 vez P/NAV (preço sobre valor patrimonial líquido), enquanto a Aura atualmente negocia a 0,3 vez P/NAV.



Fonte: Aura e Raymond James


Isto quer dizer que com o crescimento de produção, além do aumento de resultados, as ações da Aura podem valorizar também pela melhora de múltiplos.


Fonte: Aura e Raymond James


Alta rentabilidade e dividendos !


Com uma excelente geração de caixa, a Aura tem um excelente ROIC (Retorno sobre o capital investido) de 26,7% (bem acima da Selic).

Fonte: Oceans14


Além disso a empresa não tem alto endividamento, de apenas 0,5 vezes dívida líquida/Ebitda no 3T22 e paga excelentes dividendos, estimados em 10%.


Conforme a própria empresa apresentou no último Aura Day, que replico no slide abaixo, poderá replicar o pagamento de dividendos e recompras que foram de incríveis US$105 milhões nos últimos 24 meses, beneficiando os acionistas.



Fonte: Aura


O custo médio da dívida da empresa é baixo, de cerca de 6%, e seu beta (correlação com o índice da bolsa) é negativo, pelo caráter anticíclico do preço do ouro, o que torna sua taxa de desconto do valuation também mais baixa que a de outros segmentos da bolsa.


Fonte: Aura



Os riscos existem, é claro – O caso Honduras


Riscos existem, sem dúvidas, como uma eventual queda forte do ouro.


Sabemos que a taxa de juros americana será elevada para conter a inflação e que este movimento tende a concorrer com o ouro, por este também ser considerado um ativo seguro no mundo dos investimentos.


Além disso, talvez no futuro a mineradora tenha de aumentar compensações ambientais e financeiras (como impostos, royalties, etc.) nos locais em que opera.


Temos também os riscos regulatórios e aqueles relacionados aos locais onde a empresa atua, os quais, para entender, é muito útil relatar o exemplo do que aconteceu com Aura no caso Honduras,


No ínicio de 2022, a Aura sofreu com más notícias de sua mina em Honduras: um comunicado do governo do país no qual o Ministério de Energia, Recursos Naturais, Meio Ambiente e Minas do país demonstrava sua intenção de suspender as atividades de mineração.


Tal suspensão, caso se concretizasse, impediria a produção da Aura na mina de San Andres, que representa cerca de 30% de seu resultado, e acarretou queda da ação superior a 12%.


O caso logo foi esclarecido e o governo deixou claro que empresas que já possuem licença, como é o caso da Aura, podem continuar suas atividades.


Naturalmente, as ações valorizaram-se recuperando parte das perdas após o esclarecimento, mas este é um risco no horizonte, a interferência dos países onde atua.


Valuation Aura


Projetei o incremento da produção da Aura conforme a entrada em operação e desenvolvimento de cada mina, de acordo com as premissas que foram divulgadas pela empresa e sem considerar perpetuidade, projetando as produções de cada mina até sua exaustão estimada no longo prazo.


Não considerei nenhum acréscimo no longo prazo de produção advinda dos projetos que estão em estudo pela companhia e podem acrescentar volumes futuros.


Estimei também os preços para o ouro e o cobre e o câmbio, principais produtos que são vendidos pela empresa, de forma a chegar numa estimativa para sua receita.


Preços do ouro e cobre futuros


As projeções de receitas e fluxo de caixa consideradas para o preço alvo consideram uma cotação do ouro na perpetuidade de US$ 1.700 por onça, em linha com o preço atual, e o mesmo está sendo considerado para o cobre, mantendo a cotação atual para o longo prazo.


Fonte: Investing


Neste próximo gráfico, podemos verificar que o cobre, responsável por quase um terço das receitas atuais da Aura, também apresentou um desempenho muito forte recentemente.


Fonte: Investing


A demanda estimada segue elevada, principalmente em um contexto de migração energética e demanda maior por parte de baterias e semicondutores.


A transição energética para reduzir as emissões de carbono deve criar uma grande demanda adicional por metais como os usador para fazer baterias e já há alguns analistas falam em um superciclo do cobre em um cenário de rápida eletrificação global


O ouro costuma ter uma relação inversa com os juros americanos, por serem ambos considerados ativos seguros.


Quando os juros americanos sobe fica mais vantajoso em relação ao ouro e atraem capital, concorrendo com o ouro pelos recursos dos investidores e fazendo o segundo cair.


Não vimos isto ocorrer ( o ouro cair com a alta dos juros nos EUA) nos últimos tempos, em partes devido ao agravamento do risco geopolítico com a guerra na Ucrânia e tensão com a Rússia.


Neste sentido, com relação ao cenário futuro, apesar da tendência de juros nos EUA ser de alta, os juros reais, descontados da inflação, ainda devem permanecer em território mais baixo por algum tempo.


Preço alvo estimado


Como resultado das projeções com as premissas acima chego em um preço alvo de R$50 por BDR AURA33, quase 60% de Upside.


Como projetar preços das commodities é algo desafiador, os cenários de upside para a Aura variando conforme o preço do ouro.


Estimo uma continuidade de pagamentos elevados de dividendos, de cerca de 10% ao ano.


Conclusão: COMPRAR


Vejo um upside interessante para a empresa, ainda mais se o preço do ouro se mantiver elevado como está.


Considerando a expectativa de produção crescente e os bons dividendos pagos pela empresa, que é uma vantagem de se investir em uma empresa produtora de ouro, que gera caixa, ao invés de alocar diretamente no ouro.


A exposição ao dólar e ouro faz da Aura um player interessante para contrabalançar o risco de um portfólio de ações.





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